03 fevereiro 2015

Contagem regressiva: “Joyland” de Stephen King chegará ao Brasil em agosto de 2015



Quem é fã de carteirinha de Stephen King sabe o que é esperar por um lançamento do cara. Mêo! Só quem é, de fato, fanzaço do mestre do terror para entender todas as implicações e complicações dessa espera. Mistura-se de tudo um pouco. Desde ansiedade à unhas roídas, passando pela síndrome do calendário que nada mais é do que ficar cravando aquele X manjado, todo santo dia nos dias... Ihh, que confusão (rs). Galera, estou me referindo aos dias dos meses impressos no calendário. É isso.
Taí! Aguardar um lançamento literário de King é fóda. Desculpe o palavra chula, mas ela se encaixa perfeitamente nessa situação. É muita expectativa, é muita adrenalina. E a carga dessa adrenalina aumenta se o livro “na espera” for um lançamento. Entonce danou-se.
E acredito que os fãs do autor – assim como eu – estão com essa miríade de sintomas, tudo por culpa de “Joyland” que já teve o seu mês de lançamento confirmado: agosto de 2015. Se tudo correr como o previsto, a Suma de Letras deverá lançar a obra inédita de King já na primeira semana de agosto.
Agora, imagina se nós, “Kingnianos ao extremo”, não estamos dormindo com o calendário debaixo do travesseiro?
Depois de “Doutor Sono” que dominou as listas de discussões e comentários literários de 2014, finalmente chegou a vez de “Joyland” arrebentar a ‘boqueta’ do balão em 2015. Acredito que não surgirá nenhum adversário a altura capaz de desbancar o livro de King. E olha que digo isto, desprovido de toda aquela aura de fã incondicional do autor. Grande parte da crítica literária – quer seja dos meios de comunicação impressos ou virtuais – apostam que “Joyland” será soberano neste ano.
O novo livro de King é relativamente curto. A versão americana teve menos de 300 páginas. No enredo desenvolvido pelo autor, Devin Jones é um estudante de 21 anos que arruma um emprego de verão num parque de diversões chamado Joyland para conseguir dinheiro para os estudos e tentar esquecer a garota que partiu seu coração. Mas acaba encontrando algo mais terrível: o legado de um serial killer, o destino de uma criança a beira da morte e as verdades obscuras sobre a vida – sobre o que vem depois – e isso irá mudar seu mundo para sempre.
Após conseguir a vaga de emprego em Joyland como mascote onde tem que vestir uma fantasia para alegrar as crianças, Devin Jones encontra a vidente do parque que lhe revela que ele conhecerá duas crianças durante o verão, uma garota com um chapéu vermelho e um garoto com um cachorro, sendo que um deles possui a ‘Visão’, Devin não acredita na vidente e acaba deixando de lado aquela predição.
Em uma de suas apresentações usando a fantasia do mascote do parque, Devin salva a vida de uma garota que estava usando um chapéu vermelho, isso acaba trazendo mais clientes ao parque e o dono promete um aumento nos vencimentos de Devin. Logo após, ele conhece Mike, sua mãe Annie e seu cachorro, mostrando que afinal a vidente não era uma charlatã.
Mike é um garoto que sofre de distrofia muscular e por isso vive preso á uma cadeira de rodas, sua mãe Annie faz de tudo para tornar a vida do filho o mais confortável possível, uma vez que o garoto tem “Visão” e sabe que sua vida não é muito longa.
 Com muito custo, Devin consegue passar pelo bloqueio que Annie coloca ao redor de Mike e acaba se afeiçoando ao menino que também se afeiçoa á Devin. Em meio a tudo isso, King aproveita para narrar um brutal assassinato no Paraque Joyland, onde uma moça é morta com requintes de crueldade por um misterioso assassino, na realidade um serial killer.
Cara, nem preciso dizer que o tal serial killer irá cruzar a vida de Devin e também do garoto paranormal, sem mencionar aquelas emocionantes reviravoltas no enredo que só Stephen King tem o segredo de fazer.
Ufaaa... Só resta continuar no aguardo do tão esperado mês de agosto que, nesse caso, não terá nada de desgosto.


