10 dezembro 2017
Autor brasileiro revela em novo livro, os segredos da infância e adolescência de Sherlock Holmes
Confesso que atualmente não sou um leitor de
carteirinha dos livros de Sherlock Holmes. Por outro lado, posso afirmar que no
passado – e na minha linguagem particular, esse passado que me refiro significa
há mais de três décadas atrás – fui um ‘carinha’
fissurado nessa lenda vitoriana. Mêo, tudo o que ‘pintava’ na minha reta eu
traçava: livros, filmes, figurinhas, desenhos. C-a-r-a-c-a! Como eu curtia aquele
o sujeito de boina e cachimbo nos meus
saudosos vinte e poucos anos.
Por isso, em 1985, quando foi lançado o filme “O
Enigma da Pirâmide” fiquei muito feliz, pois teria a oportunidade de conhecer
um pouco mais sobre a infância e adolescência
do meu grande ídolo. No final, a produção cinematográfica – muito boa, por
sinal – explorou muito pouco essas duas fases da vida do personagem, se
concentrando muito mais na solução do caso.
Sempre tive curiosidade em saber como Holmes
adquiriu o seu famoso senso dedutivo, quem o treinou, quem foi o seu mentor, os
seus amigos de infância, como Watson entrou em sua vida e etc e mais etc. Pra
ser sincero, até hoje mantenho viva essas curiosidades.
Acho que agora, finalmente poderei ‘matá-las’ graças
ao trabalho literário de um jovem autor gaucho chamado André Zanki Cordenonsi
ou simplesmente A.Z. Cordenonsi. Ele acabou de lançar pela AVEC Editora o livro
“Sherlock e os Aventureiros: O Mistério dos Planos Roubados” que promete revelar
todos os segredos da infância do grande detetive inglês.
A inspiração para a obra foi o filme clássico de
Steven Spielberg que também marcou a infância do autor. “A partir do lançamento
do filme ‘O Enigma da Pirâmide’ passei a ser assombrado pelo grande detetive.
Por algum motivo, meus colegas de aula acharam que eu era fisicamente parecido
com o protagonista e o apelido ficou”, revela Cordenonsi com bastante
nostalgia.
O autor também conta que a brincadeira na infância foi responsável pelo seu interesse na literatura investigativa de Sir. Arthur Conan Doyle, o criado do maior detetive do mundo.
“Dos contos e romances eu passei para o universo expandido, criado por inúmeros outros autores. Filmes, livros, pastiches, contos, jogos... Não importava. Se levasse o nome de Sherlock Holmes, eu dava um jeito de comprar”, conta o escritor.
O autor também conta que a brincadeira na infância foi responsável pelo seu interesse na literatura investigativa de Sir. Arthur Conan Doyle, o criado do maior detetive do mundo.
“Dos contos e romances eu passei para o universo expandido, criado por inúmeros outros autores. Filmes, livros, pastiches, contos, jogos... Não importava. Se levasse o nome de Sherlock Holmes, eu dava um jeito de comprar”, conta o escritor.
Cordenonsi afirma ter se aproveitado da falta de
informação sobre a infância de Sherlock para aprofundar seu universo
fictício: “Pouco se sabe sobre onde Sherlock foi criado e por quem e como ele se
transformou na máquina lógica mais perfeita da era vitoriana. Eu precisava
criar um conflito para o jovem Sherlock, uma motivação que o levasse a dedicar
seu cérebro à elucidação de crimes. Além disso, eram necessários mentores. Afinal,
quem poderia ensinar a Holmes os princípios básicos da dedução? Seria ilógico
imaginar que ele teria aprendido tudo sozinho”.
Segundo ele, assim nasceram Irene Lupin, filha de Arséne Lupin, outro personagem
famoso da época vitoriana, e Nikola Tesla, um sujeito real, que
revolucionou a ciência e a engenharia. A primeira representando a paixão, o
arroubo e a coragem, e o segundo personagem, encarnando a genialidade, a lógica
e a matemática pelas quais o detetive virá a ser conhecido.
