29 outubro 2014
Novo livro de Stephen King, “Doutor Sono”, já está em pré-venda. A sequência de “O Iluminado” deve chegar às livrarias em novembro
Muitos fãs de Stephen King devem estar passando mal,
correndo o risco de sofrerem uma parada cardíaca devido a ansiedade, aliás uma
bruta ansiedade. E posso afirmar que essa tal ansiedade não é nenhum exagero,
afinal de contas, o mestre do terror e suspense decidiu publicar a sequencia de
uma história que ele escreveu a 37 anos atrás!! Uma história que fez tanto sucesso, mas tanto sucesso que
acabou ganhando o status de antológica. O mesmo pode-se dizer do filme baseado
no livro e que teve Jack Nicholson no papel principal. “O Iluminado” marcou a
vida de muitas gerações, incluindo a minha. Assisti ao filme – no início da
década de 80 - quando estava abandonando a minha adolescência, mas confesso que algumas cenas ficaram
tatuadas na memória e ali permanecem até hoje, como aquela em que Jack Torrance
começa a arrebentar a porta do quarto de sua mulher a machadadas ou ainda a tomada
em que aparecem no corredor do Hotel Overlook as irmãs de 8 e 10 anos
assassinadas. Brrrrrr!!!
Aliás, foi por ter gostado tanto da produção
cinematográfica que acabei lendo o livro e, então, percebi que muita ‘coisa’ da
obra de King foi alterada em sua transposição para o cinema, como a própria
cena do machado que na obra literária é bem diferente. Mas essa e muitas outras
alterações não tiram os méritos do filme e muito menos do livro. Cada um é
excelente, à sua maneira.
Entendo toda essa histeria em torno do lançamento de
“Doutor Sono”, título já definido da continuação de “O Iluminado”. Todos estão
curiosos para saber o que aconteceu com Danny Torrance, o garotinho com o poder
da iluminação, capaz de prever várias situações e que conseguiu escapar do
machado assassino de seu pai Jack.
Agora, todas as atenções dos fãs tupiniquins de
Stephen King que estavam ‘doentes’ para conhecer o destino de Danny Torrance
serão satisfeitas. No próximo dia 07 de novembro chega às livrarias de todo o
País “Doutor Sono”. E a boa notícia é que o livro já se encontra em pré-venda
na maioria das livrarias virtuais. Quer mais? Ok, lá vai: e com preço
promocional!! De R$ 44,90 por R$ 33,90. Quem optar pela compra antecipada
estará economizando R$ 11,00. Uma boa, não é mesmo? Afinal de contas, com dez
pilas dá prá comprar muitas coisas.
Em “Doutor Sono”, o personagem principal Danny
Torrance, que na época de “O Iluminado” era um garoto com habilidades
paranormais, já está na meia idade e enfrenta um poderoso inimigo: o
alcoolismo. Assombrado pelas lembranças
do Overlook Hotel, onde passou um ano terrível de sua infância, Dan ficou à
deriva por décadas, desesperado para se livrar do legado de alcoolismo e das lembranças
de violência do pai. Finalmente, ele se instala em uma cidade de New Hampshire,
onde encontra abrigo em uma comunidade do Alcoólicos Anônimos que o apoia em um
emprego em uma casa de repouso, onde seu poder remanescente da iluminação
fornece o conforto final para aqueles que estão morrendo. Ajudado por um gato
que prevê a morte dos pacientes, ele se torna o "Doutor Sono". Então
Dan conhece Abra Stone, uma menina com um dom espetacular, a iluminação mais
forte que já se viu.
Abra é perseguida por uma tribo de nômades
disfarçados de viajantes que rondam os Estados Unidos em trailers. Os
integrantes dessa tribo, chamada de “A União Verdadeira” são uma espécie de vampiros
de alma que se alimentam devorando “auras” das pessoas iluminadas quando elas
morrem, mas só dos humanos iluminados, assim como Abra e Dan. O vapor é mais
poderoso se a vítima foi submetida à torturas brutais. A partir daí, Dan se vê envolvido
em uma batalha pela alma e sobrevivência de Abra. Uma guerra épica entre o bem
e o mal.