01 fevereiro 2015

Arqueiro lança box ultra luxuoso de Nora Roberts



Galera, não curto Nora Roberts. Sei lá, os seus enredos melosos não me atraem, mas também não posso ser hipócrita ao ponto de duvidar do poder de fogo da autora. Hoje, ela é uma das escritoras mais lidas em todo o mundo, principalmente pelo segmento feminino que chega a fazer filas nas livrarias na época dos lançamentos de seus livros. Fazer o que? Minha avó já dizia há milênios: “Gosto não se discute”.
E para as fãs de Roberts, a editora Arqueiro – responsável pela publicação de seus livros no Brasil – estará dando um baita de um presente no início de fevereiro. Trata-se do box “Quarteto de Noivas” com quatro livros seqüenciais inspirados no tema casamento.
Roberts começou escrever a sua série no início de 2013 e demorou menos de dois anos para concluí-la. O primeiro livro chamado “Álbum de Casamento” foi um estrondoso sucessos entre os leitores iniciados no “Mundo Nora Roberts” o que abriu as portas para a publicação de um segundo: “Mar de Rosas” que acabou repetindo o êxito de seu antecessor.
Agora me respondam uma cosita. Vocês achavam que após ter faturado milhões e milhões de dólares com a publicação desses dois livros, a autora iria parar, dizendo mais ou menos assim: - “Ahhh! Chega já estou satisfeita; esses milhõezinhos de dólares já me bastam”. Olha, se você fez essa indagação, serei obrigado a gritar na sua orelha: - “Larga a mão inocente!!!”
Mêo! É claro que Roberts não parou por aí! Ao ver que a sua galinha de ouro ainda tinha fôlego para botar mais alguns ovinhos, ela mandou ver: espremeu a coitada da avezinha ao máximo. Desse Oásis ainda ‘brotaram’ mais dois livros: “Bem-casados” e “Felizes para sempre” fechando a sua ‘quadrilogia’. O último foi lançado em novembro de 2014 no Brasil.
E agora que estamos vivendo a era dos box literários, a Arqueiro também decidiu aproveitar a onda e ganhar alguns trocados, lançando “Quarteto de Noivas” que reúne a série completa sobre casamento. E como todo box que se preze, o da Arqueiro não fica para trás. A embalagem é de encher os olhos: toda em branco rendado representando os detalhes de um vestido de noiva e com o nome da autora em letras douradas. Cara, com certeza irá enlouquecer as fãs da escritora.
O enredo da série gira em torno de  quatro amigas de infância (Parker, Emma, Laurel e Mac) que adoravam brincar de simular casamentos de mentirinha no jardim de casa. A medida que elas foram crescendo essa paixão por casamentos só foi aumentando, cada uma se aprimorou na sua área preferida (fotografia, flores, doces e cerimonial) e juntas fundaram uma empresa especializada na organização de casamentos chamada Votos.  Ocorre que nenhuma das quatro amigas ainda tiveram no amor a mesma sorte que tiveram nos negócios.  Capiche?
O primeiro livro da série, “Álbum de Casamento” é focado na personagem Parker que cuida do setor de fotografias da empresa. Cabe à Mac registrar os momentos de amor dos casais de noivos apaixonados. Ela faz isso com alguma frustração, já que ainda não amou ninguém.
O segundo livro se chama “Mara de Rosas” e conta a história de Emma, a florista da empresa Votos. Bem galera, com certeza, vocês são inteligentes pra deduzirem que cada livro da série aborda a vida, as frustrações e alegrias de cada uma das quatro personagens . E os dois últimos – “Bem-casados” e “Felizes para sempre” não foge do padrão.
Portanto, tai! Aos interessados que estiverem a fim de encarar as 1.168 páginas da ‘quadrilogia’, os meus cumprimentos pela coragem. Eu, francamente, prefiro devorar as quase mil páginas de “O Temor do Sábio” de Patrick Rothfuss, como já estou fazendo. Mas, torno à repetir o que minha avó já dizia à séculos: “gosto não se discute”.
Ah! A previsão da Arqueiro é que o box chegue por aqui no dia 11 de fevereiro próximo, mas os mais apressadinhos poderão garantir a sua compra nas principais livrarias virtuais que já colocaram a obra em pré-venda.
Inté!