Segundo ele, assim nasceram Irene Lupin, filha de Arséne Lupin, outro personagem
![]() |
| Autor A.Z. Cordenonsi |
“Sherlock e os Aventureiros” é uma aventura
infanto-juvenil com personagens que ainda precisam amadurecer. Segundo o autor
gaúcho, na idade em que os protagonistas
estão, tudo é possível. “A juventude é contraditória por natureza, pois este é
o processo natural de consolidação de suas posições. A minha intenção aqui era
construir um trio de personagens divertidos, cativantes e muito humanos,
respeitando a obra de Arthur Conan Doyle. Uma aventura divertida, para toda a
família. Se cheguei lá, já posso me dar por satisfeito.”
Entre capangas homicidas, rinhas clandestinas e
becos escuros, os três aventureiros vão explorar o submundo de uma Londres
oculta e perigosa.
Taí, uma boa pedida para os fãs de Sherlock Holmes,
que assim como eu, sempre quiseram conhecer os segredos da infância e
adolescência do emblemático detetive.
O livro já está à venda nas livrarias físicas e
virtuais de todo o País.
Divirtam-se!
06 dezembro 2017
Saga Crepúsculo (“Crepúsculo”, “Lua Nova”, “Eclipse” e “Amanhecer”)
Hoje, completam-se 10 anos que li o primeiro livro
da ‘Saga Crepúsculo” da escritora americana Stephenie Meyer. Na época nem
imaginava ter um blog literário, tanto é que o ‘Livros e Opiniões’ só surgiria,
aproximadamente, quatro anos depois. Talvez
por isso, nunca fiz uma resenha de toda a saga que li e amei naquela
época; à exemplo de muitos outros livros antigos que já havia devorado bem
antes da chegada do blog e que só agora decidi resenhá-los. Sei lá, vai
entender o que se passa em nossas cabeças.
Mas vamos ao que interessa: os livros de Mayer. Para
ganhar tempo e espaço vou resenhar ‘numa tacada só’ todos os quatro livros que
compõem a ‘Saga Crepúsculo’ – “Crepúsculo”, “Lua Nova”, “Eclipse” e
“Amanhecer”.
Li todos eles e como já disse acima, amei. Ainda me
lembro que na época, alguns amigos tiravam o sarro na minha cara, dizendo: -
Não acredito! Você, tiozão, lendo um livro de menininha apaixonada – Pois é
galera, tinha de aturar essas gozações, mas juro que não ficava chateado ou envergonhado,
porque estava adorando a história. E quando a magia da leitura começa a te
envolver, você esquece todo o resto.
Não sei se hoje teria pique e vontade para reler os
quatro livros ou um deles que seja. Acho que comecei a ler a saga no momento
certo, ou seja, bem antes do lançamento dos filmes que modificaram muito o
enredo de Mayer - na minha opinião, para pior - e também da invasão de livros
sobre vampiros apaixonados. Na realidade, não dá para explicar o desapego com a
saga. O que posso dizer é que existem enredos – livros e filmes – que te
envolvem totalmente num primeiro momento, o qual você vive intensamente e
apaixonadamente, mas depois... a magia termina e você segue a sua vida
normalmente sem vontade de revivê-los. ‘Crepúsculo’ teve esse efeito em mim.
Os quatro livros se resumem a uma história de amor.
Terror mesmo, praticamente nada, servindo apenas de pano de fundo para o tema
principal - meio que “Love Story moderno” - de Isabella Swan, uma garota de 17
anos e que nunca havia vivido grandes emoções em sua vida, e que acaba se
apaixonando por Edward Cullen, um rapaz que esconde um terrível segredo. O cara
é um vampiro, mas do ‘bem’.
