11 junho 2017
O Portador do Fogo (Crônicas Saxônicas – Livro X)
Na minha opinião, “O Portador do Fogo” – lançado
recentemente - é o pior dos 10 livros da saga “Crônicas Saxônicas’. O autor
errou a mão e justamente no livro mais aguardado de toda a série. É neste
volume que Cornwell deixava escapar em suas entrevistas que o personagem
Uhtred, finalmente, travaria a batalha mais importante de sua vida: a reconquista
de Bebbanburg, o seu antigo lar. Vale
lembrar que essa fortaleza havia sido surrupiada do guerreiro pagão, ainda
criança, pelo seu tio considerado um usurpador. Portanto, os leitores vinham
aguardando na maior ansiedade, o dia em que Uhtred e seu exército conseguiriam
realizar essa proeza, considerada por muitos como a ultima grande batalha de
sua vida. Entonce... chega “O Portador do Fogo” e chuáaaa! Chega junto, também,
uma ducha de água fria. A preparação, as táticas, os personagens, enfim, as
batalhas travadas não satisfazem o grau de expectativa dos fãs da série.
Mas no centro de todos esses desacertos não podemos
esquecer que existe um escritor chamado Bernard Cornwell que, à exemplo de
King, tem o dom de criar uma boa história, mesmo quando os seus neurônios
entram em greve. E foi o que aconteceu com o 10º volume das “Crônicas
Saxônicas”. Podemos dizer que deu para o gasto, como se estivéssemos com sede e
precisássemos de um copo cheio de água, então chega um bom samaritano e nos dá
apenas meio copo.
Se o autor consegue manter com maestria aquelas reviravoltas
na trama que deixam os seus leitores de queixo caído, por outro lado comete três
grandes pecados: a falta de punch na batalha pela conquista de Bebbanburg –
como um lutador de boxe que só aplica jabs em seu oponente, se esquecendo de
nocauteá-lo – o mau desenvolvimento de personagens importantes, entre eles:
Sigtryggr, Stiorra, Eduardo e Aethelflaed que ficaram sem nenhuma função na
história – e finalmente o maior de todos os pecados: a falta de um inimigo à
altura de Uhtred. Os vilões Constantin, Uhtred (filho do usurpador),
Aethelhelm, Waldhere, Domnall e Einar chegam a ser patéticos. Juro que fiquei animado com a entrada
presunçosa e arrogante de Constantin no enredo. Disse comigo mesmo: Caraca,
esse cara vai dar trabalho! Mas depois... Bem, melhor esquecer.
Perceberam que eu citei seis vilões? Pois é galera,
seis vilões numa mesma história!! E apesar disso, eles não conseguiram fazer o
papel de um único vilão. Confesso que deu uma saudade enorme de Kjartan, Ubba,
Harald – Cabelo de Sangue e principalmente de Cnut que foi vencido por Uhtred
com muito custo, não sem antes, quase ter conseguido despachar o guerreiro
pagão para o Valhala (salão dos mortos na mitologia nórdica).
Mas apesar desses deslizes, “O Portador do Fogo” não
deve decepcionar, totalmente, os fãs de
Crônicas Saxônicas, já que Cornwell conseguiu reservar alguns poucos trunfos
que são as reviravoltas na trama.
Prestem atenção na aliança formada pelo ealdorman
Aethelhelm e o primo de Uhtred (filho do usurpador) para derrotar o guerreiro
pagão. Quando você menos espera, Cornwell mete a caneta no meio daquilo que
parecia óbvio e pimba! Lá vem o inesperado que chega rasgando.
Outra surpresa daquela de deixar o leitor com um
Ohhhh!!... parado no meio da boca, acontece no início da batalha pela conquista
de Bebbanburg. Uma importante revelação, envolvendo um personagem ligado a
Uhtred e que me deixou pasmado. Revelação que é seguida de uma luta de espadas
– um desafio entre dois guerreiros, propriamente dito. Esta luta, de tirar o
fôlego, é descrita em menos de uma página e engole as duas batalhas principais
do enredo que ocupam inúmeras páginas.