Pois é galera, achei o enredo bem interessante, bem ‘a
La King’, mas agora se o livro que será lançado pela Suma de Letras irá ganhar o status de antológico – como o seu
antecessor, só o tempo e principalmente as vendas poderão dizer.
Buenas noches, quer dizer... Buenas madrugadas.
Fui!... pra cama (rs)!
Kid Tourão versus “Señor Destino”
Hoje eu quero escrever sobre um personagem de carne e osso
que já marcou presença em vários posts do blog. Acredito que toda vez que ele apareceu
deixou os textos mais leves, singelos e engraçados. É claro que estou falando
do Kid Tourão! Como diz aquela letra do Roberto, ele é o “meu querido, meu
velho, meu amigo”.
E porque o Tourão vale a publicação de um post só dele? É
simples, galera. Nos próximos dias ele estará prestes a encarar mais um desafio
em sua vida; mais uma luta. Sabem de uma coisa? Quase sempre imagino esse
velhinho matreiro como um cowboy do velho oeste que vive sendo desafiado
constantemente pelo destino, às vezes de forma cruel e traiçoeira. E até agora,
em todas as oportunidades em que foi desafiado, chamado para a luta, o Kid
Tourão conseguiu vencer. Alguns combates deixarem cicatrizes, outros não, mas o
que importa é que ele conseguiu sacar o seu ‘45’ e atirar primeiro. Mas acontece
que o “Señor Destino” é persistente e traiçoeiro e por isso mesmo, vive
preparando armadilhas. E agora o Kid Tourão foi chamado para o combate
novamente e talvez este seja o maior de todos os desafios nos seus 90 anos de
vida.
O velhinho guerreiro está ficando afônico a cada dia e
somado a essa tal rouquidão, há uma tosse persistente. A chamada tosse ‘engasga
gato’, como ele mesmo a batizou. No início, eu, meus irmãos e Lulu pensávamos
que os sintomas – principalmente a tosse – estava associada a sua Doença
Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), mas no mês passado decidimos procurar um
otorrino que, por sua vez, nos encaminhou para um especialista em cabeça e
pescoço. E então, anteontem, veio o tiro do “Señor Destino”: suspeita de um
tumor nas pregas vocais. O médico alertou que há o risco de fechamento de parte
da laringe e então, nem mesmo uma intubação de emergência resolveria o problema.
Aí ‘mon ami’, o vilão “Señor Destino” seria mais rápido no gatilho e não teria
como o Kid Tourão ir para a desforra num novo duelo.
A saída para evitar essa tragédia é realizar uma biópsia laríngea,
onde o cirurgião introduz um tipo de sonda nas profundezas da garganta do
paciente para retirar uma amostra de tecido para análise. Um procedimento de
aproximadamente 15 minutos. Cara! Você
deve estar se perguntando: “Pô! Tanto drama para um exame de apenas 15
minutos?!” Acontece que para fazer esse tipo de biópsia, o paciente
obrigatoriamente deve tomar anestesia geral. Vale lembrar que o Kid Tourão com
as suas nove décadas de vida quase partiu dessa para melhor na última vez que
tomou uma ‘geralzona’. Foi há um tempinho atrás quando fraturou o braço e
novamente teve que duelar contra o “Señor Destino”. Banggg!! A bala disparada
pelo dito cujo alvejou o nosso cowboy, mas mesmo assim, o valente velhinho
conseguiu sacar à tempo e feriu gravemente o seu perseguidor implacável que
acabou fugindo.
Depois vieram outros duelos menores como uma cirurgia para
implantação de uma prótese na veia aorta abdominal; uma mal sucedida operação
de catarata - inclusive, ele está ‘caçando’ o médico até hoje para arrancar o
seu couro (rs) – a fuga de um marca passo, conseguiu dobrar uma médica
bonitinha de mini-saia (-“Doutora! Como a Senhora é ‘vistosa’, mas eu não quero
botar esse pedaço de lata no meu peito não!”). Antes disso, tiveram duelos
menores, todas vencidas, como: viroses, uma gripe muito forte que por pouco não
‘virou’ pneumonia, uma queda com luxação no cóccix, o que acabou rendendo-lhe
um presente de grego, no caso, uma bengala; uma crise persistente de nevralgia
do nervo trigêmeo e assim foi-se indo.