31 janeiro 2015

As origens do Kid Tourão


Aqueles que acompanham o blog "Livros e Opinião" já há alguns anos, com certeza, acabaram conhecendo o grande "Kid Tourão” que viveu as mais engraçadas e também emocionantes peripécias neste espaço. Um personagem que foi criado, assim, sem nenhuma pretensão e que de repente se tornou uma figura quase que indispensável nos posts.
Anteontem recebi um e-mail de um internauta que acompanha o blog. Na mensagem, o Oswaldo (deu-me autorização para usar o seu nome) escreveu que o Kid havia se tornado tão marcante, mas tão marcante, que ele havia tomado a decisão de selecionar todos os posts com a sua participação para que fossem lidos durante os momentos ‘down’. Cara, juro que fiquei curioso, mas tão curioso que escrevi de volta para o internauta. E sabem o que ele me respondeu? Isso aqui ó: “É que eu me sinto bem lendo essas aventuras. Não importa que tenham sido apenas pequenas introduções em seus posts, mas você não imagina como elas são especiais”. Cara, juro que me emocionei com a resposta. Oswaldo, valeu cara; mas valeu, mesmo!
Após ler esse e-mail parei prá pensar: “Poxa, quantos leitores não sentiram o mesmo por esse velhinho especial?” Então fui recordando de todas as manifestações carinhosas que recebi após a morte do grande “El Kid” quando ele fez o duelo final com o seu temível arqui-inimigo, o “Senior. Destino”. Pessoas que fizeram correntes de orações pela sua recuperação ou então choraram como eu chorei a sua partida. Emocionei-me, também, com a mensagem que o Augusto Salles postou no texto “O Combate final do velho Kid”, onde escreveu que apesar de não conhecer pessoalmente o nosso ‘herói’, fazia questão de acompanhar os boletins médicos. Esses “boletins médicos”, na realidade, não passavam de informações sobre a sua saúde que eu postava no facebook na época em que o Kid estava muito doente e internado  no Hospital da Unimed em Bauru.
Neste período me surpreendi com tantas mensagens carinhosas que recebi no blog e foram essas mensagens que me ajudaram a superar um dos momentos mais tristes de minha vida: a fatídica madrugada de um domingo, quando uma voz fria – acho que da assistente social ou de alguma enfermeira - me comunicou por telefone que o Kid Tourão havia ido embora para sempre.   
Pois é galera, no post de hoje gostaria que vocês conhecessem um pouco mais a origem desse valente e destemido ‘cowboy’ que marcou presença nas páginas do “Livros e  Opinião” porque apesar da galera curtir as suas aventuras, por aqui, desconhecem  quem foi, na realidade, o Kid Tourão ou ‘Torão’, como a maioria o chamava.
Waldemar, isso mesmo. Esse era o seu nome. Nada parecido com os “Billi’s”, os “The Kids”, os “Joes” ou os “Bill’s” do velho oeste. Até nisso, o Torão era original. Ele foi valente e otimista não só nos posts, mas também na vida real, demonstrando ser um homem de fé e de coragem como no dia em que a sua casa pegou fogo e ele perdeu tudo, só ficando com as roupas do corpo. O Kid, naquela época, havia acabado de se casar com a minha mãe “Lázara” – à quem carinhosamente chamávamos de ‘Toura’ ou ‘Tourinha’ - e com muito sacrifício tinham construído o seu lar.
Quem viveu aquela época recorda que o incêndio foi rápido e impiedoso e suas chamas ‘comeram’ tudo vorazmente em pouco tempo. Mesmo assim, ao chegar no local, o Kid Torão enfrentou as chamas para salvar o seu cachorro de estimação que estava preso dentro de casa e também alguns documentos pessoais.