Para finalizar, tenho uma excelente notícia para
os fãs das Crônicas Saxônicas. Tudo indica que Cornwell deva dar sequência à
saga de Uhtred, mesmo após a suposta aposentadoria do famoso guerreiro, agora,
direcionando o foco de seus romances para a rivalidade entre os irmãos
Aethelstan e Aelfweard, sucessores do trono de Eduardo. O primeiro deles, filho
bastardo do rei de Wessex e também o protegido de Uhtred.
Mas quero deixar claro, a minha contrariedade por uma sequencia. Cara, o último capítulo de "O Portador do Fogo" foi perfeito para uma conclusão da saga.
Mas quero deixar claro, a minha contrariedade por uma sequencia. Cara, o último capítulo de "O Portador do Fogo" foi perfeito para uma conclusão da saga.
Aguardemos.
08 junho 2017
A Hora do Lobisomem chega em julho na Biblioteca Stephen King
Após ficar algum tempo longe das redes sociais -
pelo menos daquelas específicas sobre literatura - por causa do acúmulo de
trabalho, quase tive um treco ao saber que a Suma de Letras vai relançar “A
Hora do Lobisomem”. A obra será o segundo livro da coleção “Biblioteca Stephen
King” que está relançando histórias do mestre do terror que já estão esgotadas
há muito tempo nas livrarias.
O projeto da Suma foi inaugurado no ano passado com
“Cujo” e agora será a vez do famoso lobisomem que assombrou muitos leitores nos
anos 80 através da editora L&PM. Vale lembrar que o livro foi lançado
originalmente nos Estados Unidos em 1983. Aproveito, também, para adiantar que
o terceiro livro da Biblioteca Stephen King será outro ‘trucão’: “O Iluminado”.
A previsão é de que “A Hora do Lobisomem”
desembarque nas livrarias brasileiras no mês de julho. E isto vale um
escancarado IAHUUUUUUUUU!! com todas as letras maiúsculas, afinal, o sexto mês
do ano já está praticamente aí!
Para entender o motivo de toda a minha alegria pela
vinda do peludão, teria de voltar no tempo há aproximadamente três décadas,
exatamente quando a L&PM adquiriu os direitos de lançamento da obra no
Brasil.
Inexplicavelmente, em sua primeira edição (1983) a
editora colocou poucos livros no mercado literário. Resultado: eles se
esgotaram rapidamente. Cara, não me pergunte o motivo da L&PM ter dado uma
freada na edição. Pode ter sido “N” coisas, tais como: receio de que a história
não agradasse os leitores, já que se tratava de um enredo muuuito curto; falta
de grana, na época, para aumentar a tiragem; algum acordo secreto com a editora
americana que não permitia a publicação de uma tiragem acima da combinada. Quer
saber de uma coisa? Vou parar por aqui, senão começarei a conjecturar teorias
conspiratórias e isso não seria legal. Basta dizer que muitos poucos livros
chegaram ao Brasil em 83 e por isso, se esgotaram rapidamente.
Quatro anos depois, a mesma L&PM colocaria no
mercado uma 2ª edição de “A Hora do Lobisomem” e com o mesmo layout mirrado de
quatro anos atrás: páginas de papel jornal e tamanho reduzido (de bolso). Nem
mesmo o sucesso do filme “Bala de Prata (1985) baseado na obra de King, animou
a editora a publicar mais exemplares. Novamente, os poucos livros que chegaram
às livrarias sumiram rapidamente, deixando muitos leitores chupando os dedos.
A falta da obra nas livrarias convencionais provocou
uma verdadeira corrida aos sebos que ao verem as ofertas dispararem, ‘catapultaram’
os preços nas nuvens, literalmente. Para se ter uma idéia, antes do anuncio do
relançamento pela Suma de Letras, os preços variavam de R$ 300,00 a R$ 400,00!
Atualmente, caíram um pouco: R$ 120,00 à R$ 199,00.
Entenderam porque esse lançamento está sendo tão
aguardado?
A edição da Suma, assim como a da L&PM terá
todas as ilustrações originais de Bernie Wrightson. O livro terá, ainda, capa
dura e, segundo a editora, conteúdo extra. Não foi informado que tipo de
conteúdo extra será esse.
