25 agosto 2017

“Origem”, novo livro de Dan Brown, chega nas livrarias em outubro. Desta vez, Robert Langdon tenta descobrir de onde viemos

O Marcos, um colega de trabalho – cara hiper legal – me disse há alguns dias algo engraçado, mas ao mesmo tempo sério. Ao chegar na redação, ele disparou: - Moreira, sabe qual a diferença entre o Kvothe e o Robert Langdon? – eu respondi que não. – O Langdon demora uma eternidade, mas um dia chega, já o Kvothe, demora uma eternidade e meia, mas nunca chega. – Cara achei o máximo essa filosofia tupiniquim.
O Marcos quis dizer que Dan Brown demora muuuiiito para lançar uma nova sequência das aventuras de seu personagem principal, o simbologista de Harvard, Robert Langdon; mas por outro lado, Patrick Rothfuss demora o dobro de tempo para colocar no mercado um novo enredo do arcanista Kvothe que lhe deu projeção mundial.
- Digamos que os fãs de Langdon sofrem bem menos do que os fás de Kvothe. – disparou Marcos.
Vejam bem, Rothfuss lançou “O Temor do Sábio” – 2º volume da trilogia “Crônica do matador do Rei” em 2011, enquanto Brown liberou “Inferno” -4º livro das peripécias do professor universitário metido a Indiana Jones - em 2013. Após quatro anos, Brown já está com o quinto romance do personagem engatilhado para entrar no mercado literário, enquanto Rothfuss, após seis anos, ainda continua empacado. Cara, ninguém tem notícias de “Os Portões de Pedra” que conclui a trilogia “Crônica do Matador do Rei”. Caraca!
Tudo bem pessoal, deixando as analogias de lado, vamos ao que interessa: ao novo livro de Brown que você, com certeza, está contando nos dedos  a hora de chegar.
“Origem” tenta reeditar o sucesso de “Anjos eDemônios” (2000), “O Código Da Vinci” (2003), “O SímboloPerdido" (2009) – na minha opinião, o pior de todos  - e Inferno (2013). Os cinco livros pertencem ao chamado ‘Universo Langdon’ do autor. A previsão é de que o novo livro, que já está em pré-venda, desemboque nas livrarias brasileiras em  será lançado internacionalmente no dia 5 de outubro.
Em Origem, Langdon percorrerá cenários como o Mosteiro de Montserrat, a Casa Milà (A Pedreira) e A Sagrada Família, em Barcelona, o Museu Guggenheim, em Bilbao, o Palácio Real de Madri e a Catedral de Sevilha.
Em comunicado a impressa, revelou que Origem levará Langdon as duas questões mais importantes da humanidade , por exemplo, de onde viemos, e a resposta promete sacudir a Terra.
Os cenários de seus livros são peças-chave no enredo, a exemplo de sua obras anteriores.
"Sempre considerei a Espanha uma terra de belos paradoxos, um lugar que possui uma rica tradição e uma rica história que, ao mesmo tempo, não deixa de mirar o futuro inovando em ciência e tecnologia”, explicou Dan Brown em comunicado.
Ele prossegue afirmando, “quando quis escrever uma história que mesclasse o antigo e o moderno, sabia que só podia escolher um lugar para ambientá-la”.
Dan Brown escolheu situar o livro na Espanha por esses motivos narrativos, mas sua ligação pessoal com o país também influenciou na decisão. “Espanha foi o primeiro país que visitei fora dos Estados Unidos. Eu tinha 16 anos e vivi em Astúrias com uma família maravilhosa. Durante minha visita, me apaixonei pela cultura, pela história e, sobretudo, pelas pessoas e sua língua.”
Taí galera, agora só resta aguardar com toda a nossa expectativa a chegada da nova aventura de Langdon e torcer para que cumpra o seu objetivo principal: satisfazer o apetite de seus vorazes leitores.
Vejamos.


