15 outubro 2011

Após mais um adiamento, sequência de “O Nome do Vento – A Crônica do Matador do Rei” deve sair no final do ano


Capa americana da sequencia de
"O Nome do Vento"

As duras penas estou chegando a uma triste conclusão: escrever sobre um livro antes de seu lançamento é fria... e bota fria nisso. A maioria das vezes que resolvi escrever artigos em jornais de minha cidade sobre uma obra que ainda estava por ser lançada, infelizmente, acabei criando falsas expectativas nos leitores. Quando chegava o suposto dia do Avant-premiere: nada de livro lançado, nada de tarde ou noite de autógrafos, nada de notícia de meia página ou página inteira nos jornais; enfim, nada de absolutamente nada. Resultado óbvio: o pobre coitado, aqui, se passava por desinformado ou até mesmo mentiroso.
Então resolvi fazer um juramento para mim mesmo: jamais escrever sobre “livros do futuro”, mesmo que o autor confirmasse o lançamento de sua obra para determinado dia, mês ou ano. Livro no prelo? Nem pensar!
Mas... um dia resolvi criar esse blog e quando percebi, no entusiasmo da novidade acabei quebrando a minha promessa. Dei por mim e já tinha postado um texto sobre o pré-lançamento do novo livro de James Bond, “Carte Blanche”, escrito por Jeffery Deaver. No post escrevi que a obra seria lançada no final do ano no Brasil. Anteontem, vi uma notícia na Internet que a Record, editora responsável pela distribuição da nova história de 007 aqui na terrinha, adiou o seu lançamento para o início de 2012. Postei também uma nota sobre o lançamento da seqüência de “O Nome do Vento”, obra de Patrick Rothfuss, mais do que aguardada pela galera. Na oportunidade escrevi que a seqüência do enredo envolvendo o misterioso e carismático personagem Kote seria lançada em junho deste ano. Nem preciso dizer que junho já passou e nada do livro.
E para confirmar a quebra do meu juramento, cá estou eu, novamente, para escrever outro post sobre uma promessa de lançamento de livro. E como não bastasse, um livro que já me derrubou recentemente, fazendo-me passar por cascateiro. Mas, quer saber de uma coisa? Sinceramente, valeu a pena ter engolido esse sapo, porque o post, em questão, é sobre a seqüência de uma obra fenomenal e arrebatadora: “O Nome do Vento – A Crônica do Matador do Rei”, de Patrick Rothfuss.
“O Nome do vento” é um livro tão fenomenal que me fez chegar ao ponto de escrever sobre ele antes de lê-lo! Só para lembrar, o primeiro volume da obra de Rothfuss está guardadinho na minha estante, desde o seu lançamento, esperando para ser “sorvido” em êxtase total, como se fosse um vinho de safra especial encontrado na adega de um galeão espanhol.
O enredo de um menino órfão que cresceu com o sonho de se tornar o maior dos magos de seu tempo, já lembra de cara Harry Potter, saga que conquistou adultos e crianças pelo mundo afora, inclusive eu. Outro detalhe que aumentou a minha expectativa pela obra foi o seu enredo adulto no qual está inserido o nosso “Harry Potter Arcanista”. Segundo os comentários de revistas “on line” especializadas em literatura, Kote – ao contrário do menino mago criado por J.K. Rowling – é um personagem ambíguo, ou seja, às vezes vilão e as vezes herói; em alguns momentos o amamos, e em outros, o odiamos. Mas no meio de toda essa ambigüidade, o interessante – segundo os críticos literários – é que o  músico tocador de alaúde e também mago arcanista consegue conquistar todos os leitores com o seu carisma.
A groso modo, apenas para que o leitor tenha uma noção do enredo de “ O Nome do Vento”, Rothfuss conta a história de Kvothe ou simplesmente Kote, um rapaz pertencente a um grupo de artistas itinerantes que promove shows em vários povoados. Um dia, ele vê a sua família ser inteiramente dizimada por um misterioso grupo chamado Chandriano, formado por sete membros e comandado por uma entidade maligna: Haliax. Kote é um músico talentoso e passa por tempos difíceis, mas mesmo assim consegue ingressar na Universidade de magia, onde muitos desafios esperam por ele. Mas o rapaz nunca se esquece de seu principal objetivo: descobrir tudo sobre o maligno Chandriano e desvendar o motivo da morte de seus pais e de todos os seus amigos de trupe.
Quanto ao segundo livro da série “O Matador de Rei”, lançado em março nos Estados Unidos, o título nacional já está definido e vai se chamar “O Temor do Sábio”. Confira um breve resumo do livro traduzido e publicado na página do “Sobre Livros”: “Uma rivalidade crescente com um membro poderoso da nobreza, Kvothe é forçado a sair da universidade e tentar a sorte no exterior. À deriva, sem um tostão, e sozinho, ele viaja para Vintas, onde rapidamente se vê envolvido na política da sociedade cortesã. 
Ao tentar agradar com um poderoso nobre, Kvothe descobre uma tentativa de assassinato, entra em conflito com um rival arcanista, e lidera um grupo de mercenários, na tentativa de resolver o mistério de quem (ou o que) está viajando nas estradas do rei. Ao mesmo tempo, Kvothe busca por respostas, tentando descobrir a verdade sobre o Chandriano, e a morte de seus pais. 
Ao longo do caminho, Kvothe é levado a julgamento pelos mercenários lendário de Adem, obrigado a recuperar a honra do Edena Ruth, viaja para o reino Fae. Lá ele encontra Felurian, a mulher das fadas que ninguém pode resistir, e que nenhum homem jamais sobreviveu. Sob sua tutela, Kvothe aprende muito sobre a verdadeira magia e as formas das mulheres.
 Em “The Wise Mean’s Fear“ (O Temor do Sábio), Kvothe dá seus primeiros passos a caminho do heroismo e descobre como é difícil a vida quando um homem torna-se uma lenda em seu próprio tempo''  (Tradução
www.sobrelivros.com.br).
A obra lançada em março nos Estados Unidos tem aproximadamente 1.000 páginas!! Cara! O que isso?! Que calhamaço!
Ah! Vamos lá; a data de lançamento no Brasil. Dizem que agora já está definido; a sequência de “O Nome do Vento – A Crônica do Matador do Rei” será lançada em nosso País entre novembro e dezembro de 2011. Será mesmo?? Vamos aguardar.


