10 outubro 2017
Stephen King escreve livro em parceria com Owen, seu filho caçula. “Belas Adormecidas” já está em pré-venda
Imagine só duas feras do gênero terror unindo forças
para lançar um livro. Pai e filho. Um mestre e o outro, aprendiz, aliás, um
ótimo aprendiz. É evidente que estou ‘falando’ de Stephen e Owen King. Os dois
decidiram escrever uma história arrepiante e que certamente irá tirar o sono de
muitos leitores.
“Belas Adormecidas” mostra uma cidade muuuito e
apavorante onde as mulheres dormem
envoltas em casulos. Se perturbadas, elas se tornam extremamente ferozes e
violentas. Entretanto, uma misteriosa mulher parece ser imune a essa condição.
A pergunta que fica no ar: Seria ela uma anomalia médica ou um demônio que deve
ser exterminado a qualquer custo? Um mote incrível, não acham?
Segundo o pai e o filho caçula, o processo de
escrever um livro a quatro mãos foi pacífico, sem nenhum tipo de conflito. Eles
se entenderam perfeitamente bem. Por exemplo, Owen escrevia cerca de 30 páginas
e depois perguntava ao pai onde ele iria a partir daquele ponto. King, por sua
vez, disse que não estranhou o processo nem um pouco, pois já tinha escrito uma
história com o seu filho mais velho Joe Hill.
![]() |
| Stephen e Owen King |
Mas não pense que por ser pai, o mestre do terror
teve uma atitude paternalista com Owen. Nada disso, ambos se comportaram como
dois profissionais sem vínculos familiares – pelo menos foi o que King disse em
entrevista coletiva e... Owen concordou – para que o enredo fluísse
naturalmente.
O projeto deu tão, mas tão certo que os dois já estão pensando em escrever um segundo
livro juntos.
Taí galera, “Belas Adormecidas” já está em pré-venda
nas principais livrarias virtuais, o problema é que... cada uma delas aponta
uma data de lançamento diferente, a maioria para novembro, mas prefiro seguir a
cartilha da Amazon e principalmente da Suma de Letras que é a ‘dona dos
porcos’, afinal, é a editora responsável pelos lançamentos dos livros de King
no Brasil. A data divulgada tanto pela Amazon quanto pela Suma é 16 de outubro.
Aguardemos!
07 outubro 2017
O Pequeno Príncipe
Defino “O Pequeno Príncipe’ como um livro de
cabeceira de muitas gerações. Uma obra que foi passando de pais para filhos ao
longo de décadas sem perder a sua atualidade. Também pudera, a história escrita
pelo francês Antoine de Saint-Exupéry, há mais de 70 anos, é antológica.
Tive contato com o livro através de uma professora
quando ainda estava cursando o primeiro ano do antigo ginasial. A nossa classe
tinha de fazer um trabalho baseado na obra de Saint-Exupéry, acho que um
resumo, não me lembro bem. A classe inteira amou a história; até mesmo aqueles
alunos que não eram muito chegados em literatura. Acredito que a partir daquele
momento, “O Pequeno Príncipe” injetou nas veias de vários alunos o gosto pela
leitura.
Sem querer deificar a obra, ela pode ser considerada
o clássico dos clássicos e uma das mais importantes do século, pois transcende
o tempo e o espaço em que foi criada, se perpetuando ao longo de décadas. Quem
lê “O Pequeno Príncipe” acaba descobrindo o que há de melhor nos seres humanos.
Só mesmo, você lendo as suas páginas para entender melhor o que estou tentando
explicar.
Trata-se de uma das obras literárias mais traduzidas
no mundo, tendo sido publicada em mais de 220 idiomas e dialetos. Saint-Exupéry
foi também autor das ilustrações originais de 1943. Em Portugal, O
Principezinho, como ficou conhecido, integra o conjunto de obras
sugeridas para leitura integral, na disciplina de Língua Portuguesa, no 2º
Ciclo do Ensino Básico.
