24 junho 2017
Livro "A Praga' promete revelar histórias de vida, morte e isolamento que faziam parte do dia a dia dos leprosários no Brasil
Antes de tudo,
desculpem os sete dias sem postagens. Manter um blog sozinho já é difícil
navegando em um mar tranqüilo, imagine, então, quando esse mar fica turbulento.
Cara, estava entupido de trabalho durante a semana passada. E trabalhar numa
redação de qualquer veículo de comunicação é muito estressante. Tudo gira em
torno de tempo e metas a serem cumpridas, pois como a maioria já sabe, o fato
não espera acontecer. Ele não corre atrás do jornalista gritando: - Olha eu
aqui! Quero falar com você!. – Na realidade, é o contrário. E durante a semana,
a ‘coisa’ foi cruel comigo. Mas isto é assunto para um outro post. Agora vamos
falar de livros que é a essência desse blog; e um livraço, pelo menos é o que imagino,
já que a obra ainda não chegou nas livrarias, mas fique tranqüilo, pois ela chegará
em breve.
Pois é galera, a
Geração Editorial estará lançando mais um livro no mesmo estilo de “Holocausto Brasileiro – genocídio: 60 mil mortos no maior hospício do Brasil”, da
jornalista mineira Daniela Arbex. Só que agora, o preconceito e a desinformação sobre doenças mentais cedem
espaço para a discriminação e a intolerância com a hanseníase.
Esqueça os tempos
modernos, onde essas doenças ganharam tratamentos de ultima geração,
possibilitando aos seus pacientes levar uma vida praticamente normal ou pelo
menos perto disso.
O livro “A Praga –
Holocausto da hanseníase. Histórias emocionantes de isolamento, morte e vida
nos leprosários do Brasil” é trucão pesado. A obra é para ser lida por pessoas
que agüentam o tranco após processarem informações pesadas. Aqueles que já
leram o livro de Arbex sabem do que estou falando.
Manuela Castro vai
a fundo em sua obra, escancarando as portas de leprosários brasileiros de
décadas passadas. Também conhecidos como asilos e sanatórios, os leprosários
eram grandes espaços onde ficavam as pessoas com a doença. O objetivo era
isolar totalmente os pacientes da sociedade. O preconceito contra a lepra é
histórico - até a década de 1940, o tratamento era desconhecido.
A regulamentação
dos leprosários aconteceu na década de 1920, com a criação da Inspetoria de
Profilaxia e Combate à Lepra e Doenças Venéreas. Estes espaços passaram a ser
organizados como uma cidade, com escolas, praças, dormitórios, refeitórios e
até delegacias, prisões e cemitérios. Chegaram a existir cerca de 40 leprosários
em todo o Brasil.
Em 1949, o
isolamento forçado dos hansenianos em leprosários virou lei federal, que
vigorou até 1986. A legislação permitia separar os filhos dos pacientes que
engravidassem dentro das colônias. Ainda bebês, eram enviados em cestos à
educandários e preventórios, espécie de creches de filhos considerados órfãos,
mesmo tendo pais vivos. C-a-r-a-c-a! Triste né?! A autora de “A Praga” mergulha
de cabeça nesse tenebroso contexto, mostrando de maneira aberta como as pessoas
portadoras de lepra eram tratadas no passado.
Apesar da cura da
lepra ter sido descoberta nos anos 1940, o Brasil, com seu atraso científico e
social, ignorou ou subestimou isso. O pavor brasileiro se espalhou facilmente
entre as políticas de saúde, os médicos interessados apenas em lucro, a
ignorância, a pobreza, as regiões desassistidas e as famílias em pânico.
Acredito que
devido ao tema forte e polemico, o livro “A Praga – Holocausto da hanseníase.
Histórias emocionantes de isolamento, morte e vida nos leprosários do Brasil”
tem grandes chances de repetir o sucesso de “Holocausto Brasileiro – genocídio:
60 mil mortos no maior hospício do Brasil”.
A obra já está em
pré-venda nas principais livrarias virtuais do País e a sua previsão de
lançamento é 17 de julho próximo.