Em “Crepúsculo”, primeiro volume da saga, somos
apresentados a Isabella ou Bella que sai de Phoenix para ir morar com o seu pai
no estado de Washington, numa pequena cidade chamada Forks.
![]() |
| Autora Stephenie Meyer |
Neste livro conhecemos também Edward e o terrível
segredo que envolve a sua família. Os dois se apaixonam e passam a viver um amor
proibido, o que os faz se aproximarem ainda mais um do outro.
Não dá para negar que a história de amor de Edward e
Bella é por demais envolvente e prende o leitor a cada página. Cara, é algo
meio viciante, já que você passa a
torcer desesperadamente pelos dois. Sabem aquela palavrinha chamada “química”?
Entonce, Mayer criou um casal com uma química perfeita. A garota bonita e
inteligente que se apaixona pelo rapaz também bonito e inteligente, mas que
carrega uma maldição: se alimentar de sangue para se manter sempre amável e
controlado.
Em “Lua Nova”, o clima de romance proibido continua,
mas com ênfase maior para outro personagem masculino: Jacob Black. Neste livro
sai um vampiro e entra um lobisomem, já que Jacob pertence a segunda categoria
de “seres sobrenaturais”. Edward aparece muito pouco na história já que no
primeiro livro aconteceram eventos que o obrigaram... digamos, sumir de cena.
Este fato inesperado abre caminho para
que Jacob - que já tinha uma queda por Bella - passe a lutar pelo amor da
garota. Pronto! Esta formado o triangulo amoroso. Bella tenta se manter firme,
mesmo sabendo que Edward pode não voltar nunca mais, mas as investidas de Jacob
são bem estratégicas, então já viu, né?
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| Edward e Bella |
No terceiro livro da saga, Edward reaparece,
deixando Bella numa situação muito difícil: escolher seu amigo e lobo Jacob ou
o seu namorado oficial para juntar os trapos e passar o resto de sua vida. Por
isso, o lobo Jacob e o vampiro Edward passam a viver constantes discussões –
quase chegando as vias de fato – por causa de Bella e também porque vampiros e
lobos são inimigos mortais desde o início dos tempos. Este climão, somado a uma
batalha épica no final, faz de “Eclipse” um dos livros mais tensos de toda a
saga.
Além do triangulo amoroso: sanguessuga-humana-lobisomem,
a obra ainda apresenta outro mote bem inquietante que é o surgimento de um
exército de vampiros do ‘mal’ recém-criados que começa a matar várias pessoas
em Seattle, uma cidade perto de Folks, colocando a segurança de Bella em
perigo.
Com relação ao ultimo livro da saga, o ritmo é bem
mais lento do que os três anteriores e não tem como fugir disso, já que
“Amanhecer” é uma obra de definição. Como a autora foi deixando para trás muitas
pontas soltas em “Crepúsculo”, “Lua Nova” e principalmente “Eclipse”, ela usou
o livro seguinte para amarrar essas pontas. O ritmo lento é compensado com os
momentos tensos das páginas finais e que culmina com um desfecho do tipo
“felizes para sempre”.
Em “Amanhecer” Bella e Edward se casam e
repentinamente descobrem que serão pais, já que Bella está grávida. Edward tem
medo de que a criatura mate a sua mulher e não quer que o bebê nasça. Bella, no
entanto, não abre mão de ter o filho.
Quando uma família, responsável em ditar as normas e
leis no mundo dos vampiros exige que a criança seja sacrificada, pronto! É
armado o estopim para a batalha final.
Há anos, gostei muito da saga de Mayer, mas hoje, os
quatro livros já não me atraem tanto.
Inté!
03 dezembro 2017
10 livros que, querendo ou não, acabaram acertando previsões sobre o futuro
Um dia desses, enquanto lia alguns livros antigos
acabei exclamando: “E não é que ‘esse trem’ acabou acontecendo, de fato!!”