Aquele menino lourinho se transformou num dos
personagens mais famosos e queridos de todos os tempos, que empolga crianças e
adultos com ensinamentos inesquecíveis. Sua história deixa marcas pela forma
simples de suas mensagens de otimismo, simplicidade e amor ao nosso
planeta.
O livro conta a história de um piloto que cai com
seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter
vindo de um pequeno planeta distante. Naquele lugar ermo, na convivência com o
piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da
vida.
Uma obra imperdível que não pode faltar na
biblioteca de nenhum adulto e também de nenhuma criança.
Fantastic!03 outubro 2017
O Meu Pé de Laranja Lima
“O Meu Pé de Laranja Lima”, escrito por José Mauro
de Vasconcelos, lançado em 1968, foi um dos livros que me ajudou a ganhar gosto
pela leitura. Tanto é verdade, que já o li e reli por diversas vezes e pretendo
relê-lo outras vezes mais. E não
satisfeito com as leituras e releituras, ainda assisti as novelas que foram ao ar
pela Rede Bandeirantes em 1980 e 1998. Cara, a história é muito boa.
Ainda me lembro da minha fase de ‘calouro-ginasial’.
Fiquei abobado quando vi, pela primeira vez, a biblioteca da minha nova escola
que se comparada com a do grupo escolar, onde estudava, era parecida com a
antológica biblioteca de Alexandria. Foi fuçando nesse mar de livros que
localizei a história de um garoto chamado Zezé. Após folhear as primeiras
páginas acabei me interessando pelo livro e o pedi emprestado. Lí rapidinho.
Fiquei fã de carteirinha daquela criança pobre, de
seis anos, inteligente e sensível. Carente de um afeto que não encontra na
família, Zezé aprende tudo sozinho e inventa para si um mundo de fantasia em
que seu grande confidente é Xururuca, o pé de laranja lima. As suas conversas
com a árvore são emblemáticas e ao mesmo tempo emocionantes.
Acredito que um dos motivos que leva tanta gente a
gostar do livro, são as emoções que ele desperta, algumas bem fortes. No meu
caso, ainda me recordo, que parte dos sentimentos de Zezé era semelhante aos
meus. E vou mais além, o desabafo que o personagem fazia toda vez que
‘conversava’ com o seu pé de laranja lima era também o desabafo que muitas
crianças daquela época gostariam de fazer com alguém, mas não podiam - por não
terem esse alguém ou, simplesmente, não confiarem em ninguém.
O pé de laranja lima que está plantado na casa de
Zezé é o seu melhor amigo: ouve, fala, brinca, dá conselhos. Xururuca é
incrível! O amigo que todos nós, crianças daquele tempo, gostaríamos de ter.
O livro tem ainda outros personagens importantes e
cativantes como Portuga, um comerciante supimpa que faz Zezé se sentir querido
pela primeira vez na vida. Mêu! Um trecho envolvendo o Portuga é de partir o
coração.
Uma curiosidade interessante que fiquei sabendo há
pouco tempo, é que José Mauro escreveu o livro em apenas 12 dias. Acredita?!
“O Meu Pé de Laranja Lima” pode ser considerado o
livro brasileiro mais traduzido para outras línguas, deixando evidente a sua
popularidade entre crianças, adolescentes e adultos.
Foi adaptado para o cinema pela primeira vez
em 1970 por Aurélio Teixeira. Ganhou três telenovelas: em 1970, exibida pela TV
Tupi; em 1980, pela Rede Bandeirantes; e em 1998, novamente exibida pela Rede
Bandeirantes. Em 2003, O Meu Pé de Laranja Lima foi publicado na
Coréia do Sul, em forma de quadrinhos, numa edição com 224 páginas ilustradas.
Em 2012, uma nova versão cinematográfica foi dirigida por Marcos
Bernstein, um dos roteiristas da mega-produção do cinema nacional, Central do
Brasil.
Enfim, um livro que merece todo esse sucesso.
Assinar:
Postagens (Atom)