Para quem não
sabe, Manuela Castro é apresentadora e repórter da TV Brasil desde 2008. Com
experiência em coberturas especiais no Brasil e no mundo, recebeu diversos
prêmios com o programa Caminhos da Reportagem. Além de duas premiações com o
episódio “Hanseníase, a história que o Brasil não conhece”, também foi
agraciada com os prêmios Sebrae de Jornalismo, Ministério do Meio Ambiente e
CNBB de Comunicação.
Como li
“Holocausto Brasileiro e gostei, com certeza, também, estarei lendo o livro de
Manuela Castro.
Bye!
Detalhes
Técnicos
Título: A Praga
Subtítulo: O Holocausto da Hanseníase.
Histórias Emocionantes de Isolamento, Morte e Vida nos Leprosários do Brasil.
Autor: Manuela Castro
Editora: Geração Editorial
Edição: 1
Ano: 2017
Especificação: Brochura / 300 páginas
Peso: 410 gramas
Dimensões: 230mmx160mmx40mm
16 junho 2017
O Afegão
Decepcionante. Após ter devorado “O Dia do Chacal” e
“O Dossiê Odessa” fui com tanta sede ao pote que me estrepei; e por inteiro.
Queria ter encontrado o mesmo Frederick Forsyth dos outros dois romances
fenomenais. Talvez por isso, a minha decepção tenha sido incomensurável.
Acredito que uma das qualidades de Forsyth que falta
para a maioria dos outros autores é criar um enredo com inúmeras tramas
paralelas e distintas que não se perdem
durante todo o desenrolar da história e que se unem num final surpreendente.
Este estilo de escrita que muitos escritores famosos e endeusados pela crítica
não conhecem, sobra em Forsyth. Por isso, mergulhei de cabeça em “O Afegão” que
não tinha nenhuma dessas qualidades.
Enquanto “O Dia do Chacal” prende o leitor,
deixando-o desesperadamente impaciente para saber o que acontecerá com alguns
personagens, em “O Afegão” a obviedade é latente. A história não passa de uma
aventura morna e pior: com personagens nada carismáticos. A trama,
literalmente, se arrasta do início ao fim.
Acredito que a pior coisa que pode acontecer com o
enredo de um romance é a tal da obviedade, que eu disse acima, ou seja, a trama
é tão escancarada que você já sabe o que vai rolar no início, no meio e no
final da trama. E foi esse desastre que aconteceu em “O Afegão”.
Na trama, os serviços de inteligência inglês e
norte-americano acabam de receber uma informação bombástica de que um atentado
terrorista da rede al-Qaeda está perto de acontecer. Não há pistas de quando,
onde e nem por quem. As autoridades de segurança não possuem fontes dentro da
organização de Osama Bin Laden; então alguém tem a idéia de infiltrar na rede
terrorista, Mike Martin, um veterano coronel britânico. Ele tentará se passar
por Izmat Khan, alto oficial afegão do Talibã, prisioneiro há cinco anos em
Guantánamo.
Martin foi nascido e criado no Iraque o que
facilitaria a sua transformação em um talibã. Assim, numa tentativa de evitar o
desastroso ataque, os serviços de inteligência tentarão aquilo que ninguém
jamais imaginaria: fazer Mike Martin se passar por Izmar Khan.
O curioso é que a idéia inicial de Forsyth foi
fantástica e tinha tudo para se transformar num bestseller, mas o tiro acabou
saindo pela culatra.
Infelizmente.
12 junho 2017
Guia do Ciclista Urbano chega para acabar com o drama dos amantes de bikes
Quando não estou trabalhando e sobra algum tempo,
geralmente gosto de dar ‘algumas pedaladas por aí’. Pego a bike de segunda mão
e saio pedalando por ruas e avenidas. De preferência, aquelas com menos fluxo
de veículos. Cara, confesso que já enfrentei poucas e boas, desde fechadas,
xingos, gestos obscenos, sem contar aqueles engraçadinhos metidos a sádicos que
gostam de andar colado na sua rabeira ou traseira, da bicicleta, bem entendido
(rs).