Mas agora, galera, confesso que esse duelo será o pior e
mais acirrado de todos porque o temível pistoleiro virá ‘babando’, louco de
raiva por ter sido ludibriado até agora. Por isso, o Kid Tourão terá de ser
muito esperto e novamente rápido no gatilho, mas ‘tá’ difícil... O nosso herói
já não saca o seu 45 com tanta rapidez; culpa do tempo que acabou reduzindo a
sua destreza e vivacidade, mas mesmo assim, ele é corajoso e está se preparando
para um novo encontro, talvez o maior deles: o bom combate. O velho e valente
Kid aposta que mais uma vez mandará o “Señor Destino” para as ‘cucuias’.
Nesta sexta-feira (31) estarei enfrentando toda aquela
burocracia médica e hospitalar que antecede todo e qualquer procedimento
invasivo no corpo de um paciente. Antes de tudo a consulta à um cardiologista
para verificar a máquina; depois vem o anestesiologista; na sequencia, o
psicólogo; depois sei lá mais o que. Uffaa!! Já estou vendo o médico
cardiologista levando um susto ao verificar o eletrocardiograma do Tourão.
Seria bem sui generis ver um cardiologista sofrendo um infarto após levar um
baita susto com os gráficos amalucados dos batimentos cardíacos de um paciente
prestes a “ser brindado com uma geralzona”.
Bem, brincadeiras à parte – e só Deus sabe como preciso
sorrir para não dar trelas à tristeza e ao abatimento – a tal biópsia laríngea,
isto é se o médico cardiologista sobreviver após ver o resultado do eletro do
Tourão, será marcada com urgência. E, então, veremos quem levará a melhor nesse
novo confronto. Ontem foi dia de São Judas Tadeu, o santo das causas
impossíveis; recorri à ele para dar uma ‘força’ para o velhinho. E agora,
recorro à todos vocês que acompanham tanto o blog quanto a fanpage do Livros e
Opinião – e já se apaixonaram por esse personagem tão especial, presente em
vários posts – para que façam uma corrente de orações para que o Kid Tourão
consiga, novamente, sacar rápido a sua arma e vencer este novo duelo.
Para aqueles que estão visitando o blog pela primeira vez e
ainda não conhece “El Touro”, seguem alguns posts dos quais ele participou,
sempre alegrando a galera com a sua espontaneidade e alto astral. Basta acessar
aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e mais aqui. Continuem vasculhando,
com certeza, encontrão muitos outros links.
Inté!
28 outubro 2014
A Maldição do Cigano
Acabei de ler “A Maldição do Cigano” ou “A Maldição”, tanto
faz. O recheio é o mesmo, só muda a embalagem, ou seja, a capa. O primeiro,
trata-se do título original, lançado pela Francisco Alves em 1989 e o segundo é
a reedição da Suma de Letras que entrou ‘bombando’ no mercado literário em 2012
e permanece vendendo horrores até hoje.
Olha, confesso que não é o melhor de Stephen King; lendo a
obra percebemos que o mestre do terror não estava tão inspirado no dia em que
decidiu escrever a história de um cigano que lança uma maldição medonha num
advogado que atropelou a sua filha. Mas venhamos e convenhamos, mesmo um King
menos inspirado consegue dar de 10
a 0 em muitos autores, principalmente nessa legião de
novatos que são tão injustamente endeusados pela crítica teen.
