09 março 2014
10 livros sobre a vida do papa Francisco
Ganhei um livro de presente!! Cara! Me responda aí:
quer uma ‘coisa’ melhor do que essa, pelo menos para um leitor inveterado como
eu? Pois é, meu irmão voltou do Guarujá com uma dessas ‘belezuras’ numa
sacolinha ‘xique-nu-urtimu’ de uma livraria também ‘xiqui-nu-urtimu’. A obra
estava embaladinha, nos trinques. Mas sabe amigo, abrir uma embalagem, tendo a
certeza que lá dentro, bem guardadinho, existe um livro, pode ser perigoso para
os leitores fanáticos e com o coração mais fraco. É, verdade. Perigoso e muito!
Você não sabe o que poderá encontrar ‘atrás’ da embalagem. E aí, já viu né, enquanto
vai brigando com o pacote, abrindo uma borda aqui outra ali, a sua mente vai
trabalhando mais do que aqueles motores de zilhões de cavalos de uma Ferrari,
cujo motorista acelera no último: “Que livro será?”; “Já tenho em minha estante?”;
“Será que é alguma obra que li, detestei e parei pela metade?”; “É aquele livro
que estava sonhando há muito tempo, mas estava sem dinheiro para comprar?”.
Oh,oh,oh...são tantas dúvidas cruéis.
Foi assim, que me senti quando o meu irmão decidiu
me presentear com um book. Logicamente, a galera quer saber se gostei da
surpresa. Simplesmente adorei, porque na realidade acabei ganhando dois
presentes em um só. Explico melhor. O livro que caiu em minhas mãos se chama:
“Francisco: O Papa dos Humildes” e já vinha desejando lê-lo, desde a época de
seu lançamento (que não faz muito tempo). Tinha curiosidade de saber como o
escritor e jornalista Andreas Englisch – correspondente alemão no Vaticano – havia
abordado os detalhes sobre a vida do novo papa e como ele iria ‘lidar’ com a
série de problema, envolvendo corrupções e casos de pedofilia e outras
preocupações que assolam a nossa Igreja. E por confiar muito nesse papa, um dos
mais carismáticos e sinceros que já ocuparam o trono de Pedro – não se esquecendo
do nosso João Paulo II – estava afinzão de ler essa obra. Queria tanto, mas
tanto, que até acabei se esquecendo do livro anterior de Englisch, “O homem que
não queria ser papa”, que muitos – inclusive eu – taxaram de oportunista e
pouco confiável, devido ao tempo recorde em que foi escrito, ou seja, poucas
semanas após a renuncia de Bento XVI. Confesso que, hoje, estou curioso para
saber como English - que vive nos corredores do Vaticano respirando as notícias
papais – vê essa nova fase da Igreja Católica. Bem, quanto ao outro presente....como
vou explicar... Olha seria mais ou menos assim: “ao ter pegado nas mãos ‘Francisco
– O Papa dos Humildes’, de repente, pintou uma curiosidade avassaladora. Mêu! Quantos
livros sobre o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foram escritos desde que
ele se tornou Papa?? Ao pesquisar na
“santa Internet” fiquei completamente abestalhado. Gente, há uma ‘infinidade’
de obras sobre o novo papa, escrita pelos mais variados escritores. Então
pensei, aqui, com os meus botõezinhos de estimação: porque não criar um post
sobre o assunto; algo como, ’10 livros sobre o papa Francisco”. Pronto; e
assim, nasceram essas linhas. Vamos à elas.
01
– Francisco – O Papa dos Humildes (Andreas Englisch)
Editora:
Universo dos Livros
Páginas:
280
Vou começar pelo livro que ganhei de presente de meu
irmão. Orlandão, sinceramente ‘ocê’ deu um tiro certeiro. Quando Englisch
lançou “O Homem que não queria ser Papa” dei uma titubeada, não sabia se ia ou
se ficava. No final da história, acabei ficando. Decidi não arriscar a compra
da obra polêmica porque acreditava ser algo oportunista, lançado com a simples
intenção de faturar alguns dólares em cima da renuncia de Bento XVI. Depois de
algum tempo, fiquei sabendo que o autor havia conseguido uma entrevista inédita
com o fechadíssimo e avesso às entrevistas, cardeal Joseph Ratzinger, o nosso
ex-Papa Bento XVI. Mêu!! ‘Pro’ cara ter conseguido agendar uma entrevista com Ratzinger
é porque o sujeito é respeitado nos bastidores do Vaticano. Depois, fiquei
sabendo ainda um outro detalhe: Englisch conseguiu nessa entrevista, em 2012,
com o então Papa Bento XVI algo inacreditável. Ele simplesmente fez com que
Ratzinger revelasse, pela primeira vez, a hipótese de uma renuncia ao trono de
Pedro. Um jornalista que consegue essa proeza, mesmo sendo considerado
oportunista, tem lá as suas virtudes. Podem ser poucas virtudes, mas tem. Ai,
ai, ai!! Pronto! Comecei a mudar o meu conceito com relação à Englisch. Bem
galera, foi por isso que fiquei curioso com relação a sua mais recente obra.
Em seu novo livro, o autor trata Francisco como um
revolucionário e afirma que o Papa, na época em que era cardeal, detesta ir à
Roma porque tinha problemas com a Cúria Romana. Segundo ele, o que importa para
o cardeal argentino - hoje, papa - é o povo mais humilde, o resto – e esse
resto inclui Cúria, cardeais metidos a mandões e sabichões, decanos do Vaticano
e o escambau à quatro - que se danem. Englisch responde ainda uma pergunta que
todos os cristãos gostariam de saber: se o Papa emérito Bento XVI interfere ou
poderá vir a interferir nos caminhos da Igreja. Enfim, uma obra deliciosamente
polêmica.
