03 maio 2026
Vou te receitar um gato
Muitos leitores acreditam que para uma narrativa ser
boa basta ela manter o seu ritmo. Desculpe-me discordar daqueles que pensam
dessa maneira, mas na minha opinião para uma narrativa conseguir prender a
atenção de um leitor ela tem que ser instável e não do tipo: “coloque em quinta
marcha e siga em frente; meta o pau”. Quando “escrevo” instável estou querendo “dizer”
inconstante, ou seja, uma narrativa que mude o seu ritmo com uma certa
frequência, que não seja estável e sem oscilações.
Uma narrativa tem que ter os seus momentos de
adrenalina, mas também tem que ter os seus momentos de mansidão. Quando o leitor
pensa que a história caiu na mesmice, pimba! Chega aquele impacto que esse leitor
não esperava. Resumindo: uma narrativa, mais ou menos assim... do tipo montanha-russa.
E é nesse ponto que Vou te receitar um gato
da escritora japonesa Syou Ishida acaba pecando.
O livro engata uma quinta marcha e segue sem mudanças,
sem oscilações. Você acompanha a narrativa sabendo que ela não terá alterações
significativas em seu contexto. Em certo momento da história, cheguei a
exclamar: - Putz, parece que estou lendo algo pré-moldado! – Vejam bem, não
estou criticando o livro, mesmo porque, ele não é ruim, estou apenas afirmando
que por ser constante, chega um certo ponto que a história começa a enjoar. Me
diga uma coisa: qual é o ser humano que não gosta de chocolate (rs)? Mas agora
procure comer um tipo de chocolate várias vezes por dia e diariamente. Cara, tá
na cara que você vai enjoar.
O plot de Vou te
receitar um gato é muito bem feito mas foi explorado de uma maneira que
cansa o leitor. Imagine uma clínica psiquiátrica misteriosa e com um médico
psiquiatra mais misterioso ainda que aplica em seus pacientes uma metodologia
de tratamento se não estranha, pelo menos sui generis. Para curar problemas emocionais
como depressão, ansiedade, além de reveses na vida familiar ou profissional, além
de grandes decepções; o tal “psiquiatra” ao invés de recitar remédios ou pelo
menos conversar com o paciente, ele receita um gato. Isto mesmo, um gato! O
animal acaba influindo de várias maneiras – influindo positivamente – na vida
dessa pessoa. Quando o “tratamento” chega ao fim, o paciente devolve o gato
para a clínica.
Legal né galera? Não há como negar que o plot da
narrativa é diferente e com potencial para ser explorado. A escritora optou por
contar a história de cinco pacientes; cada um deles apresentando um problema em
sua vida que acaba sendo solucionado graças a intervenção de um gato. Quando o
paciente número um consegue resolver o seu problema, ele pega o gato e devolve
para a clínica misteriosa. Então, quando o paciente número dois, também se
livra de sua preocupação, lá vai ele devolver o gato para a clínica. E assim
vai se desenrolando a história.
No início, até concordo, é algo diferente e que prende
a atenção, mas depois cai na rotina como se a história caminhasse no ritmo de
um relógio com o leitor já sabendo qual horário os ponteiros irão marcar na
sequência.
Pontos importantes deixaram de ser explorados no
enredo como por exemplo a origem dessa clínica misteriosa – Ishida dá apenas
pequenas e muito pequenas pinceladas sobre a origem tanto da clínica como de
seu médico. O surgimento da enigmática Chitose, a recepcionista da clínica
psiquiátrica também foi muito mal explorada, confundindo o leitor que ficou sem
saber o que aquele mulher era, de fato.
Acredito que a autora quis guardar esses segredos para
serem revelados aos poucos nos outros dois livros da série: Vou te receitar outro gato e Que tal mais um gato. Mas no meu modo de
pensar, essa opção acabou deixando o primeiro volume da série cansativo. Se
todos esses segredos fossem esclarecidos logo no primeiro volume, com certeza, teríamos
um livro fantástico.
Agora, basta que vocês leiam os comentários sobre o
livro na Amazon ou no Skoob para ver que estou nadando contra a maré já que a
maioria desses comentários são altamente positivos, do tipo cinco estrelas com
os leitores derramando elogios para Vou
te receitar um gato, mas... fazer o que, estou apenas sendo sincero, expressando
a minha opinião.
Mas, vamos com uma breve sinopse do livro de Ishida.