Ocorre que a idéia impressa nas páginas da obra era tão utopista para a sua
época que ninguém acreditava que pudesse se tornar realidade décadas depois. Pois
é, prova de que o autor da tal idéia excêntrica estava certo e... os seus
leitores, pelo menos a maioria, completamente errados.
Sei lá, acho que, de fato, alguns desses escritores
eram visionários e escreveram as suas histórias baseadas em dados científicos,
mas outros, simplesmente, atiraram no escuro e acabaram acertando.
Bem, deixando as divagações de lado, o livro que havia
lido se chamava “O Guia do Mochileiro das Galáxias” escrito em 1980, onde o
autor Douglas Adams já previa o ‘lance’ da tradução de voz em tempo real.
Após ler a obra, a minha mente engatilhou aquele
clique surpresa, do tipo em que você larga tudo o que está fazendo, pára, dá um
tapa na testa e diz: “Caraca! O fulano estava certo, mesmo!”
Gente! O Google Translate já está fazendo tradução em
tempo real desde o final de 2014!
Taí galera, se existe um único culpado pelo
surgimento desse post, esse culpado se chama Douglas Adams. Portanto, vamos
para um top list de 10 livros, cujos autores querendo ou não, acabaram
acertando previsões para o futuro.
01
– O Guia do Mochileiro das Galáxias (Douglas Adams)
É claro que não poderia deixar de começar essa lista
com o livro que me deu o insight para o post. Quem diria heimmm... que Douglas
Adams tivesse uma idéia inconcebível para a sua época, mas que se tornaria
realidade 34 anos depois. Pena que o autor não viveu o suficiente para ver a
sua idéia, considerada amalucada para os anos 80, ser inserida na rotina de
vida normal de todo e qualquer internauta. Adams faleceu em 11 de maio de 2001.
Ah, pêra aí! Além do Google Translate, outra
novidade inspirada no tradutor do Mochileiro conhecido por ‘Peixe Babel’ é o
‘The Pilot’, dispositivo da Waverly Labs considerado o primeiro aparelho
auricular inteligente do mundo, que traduz línguas diferentes
automaticamente. Basta você baixar os idiomas desejados utilizando o
aplicativo que acompanha o aparelho.
É mole?!
02
– Vinte Mil Léguas Submarinas (Julio Verne)
Caramba! Este cara era visionário demais! O sujeito
acertou na mosca as suas previsões que entraram para o rol dos “fatos
palpáveis” dois séculos depois! Em 1869, ao escrever “Vinte Mil Léguas
Submarinas”, Julio Verne imaginou um submarino que utilizava um combustível
eficiente e praticamente inesgotável. Muitos estudiosos o consideraram um
escritor excêntrico e utopista, cuja idéia serviria apenas para ser utilizada
como enredo de um romance de ficção. Pimba! Esta corrente pensamento conservadora
quebraria a cara 200 anos depois. O
conceito de Verne se concretizou em 1955, com o lançamento do primeiro
submarino movido por propulsão nuclear. Ele recebeu o nome de Nautilus em
homenagem ao veículo descrito pelo autor em seu livro.
03
– 2001: Uma Odisséia no Espaço (A Sentinela) (Arthur C. Clarke)
Em 1951, Arthur C. Clarke escreveu um conto chamado ‘A
Sentinela’ que deu origem ao emblemático filme produzido em 1968, chamado ‘2001:
Uma Odisséia no Espaço’, dirigido por Stanley Kubrick, sobre o supercomputador
HAL 9000, que comanda uma espaçonave, adquire vontade própria e começa a
eliminar os tripulantes. O filme prevê a criação de super-computadores
inteligentes capazes de proezas inimagináveis – pelo menos naquela época - como derrotar o homem no xadrez (coisa que
aconteceu em 1997, quando um supercomputador da IBM bateu o campeão Gari
Kasparov em um tira-teima).