13 outubro 2011

O homem invisível

6ª edição do livro de Wellls lançado
pela Ediouro em 1997
Existem livros de ficção científica verossímeis e inverossímeis. Quer exemplos? Vamos lá! Uma obra inverossímil: “Tropas Estelares”; outra verossímil: “O Homem Invisível”. Não estou querendo, aqui, enaltecer H.G. Wells e por outro lado, descer a paulada em Robert Anson Heinlein. Nada disso! Simplesmente estou afirmando que o enredo elaborado por Wells tem subsídios suficientes para convencer o leitor de que é possível criar uma fórmula para a invisibilidade do corpo humano. Por outro lado, a história de Heinlen possui elementos por deveras fantásticos e jamais fará com que o leitor – em seu perfeito juízo – acredite ser possível, um dia, soldados do exército usarem trajes especiais que lhe aufiram super-poderes como dar saltos enormes, esmagar o que encontrar pela frente, além de carregar nas costas armas nucleares, capazes de devastar uma cidade inteira, como se estivessem carregando uma bomba relógio. Mais difícil ainda acreditar que esses soldados - vestindo exoesqueletos poderosos - tenham como adversários comuns uma raça de insetos gigantes com a capacidade de expressar pensaamentos.
Quero deixar claro que sou um dos admiradores da obra de Robert Anson Heilein pela sua coragem em tocar em assuntos de cunho político e social tão delicados em nossos tempo democráticos. Imagine, então, o impacto em 1959, época em que foi lançado o livro “Tropas Estelares”. Logo de cara, já dá para entender a mensagem ácida do autor contra o exército, o qual chama de irracional, funcionando como um inimigo declarado da democracia, já que na história, quem não faz o serviço militar é considerado cidadão de segunda classe, um ser inferior, sem direito a voto e a expressar as suas opiniões na sociedade.
Parabéns pela ousadia em criticar as falhas de algumas instituições consideradas infalíveis pela maioria, mas que acabam tolhendo o livre arbítrio do cidadão; mesmo que essa crítica esteja embutida num enredo fantástico; mas daí afirmar que “Tropas Estelares” é uma obra verossímil, devagar com o andor.
H.G Wells
“O Homem Invisível”, ao contrário, se enquadra perfeitamente no contexto da verossimilhança, já que H.G. Wells consegue convencer o leitor – até mesmo o mais cético que não é fã do gênero ficção científica - que é possível descobrir a fórmula da invisibilidade. Veja se ao ler o diálogo dos cientistas Griffin e Kemp – personagens principais do livro “O Homem Invisível” - sobre alguns conceitos científicos, você não consegue dar um chute em seu ceticismo: “Considere que a visibilidade de um corpo depende de sua ação em relação à luz. Um corpo pode absorver a luz, pode refleti-la, pode refratá-la, ou pode fazer uma combinação dessas três coisas. Se não faz nenhuma das três, ele não é visível.” Viu só? Bem convincente, não é mesmo?! Wells ainda apresenta outras teorias baseadas em princípios científicos que faz com que o leitor comece a acreditar que não é difícil encontrar um meio do corpo humano parar de refletir ou refratar a luz. Resultado: Wells conseguiu imprimir realidade em seu romance, criando um enredo plausível mesmo dentro do gênero ficção científica.