02
– Francisco, o Papa da Simplicidade (Mário Escobar)
Editora:
Agir
Páginas:
184
Este livro foi escrito por um historiador espanhol
chamado Mário Escobar. Aqueles que bem o conhecem, desculpem-me, mas eu nunca
ouvi falar desse autor. Independentemente disso, pelo o que pude ‘fuçar’ na
Net, o sujeito é do ramo, ou seja, já publicou inúmeras matérias sobre a Igreja
católica em jornais e revistas da Espanha, Itália e Estados Unidos. O livro deixa as revelações bombásticas de
lado para trabalhar mais com as hipóteses do que o novo papa poderá fazer em
seu pontificado. Por exemplo, Escobar acredita que o papado de Francisco será
marcado pela vontade de diálogo com as outras religiões e a sua vontade de
ajudar os pobres.
O autor lembra que agora, como papa, Francisco
enfrenta uma Igreja Católica em crise, abalada por escândalos de pedofilia e
vazamento de documentos sigilosos. Por isso seu caminho não será fácil, mas pela
sua história, o livro mostra através de fatos que o primeiro papa
latino-americano nunca foge dos desafios.
03
– Segredos do Conclave (Gerson Camarotti)
Editora:
Geração
Páginas:
304
O jornalista da Glonews,
Gerson Camarotti, demorou cerca de oito anos para produzir o livro “Segredos do
Conclave”. Segundo ele, foi uma luta árdua pesquisar, sair a caça de provas,
entrevistar pessoas envolvidas e mais isso e aquilo. É ‘miguinho’, tu pensas
que é fácil descobrir o que se passa na cabeça de um grupo de cardeais durante
o processo de escolha de um papa? Pois é, Camarotti - que também teve a honra
de ser escolhido como o único jornalista brasileiro a entrevistar o papa
Francisco com exclusividade – conseguiu informações importantíssimas sobre a
eleição mais secreta do mundo. Não me pergunte como, mas o autor ‘escarafunchou’
revelações exclusivas, certas coisas que jamais poderiam sair das quatro
paredes da Capela Sistina; mas... acabou saindo, sabe-se lá como. Isso prova a
competência do cara naquilo que faz, afinal de contas, trata-se de um
profissional de grande capacidade.
Uma curiosidade sobre
“Segredos do Conclave” é que apesar da produção da obra ter demorado oito anos,
Camarotti acabou sendo obrigado a escrevê-la em um mês! A
pressa desenfreada fez parte de uma estratégia para entregar o resultado ao
papa Francisco antes de ele desembarcar no Brasil para a Jornada Mundial da
Juventude, em julho do ano passado. E acabou dando certo. Francisco leu, gostou
tanto da obra que acabou concordando em receber o jornalista para uma
entrevista exclusiva. O ppa surpreendeu o autor ao dizer que não só estava
lendo o livro como também havia ficado surpreso com as informações
privilegiadas contidas na obra.
Para que a galera tenha idéia do sucesso bombástico
do livro, basta dizer que a primeira edição de “Segredos do Conclave” se
esgotou dois dias após ter chegado às livrarias.
Agora, se você quiser conhecer os detalhes da
negociação para que a entrevista com o papa acontecesse, bem como a íntegra da
conversa com o sumo pontífice, o ideal é adquirir a 2ª edição da obra.
04
– Francisco: A vida e as idéias do papa latino-americano (Andrea Tornielli)
Editora:
Planeta do Brasil
Páginas:
152
No decorrer das 152 páginas de sua obra, o
jornalista vaticanista Andrea Tornielli vai desde a ida dos pais de Jorge Mário
Bergoglio da Itália à Argentina até a sua posse como bispo de Roma. Para os
leitores que desejarem ler uma biografia sobre novo Papa, o livro de Tornielli é
mais do que recomendado. Quanto a saber se a biografia é boa ou ruim, só mesmo
lendo e, infelizmente, esse esclarecimento eu não posso dar para a galera, já
que ainda não li a obra. Olha... e pra ser sincero, provavelmente nem lerei, já
que não sou um adepto contumaz de biografias, nem mesmo do Papa.
Segundo material de divulgação distribuído pela
editora, o autor teria conhecido o então padre Bergoglio na casa de amigos em
Roma e o entrevistado para o Vatican Insider, site temático do jornal La Stampa. Ainda,
conforme informações da Planeta Brasil, Tornielli remonta em seu livro o
quebra-cabeça da vida do papa Francisco. Por meio de testemunhos e de
recordações pessoais, o autor traça a personalidade amena e cordial de um homem
de Deus, filho de imigrantes, que fez da mensagem de misericórdia os pilares de
sua ação pastoral na Argentina.
05
– Francisco – Um papa do fim do mundo (Gianni Valente)
Editora:
Jardim dos Livros
Páginas:
96
Esta obra que publicada pelo Jardim dos Livros – que
nada mais é do que um selo da Geração Editorial – foca no trabalho do papa, quando
padre na Argentina - junto ao pobres nas
favelas. O autor explora ainda a ação das idéias do sumo pontífice. Ele parece
aqui como pastor generoso e caridoso de seu desvalido rebanho de fiéis, mas
também como crítico destemido do liberalismo econômico, da especulação
financeira, da evasão fiscal, da falta de respeito às leis e da corrupção
política e empresarial.
Uma obra específica
para aqueles que tiverem interesse em conhecer o trabalho social executado pelo
padre Bergoglio junto as comunidades carentes em seu País e também a sua
linha ideológica após ter assumido o papado.