O meu consolo nessas horas e que acaba evitando
mandar o FDP para aquele lugar, é comparar a minha humilde via crucis com a dos
ciclistas urbanos das grandes cidades, entre elas, São Paulo. Mêo! Se eu sofro
esse ‘assédio’ numa cidade com menos de 30 mil habitantes, imagine o drama dos
heróicos ciclistas das grandes metrópoles onde caberiam milhares de cidades
como a minha.
Por esse motivo, o livro “Guia do Ciclista Urbano” do
escritor, blogueiro e ciclista Alex Gomes Peixoto chamou a minha atenção,
aliás, chamou muuuiiito a atenção. Pensei com os meus botões: -“Cara, essas
dicas irão facilitar a vida de um grande numero de ciclistas, sejam eles
experientes ou marinheiros de primeira viagem, como eu”.
A obra que será lançada no dia 18, próximo domingo, pode
ser considerada uma bíblia para toda a galera do pedal, afinal de contas foi
escrita por um sujeito que domina o assunto. Tá duvidando? Então anote aí as
credenciais do cara: ele é mestre em estética e história da arte pela
Universidade de São Paulo com a dissertação "Narrativas visuais: os
ciclistas de Iberê Camargo", na qual analisa a série de pinturas
"Ciclistas da redenção" do pintor gaúcho tendo por base as pesquisas
sobre o ofício do narrador de Walter Benjamin. Desde 2015 é editor do blog
"São Paulo na bike" no jornal "O Estado de São Paulo" e
também é um dos coordenadores do coletivo Bike Zona Sul, que promove o uso da
bicicleta nas vertentes lazer, mobilidade urbana e turismo no sul da capital. E
aí? Sentiu firmeza? Pois é, o sujeito ‘come, bebe e respira bicicleta’! Quer
alguém mais capacitado para escrever sobre esse tema?
Na obra poderão ser encontradas desde dicas para
escolher a bike mais adequada ao seu perfil até orientações de como enfrentar o
trânsito em grandes cidades. Nela o ciclista também aprenderá a fazer sozinho
alguns consertos básicos e entenderá como funciona a estrutura cicloviária da
cidade, com suas ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Em linguagem simples e
objetiva ricamente ilustrado, o "Guia do Ciclista Urbano" possibilita
ao leitor compreender rapidamente os princípios básicos sobre o funcionamento da
bicicleta e como circular nas cidades. E até mesmo quem não tem bike pode
aproveitar o livro, pois apresenta a relação das cidades brasileiras que contam
com o serviço de bicicletas compartilhadas e suas regras de uso.
Este livro é para você que tem visto crescer o
número de ciclistas pela cidade e que também quer fazer parte dessa turma que
decidiu deixar de ver o trânsito pela janela do carro e trocou o motor pelo
pedal. Segundo release da editora Scortecci, a obra trás dicas desde dicas para
escolher a bike mais adequada ao seu perfil até orientações de como enfrentar o
trânsito em grandes cidades.
Como já disse acima, o “Guia do Ciclista Urbano”
será lançado no dia 18 de junho, um domingo. A sessão de autógrafos com o autor
acontece das 10 às 13 horas na Casa das Rosas (Giostri Livraria), na Avenida
Paulista, 37, Bela Vista, São Paulo.
Acredito que o “Guia do Ciclista Urbano” será um
livro indispensável para todas as pessoas que já incluíram a bike em sua rotina
de vida.
Lembrando que a obra já pode ser adquirida na
Livraria Asabeça (http://bit.ly/2rU20yR).
Inté!
Detalhes
Técnicos
Editora: ScortecciISBN: 8536651636
ISBN13: 9788536651637
Edição: 1ª Edição - 2017
Número de Páginas: 80
Acabamento: BrochuraFormato: 14.00 x 21.00 cm.
ISBN13: 9788536651637
Edição: 1ª Edição - 2017
Número de Páginas: 80
Acabamento: BrochuraFormato: 14.00 x 21.00 cm.
Preço:
R$ 30,00
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