O mesmo supercomputador inteligente da IBM conseguiu
derrotar com extrema facilidade oponentes humanos em programas de TV americanos
de perguntas e respostas e agora, usa
sua inteligência no diagnóstico do câncer e em análises financeiras.
Pois é, Clarke está corretíssimo; errado, estavam os
descrentes da década de 50.
04
– Cyborg (Martin Caidin)
No livro, lançado em 1971, Martin Caidin conta a
história de um astronauta de teste que sofre um acidente catastrófico e acaba
tendo várias partes do corpo substituídas por membros biônicos de última
geração. Após uma cirurgia experimental e revolucionária, o personagem acaba
recebendo um olho, um braço e pernas biônicos, considerados na época uma grande
fantasia.
Só que essa fantasia dos anos 70 se vestiu de
realidade no ano de 2013 quando aconteceu o primeiro implante de perna biônica.
Há cerca de quatro anos, a Ossur - empresa islandesa líder mundial em sistemas não invasivos
de ortopedia - também lançou no mercado, uma prótese que incorpora
alimentação própria, sensores, atuadores e um computador que ronda um programa
de inteligência artificial que permite que os pacientes caminhem naturalmente e
em segurança.
Ao contrário das próteses tradicionais, onde o
paciente deve se adaptar ao aparelho, a nova prótese Power Knee permite um
andar totalmente natural, segundo depoimento do primeiro paciente a recebê-la.
Incrível, não acham? Talvez, até mesmo para Caidin,
se estivesse vivo.
05
– Neuromancer (William Gibson)
Publicado em 1984 por William Gibson, “Neuromancer” é
uma das três jóias do cyperpunk, juntamente com ‘Blade Runner’ e ‘Ghost in the
Shell’.
Gibson mencionou em seu romance uma rede mundial de computadores
que interligasse várias pessoas ao mesmo tempo. O autor teve essa idéia, sete
anos antes dessa inovação tecnológica ser criada, inclusive a palavra
ciberespaço foi usada pela primeira por Gibson em “Neuromancer”
No livro, um hacker após ter a sua habilidade de
ingressar no ciberespaço perdida, consegue recuperá-la de maneira milagrosa com
a ajuda de alguns amigos.
“Neuromancer” conquistou numa paulada só os três
principais prêmios do gênero ficção científica: Hugo, Nebula, e Philip K. Dick.
06
– Da Terra à Lua (Julio Verne)
Galera, palavra. Quando comparo as nuances
existentes entre o Projeto Apolo 11 (1969) e o livro “Da Terra à Lua” (1865) enxergo
Julio Verne quase como um profeta. Vejam só se tudo o que o autor escreveu não
foi o mais puro profetismo; começando pela duração da jornada que levou Neil
Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins à lua que foi de 103 horas na
realidade, uma diferente de apenas seis horas se comparada a obra de Verne que
relata um período de 97 horas.
Quanto ao número de tripulantes (três), os locais de
lançamento e pouso (Flórida e o Mar da Tranquilidade, na lua) e o regresso à
Terra (com pouso no Pacífico e resgate por um navio) tudo coincide. Quer mais?
A Apollo 11 media 3,7 metros de altura por 3,9 metros de diâmetro enquanto a
cápsula de Verne, em forma de bala, media 4,8 metros de altura por 2,7 metros
de diâmetro.
Acho que não precisa escrever mais nada.
07
– A Guerra dos Mundos (H.G. Wells)
No livro de 1898 sobre a invasão da Terra por
marcianos, entre as armas descritas por H.G. Wells está um raio de calor
poderoso o bastante para queimar seres vivos e incendiar edificações. Este
recurso dos alienígenas já era uma antevisão dos raios laser, hoje usados para
os mais diversos fins, desde científicos até militares.