No final de um beco escuro, há um prédio antigo onde funcionam vários
estabelecimentos. Um deles é a Clínica Kokoro, um lugar que apernas as almas
que mais precisam de ajuda conseguem encontrar. A misteriosa clínica oferece um
tratamento exclusivo – e um tanto estranho – para aqueles que vão até lá:
gatos.
Os pacientes muitas vezes ficam intrigados com essa
prescrição nada convencional, mas quando “tomam” o animal pelo período recomendado,
testemunham profundas transformações em suas vidas.
Enfim galera, é isso aí.
29 abril 2026
Livro final da duologia “O Reino dos Remanescentes” é publicado pela Galera Record com lançamento simultâneo nos Estados Unidos
Não gosto do gênero fantasia e se for romantasia –
acho que é assim que se escreve -, um subgênero literário que funde romance e
fantasia, onde o relacionamento amoroso é a espinha dorsal da narrativa, e não
apenas um subenredo; então... piorou. Acredito que pelo menos por enquanto, a
única exceção está sendo Casa de Sal e
Lágrimas, mas confesso que foi muito difícil engatar a leitura depois que a
autora começou na misturar fantasia com realidade.
Apesar de não curtir esse gênero, não pude deixar de
escrever esse post depois que vi a empolgação da filha de um grande amigo meu com
relação ao lançamento do segundo volume da duologia Reino dos Remanescentes. Cara, só quem é um devorador de livros
para sentir a alegria e a satisfação fluindo por todos os poros do corpo ao ver
a expressão de felicidade no rosto de um leitor jovem provocado por
um livro. E se for um livro que ele ainda irá ler... Uhauuuu! Essa alegria e
satisfação se multiplica.
Taí o motivo dessa postagem. A Mirian não vê a hora de
ter em mãos Sea Spinner: O guardião da
água. Após ver a alegria no rosto daquela jovem, imaginei quantos outros
leitores de sua idade também estariam na expectativa da chegada desse livro.
Assim, mesmo não curtindo o gênero romantasia, vamos
escrever sobre romantasia (rs). Quem sabe né... com tantos comentários em alta
nas redes sociais sobre essa duologia, eu acabe sendo seduzido a ler os dois
livros. Cara, essa curiosidade ainda vai me ‘matar’ (rs).
Mas vamos lá. Para aqueles que ainda não conhecem a
série criada pela escritora americana Julie Johnson, O Reino dos Remanescente é uma duologia
de romantasia publicada no Brasil pela Galera Record. O primeiro volume, Wind Weaver: A Guardiã do Vento,
acompanha Rhya Fletwood, uma halfling mágica (seres conhecidos pelos leitores
brasileiros como pequeninos ou hobbits) que, ao ser capturada, descobre ser um
dos remanescentes destinados a restaurar a magia em Anwyvn. um mundo onde a
magia é temida e punida com a morte. Ela descobre, então, ser uma
"Remanescente", destinada a equilibrar as forças mágicas de Anwyvn,
mas acaba sendo capturada.
Agora
em Sea Spinner: “O guardião da água”, último volume da duologia, Rhya enfrenta
inimigos poderosos para colocar em prática o seu plano. De acordo com o release
que recebi da Galera Record: “Algo mudou em Rhya Fleetwood após a batalha no
Fyremas. Seu corpo agora abriga uma força indomável que pulsa a cada batida do
coração. O poder que crepita sob sua pele carrega luto, fúria e instabilidade.
Caeldera jaz em ruínas. Os aliados de Rhya estão mortos ou feridos e Pendefyre,
o rei recém-coroado em meio à destruição, tornou-se uma presença distante, consumido
pelo peso da coroa. O Remanescente do Fogo precisa dedicar cada segundo de seu
tempo ao reino, ao povo e à chama incandescente de vingança que ameaça
consumi-lo por completo.Cercada de inimigos à espreita, prontos para atacar,
Rhya descobre que algumas escolhas exigem sacrifícios irreversíveis”.
Nem preciso dizer que a sobrinha desse meu amigo ficou
em êxtase com essa breve sinopse da concluso da saga.
Sea
Spinner: O guardião da água chega ao Brasil neste mês de maio em
lançamento simultâneo com os Estados Unidos. Lembrando que a duologia ganhará
também edição especial com capa dura e pintura trilateral.
Valeu galera!
26 abril 2026
Dia das Mães: Dicas de livros para diferentes gostos e perfis que deixarão as mamães muito felizes
Antes de tudo, quero me desculpar por ter ficado mais
de dez dias ausente, sem postar absolutamente nada. Galera, a minha semana foi
“trash” no serviço. Acredite, pipocou tudo de uma vez. A minha mesa ficou
abarrotada de papéis. Chegava em casa completamente desmantelado (rs). Mas agora,
o meu ciclo cicardiano começou entrar em seu ritmo normal e prometo que me
esforçarei para não deixar o blog tanto tempo sem atualizações.