06
– Papa Francisco – A vida e os desafios (Saverio Gaeta)
Editora:
Paulus
Páginas:
72
Este livro, à exemplo
de “Francisco – Um papa do fim do mundo”, é mais uma biografia sobre o cardeal
Bergoglio. O livro acompanha todo o percurso do
padre argentino até aos primeiros dias depois de ser eleito sucessor de Pedro.
Como referência sobre a obra, ou seja, se ela é boa
ou ruim, posso aproveitar a opinião de uma catequista de minha cidade que
comprou o livro e segundo ela, leu ‘num tapa só’. A catequista – que pediu para
não citar o seu nome; a dita cuja é ‘tímida de ré’, – me falou que a obra de Gaeta é ‘de
primeira’. Segundo ela, o autor utiliza uma linguagem simples e de fácil
compreensão ao dissecar as etapas da vida de Bergoglio, desde o momento em que
foi eleito papa até os seus primeiros gestos e atitudes. Fica, assim, a dica de
uma pessoa que entende do assunto, afinal de contas a ‘nossa’ catequista é
acostumada a ler obras do gênero.
Ah! Antes que me esqueça, o livro inclui os
primeiros discursos do papa, além de aproximadamente 15 páginas coloridas com
fotos de Francisco.
07
– Papa Francisco em suas próprias palavras (Julie Schwietert Collazo e Lisa
Rogak)
Editora:
Record
Páginas:
168
A obra de Collazo e Rogak traz uma coletânea de
frases e citações extraídas dos escritos e discursos do papa Francisco dando
aos leitores uma idéia do pensamento do sumo pontífice.
As autoras revelam a opinião do papa sobre temas
populares, como o tango e o futebol, e humanos, como a fé, o perdão, a
misericórdia, a oração, o certo e o errado.
A obra traz ainda capítulos dedicados ao
envelhecimento, à família, ao evangelismo, à homossexualidade e à morte do
presidente argentino Nestor Kirchner. Confira alguns trechos da obra:
Sobre o papel do Papa:
“Cristo é o pastor da Igreja, mas sua presença na história
passa pela liberdade dos seres humanos; dentre eles, um é escolhido para servir
como seu vigário, o sucessor do apóstolo Pedro”
Sobre o sacerdócio:
“A Igreja tem grande necessidade de teólogos morais
que possam aprofundar os preceitos de Jesus, torná-los compreensíveis para o
homem contemporâneo”
Sobre a homossexualidade:
“O ministro religioso às vezes chama a atenção sobre
certos pontos da vida privada ou pública porque é o condutor dos fiéis. Mas não
tem direito de forçar a vida privada de ninguém. Se Deus, na criação, correu o
risco de nos fazer livres, quem sou eu para me meter?” .
Posições como essa parecem mostrar uma relação mais
próxima do Papa com a realidade humana.
Se interessou? Então é só desembolsar R$ 19,90 e
comprar a sua edição de bolso que foi lançada pela Record.
08
– Conversas com Jorge Bergoglio – Papa Francisco (Sergio Rubin e
Francesca
Ambrogetti)
Editora:
Verus
Páginas:
200
Como o próprio nome sugere, “Conversas com Jorge
Bergoglio” é um ‘livro-entrevista’ preparado por dois jornalistas: um
argentino, Sergio Rubin e outra, italiana, Francesca Ambrogetti. Nele, através
de múltiplas perguntas, os autores entrevistam Francisco sobre vários temas
interessantes.
Os temas explorados através das perguntas da dupla
de jornalistas são os mais variados: o trabalho, a oração, a fé, as convulsões
sociais da argentina e do mundo, a resposta à crise, crise econômica e crise de
valores, o celibato dos padres, os abusos sexuais, a dor e o sofrimento, o
combate à pobreza e o compromisso com os mais frágeis, os idosos, as crianças,
os doentes, a coerência de vida.
Além desses temas polêmicos, segundo material
informativo da Editora Verus, na obra Francisco ainda responde há muitas
perguntas de cunho pessoal, como por exemplo, o desembarque de sua família no
porto de Buenos Aires em 1929, as circunstâncias de seu nascimento e sua
infância e como uma grave pneumonia o levou a sentir os primeiros sinais da
vocação religiosa. Ele fala, também de seu ingresso no seminário, da
experiência como professor de psicologia e de literatura, até ser consagrado
cardeal pelo papa João Paulo II. Bergoglio responde a perguntas diretas também
sobre temas bem delicados, entre eles: celibato, os escândalos sexuais que
abalaram a Igreja e a ditadura argentina. O livro termina com escritos e
reflexões do próprio papa, cheios de sabedoria e inspiração.
Cara, pela jeito parece ser bem interessante. Tomara
que a embalagem não esteja exagerando(rs).
09
– A Lista de Bergoglio (Nell Scavo)
Editora:
Loyola
Páginas:
208
Este livro é bem instigante, polêmico até. O
jornalista italiano Nell Scavo retrata em sua obra, sob o olhar do Papa
Francisco, o terror vivido na Argentina durante a ditadura militar após o golpe
de 24 de março de 1976. Neste triste período da história argentina, mais de 30
mil pessoas desapareceram, 15 mil foram fuziladas, 500 recém-nascidos foram
tirados de suas mães condenadas à morte pelo regime militar, e mais de 2
milhões foram exilados.
“A Lista de Bergoglio” relata o drama dos
desaparecidos por meio de relatos de dissidentes, sindicalistas, sacerdotes,
estudantes, intelectuais, crentes em Deus ou não, com destaque à história de
pessoas salvas pelo então sacerdote jesuíta Jorge Mario Bergoglio, entre elas,
o sindicalista Gonzalo Mosca, escondido no Colégio Máximo como “estudante em
retiro espiritual”, posteriormente deportado para o Brasil. O livro relata
ainda testemunhos emocionantes de perseguidos políticos, entre eles, o do
jesuíta e teólogo argentino Juan Carlos Scannone, no qual revela a estimativa
da lista das pessoas (mais 100) que Padre Bergoglio colocou em locais seguros.