20 agosto 2017

“O Labirinto dos Espíritos”, obra que conclui a saga “O Cemitério dos Livros Esquecidos”, chega às livrarias no final de agosto

Vejam só o que o novo livro de Carlos Ruiz Zafón - que será lançado em 22 de agosto - me obrigou a fazer. Uma maratona de leitura! Isto mesmo, eu terei que reler “A Sombra do Vento”, “O Jogo do Anjo” e “O Prisioneiro do Céu” em tempo recorde para somente depois poder devorar “O Labirinto dos Espíritos” que já está em pré-venda.
“O Labirinto dos Espíritos” é o quarto livro da saga que ficou conhecida por “O Cemitério dos Livros Esquecidos”. Como as histórias se sobrepõem e se complementam, muitos leitores acreditam que elas podem ser lidas fora de ordem. O próprio autor diz que é uma história com quatro portas de entrada diferentes, e isso é o mais mágico de tudo,  segundo ele.
Mas, no meu caso, como amei “A Sombra do Vento”, adorei “O Jogo do Anjo” e me apaixonei por “O Prisioneiro do Céu”, prefiro fazer a leitura da saga respeitando a ordem cronológica de lançamento dos livros. Na minha visão de leitor, não adianta; por mais que digam que uma leitura ‘apartada’ não irá atrapalhar a essência da saga, sempre fica algum detalhe perdido nas entrelinhas dos livros anteriores que ao ser recuperado numa releitura, deixa o enredo, em seu todo,  ainda mais apaixonante.
Portanto, está explicado o motivo da minha maratona de leitura. Enquanto não chega nas livrarias “O Labirinto dos Espíritos” – o qual já reservei – vou relendo com todo o prazer os três livros anteriores da saga “O Cemitério dos Livros Esquecidos”.
Em “O Labirinto dos Espíritos”, Zafón promete unir as histórias de “A Sombra do Vento”, “O Jogo do Anjo” e “O Prisioneiro do Céu”. Foi por isso que o autor disse em suas entrevistas que a obra conta a história da família Sempere do início ao fim, não havendo a necessidade da chamada ‘leitura cronológica’ da saga.
O foco dessa nova história é Isabela Sempere, mãe de Daniel Sempere, que conhecemos em “O Jogo do Anjo” e cujo passado, começamos a compreende em “O Prisioneiro do Céu”. Mas apesar de ser um livro de conclusão da saga, reunindo antigos personagens, o seu enredo também brinda os leitores com novas aventuras e personagens tão ‘viciantes’ quanto aqueles já conhecidos. Pelo menos é o que garante a maioria dos críticos literários espanhóis e americanos.
De acordo com o release fornecido pela Suma de Letras, o enredo de “O Labirinto dos Espíritos” se passa na Madri dos anos de 1950. Alicia Gris é uma alma nascida das sombras da guerra, que lhe tirou os pais e lhe deu em troca uma vida de dor crônica. Investigadora talentosa, é a ela que a polícia recorre quando o ilustre ministro Mauricio Valls desaparece; um mistério que os meios oficiais falharam em solucionar.
Em Barcelona, Daniel Sempere não consegue escapar dos enigmas envolvendo a morte de sua mãe, Isabella. O desejo de vingança se torna uma sombra que o espreita dia e noite, enquanto mergulha em investigações inúteis sobre seu maior suspeito, o agora desaparecido ministro Valls.
Os fios dessa trama aos poucos unem os destinos de Daniel e Alicia, conduzindo-os de volta ao passado, às celas frias da prisão de Montjuic, onde um escritor atormentado escreveu sobre sua vida e seus fantasmas; aos últimos dias de vida de Isabella, com seus arrependimentos e confissões; e a intrigas ainda mais perigosas, envolvendo figuras capazes de tudo para manter antigos esqueletos enterrados. 
Taí galera, vou acelerar a leitura de “O Livro dos Mortos do Rock” de David Comfort para dar início a minha nova maratona.

Inté!