As bases para a criação do raio laser só seriam
lançadas 18 anos após o lançamento do livro de Wells. Em 1916, o físico Albert
Einstein deu o ‘ponta pé’ inicial para a sua descoberta. No entanto essas bases
ficaram esquecidas durante a Segunda Guerra Mundial. Foi em 1953, trinta e sete
anos depois, que cientistas conseguiram produzir o primeiro laser, ou melhor,
um dispositivo bastante similar a um laser, pois ele não tinha a capacidade de
omitir ondas de forma contínua.
08
– 1984 (George Orwell)
Ahahaha!! Tudo bem que George Orwell não produziu
nenhum programa “Big Brother” na Globo, mas por outro lado, previu a
implantação de um sistema de vigilância permanente há décadas.
O livro de Orwel escrito em 1949 é ambientado em
determinada província onde predomina uma guerra perpétua, além de vigilância
governamental onipresente e manipulação pública e histórica. Trata-se de
um romance distópico que acabou sendo responsável por conceitos como Big
Brother, Novilíngua e Polícia do Pensamento.
O protagonista de ‘1984’ trabalha no Ministério da
Verdade, que se encarrega de estabelecer o que é falso e o que é verdadeiro. Os
fatos são definidos pelo Estado, não pelos cidadãos. O Ministério da
Verdade se encarrega de estabelecer os fatos que devem ser corretos para as
pessoas constantemente vigiadas pelo Grande Irmão. Uma das muitas instituições
de Orwell no livro é a onipresença da televisão, que não serve apenas para ver,
mas também para serem vistos. Já a novilíngua, que serve para simplificar a
forma como os cidadãos se expressam e assim evitar sentimentos e pensamentos
indesejados
O livro foca-se em tópicos como a censura, a
propaganda, e o governo opressivo numa sociedade futurista. Orwell também
previu a vigilância em massa.
09
– Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)
Escrita em 1953, a trama do livro de Ray Bradbury se passa mais de quatro
décadas à frente de seu tempo, ou seja, nos anos de 1990. Neste período, o
autor imagina uma sociedade americana hedonista e contrária aos preceitos que
defendem a intelectualidade. Ler livros nesta época é um crime. Por isso, todas
as obras literárias passam a ser ‘caçadas’ e queimadas.
Nesse mundo, todo trabalhador sonha em comprar sua
“televisão de parede”, uma sala com projeções 3D e um sistema de som multicanal.
Dentro desse contexto, as pessoas testam os seus conhecimentos e tratam todos
aqueles que aparecem nos programas de TV
como membros de sua família.
‘Fahrenheit 451’ previu a chegada dos televisores
com telas planas assim como dispositivos semelhantes aos atuais headphones.
Outras tecnologias como o laserdisc e sistemas de som multicanal, que
iriam tornar possível os home theaters, só surgiram na década de 1980.
10
– O Presidente Negro (Monteiro Lobato)
Estava em dúvida se encerraria esse toplist com o
livro de Aldous Huxley ou o de Monteiro Lobato. No final das contas, decidi por
Barack Obama ao invés da engenharia genética. Além do mais, Lobato é aqui, da
nossa terrinha.
‘O Choque das Raças’ ou ‘O Presidente Negro’, foi o
único romance adulto escrito por Monteiro Lobato, e publicado em 1926 em
folhetins no jornal carioca "A Manhã".
O personagem principal da obra se chama Ayrton Lobo
que através de um professor passa a ter contato com uma máquina do tempo.
Através dela, o personagem conhece os detalhes da campanha presidencial dos
Estados Unidos de 2228. Nela, um candidato negro derrota dois adversários, uma
mulher e um branco conservador, e é eleito.
O livro aborda situação parecida com as eleições dos
Estados Unidos em 2008, na qual Barack Obama venceu Hillary Clinton na disputa
pela candidatura pelo partido democrata, e, posteriormente, derrubou o
republicano John McCain nas urnas.
Santa Previsão! Viram só o que Lobato previu em
1926?! A eleição do primeiro presidente americano negro!
Taí galera! Por hoje é só!
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