Scavo revela que o, então, padre Bergoglio saia de
noite para rezar e telefonar de cabines para não ser interceptado pela polícia.
Ele corria esses riscos extremos durante a ditadura argentina, pensando em
ajudar as pessoas mais necessitadas que estavam sendo caçadas pelos ditadores
argentinos.
Como “Os Segredos do Conclave”, do jornalista da
Globo News, Gerson Camarotti, o livro de Scavo deve conter revelações
surpreendentes. Acredito que valha a pena ler.
10
– A Vida de Francisco: O Papa do Povo (Evangelina Himitian)
Editora:
Objetiva
Páginas:
256
De acordo com a editora Objetiva, o livro “A Vida de
Francisco: O Papa do Povo” é considerada a primeira biografia escrita e publicada
desde a escolha do novo Pontífice. Na obra, a jornalista argentina que escreve
para o jornal La Nacion, um dos mais populares daquele País, aborda detalhes
curiosos sobre a vida do papa. Do menino, que teve nos ensinamentos de sua avó
Rosa Margarita Vasallo o despertar para a vida religiosa, ao jovem que
enfrentou o desgosto da mãe diante da escolha de seu filho pela vida dedicada à
fé, até o religioso maduro e comprometido com o Evangelho, Bergoglio aprendeu a
superar os obstáculos que se apresentavam no caminho.
No livro, ela contra que com a nomeação do cardeal
Bergoglio como papa, surgiram diversos relatos sobre momentos sublimes de
solidariedade, como as doações para as famílias humildes na Igreja da
Misericórdia, a proximidade com os jovens e o gosto pela vida pastoral. Numa
missa celebrada para familiares de vítimas da violência, uma mulher que havia
perdido a filha assassinada num assalto em 2011 rompeu em lágrimas. O então
cardeal interrompeu as orações, sentou-se a seu lado e a abraçou. O gesto
sintetiza a visão do papa sobre seu papel e o sonho com uma Igreja humilde,
comprometida em levar o Evangelho para além de seus templos. E assim, Francisco
chegou a Roma.
Tudo indica que o livro que foi considerado um dos
produtos oficiais da Jornada Mundial da Juventude que aconteceu no Brasil
promete.
Taí galera! Você que pretende conhecer um pouco mais
sobre a vida do primeiro papa latino americano, fiquem à vontade para escolher
o livro que mais se adapte aos seus interesses.
27 fevereiro 2014
Os Invasores de Corpos
Quando eu era criança e também em minha pré-adolescência
sempre tive muito mais medo dos filmes que mostravam seres alienígenas com
aparência humana. Aqueles monstrengos
desengonçados com pernas em excesso ou então todos escamosos que chegavam em
suas pomposas naves espaciais não conseguiam me assustar, mas em compensação a
série “Os Invasores” que tomava conta das TVs na década de 60 me fazia borrar
as calças. A história de David Vincent que descobrira uma invasão alienígena em
andamento e por isso viajava de um lugar a outro tentando frustrar os planos
dos alienígenas e alertar a Terra, metia um medo danado – pelo menos em mim –
além de provocar uma baita ansiedade. Quanto aos monstros radioativos,
marcianos malvados e venusianos sanguinolentos, olha... Cara, não dava pra
engolir.
O livro “Os Invasores de Corpos” escrito por Jack Finney em
1955, exerceu em mim o mesmo fascínio da série televisiva Os Invasores. Acho
que por ter a mesma premissa da série televisa, ou seja, não mostrar monstros
alienígenas, mas sim alienígenas com ‘casca humana’ acabei me interessando pela
obra.
Confesso que comecei a ler o livro sem muitas pretensões, mas
conforme a leitura ia evoluindo, acabava preso num enredo fantástico que não me
deixava largar o livro em hipótese alguma. Quando percebi, havia devorado todas
as páginas em menos de dois dias. E olha que na época estava entupido de
serviço. Oh Man!! A obra literária é boa demais! Viciante! E o mais importante,
nada de cabeças rolando, membros decepados, mutilações a mil e sangue para
todos os lados. O livro de Finney respira tensão, medo, suspense e terror, sem
apelar para descrições sangrentas.
Outra grande sacada do escritor foi trazer para o contexto
das obras de ficção científica, da época, uma idéia completamente diferente e
revolucionária e que muitos críticos mal informados consideraram uma grande loucura,
um verdadeiro tiro no pé.
Enquanto os escritores convencionais ‘daqueles tempos’
ainda pegavam carona na idéia de H.G. Wells e o seu fantástico “Guerra dos
Mundos”, elaborando histórias de invasões alienígenas com naves espaciais
pilotadas por seres hediondos de outros planetas; Finley deu chute nisso tudo e
rodou a baiana. Ele substituiu as naves espaciais e os viajantes
interplanetários por vegetais
alienígenas que viajam pelo espaço durante milhares de anos em busca de um
planeta onde pudessem se reproduzir, substituindo seres vivos. E então, as ‘vagens-aliens’
encontram a Terra. Os organismos
originais padecem, enquanto, de dentro de vagens gigantes, irrompem clones
desprovidos de emoção. Cara!! Um verdadeiro golpe de mestre. Imaginem só, como
uma idéia dessa natureza foi recebida naquela época.
![]() |
| Cena do filme baseado na obra de Jack Finney |
Meu! Acredito que Finley não estava nem aí para os críticos.
Ele deve ter pensado: - “Que se danem todos, o que eu quero é sair da mesmice!”
Mil vezes valeu Finley!