17 agosto 2017

A Confraria

“A Confraria” foi o segundo livro de John Grisham que eu li; o primeiro foi “A Firma”. Achei fantástico. A história daqueles três ex-juízes sacanas –cumprindo pena num presídio federal da Flórida – que apesar de estarem atrás das grades, conseguem aplicar o chamado ‘golpe do século’ é por demais sedutora.
Apesar de utilizar vários termos jurídicos durante a narrativa, Grisham consegue  desenvolver uma escrita fluida que não cansa o leitor, pelo contrário, deixa-o ainda mais curioso ao virar cada página.
O autor consegue com muito humor, ação e suspense, fazer uma crítica severa aos jogos de interesse e à busca desenfreada pelo poder que existem nos meios governamentais americanos. Apesar de ser uma obra de ficção, o leitor tem uma idéia do que é os bastidores de uma disputa pela presidência dos Estados Unidos, onde os candidatos nem sempre são tão bem preparados como imaginamos. Tudo bem que se trata de um romance e por isso mesmo, nada real, mas é viciante para o leitor ir descobrindo aos poucos os mais secretos segredos do personagem Aaron Lake; um deputado que a CIA (agencia de espionagem americana) quer colocar no posto de presidente daquele país.
Através do personagem, passamos a entender a sordidez que rola atrás das cortinas de um pleito para o cargo político mais cobiçado do mundo: presidente dos Estados Unidos.  Mas alguns que estão lendo esse post podem perguntar: “Pera aí, mas o livro não é uma simples obra de ficção?” Sim, é. Mas você acredita que para escrever o enredo de “A Confraria”, o autor não se baseou em alguns fatos que rolaram nos corredores escuros da política americana? Claro que sim! Esta é uma das características de Grisham. Aliás, sempre foi, e ele explora essa peculiaridade à exaustão em suas obras.
Ele critica ainda de uma maneira satírica o sistema falho de segurança das prisões federais americanas, onde os três ex-juízes prisioneiros conseguem engendrar um plano debaixo dos narizes dos diretores e guardas da prisão.
O trio de prisioneiros federais  que apronta ‘poucas e boas’ são Roy Spicer que cumpre pena por roubar uma igreja; Finn Yarber, condenado por sonegação de impostos e Hatlee Beech, preso por atropelar e matar duas pessoas. Estas três ‘figuras’ formam a Confraria do título do livro.
Eles estão detidos numa prisão para criminosos de baixa periculosidade – falsários, sonegadores de impostos, médicos, advogados corruptos, traficantes, entre outros. Spicer, Yarber e Beech exercem o papel de consultores jurídicos para os seus colegas prisioneiros, revendo processos, redigindo apelações e resolvendo pequenas disputas internas, faturando pequenos honorários. Mas eles não estão satisfeitos. Querem mais. E assim começam a aperfeiçoar um golpe para extorquir dinheiro de respeitáveis senhores ricos de meia-idade que tem muito a esconder da sociedade.
Através de anúncios pessoais na seção de classificados de revistas gays, eles procuram potenciais vítimas de sua chantagem. O golpe começa a dar certo e o dinheiro começa a chover na conta secreta que possuem em um banco no exterior. Quantias cada vez maiores animam a ambição dos ex-juízes, que não medem esforços para sugar tudo de suas vítimas.
Longe  da prisão, o deputado Aaron Lake também faz parte de um plano, mas muito diferente. A CIA quer colocá-lo na Presidencia da República. Interesses em jogo na indústria de defesa desejam o retorno à guerra fria e conseqüente reaquecimento do comércio de armas, e cabe a Aaron Lake representar esses interesses do governo. Vultuosas somas de dinheiro são injetadas nos fundos da campanha do futuro presidente. A candidatura do deputado sobe aceleradamente nas pesquisas e o nome de Lake toma conta do país. Ele passa a ser visto como um novo messias que irá livrar o povo americano do caos.
Ocorre que o destino do virtual futuro presidente dos Estados Unidos acabara cruzando com o destino dos três ex-juízes encarcerados.

Ação, suspense e humor se fundem na narrativa de Grisham que certamente agradará os seus leitores.

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