Tai! Primeiro ponto para “O Homem Invisível”: a plausibilidade. Como é bom ler uma história fantástica, mas ao mesmo tempo ficar com uma pontinha de dúvida se aquilo que você julgava inadmissível possa, de fato, acontecer um dia. H.G. Wells conseguiu essa proeza em 1897! É por isso que muitos o consideram o “pai da ficção científica”, o verdadeiro e único criador do gênero no mundo.
Outro ponto positivo de “O Homem Invisível” é alertar a comunidade científica dos perigos de tratar a ciência sem nenhuma responsabilidade. Um aviso que cabe bem nos dias atuais, onde vemos cientistas e pesquisadores brincando de “bancar” Deus, preocupados apenas em romper os limites imaginários da ciência, sem dar atenção as conseqüências de suas descobertas. O que importa para esse pesquisador é ser o primeiro a romper determinado paradigma científico, mesmo desconhecendo se terá o controle do resultado final de sua criação.
O personagem Griffin do romance de H.G. Wells deixa bem claro esse detalhe ao sonhar se tornar invisível, um dia, sem dar a devida atenção aos problemas e dificuldades que essa descoberta geraria para si próprio. Na ânsia de concretizar o seu sonho, o obcecado cientista estuda durante seis anos, centenas e mais centenas de fórmulas, além de efetuar uns cem números de cálculos até descobrir uma droga capaz de tornar invisível os seus tecidos, células, ossos; enfim, o seu corpo.
Neste momento, Griffin se sente mais poderoso do que o próprio Deus, acreditando ser capaz de fazer coisas que nenhum ser humano jamais conseguiria. E então... vem a decepção, pois ele descobre que a realidade é muito diferente. Para se fazer valer de sua invisibilidade, Griffin tem de se livrar de todas as roupas do corpo, em outras palavras, ficar peladinho da Silva. Imagine, o pobre coitado sem roupa no rigoroso inverno londrino. Triste, não? Outro probleminha, ou... problemão é que.... Bem, vou deixar que o próprio personagem explique: “Eu não poderia andar ao ar livre quando estivesse nevando, pois os flocos se acumulariam sobre mim, denunciando minha presença. A chuva também iria me cobrir com uma camada úmida, uma silhueta tridimensional de um homem como uma bolha reluzente. O mesmo quanto ao nevoeiro.”
O que a natureza fez com que Griffin entendesse, tardiamente, é que a invisibilidade lhe traria mais desvantagens do que vantagens. Só que, então, já era tarde de mais para se arrepender e voltar atrás, pois o dom da invisibilidade era irreversível, e assim, ele seria obrigado a conviver com a sua maldição.
“O Homem Invisível” também tem momentos de humor e descontração. É impossível que o leitor não ache engraçado a relação conflituosa de Griffin com os hóspedes do hotel “Coches e Cavalos”, onde se encontra recluso para conclusão de suas pesquisas. A dona da pensão, a Srª Hall, bisbilhoteira e curiosa até o limite do limite também tem boas sacadas de humor.
Esta obra de Herbert George Wells foi uma das primeiras adquiridas por mim, ainda na minha fase pré-adolescente; e por causa da história interessante e da empatia dos personagens, a mais lida, também.
Um verdadeiro clássico da ficção científica!