Mas vamos ao que interessa. Pois é, o Dia da Mães está
chegando; e para as mamães leitoras nada melhor do que presenteá-la com um bom
livro. Se você quiser ver um sorriso estampado no rosto daquela pessoa que tem um
amor incondicional por você, basta tomar essa atitude. Me responda qual o
melhor presente para um devorador ou devoradora de livros? Tá na cara, com
todas as evidências, que a resposta é uma obra literária; e com as nossas mães
– desde que elas se enquadrem na categoria de leitoras inveteradas - não é
diferente.
Mas para ver aquele sorrisão mágico e autêntico se
abrindo no rosto de sua mamãe, é preciso descobrir qual é o seu gênero
literário preferido: aventura? Romance? Terror? E por aí afora.
O post de hoje do “Livros e Opinião” quer lhe ajudar a
escolher o livro ideal para a sua mamãe-leitora. Tive a ideia de dividir essa
postagem em gêneros literários abrindo assim, um leque maior de opções para você
escolher a obra certa para presentear neste dia 10 de maio.
BIOGRAFIAS
Dar uma biografia de presente pode ser uma forma de
homenagear a mãe e reconhecer a importância de sua influência em nossas vidas.
Nossas mães são personagens únicas e especiais em nossas histórias e um livro
pode ajudar a demonstrar isso. Mesmo que ela ainda nunca tenha lido uma
biografia, esta sua atitude pode fazer com que a sua “mamãe-leitora” passe a
gostar desse gênero literário, abrindo o seu leque de opções quando for comprar
um livro.
A nossa sugestão são três livros que focam em força,
amor incondicional e superação, destacando o papel de guia e educadora. Livros
que destacam a trajetória de vida, desafios vencidos e a dedicação à família
dos biografados.
Nesse sentido, alguns títulos dignos da data são as
autobiografias de Viola Davis, Dráuzio Varella e Fernanda Montenegro.
01
– Em busca de mim (Viola Davis)
Uma biografia inspiradora é Em busca de mim da atriz Viola Davis. Ela narra tudo o que viveu
desde a infância difícil até o estrelato. Nesta biografia os leitores vão conhecer
uma garotinha chamada Viola, que fugia de seu passado até tomar a
transformadora decisão de parar de fugir para sempre.
Neste seu primeiro livro, a atriz e agora escritora,
descreve sem rodeios toda a sua trajetória, desde a fase de extrema pobreza em
que vivia com os pais e seus cinco irmãos na cidade de Central Falls, no estado
de Rhode Island, sua formação e formatura profissional sempre com muita
dificuldade, até a fase dos testes, as recusas, o preconceito, os primeiros
trabalhos no teatro, TV e cinema e os primeiros sucessos, seguidos de prêmios.
Trata-se de um relato bem íntimo e visceral. A atriz,
de fato, abre o jogo sobre a sua vida narrando em detalhes as derrotas e
conquistas, as tristezas e as alegrias.
02
– Prólogo, ato, epílogo (Fernanda Montenegro)
Em Prólogo, ato,
epílogo, Fernanda Montenegro narra suas memórias numa prosa afetiva, cheia
de inteligência e sensibilidade. Com sua voz inconfundível, ela coloca no papel
a saga de seus antepassados lavradores portugueses, do lado paterno, e pastores
sardos, do lado materno.
ela relembra os desafios de criar os filhos
sobrevivendo como artistas; a busca permanente pela qualidade; a persistência
combativa durante os anos de chumbo; a capacidade de constante reinvenção; o
padecimento de Fernando; o inesperado sucesso internacional nos anos 1990; a
crença na terra que acolheu seus antepassados imigrantes e a devoção por esse
país.
Livro elogiado tanto pela crítica especializada quanto
pelos leitores. O tipo da obra cinco estrelas que a mamãe irá amar.
03
– O Exercício da incerteza (Drauzio Varella)
Este livro vai agradar em cheio as mães e, se por
acaso, ela for médica ou então atuar em qualquer segmento da área da saúde, o
sorriso em seu rosto - ao receber o presente - se tornará ainda mais mágico.
Em O Exercício
da incerteza, Dr. Drauzio Varella nos conduz pelos 50 anos de atuação como
médico, passando pela criação do SUS até a compreensão de que a profissão é
marcada por incertezas.