Achei que o livro se perde em muitas descrições
desnecessárias, além de dar uma
importância exagerada ao drama familiar vivido pelo advogado Bill Halleck, mas
acontece que King é gênio. Por isso, apesar do excesso de ‘lenga-lenga’, não há
como negar que o enredo idealizado pelo autor é agonizante, criando no leitor
uma sensação esquisita, sei lá... uma mistura de pânico, medo, insegurança,
ansiedade. É difícil explicar; só sei que a cada página virada essa sensação vai
crescendo. Talvez, o responsável por essa miscelânea de sentimentos ruins seja
o cigano feiticeiro Taduz Lemke com o seu nariz carcomido que lança a maldição
sobre Halleck. Mêo, o sujeito, de fato, provoca arrepios. Juro que após ter lido o
livro não quero jamais me encontrar com nenhum cigano pela frente e se, por
acaso, topar com um velhinho com brincos na orelha, argola no nariz e alguns
pivôs dourados na boca, com certeza mijarei nas calças. E se esse mesmo
velhinho tiver uma ferida no nariz, então:
ai! ai! ai! ai! acabo fazendo coisa pior nos fundilhos!
King conseguiu criar um personagem enigmático, forte, cruel,
vingativo e que não conhece o medo. O velhinho mandingueiro inspira poder e...
principalmente, medo.
A grande sacada de King – e é aí que entra o dedo do mestre
– foi ter criado outro vilão tão cruel quanto Lemke que o enfrentasse sem medo,
mas utilizando armas bem diferentes daquelas empregadas pelo feiticeiro
patriarca. E, com certeza, armas tão letais quanto uma maldição. Quer saber
quais são essas armas? Ok, eu digo: o mau caráter, a falta de escrúpulos, a
maldade e a arrogância que o torna auto-confiante ao extremo, chegando ao ponto
de pensar que nada poderá atingi-lo. Este personagem se chama Richard Ginelle,
um gangster, amigo de Halleck á quem o pobre advogado recorre para tentar
convencer Lemke à retirar a maldição.
Cara, King criou um gangster tão incomum que apesar de toda
a sua crueldade, o leitor acaba se simpatizando com o homem. Admirei o calhorda
e tornei-me seu fã porque enquanto borrava as minhas calças toda vez que Lemke
aparecia no enredo, Ginelle encarava o velho patriarca cigano com altivez e sem uma gota de medo. Acontece
que Lemke também era casca grossa e não recuava até que... putz! Quase solto
spoiler. “Parandoooo” (rs).
Bem, o destino final de Ginelle e Halleck também são
inesperados, deixando o leitor boquiaberto e com aquela sensação ruim. Taí,
mais um ponto para King.
“A Maldição” conta a história de Bill Halleck, um bem
sucedido advogado que vive feliz ao lado da esposa Heidi e da filha
adolescente, desfrutando os prazeres de uma vida sem grandes preocupações. Até
o dia em que uma velha cigana se pôs em seu caminho. Ele não consegue pisar no
freio de seu carro a tempo e com isso, as rodas acabam esmagando a senhora. A partir
daí, a sua vida começa a ser destruída.
Não foi a implacável justiça americana que pôs fim a seus
dias felizes. Na verdade, o júri foi muito compreensivo com o bom amigo, e ele
não precisou pagar com sua liberdade pela vida da cigana. Mas, na saída do
tribunal, Halleck dá de cara com um velho cigano com parte do rosto carcomido e
de olhos profundos. O advogado ouve dos lábios do cigano uma única frase: “Mais
magro”. Pronto! Tá lançada a terrível maldição!
A partir desse dia, Halleck mergulha num pesadelo. Seus 111
quilos começam a diminuir vertiginosamente. De acordo com os médicos, não há
nada em seu organismo que possa justificar a súbita perda. A infeliz vítima
está desaparecendo e, se não conseguir deter o processo, em pouco tempo não
será mais do que um feixe de ossos.
Começa assim uma busca implacável em que Halleck reúne o
pouco que lhe resta de forças e sai à caça de Taduz Lemke. Ele sabe que somente
o velho será capaz de mudar o seu destino – encontrá-lo é uma questão de vida
ou morte.
Abandonado pela esposa e pelos amigos que duvidam de sua
sanidade, passa a contar apenas com suas poucas forças e com a ajuda de Richard
Ginelle, um gangster perigoso, mas amigo fiel, que se dispõe a tudo para
salvá-lo.
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