O autor narra os fatos de forma fria e irônica, mas
apavorante, passando para os leitores uma verdadeira fobia. Na história, as
pessoas percebem que os seus familiares deixaram de ser aquelas pessoas que
eram antes, mudando as suas atitudes, mas de uma maneira sutil, tanto é, que
apenas ‘os mais chegados’ percebem tais sutilezas.
Não vou ficar estragando a história com spoilers – grandes ou
pequenos – sabem como é... as vezes acabo me empolgando e quando ‘caio na real’
já estou vomitando spoilers pra todos os lados. E estragar uma história dessas
seria um verdadeiro sacrilégio.
Para finalizar gostaria de dar uma dica para a galera que
pretende ler “Os Invasores de Corpos”: assistam, também, ao filme dirigido por
Phillip Kaufuman, de 1978, com Donald Sutherland, Jeff Goldblum e Leonard Nimoy
(o eterno Sr. Spok de Jornada nas Estrelas). A produção cinematográfica é uma
verdadeira obra prima. Tudo bem que seja uma refilmagem de “Vampiros de Almas”,
de 1956, dirigido pelo saudoso Don Siegel, mas a história de Kaufman é ‘animal’.
Inté!
21 fevereiro 2014
10 livros que serão lançados em fevereiro e março de 2014. Alguns bons, outros nem tanto.
“Lulu my Love” é uma das minhas maiores
incentivadoras quando o assunto é comprar livros. Agradeço à Deus por isso:
Thanks! Mil vezes Thanks my God!!! Acho que se fosse o contrário, eu acabaria
tendo um enfarto. Caraca, só de pensar nisso já me vem à mente a saga do
Marcos, um antigo colega dos tempos de universidade. O pobre do sujeito – um
super devorador de livros, assim como eu – era obrigadérrimo à comprar os seus
Bestsellers escondido de sua namorada que vivia grasnando que ele dava mais
atenção aos livros do que para ela. E o pior é que, na época, o Marquinhos
carregava um caminhão de cimento pela garota. Como já estávamos no último ano,
perto de nos formarmos, não sei quem venceu essa batalha feroz: a Simone ou os
livros.
Bem, cheguei a ter pesadelos com isso. Imagine só
“Lulu” disparando o petardo: - “Larga esses livros homem! Vai viver um pouco a
vida!!”. Mas como sou um sujeito afortunado, “Lulu my Love” jamais faz dos
livros um concorrente, pelo contrário, fica de olho nas promoções das lojas
virtuais e, assim, no Natal, aniversário, dia dos namorados e mais dias disso e
daquilo me presenteia com livros que ela um dia descobriu que eu gostaria de
ganhar.
E este post surgiu assim. Numa de suas vasculhadas
pela Net, Lulu descobriu vários livros que seriam lançados brevemente no
mercado e me alertou: - “Frido, fica de olho!” Qualquer dia desses explico a
etimologia do apelido Frido (rssss). Ela acabou sugerindo ‘uns’ quatro
pré-lançamentos. Foi, então, que tive a idéia de escrever um post falando só
sobre os livros que ainda serão lançados para deixar os leitores do blog e da
Fan Page com aquela agüinha saborosa na boca.
Optei pelas obras que serão lançadas ‘logo-logo’, ou
seja, neste mês e também em março. Aproveitei os quatro livros indicados por
Lulu (os quais já me prometeu que virão para a minha sala de leitura, tão logo
sejam colocados à venda) e completei a relação com mais seis obras. Vamos à
elas:
01
– Não Se Preocupe Comigo (Marcelo Yuka / Bruno Levinson)
Editora:
Sextante
Lançamento:
14 de março
Li um trecho do primeiro capítulo do livro
auto-biográfico do ex-baterista d’O Rappa e parei. É verdade! Literalmente
parei. Cara, revelações surpreendentes numa escrita ágil que te agarra como uma
teia de aranha. Resultado: mesmo com o cartão estouradão parti para a compra do
livro. Neste primeiro capítulo, Yuka já começa de cara contando como ficou paraplégico
no dia 9 de novembro de 2000 após ter levado nove tiros num assalto. Ele
descreve o antes, o durante e o depois desse trágico momento.
Pelo release distribuído pela Sextante, deu pra
sentir que Yuka não teve papas na língua, soltando o verbo, inclusive contra os
seus ex-amigos do grupo O Rappa, do qual acabou sendo ‘forçado’ a sair após a
tragédia que o vitimou.
Yuka revela que foi amigo de bandido, de político e
de policial e confessa o que levou de bom e de ruim dessas amizades.
“Não Se Preocupe Comigo” foi escrito em depoimento
ao jornalista, poeta e produtor musical Bruno Levinson, autor de "Vamos Fazer Barulho! Uma Radiografia de Marcelo D2" e criador do
festival Humaitá pra Peixe.
02
– Nua: O Caso Blackstone (Raine Miller)
Editora:
Objetiva
Lançamento:
14 de março
PQP! Lá vem outro romance que coloca o erotismo
acima do enredo! Putz, acho que chegou a hora de parar né?! Confira o resumo do
release de divulgação distribuído para as livrarias
virtuais: “Quando o bem-sucedido empresário Ethan Blackstone compra um
retrato de Brynne Bennett, ele quer possuir mais do que uma imagem emoldurada:
ele a quer nua em sua cama.”
Olha, cá entre nós, eu prefiro enredos de qualidade
e com personagens bem estruturados e não um romance do tipo molha cueca e com
gotas de sadomasoquismo e fetichismo ‘a la vonté’. Cara, confesso que histórias
do tipo “50 Tons de Cinza” já encheram
vários sacos. Ah! Antes que me esqueça, “Nua” fará parte de uma trilogia. Oh!
Man!!!! No!! Isto significa que virão mais dois por aí! “Entrega Total” e
“Olhos nos Olhos”. Kkkkkkk!