Este foi o primeiro duelo que o nosso Kid travava com o temível ‘Senior Destino’. Somente com a roupa do corpo, o seu cachorro, alguns documentos e o amor de sua amada ‘Tourinha’, conseguiu juntar dinheiro para comprar uma nova casa e recomeçar.
Com o tempo, esse casal especial foi juntando dinheiro – trabalhando dia e noite - e conseguiram comprar um bar que chegou a ser considerado um dos mais famosos da região. Nos momentos de folga – quando não estava trabalhando como ferreiro numa Destilaria de Álcool, o Kid e sua inseparável companheira ‘trampavam’ e suavam a camisa no bar.
Mêo, dizem que naqueles tempos a ‘coisa’ era ‘meio’ que complicada com relação a valentia dos homens. Um “Olhar 43” já era motivo para que um dos valentões sacasse a sua peixeira para duelar. O Tourão e o seu cão fiel chamado ‘Suingue’ conseguiram evitar várias tragédias. Dizem que o Torão escoltado pelo grande pastor-alemão chegava na maior, pedia para que os dois valentões entregassem as facas e depois dizia algo parecido: “Agora vocês podem rolar na grama à vontade, mas armas aqui no meu bar nunca! Se bem que dois homens barbados se agarrando... já viu né?” Pronto, ao dizer isso, quase sempre as brigas terminavam e cada um dos valentões ia para o seu lado.
Outra boa... O Torão nunca dirigiu em sua vida, mas sempre gostou de carros. Curioso, né? Há muito tempo atrás, ele comprou um Opala que era o seu xodó. Quem dirigia o carro eram os meus dois irmãos, mas eles “sofriam”, porque o Torão fazia questão de estar no banco da frente. Apesar dos manos serem motoristas experientes, eles ficavam nervosos com o Kid ali na frente e que à tudo observava. Cara, um risquinho na lataria do possante... ai, ai, ai!! Já viu né?! Os dois motoristas medrosos nem sequer piscavam. Certo dia, um dos manos, ao dar ré para estacionar o carro bateu a traseira num poste. O Torão, apenas olhou de lado e soltou a pérola com a boca meia torta: “Qué que eu desço pra tirar o poste da calçada pra você estacionar??”. Meu irmão diz que o Tourão soltou a frase emblemática num rosnado, como um cão raivoso, mas só ficou nisso.
Meus pais sempre foram pessoas de muita fé e o Kid Torão fazia questão de todos os anos visitar o Santuário Nacional de Aparecida do Norte para ver a “sua mãezinha” como ele se referia à Nossa Senhora. Antes, ele passava com a família por São Paulo para visitar suas irmãs, carregando uma batelada de malas. Reza a lenda que no momento de atravessar uma rua de muito movimento, o Torão erguia os braços para que os carros parassem e assim, ele e todos nós pudessemos passar. Em seguida, o Kid ainda agradecia a educação dos motoristas, saudando-os com um gesto. Fico imaginando se alguém ‘inventa’ fazer isso, nos dias de hoje, no trânsito paranóico de São Paulo. Acho que não sobraria nenhuma célula do corpo da pessoa.
Cara, e assim, foi a vida do velho Kid; repleta de aventuras... e algumas, eu quis dividir com vocês para que conhecessem um pouco mais as origens do herói do “Livros e Opinião”.
Para ilustrar o post, pedi ao meu sobrinho, Julio Cesar que desenvolvesse uma arte do Kid Torão. E o Julio que é um design gráfico de primeira atendeu ao meu pedido. Gostei pacas! E vocês, o que acharam?
Até daqui à pouco, galera!


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