O dr. Drauzio formou-se em 1967, há mais de 50 anos.
De lá para cá, muita coisa mudou. Na infância em bairro industrial, não havia
médico, vacina ou assistência contra as doenças. A mortalidade infantil era
alta, não apenas nos centros urbanos, mas também no campo, onde vivia a maior
parte da população.
Foi só com a criação do Sistema Único de Saúde que
esse cenário mudou. Definido pelo dr. Drauzio como a maior revolução da
história da medicina brasileira, o SUS mudou a forma de fazer medicina. Em seu
novo livro, O Exercício da Incerteza, ele conta como a carreira, o país e as
próprias convicções mudaram junto.
DS PÁGINAS PARA AS TELAS
Se a sua mãe além de leitora inveterada também é
fissurada em filmes e séries certamente ela irá amar obras literárias que foram
adaptadas para os cinemas ou TV.
Se ela é fã de clássicos, O Morro dos Ventos Uivantes - da grande romancista Emily Brontë - que ganhou uma nova adaptação há pouco
tempo, é uma excelente desculpa para conhecer ou revisitar a obra original. Se
a mamãe ainda não leu a saga de Catherine Earnshaw e
Heathcliff que tal presenteá-la com o livro e depois leva-la para assistir
ao filme com Margot Robbie e Jacob Elordi que estreou nos cinemas em fevereiro.
Outras opções especiais são os livros A Filha Perdida e O Quarto de Jack que
também foram parar nas telonas.
01
– O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Brontë)
A edição em capa dura da Darkside é ideal para
presentear. Apesar de ter sido lançada há pouco mais de três anos, ainda pode
ser encontrada facilmente nas livrarias virtuais e em algumas lojas físicas. Cara,
a edição é muito, mas muito bonita. Enche os olhos dos mais exigentes leitores
e certamente irá encher os olhos de sua mãe.
A edição limitada traz uma capa nova, mas mantem o
conteúdo, além de ilustrações incríveis feitas por Luciana Vasconcelos e
tradução de Marcia Heloisa. O livro traz uma seleção de extras para aprofundar
ainda mais a experiência da leitura: introdução DarkSide, dois prefácios de
Charlotte Brontë, trechos biográficos de Emily assinados por Elizabeth Gaskell,
um ensaio que Emily escreveu em francês, linha do tempo, resenhas da época e
uma mini biografia poética da autora. Enfim, um livraço para os fãs da icônica
história de Catherine e Heathcliff.
02
– A filha perdida (Elena Ferrante)
Uma narrativa impactante sobre os conflitos da
maternidade e o luto. A narrativa de Elena Ferrante foi adaptada para um filme
premiado na Netflix em 2021. A produção marca a estreia de Maggie Gyllenhaal na
função de diretora de cinema e conta com a participação de atores como Olivia
Colman (A Favorita), Jessie Buckley, Dakota Johnson, Ed Harris, Peter
Sarsgaard, Dagmara Dominczyk e Paul Mescal. Em 2021, A filha perdida foi premiado no Festival de Veneza como Melhor
Roteiro.
O livro é o terceiro romance Ele Ferrante que se
consagrou por sua série napolitana acompanha os sentimentos conflitantes de uma
professora universitária de meia-idade.
A obra publicada pela editora Intrínseca em 2016 fez
muito sucesso entre os leitores, tanto é que ainda continua em lugar de
destaque nas prateleiras de muitas livrarias físicas e virtuais.
03
– O quarto de Jack (Emma Donoghue)
Outro livro que irá deixar as mamães “leitoras-cinéfilas”
com um baita sorriso no rosto é O quarto
de Jack da escritora irlandesa Emma Donoghue. A obra é classificada pelos
leitores como original, poderosa e soberba.
A autora escreveu uma história poderosa sobre o amor
incondicional de uma mãe que cria um mundo de fantasia para proteger seu filho
em circunstâncias extremas. Trata-se da história de um amor imenso que
sobrevive a circunstâncias aterradoras, e da ligação umbilical que une mãe e
filho.
O livro é contado na divertida e comovente voz de
Jack. Para Jack, de cinco anos, o quarto de 11m² é o mundo todo; é onde ele e a
Mamãe sequestrada comem, dormem, brincam e aprendem. Embora Jack não saiba, o
lugar onde ele se sente completamente seguro e protegido, aquele quarto, é
também a prisão onde a mãe tem sido mantida contra a sua vontade durante 7
anos.