01 outubro 2011

A besta

Li o livro de Peter Benchley, se não me engano, em dezembro de 2009; e um dos motivos que me incentivou a leitura foi o nostalgismo de uma minissérie de TV – nem me lembro do canal – exibida no início da década de 90. A minissérie também se chamava “A Besta”, o mesmo título do livro.
Anos depois, ao dar uma “fuçada” nos sebos virtuais – uma de minhas manias pelas madrugadas, quando não estou escrevendo – vi um livro do mesmo autor de “Tubarão” com a foto de um tentáculo enorme, cheio de ventosas saindo do mar. O título, em letras ‘garrafais’, estava lá, todo em vermelho: “A Besta”. Foi então que tive um insight, do tipo, “já vi isso em algum lugar antes”. A mente clareou e acabei me lembrando da minissérie que passava todas as noites na TV, por volta das 22 horas. Uma minissérie, aliás, que deve ter passado despercebida pela maioria das pessoas, já que nem pela internet consegui obter informações satisfatórias sobre ela. Mas no meu caso, aquele seriado marcou, ficou na minha mente.
Após algumas pesquisas virtuais descobri, com muito custo, que a minissérie tinha sido baseada numa obra de Peter Benchley, lançada 17 anos depois do bestseller “Tubarão”. Não tive dúvidas e assim, confirmei a compra do livro para recordar aquela minissérie que na minha fase “trintona” (tinha acabado de me tornar balzaqueano) conseguia fazer com que ficasse acordado até tarde da noite para assisti-la.
E à exemplo do mini-seriado de TV, gostei muito do livro. Posso dizer, com certeza, que se você curtiu página por página de “Tubarão”, também irá se prender na narrativa de “A Besta”. Os princípios básicos são os mesmos: Uma fera feroz que surge dos abismos do oceano levando medo e pânico para os moradores de alguma cidade costeira, outrora tranqüila. E como não poderia faltar: o grupo de homens destemidos que saem na captura da fera – geralmente um pescador experiente, um pesquisador especialista em ‘monstros marinhos’, além de um membro da comunidade, de preferência um xerife, prefeito ou empresário corrupto. Todos esses clichês temperados com um final emocionante, onde geralmente um integrante do grupo de caçadores consegue derrotar o bicho, não sem antes sofrer os diabos para isso. Resumindo: tudo o que você encontrou em “Tubarão”, também irá encontrar em “A Besta”.
A diferença entre as duas obras é que em “Tubarão”, Benchley desenvolveu os personagens mais profundamente e deixou o chamado “pega pra capar” da ação para o final do livro, onde o xerife Brody, o pescador Quint e o oceanógrafo Matt Hopper suam a camisa para matar o peixe assassino, que por sua vez, ainda consegue tirar a vida de um dos três heróis. Antes do clímax das páginas finais, o enredo da trama dá ênfase para os relacionamentos conflituosos dos seus personagens, entre eles o triangulo amoroso formado por Brody, sua mulher Ellen e o oceanógrafo garanhão Hopper. Já em “A Besta”, Peter Benchley, optou por desenvolver de maneira superficial os personagens principais e explorar ao máximo a ação e o suspense no mar.
A besta que empresta o nome ao título do livro é uma Architeuthis dux, ou seja, uma lula gigante que devido ao desequilíbrio ecológico provocado pelo homem, começa a atacar e matar banhistas de uma cidade praiana localizada nas costas das Bermudas. Após uma sucessão de ataques fatais, Whip Darling, um pescador especialista em vida marítima, que quer apenas levar uma vida normal ao lado de sua esposa e filha, acaba sendo forçado a caçar o mostro marinho. O pai de uma das vítimas, um poderoso banqueiro, promete 200 mil dólares se Darling aceitar a empreitada de sair em alto mar num barco ultra-equipado juntamente com ele e um professor de oceanografia. Somente os três, num embate de vida ou morte contra a lula gigante. Como Whip Darling recusa a oferta, o banqueiro acaba por ameaçá-lo com um argumento infalível e que não deixa outra opção ao experiente pescador, senão acompanhá-los. E é nesta parte da obra que o negócio pega. No meu caso, não consegui largar o livro de maneira alguma e quando percebi, já eram quase 5 horas da manhã! Mas valeu à pena as horas de sono perdidas. Ação e suspense mesclam a caçada do trio a Architeuthis dux, acredito que bem mais do que em “Tubarão”.
