Toda vez que vou escolher um livro em minha estante e
"bato" os olhos em A Princesinha, de Frances Hodgson Burnett,
recordo-me de que por muito pouco quase deixei de ler um dos livros mais
marcantes da minha vida de leitor. E tudo por causa do seu gênero:
infanto-juvenil.
Deixe-me explicar. Há vários anos, quando adquiri o
livro em um sebo, alguns colegas leitores me disseram para não perder tempo com
a narrativa de Frances Hodgson, por ser direcionada ao público infanto-juvenil.
Alguns foram mais contundentes e tascaram: "Não perca tempo lendo
narrativas para o público infantil. Você já passou dessa fase." — Cara,
acredite, tive de ouvir isso! Mas resolvi nadar contra a maré e encarei a
história. Pois é: se eu não tivesse tido essa postura, teria deixado de ler —
como já expus acima — um dos melhores livros da minha humilde biblioteca.
Entendo que muitos livros infanto-juvenis têm o poder
de fisgar a atenção de leitores de outras faixas etárias por causa da qualidade
de suas narrativas. Com A Princesinha não foi diferente. A partir daí,
passei a dar muito mais valor a esse gênero literário.
E é por isso que certamente lerei A Ilha de Gloam,
livro de estreia do escritor britânico Jack Mackay. O livro foi lançado neste
mês de julho pela editora Galera Junior e confesso que a sinopse da história
conseguiu despertar o meu interesse.
A narrativa de Mackay acompanha a jovem Gwen, de 13
anos, que assume a responsabilidade de cuidar de seus três irmãos mais novos
após a morte trágica de sua mãe. O luto familiar força uma mudança radical: os
quatro irmãos e o padrasto se mudam para uma antiga casa em ruínas, localizada
em uma minúscula, isolada e gélida ilha chamada Gloam.
As coisas tomam um rumo verdadeiramente sinister
quando o padrasto precisa trabalhar no continente e contrata uma nova babá,
Esme Laverne. Enquanto todos se encantam pelas palavras doces e pela aparência
perfeita da cuidadora, Gwen percebe que há algo profundamente errado. Esme
possui um sorriso afiado demais, olhos famintos e uma aura perigosa que parece
alimentar-se do medo e da vulnerabilidade das crianças.
Ignorada pelos adultos, Gwen se vê completamente
sozinha na missão de proteger sua família. Conforme pesadelos e criaturas
aterrorizantes ganham vida pelos cantos da casa, a garota precisa confrontar
seus próprios traumas e lutos ocultos para encontrar a coragem necessária e
banir o monstro que tomou conta de seu lar antes que seja tarde demais.
Vai, confesse... me diga se esse enredo não despertou
o seu interesse em ler a obra. O meu já está acordado faz tempo (rs)!
Acredito que A Ilha de Gloam, por mesclar
suspense psicológico, luto real e fantasia sombria, vai conquistar facilmente a
atenção dos leitores adultos. De acordo com o release fornecido pela editora, a
história consegue equilibrar uma atmosfera de mistério assustadora com dilemas
profundos sobre amadurecimento e responsabilidade familiar.
Está aí, pessoal! Fica a dica de leitura.


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