Mas, infelizmente sinto que esse tipo de romance
continua conquistando a preferência de grande parte dos nossos jovens leitores.
Fazer o que...
03
- Uma Carta de Amor (Nicholas Sparks)
Editora:
Arqueiro
Lançamento:
10 de março
Podem falar ou escrever o que quiserem de Nicholas
Sparks – que os seus romances são piegas, folhetinescos, simplórios,
sabrinescos e isso e mais aquilo – mas adoro o cara. Ele é fera, um dos
melhores escritores dessa nova geração. Aqueles que o criticam tanto, talvez
não gostem do gênero ‘leia-me com um lencinho nas mãos”, assim, aproveitam para
torpedeá-lo, já que se trata de um autor que está sempre na mídia.
Se Sparks fosse tão ruim, as suas histórias não
teriam sido adaptadas à exaustão para os cinemas. Meu... não dá para chamar de
‘marreteiro’ um autor que escreveu uma obra prima chamada “Diário de Uma
Paixão”. É por isso que estou aguardando com expectativas mil o lançamento do
livro “Uma Carta de Amor”.
Em seu novo livro, Sparks narra a história de uma
mulher que se divorciou do marido após ter sido traída por ele. Desde então,
não acredita no amor e não se envolveu seriamente com ninguém.
Convencida pela chefe de que precisa de um tempo para si, resolve passar férias em Cape Cod. Durante a semana de folga, depois de terminar sua corrida matinal na praia, Theresa Osborne encontra uma garrafa arrolhada com uma folha de papel enrolada dentro.
Ao abri-la, descobre uma mensagem que começa assim: "Minha adorada Catherine, sinto a sua falta, querida, como sempre, mas hoje está sendo especialmente difícil porque o oceano tem cantado para mim, e a canção é a da nossa vida juntos."
Comovida pelo texto apaixonado, Theresa decide encontrar seu misterioso autor, que assina apenas "Garrett". Após uma incansável busca, durante a qual descobre novas cartas que mexem cada vez mais com seus sentimentos, Theresa sai à sua procura. Ao encontrá-lo, os dois passam a viver um história de amor cheia de reviravoltas e muitas emoções.
Convencida pela chefe de que precisa de um tempo para si, resolve passar férias em Cape Cod. Durante a semana de folga, depois de terminar sua corrida matinal na praia, Theresa Osborne encontra uma garrafa arrolhada com uma folha de papel enrolada dentro.
Ao abri-la, descobre uma mensagem que começa assim: "Minha adorada Catherine, sinto a sua falta, querida, como sempre, mas hoje está sendo especialmente difícil porque o oceano tem cantado para mim, e a canção é a da nossa vida juntos."
Comovida pelo texto apaixonado, Theresa decide encontrar seu misterioso autor, que assina apenas "Garrett". Após uma incansável busca, durante a qual descobre novas cartas que mexem cada vez mais com seus sentimentos, Theresa sai à sua procura. Ao encontrá-lo, os dois passam a viver um história de amor cheia de reviravoltas e muitas emoções.
Deixe-me preparar o meu lencinho aqui. Ehehehehe...
04
– Em Busca de Francisco (Ian Morgan Cron)
Editora:
Sextante
Lançamento:
19 de março
Vou ser sincero com vocês, aliás, como sempre fui.
Este livro é uma incógnita. Isso mesmo, a incógnita das incógnitas. Pode ser
bom, mas também pode ser uma bomba. Algo que me deixou com um pé atrás: não
encontrei nenhuma informação consistente nas redes sociais, a não ser no site
da Sextante que é a editora da obra. E é claro que o pessoal de lá não iria
‘falar’ mal do livro de Ian Morgan Cron por nada desse mundo. Não é? (rs). Fora
as informações da Sextante, nadica de nada.
Quanto a Morgan Cron, o que descobri é que se trata
de um pastor-adjunto da Igreja Cristã Episcopal de Greenwich, no estado
americano de Connecticut. Ele também é psicoterapeuta e palestrante, além de
estar concluindo o doutorado em espiritualidade cristã na Universidade Fordham.
Quanto ao enredo de “Em Busca de Francisco”, segue o que a editora distribuiu
para divulgação: “Chase Falson é um pastor evangélico da Nova Inglaterra que
perdeu a fé em Deus, na Bíblia e na sua igreja. Atormentado por dúvidas
existenciais, ele fica ainda mais abalado com a morte repentina de uma criança
da sua congregação e começa a pôr em xeque todas as certezas que antes eram os
alicerces de sua vida. Seus questionamentos o fazem mergulhar em uma profunda
crise espiritual e, depois de ter um colapso em pleno culto, acaba sendo
afastado de seu ministério. Decepcionado consigo mesmo por não ter se mantido
firme em sua crença, Chase decide passar um tempo na Itália com seu tio Kenny,
um padre franciscano. Lá ele é apresentado aos ensinamentos de São Francisco de
Assis, que viveu há mais de 800 anos e cuja maneira simples de amar Jesus mudou
a história do mundo e renovou a Igreja Católica em meio às trevas da Idade
Média. Considerado por muitos o "último cristão", São Francisco foi
um homem que nasceu em uma família rica, mas abriu mão de tudo o que tinha para
viver como pregava Jesus Cristo, dedicando-se aos menos afortunados e amando
todas as criaturas, chamando-as de irmãos. Santo inconformista, ele não
criticou a Igreja como instituição, mas também não aceitou mantê-la como ela
sempre fora. Em vez disso, colocou em prática todas as mudanças que queria ver
à sua volta. Na tentativa de recuperar sua fé e preencher o vazio da alma,
Chase concorda em partir em peregrinação pelos lugares sagrados em que Deus se revelou ao
venerado santo italiano. Ao longo dessa busca, ele conhece diversas pessoas que
vivenciaram incríveis experiências de fé. As histórias emocionantes que elas
lhe contam iluminam seu caminho para reconquistar a graça, a humildade e a
alegria de viver.”