O livro narra a história de assassinatos
que estariam sendo ocasionados por um lobisomem em Tarker´s Mills localizada no
Maine. A cada noite de lua cheia, mortes acontecem na pequena cidade deixando
os seus moradores inquietos e amedrontados.
“A
Hora do Lobisomem” que foi lançada em 1983 e 1987, era um livro curto, dividido em 12 capítulos e com pouco mais de 100 páginas, no
formato livro de bolso. Agora, finalmente essa história ganhará uma edição
luxuosa, incluindo as fantásticas ilustrações de Wrightson, que trabalhou com
King nas capas das edições americanas de A Dança da Morte, Creepshow e Torre
Negra V: Lobos de Calla.
Caraca! Não acredito que terei a
oportunidade de ler esse livro após mais de três décadas.
Iahuuuuuuuu!!... novamente.
03 junho 2017
Para comemorar os 20 anos de Harry Potter, Rocco e Amazon lançam box exclusivo
Se J.K. Rowling escrevesse um oitavo livro da saga
de Harry Potter, com certeza, eu seria o primeiro da fila à adquiri-lo. Mas que
fique bem claro: o livro teria de ser escrito por ela e não por outros com a
aprovação dela, como aconteceu em “Harry Pottrer e A Criança Amaldiçoada”. Os
fãs de carteirinha do menino bruxo mais famoso do mundo sabem que esse
livro passou longe das mãos da autora,
tendo sido escrito por John Tiffany e Jack Thorne. E tem mais: “Harry Pottrer e
A Criança Amaldiçoada” não tem um enredo original, já que foi baseado numa peça
de teatro escrita por Thorne.
Bem, quando soube de tudo isso, desisti de comprar o
livro. Um colega meu chegou a falar: - Caraca, acorda Moreira!! O livro contou
com o aval da J.K. Rowling! – Esperei que ele se acalmasse e lhe respondi: - Tudo
bem, ela até pode ter avalizado a obra, mas não escreveu, portanto, a idéia não
saiu de sua cabeça... de seus neurônios.
E não me arrependo de ter abandonado a intenção de
comprar o tal livro. O final de Rowling para “Harry Potter e as Relíquias da Morte”
foi o suficiente para mim. Prefiro manter na memória a magia dos sete livros
originais.
A boa notícia que trago para os leitores que pensam
como eu, é que a Amazon estará lançando, com exclusividade, em 26 de abril, um
box com os sete livros de Harry Potter escritos por Rowling. Sem dúvida,
trata-se de uma notícia sensacional para aqueles que ainda não conhecem a
história do menino bruxo e por isso estão pensando seriamente em iniciar a
leitura de toda a saga. Não deixa de ser um prato cheio, também, para os
colecionadores que terão a oportunidade de deixar a sua estante ainda mais
incrementada, já que o layout do box é m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o.
E como eu disse escrevi acima será um
lançamento exclusivo da Amazon, assim, não adianta procurar a ‘caixa’ em outras
livrarias porque você não irá encontrá-la.
O box de colecionador com os sete títulos da saga –
com novas capas - foi uma idéia da Rocco em parceria com a Amazon para celebrar
o 20º aniversário do lançamento de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Vale
lembrar que o primeiro livro do bruxinho chegou às livrarias britânicas em
1997. A série acabou sendo responsável pela formação de uma geração de
leitores.
O box já está em pré-venda na Amazon por R$ 219,90,
mas o preço pode sofrer alterações até o seu lançamento. Mas ‘fique frio’;
suponhamos que após você ter efetuado a sua compra na pré-venda, o valor do box
sofra uma redução. Neste caso, você irá pagar o
menor valor entre o momento do seu pedido e o final do dia do lançamento.
E
aí, gostou da novidade?
Então
reserve logo o seu box, antes que esgote.
Detalhes
do produto
Capa
comum: 3067 páginas
Editora: Rocco
(26 de junho de 2017)
Idioma: Português
Dimensões
do produto: 22 x 18 x 0,1 cm
Peso
do produto: 3,2 Kg
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