O combate final entre Darling e a lula é eletrizante. O pescador enfrenta a besta, em seu barco, armado com uma serra elétrica, deixando o leitor com a adrenalina nas últimas. Quem conhece o estilo de Benchley sabe que ele era detalhista aos extremos em seus livros. Em “A Besta” não é diferente. O duelo final, homem versus monstro é por demais minucioso; tão minucioso que em algumas cenas, o leitor chega a ficar com o estômago embrulhado. Confira a compilação da narrativa de alguns trechos desse embate: “Darling não pensou, não hesitou, não calculou. Agarrou a serra e puxou o cabo de partida...” “...um dos braços da besta passou na frente de seu rosto e Darling enfiou a serra nele. Os dentes de aço entraram na carne e Darling recebeu um banho de amoníaco...”... uma chuva de pedaços de carne explodiu em sua volta e ele estava ensopado de gosma verde e tinta negra”. Acho que chega né? E olha que não revelei nem um milésimo desse combate. Deixei o mais emocionante para aqueles que pretendem ler o livro, principalmente o trecho em que a criatura se aproxima de Whip Darling para engoli-lo com o seu bico.
Mas o livro de Peter Benchley tem outras passagens tão tensas e emocionantes como esta que acabei de descrever, como por exemplo, o ataque da lula gigante à uma cápsula, do tipo Voyager, de uma revista especializada na cobertura de matérias marinhas. O mini-submarino é totalmente destroçado pelo monstro, e para variar, Benchley faz questão de narrar em detalhes o ataque. Cara! Me deu uma agonia ler esse capítulo, pois o autor explora de maneira detalhista, como se fosse um “voyeur”, o terror enfrentado pelos tripulantes da sonda aquática em seus últimos momentos. “Só podiam ver uma parte da enorme lula, pois era maior do que a portinhola, muito maior. Um bico curvo afiado como uma foice cor-de-âmbar, com a ponta fina e aguçada fazendo pressão no vidro da Voyager”. Deu prá imaginar o terror dos tripulantes da cápsula? O pior veio depois... só lendo para sentir.
Há ainda o ataque monstro à uma baleia assassina, a qual parte em pedaços com a maior facilidade; a destruição de um barco de pesquisa; além de muitas outras cenas de ação distribuídas ao longo do livro. Foi por isso que escrevi no início deste post, que “A Besta” é uma obra com muito mais ação e cenas de suspense do que “Tubarão”, que como já citei, optou por aprofundar melhor os seus personagens.
A besta de Peter Bentchley também é bem mais assustadora do que o seu turbarão. Vejam bem: O que falar de um monstro marinho com um corpo imenso, arredondado e bulboso que termina numa cauda em forma de ponta de flecha, com oito braços sinuosos, dois tentáculos duas vezes mais longos do que o corpo, um bico curvo cor-de-âmbar capaz de fazer estragos imensuráveis e dois olhos gigantescos. Quer mais? Então vamos lá: os seus tentáculos são cobertos por ventosas que não param de mexer como bocas famintas e no meio de cada uma delas há uma lâmina brilhante curva mais afiada do que uma navalha.
Agora, me responda uma coisa; será que os aficionados por livros de aventura e suspense terão como resistir à uma história com todos esses ingredientes?
Então, só resta dizer: torçam para encontrar a edição da Rocco, de 1992, em algum sebo... e boa leitura!

Instagram