E então, topas uma lidinha??
05
– A Noite dos Mortos-Vivos e A Volta dos Mortos-Vivos (John Russo)
Editora:
DarkSide Books
Lançamento:
12 de março
Valeu DarkSide! Vocês são demais!! Só estão
desenterrando coisas boas. “O Massacre da Serra Elétrica”, “A Morte do
Demônio”, “Os Goonies” e agora essa jóia rara de John Russo.
Se hoje estamos vivendo uma verdadeira febre de
zumbis, uma autêntica ‘zumbizolândia’, com filmes, séries e documentários sobre
os famosos monstrengos, devemos e muito à duas pessoas: George Romero e John
Russo. Essa dupla dinâmica foi responsável pelo roteiro de um filme que
revolucionou a indústria cinematográfica, principalmente as produções do gênero
terror: “A Noite dos Mortos-Vivos”.
Décadas e mais décadas antes de Walking Dead, Romero
e Russo já haviam descoberto que pessoas mortas-vivas e devoradoras de cérebros
seriam muito lucrativas nos cinemas, fugindo daquele cansativo clichê de
vampiros engomadinhos.
E agora, depois de 45 anos, finalmente é publicado
no Brasil pela DarkSide o romance do filme que marcou gerações. Aqueles que
quiserem conhecer mais detalhes sobre a obra de John Russo que já está em
pré-venda nas principais livrarias virtuais, basta conferir o post que escrevi
sobre o assunto.
Ah! Já ia me esquecendo. A DarkSide promete lançar
“A Noite dos Mortos-Vivos e A Volta dos Mortos-Vivos” em dois formatos: um com
capa dura, hiper produzido e outro em brochura, com um preço mais acessível.
06
– Convergente: Uma Escolha Vai te Definir (Verônica Roth)
Editora:
Rocco
Lançamento:
14 de março
Olha... nem Divergente e Insurgente e muito menos
Convergente. Desculpem-me os adolescentes e também os adultos que curtem esse
gênero literário, mas as tais trilogias distópicas são um saco. Tudo bem,
apenas um livro sobre distopia dá pra ir, desde que bem escrito e com um enredo
perto do convincente, mas três!!! Me recuso a chegar perto (rs).
Ok, para quem possa interessar a obra distópica de
Verônica Roth traz uma versão futurista da cidade estadunidense de Chicago, onde
a sociedade se divide em cinco facções dedicadas ao cultivo de uma virtude - a
Abnegação, a Amizade, a Audácia, a Franqueza e a Erudição. Aos dezesseis anos,
em uma grande cerimônia de iniciação, os jovens são submetidos a um teste de
aptidão e devem escolher a que grupo querem se unir para passar o resto de suas
vidas. Para a personagem principal Beatrice, a difícil decisão é entre ficar
com sua família ou ser quem ela realmente é. Então faz uma escolha que
surpreende a todos, inclusive ela mesma. Capitche?
Se você conseguiu deglutir “Divergente” e
“Insurgente”, penso que terá estômago para “Convergente”. No meu caso, como
ainda estou pensando se leio ou não a saga “Jogos Vorazes”, fica difícil.
07
– Doze Anos de Escravidão (Solomon Northup)
Editora:
Penguin Companhia
Lançamento:
25 de fevereiro
Oba! Oba! Já está na minha listinha de leituras. E
como está! Se o livro for como o filme – que assisti recentemente – com certeza
irei devorá-lo em um dia. Não é à toa que a produção cinematográfica está
concorrendo a uma batelada de Oscars.
No livro, Northup – um violinista negro, livre, e
com um alto grau de instrução - narra a sua saga como escravo. Como já contei
em detalhes num post sobre o livro que escrevi há pouco tempo (confira aqui), o
autor conta detalhadamente sobre o seu seqüestro e venda como escravo. Durante doze
anos ele foi submetido a trabalhos forçados em diversas fazendas na Louisiana,
até ser libertado em uma batalha judicial.
Este relato autobiográfico, publicado depois da libertação de Northup, em 1853, logo se tornou um best-seller, e hoje é reconhecido como a melhor narrativa sobre um dos períodos mais nebulosos da história dos Estados Unidos. Verdadeiro elogio à liberdade, esta obra apresenta o olhar raro de um homem que viveu na pele os horrores da escravidão.
Este relato autobiográfico, publicado depois da libertação de Northup, em 1853, logo se tornou um best-seller, e hoje é reconhecido como a melhor narrativa sobre um dos períodos mais nebulosos da história dos Estados Unidos. Verdadeiro elogio à liberdade, esta obra apresenta o olhar raro de um homem que viveu na pele os horrores da escravidão.
Imagina só se ainda não reservei o meu? Quanto ao
estouro do cartão, bem... resolvo depois.
08
– A Queda (Michael Connely)
Editora:
Suma de Letras
Lançamento:
14 de março
Ainda não tive oportunidade de ler nenhuma obra de
Michael Connely, por isso seria muita leviandade de minha parte tecer algum
comentário sobre os seus livros. Através de pesquisas na Net, deu pra sentir
que Connely é capaz naquilo que faz ou seja, criar bons enredos policiais. Seus
romances foram traduzidas em mais de 35 idiomas diferentes. E venhamos e
convenhamos, não é qualquer escritor que consegue essa proeza. Mas como já
disse, até não ler algum livro do cara – prefiro ficar na ‘minha’, neutrinho da
Silva. Por isso vou publicar apenas algumas informações – liberadas pela
editora - sobre o enredo do seu mais recente livro que será lançado em março no
Brasil, chamado “A Queda”.
