Uma babá perfeita ou um pesadelo real? Conheça A Ilha de Gloam a fantasia sombria de Jack Mackay

29 julho 2026

Toda vez que vou escolher um livro em minha estante e "bato" os olhos em A Princesinha, de Frances Hodgson Burnett, recordo-me de que por muito pouco quase deixei de ler um dos livros mais marcantes da minha vida de leitor. E tudo por causa do seu gênero: infanto-juvenil.

Deixe-me explicar. Há vários anos, quando adquiri o livro em um sebo, alguns colegas leitores me disseram para não perder tempo com a narrativa de Frances Hodgson, por ser direcionada ao público infanto-juvenil. Alguns foram mais contundentes e tascaram: "Não perca tempo lendo narrativas para o público infantil. Você já passou dessa fase." — Cara, acredite, tive de ouvir isso! Mas resolvi nadar contra a maré e encarei a história. Pois é: se eu não tivesse tido essa postura, teria deixado de ler — como já expus acima — um dos melhores livros da minha humilde biblioteca.

Entendo que muitos livros infanto-juvenis têm o poder de fisgar a atenção de leitores de outras faixas etárias por causa da qualidade de suas narrativas. Com A Princesinha não foi diferente. A partir daí, passei a dar muito mais valor a esse gênero literário.

E é por isso que certamente lerei A Ilha de Gloam, livro de estreia do escritor britânico Jack Mackay. O livro foi lançado neste mês de julho pela editora Galera Junior e confesso que a sinopse da história conseguiu despertar o meu interesse.

A narrativa de Mackay acompanha a jovem Gwen, de 13 anos, que assume a responsabilidade de cuidar de seus três irmãos mais novos após a morte trágica de sua mãe. O luto familiar força uma mudança radical: os quatro irmãos e o padrasto se mudam para uma antiga casa em ruínas, localizada em uma minúscula, isolada e gélida ilha chamada Gloam.

As coisas tomam um rumo verdadeiramente sinister quando o padrasto precisa trabalhar no continente e contrata uma nova babá, Esme Laverne. Enquanto todos se encantam pelas palavras doces e pela aparência perfeita da cuidadora, Gwen percebe que há algo profundamente errado. Esme possui um sorriso afiado demais, olhos famintos e uma aura perigosa que parece alimentar-se do medo e da vulnerabilidade das crianças.

Ignorada pelos adultos, Gwen se vê completamente sozinha na missão de proteger sua família. Conforme pesadelos e criaturas aterrorizantes ganham vida pelos cantos da casa, a garota precisa confrontar seus próprios traumas e lutos ocultos para encontrar a coragem necessária e banir o monstro que tomou conta de seu lar antes que seja tarde demais.

Vai, confesse... me diga se esse enredo não despertou o seu interesse em ler a obra. O meu já está acordado faz tempo (rs)!

Acredito que A Ilha de Gloam, por mesclar suspense psicológico, luto real e fantasia sombria, vai conquistar facilmente a atenção dos leitores adultos. De acordo com o release fornecido pela editora, a história consegue equilibrar uma atmosfera de mistério assustadora com dilemas profundos sobre amadurecimento e responsabilidade familiar.

Está aí, pessoal! Fica a dica de leitura.

 

 

 

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