Medicina dos horrores – Livro polêmico desvenda o sangrento e macabro mundo das cirurgias do século XIX


Ainda bem que não nasci no século XIX! Para ser mais específico, antes de 1846. Caraca, fico imaginando como seria naquela época uma cirurgia de fístula perianal. Por que? Simples, devo passar por essa intervenção cirúrgica na próxima semana.
Após ter visto os releases da pré-venda de “Medicina dos horrores” da historiadora Lindsey Fitzharris, obra que narra como era o chocante mundo da cirurgia do século XIX, agradeci à Deus por ter chegado ao mundo 115 anos depois. Ufaaa!!
Naquela época, ‘a coisa’ era trash, meu amigo. Imagine se você tivesse quer fazer uma cirurgia sem anestesia. Verdade! O ‘bem-aventurado’ Dr Crawford Long, só viria descobrir o éter etílico como anestésico em 30 de março de 1842, durante um procedimento cirúrgico para remover um tumor de um paciente. Antes disso, as intervenções eram cruciais e realizadas a sangue frio com os pobres pacientes sendo obrigados suportar a agonia de ter o seu corpo rasgado, remexido e costurado: bem acordadinhos.
Pois é, de forma brutal e sem qualquer ajuda de remédios, os cirurgiões cortavam os pacientes, quebravam ossos, retiravam órgãos e costuravam artérias. Enquanto essas pessoas permaneciam completamente conscientes.
Aiiiii.... eu e a minha fistula naquela época....Arghhhhhhh! Só de pensar....
Apaixonei-me pelo tema do livro. Na realidade, sempre tive uma queda por assuntos relacionados ao mundo da medicina. Para quem não sabe, o primeiro vestibular que prestei foi nessa área, somente algum tempo depois descobri a minha vocação para o jornalismo.
Gostei tanto do pouco que vi, que apesar do preço bem salgadinho (R$60,00), já reservei a minha edição que está em pré-venda nas principais livrarias virtuais.
Em “Medicina dos horrores”, Fitzharris evoca os primeiros anfiteatros de operações — lugares abafados onde os procedimentos eram feitos diante de plateias lotadas — e cirurgiões pioneiros, cujo ofício era saudado não pela precisão, mas pela velocidade e pela força bruta, uma vez que não havia anestesia. Não à toa, os mais célebres cirurgiões da época eram capazes de amputar uma perna em menos de trinta segundos, como por exemplo, Robert Liston, um cirurgião escocês que ficou conhecido por suas amputações rápidas, algumas delas feitas em cerca de dois minutos.
Trabalhando sem luvas e sem qualquer cuidado com a higiene básica, esses profissionais, alheios à existência de micro-organismos, ficavam perplexos com as infecções pós-operatórias, o que mantinha as taxas de mortalidade implacavelmente elevadas.
Joseph Lister vaporizando o campo cirúrgico com ácido carbólico
É nesse cenário, em que se considerava mais provável um homem sobreviver à guerra do que ao hospital, que emerge a figura de Joseph Lister, um jovem médico que desvendaria esse enigma mortal e mudaria o curso da história. Concentrando-se no tumultuado período entre 1850 e 1875, a autora nos apresenta Lister e seus contemporâneos e nos conduz por imundas escolas de medicina, os sórdidos hospitais onde eles aprimoravam sua arte, as “casas da morte” onde estudavam anatomia e os cemitérios, que eles, volta e meia invadiam para roubar cadáveres.
Lister era um cirurgião médico e cientista britânico que conseguiu desenvolver práticas de cirurgia anti-séptica durante a era vitoriana da Inglaterra graças ao seu conhecimento da teoria sobre a origem da putrefação e a fermentação de Louis Pasteur. Ele também foi quem descobriu o uso da chamada sutura de catgut ou absorvível em feridas cirúrgicas.
O método anti-séptico desenvolvido por Lister mudou substancialmente a prática de intervenções cirúrgicas no século XIX. Naquela época, como já disse, as operações eram realizadas em condições extremamente precárias, não só por causa de higiene inadequada, mas também pelo espetáculo público que tinham.
O livro “Medicina dos Horrores” tem previsão de chegar às livrarias no dia 5 de julho próximo, mas aqueles que quiserem garantir o seu exemplar já podem reserva-lo em pré-venda.
Inté!
Detalhes Técnicos
Autora: Lindsey Fitzharris
Tradução: Vera Ribeiro
Páginas: 320
Gênero: Biografia
Editora: Intrínseca
Ano da edição: 2019
Acabamento: Capa dura
Altura: 23.00 cm
Largura: 16.00 cm
Formato(s) de venda: livro, e-book
Formato: 16 x 23 x 2,1
Lançamento: 05/07/2019

2 comentários

  1. Adorei a apresentação do tema! Parabéns e boa recuperação na cirurgia.

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    1. Quem bom que gostou, fico feliz :)
      Quanto ao pós-operatório me sinto-me bem melhor. Ufaaa (rs)
      Abcs!

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