“A três anos da aposentaria, a carreira do detetive
Harry Bosch no Departamento de Polícia de Los Angeles está perto do fim. Numa
manhã, ele recebe dois novos crimes para solucionar, junto com seu parceiro
David Chu. No primeiro, uma prova de DNA, encontrada no pescoço de uma vítima
de um crime cometido há vinte anos, indica que o criminoso era uma criança de
apenas oito anos. As evidências levam Bosch a se perguntar se o caso apontaria
para uma criança assassina ou se houve uma falha do laboratório de análises
criminais. O segundo crime investigado não é menos instigante: um delito que
tem, certamente, caráter político. O filho do vereador Irvin Irving - um antigo
inimigo de Bosch - pulou ou foi empurrado da janela de um hotel de luxo. O mais
surpreendente é que foi o próprio Irving quem solicitou ao Departamento de
Polícia que a investigação fosse conduzida por Bosch.”
Só mais uma ‘cosita’, o tal Harry Bosh, detetive e personagem
principal de “A Queda” já apareceu em 20 romances do autor, além de vários
contos.
Taí, quem ainda não leu Connely e quiser dar uma
arriscadinha fique à vontade.
09
– Casa de Segredos (Chris Columbus e Ned Vizzini)
Editora:
Galera Record
Lançamento:
03 de março
Guillermo Del Toro é o grande responsável pelo
menino aqui estar ‘botando’ a maior fé nesse lançamento literário da Galera
Record. Chris Columbus à exemplo de Del Toro é mais um cineasta de sucesso –
dirigiu os dois primeiros filmes da série Harry Potter: ‘A Pedra Filosofal’ e ‘A
Câmara Secreta’ – que decidiu se enveredar pelo mundo da literatura. Cara, quem
garante que Columbus não irá repetir o sucesso de Del Toro? Se deu certo com o
criador da ótima “Trilogia da Escuridão”, as possibilidades de também dar certo
com o diretor dos dois primeiros Harry Potter são grandes. Por isso, estou
acreditando demais no sucesso de “Casa dos Segredos”.
Quanto ao co-autor Ned Vizzini, ficou conhecido nos
Estados Unidos pelo lançamento de um livro onde explica como conseguiu se curar
de uma profunda depressão. A obra fez tanto sucesso que acabou ‘virando’ filme:
“Se enlouquecer, não se apaixone”. Ocorre que na realidade, Vizinni não
conseguiu se curar totalmente da doença, já que ele se suicidou no final do ano
passado com apenas 32 anos.
Bem, mas vamos à sinopse: “Bredan, Eleanor e
Cordelia Walker um dia tiveram todos uma bela casa em São Francisco, pais
adoráveis e todo tipo de bugiganga eletrônica que podiam desejar. Mas tudo
mudou depois que o pai médico perdeu o emprego em um misterioso incidente. A
família está em dificuldades e precisa se mudar mais uma vez. À primeira vista
a mansão Kristoff parece perfeita, apesar de seus mais de cem anos. Bem melhor
e mais espaçosa do que qualquer coisa que a família viu nos últimos tempos - e
com um preço excelente. Mas a casa que pertencia ao misterioso escritor Denver
Kristoff está muito além das aparências... Não só é boa demais para ser
verdade: é assustadora e cheia de segredos. E quando os Walker percebem que um
vizinho - não por acaso a filha de Denver Kristoff - pode ter grandes planos
para eles, é tarde demais. Os três irmãos vão parar em um lugar selvagem que
parece se misturar ao terreno da casa. Uma coisa é certa: eles não estão mais
em São Francisco. Seus pais? Desaparecidos. Os amigos? Bem longe dali. E, para
completar, os Walker não estão sozinhos. Guerreiros medievais patrulham as
florestas, piratas fantasmagóricos rodeiam os mares e uma rainha sedenta por
poder governa aquelas terras. A família está presa no mundo fantástico de
Kristoff! Para sobreviver terão de vencer as próprias fraquezas enquanto mantêm
sob controle seus impulsos amis sombrios. A chave para deixarem o lugar pode
estar na relação entre os Kristoff e os Walker, que já atravessa gerações. Mas,
à medida que desvendam o próprio legado eles vão descobrir o verdadeiro
significado de lar, desvendar muitos segredos e perceber que não é apenas sua
família - está mais para a humanidade - que está correndo perigo.”
10
– Saga A Ditadura (Elio Gaspari)
Editora:
Intrínseca
Lançamento:
27 de fevereiro
Esta ‘saga-reportagem’ sobre a ditadura militar
escrita pelo jornalista Elio Gaspari não se trata propriamente de um
lançamento, mas de uma reedição, já que os livros foram lançados há quase 12
anos. A saga de Gaspari é formada por “A Ditadura Envergonhada” (2002), “A
Ditadura Escancarada” (2002), “A Ditadura Derrotada” (2003) e “A Ditadura
Encurralada” (2004).
Penso que como jornalista, tenho o dever de ler
esses quatro livros para conhecer um pouco mais sobre um dos períodos mais
controversos vivido pelo Brasil. E ‘reviver’ esse período através da visão de
uma das lendas vivas do jornalismo brasileiro é um grande privilégio. Por isso,
terei de encontrar um espacinho na minha apertadíssima lista de leituras para
encaixar essa coleção de Gaspari.
A obra do autor é centrada nas principais figuras do
período ditatorial: os generais Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva.
Embasado em documentos pessoais de ambos, a obra desmembra os bastidores do
regime militar que por duas décadas mergulhou o Brasil num regime de exceção.
Beleza galera! Aguardemos os lançamentos!
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