segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O Símbolo Perdido



“Não é de todo ruim”, “poderia ter sido melhor”, “Achei O Código da Vinci melhor” e por aí vai... Estes foram alguns comentários de leitores que vi nos blogs que visitei; blogs que opinavam sobre o livro “O Símbolo Perdido” de Dan Brown. Com relação ao ponto de vista dos blogueiros (as), também não observei muita diferença. A maioria escreveu que “gostou, mas não muito” do livro, enquanto outros colegas acharam a “história regular”. Foi difícil localizar alguns blogs que afirmassem com todas as letras que “O Símbolo Perdido” foi ótimo ou excelente.
Confesso que estas opiniões – a maioria delas em cima do muro, me desculpem a honestidade, já paguei caro por ‘ser assim, mas sou assim’ – me deixaram mais tranqüilos para escrever o penso da obra de Dan Brown. Cara, sei que os fãs do escritor correspondem a uma verdadeira legião que vem aumentando a cada dia no mundo e por isso criticar o que Brown escreve é complicado, pois as suas obras se tornaram ‘bíblias’  para grande parte dessa galera. Entendo que isso é um exagero, mas tudo bem, ‘cada um é cada um’ e temos de respeitar a individualidade dos seres humanos. Mas não escondo não, quando constatei que grande parte da galera tinha achado que “O Símbolo Perdido” estava mais para decepção do que para sucesso, fiquei bem mais tranqüilo para escrever sobre o assunto.
Mas vamos ao que interessa: o porque ou os porquês de não ter gostado dessa história de Brown. Achei a leitura arrastada, monótona, como se o leitor fosse obrigado a subir uma rampa enorme com um saco de pedras nas costas na esperança de encontrar no final da sua jornada o tão desejoso copo de água, mas ao chegar no topo, acaba descobrindo que o tal copo está vazio.
Quando comecei a ler a primeiras páginas do livro pensei comigo: - “Cara! Que massa! Essa história vai me fazer perder o fôlego”. E de fato, “O Símbolo Perdido” tinha todas as credenciais para isso, costumo dizer que Brown começou a tecer uma teia de aranha firme e sólida. Um argumento interessante envolvendo segredos da Franco-Maçonaria; o seqüestro misterioso de Peter Solomon, amigo pessoal de Robert Langdon; a construção inicial dos personagens, que à primeira vista davam a impressão de terem sido os melhores já criados pelo autor, principalmente, Khaterine, irmã de Solomon; a caçada inicial de Langdon em busca do amigo desaparecido; mas depois, com o passar das páginas, esse enredo que prometia uma história de suspense avassaladora, acabou perdendo força, se tornando inóspito. 
Depois de lidas um pouco mais de 200 páginas, ‘palavra’ que já havia perdido o tesão pela história. Monólogos que não levavam a nada, diálogos patéticos e uma encheção de lingüiça sem tamanho envolvendo noética, assuntos pseudo-filosóficos e o escambau a quatro. Para quem leu e detestou “O Segredo” de Rhonda Byrne – assim como eu detestei – aqui vai uma péssima notícia: da mesma forma que essa bomba literária de Byrne adotou a noética como pedra filosofal, “O Símbolo Perdido” também tem nessa disciplina - que estuda os fenômenos subjetivos da mente - grande parte de seu alicerce. Foi dureza agüentar as tais discussões sobre noética envolvendo os personagens Katherine e Langdon. PQP! Me esgotou a paciência!
Outro detalhe é a facilidade com que o leitor descobre, já no meio do livro, quem é o vilão envolvido no desaparecimento de Solomon. Brown dá pistas exageradas para essa descoberta. Matei a charada em pouquíssimo tempo. Figurinha fácil, fácil!
Lembro que em “Inferno”, Brown foi mestre em iludir o leitor, ou seja, muitas vezes o personagem que achávamos ser o ‘sangue ruim’ do enredo, na realidade era o ‘sangue bom’ e assim vice-versa. Já em “O Símbolo Perdido”, isso não ocorre, já que os personagens são bem caricatos.
Quanto ao final do livro me lembrou muito aqueles filmes de caça ao tesouro que passavam na Sessão da tarde. Tinha um do Nicolas Cage que eu não perdia por nada desse mundo: “A Lenda não sei de que”, não me lembro agora.
Enfim galera... é isso aí. Desculpem-me aqueles que gostaram e veneraram a obra de Brown, mas no meu caso, as lembranças não foram muito agradáveis. Ainda bem que “Inferno” conseguiu apagar essa grande decepção e provar que Brown ainda continua sendo capaz de criar histórias interessantes.
Aguardemos o próximo, que cá entre nós deverá demorar um poucão, afinal de contas, o sujeito ainda está colhendo os louros iniciais de seu sucesso com “Inferno”..

9 comentários:

  1. Fala Jam? Tudo jóia? Olha, tenho que concordar com você... Esse livro é uma bomba... Já tinha lido todos ou outros dele e os achado interessante então fui ler esse. Uma desgosto, foi um dos poucos livros que abandonei e não dei (ainda) uma segunda chance. Fora que o gancho maçônico foi terrivelmente mal usado. Os personagens estereotipados demais, caducados. Não deu para mim... (Mas sua resenha foi boa! E honesta!) Abração man!

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    1. Pois é, parece que Dan Brown errou a mão em "O Símbolo Perdido", mas depois acabou dando a volta por cima graças a "Inferno". E parabéns man!! Fiquei sabendo que 'Calafrios da Noite' vem sendo um dos mais vendidos na Amazon.
      Abcs!

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  2. hehehe, tenho tido ajuda de uns caras aí! Quando estiver disposto a cansar a vista com uns outros e-books me avise! Mas falando dessa resenha (e das outras suas que li sempre muito honestas), tive a mesma impressão quanto ao símbolo perdido. Não tenho preconceito algum com best sellers ou com o "Dan", mas ele livro é um pouco massante mesmo.Ainda tentarei lê-lo até o fim, mas não deu... Abração

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  3. Eu vou ser sincero já li o Fortaleza Digita e o Código da Vinci devorei os livros muito rapidamente até fiquei impressionado com a velocidade que li agora o Simbolo Perdido travei na página 185 e não tenho tesão algum de ler e olha que a maçonaria é um dos temas que eu mais gosto.

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  4. Ótimo texto de resenha. Meus parabéns! Amei a maneira que vc usou para se expressar, me fez se interessar pelo livro....mas vc já leu o livro reverso... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história.....acesse o link da livraria cultura...a capa do livro é linda ela traz o universo como tema.
    http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=78725243

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    1. Olá Juliano, me responda uma pergunta. Esse link que você colocou não funciona mais, mas a pergunta é...qual seria esse livro que você menciona em seus comentários?

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  5. Li Inferno...após alguns 3 anos sem ler BROWN....gostei tanto q terminei rápido e voltei a pegar O Simbolo Perdido...havia me esquecido que pelejei para lê-lo...mas nunca consegui.Tentei de novo e de novo....é ruim D+.Desisti....novamente.

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    1. "O Simbolo Perdido" está muito aquém do talento de Brown... Infelizmente, ele perdeu a mão nessa história. :(

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  6. Ainda bem que não li isso aqui antes de ler o livro pois, gostei do livro, além da riqueza de detalhes(o que pra muita gente é um saco) que o autor traz,leia o livro de forma imparcial(sem se apegar a nenhum religiosismo dai fica bacana).Concordo que há momento que a leitura é arrastada mas não tira o brilhantismo do autor e nem do livro.A unica critica que faço é somente em relação as ultimas paginas do livro(que realmente não fazem efeito na historia geral do livro).

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