A produção cinematográfica baseada no livro foi
indicada a melhor filme no Oscar 2016 e Brie Larson, que interpreta a mãe de
Jack, faturou o Oscar de Melhor Atriz.
MÃES EMPODERADAS
No Dia das Mães, celebramos não apenas as conquistas e
o amor maternal, mas também a habilidade incrível de algumas mulheres de
equilibrar suas carreiras de alto perfil com a maternidade. Mulheres que assumem
o domínio sobre suas próprias vidas, conciliando a maternidade com a sua
individualidade, carreira e decisões autônomas. Esse conceito envolve o
fortalecimento da mulher para que ela não seja definida apenas pelo papel
materno, mas sim como ‘uma sujeito’ de direito, muitas vezes apoiada por grupos
de apoio e redes sociais.
Se encaixam nesse perfil, ícones da música como
Beyoncé, Madonna e Mariah Carey não apenas por suas carreiras bem-sucedidas,
mas também por integrarem seus filhos em suas jornadas artísticas.
Se a sua mãe se enquadra nesse tipo de perfil, ela ficará
muito feliz em ganhar nesse Dia das Mães, qualquer um desses livros. Sinta-se à
vontade para escolher qualquer um deles, porque todos são ótimos.
01
– Eu não nasci mãe (Lua Barros)
Educadora parental e mãe de quatro crianças, Lua
Barros também vem para romper com longos ciclos de comunicação violenta. Para
isso, ela propõe “desaprender” alguns hábitos enraizados na nossa cultura para
"aprender" a ser mãe e, assim, não reproduzir comportamentos nocivos.
Segundo a
crítica literária, longe de ser um manual de instruções com um monte de passo a
passo: Lua teve a ideia de escrever o livro, exatamente, para fugir de um
modelo que não respeita as experiências e contextos individuais.
Portanto, Eu não
nasci mãe ao invés de propor fórmulas ou receitas, traz questionamentos.
Tais questões se baseiam, também, em teorias da educação, com o intuito de
conduzir o leitor a se perceber no processo de educar a criança e,
principalmente, se (re)educar para encarar melhor a parentalidade.
Acredito que a mamãe com esse perfil vai adorar a obra
de Lua Barros.
02
– Mãe fora da caixa (Thais Vilarinho)
Tanto eu quanto Lulu ainda não lemos o livro de Thaís
Vilarinho, mas vejam só essa descrição feita pela editora que publicou a obra:
“O mãe fora da caixa não é só um
livro de relatos de vivências maternas, é também um abraço de cura. Aqui nos
sentimos representadas e acolhidas nos desafios e nas doçuras da maternidade.
Aqui somos impulsionadas a nos libertarmos dos pré-conceitos sobre o mundo
materno e a nos permitir a audácia de sonhar, de nos reinventar e de viver a
maternidade de forma leve, prazerosa, sem críticas, regras e julgamentos”. Pois
é, não há como negar que esse trecho do release da Buzz Editora desperta o
interesse das leitoras, principalmente daquelas que são mães.
De acordo com Vilarinho, ser uma mãe fora da caixa é
não aceitar ser enquadrada em padrões, ou melhor, em caixas. "A grande
vitoriosa é aquela [mãe] que respeita o seu limite [...]. Cada mãe é única,
cada bebê é único, cada junção mãe e bebê é mais única ainda. Como a gente fica
querendo entrar nessas caixas do igual todo mundo? ", disse a autora.
Ah! Deixe-me avisar que o livro virou filme e peça de
teatro em 2025.
03
– Mulheres que correm com os lobos (Clarissa Pinkola Estés)
É obvio que não poderia faltar em nossa lista, Mulheres correm com os lobos considerada
a principal obra sobre empoderamento feminino. O livro da psicóloga Junguiana,
poeta e escritora norte-americana Clarissa Pinkola Estés é uma obra clássica
que utiliza contos de fadas e arquétipos da "Mulher Selvagem" para
ajudar as mulheres a resgatarem sua força instintiva, criatividade e
espiritualidade, curando-se da domesticação.
A
publicação continua vendendo “horrores” desde o seu lançamento em 2018.
Segundo
a autora, os lobos foram pintados com um pincel negro nos contos de fada e até
hoje assustam meninas indefesas. Mas nem sempre eles foram vistos como
criaturas terríveis e violentas. Ela explica em seu livro que na Grécia antiga
e em Roma, o animal era o consorte de Artemis, a caçadora, e carinhosamente
amamentava os heróis.
Clarissa
Estés acredita que na nossa sociedade as mulheres vêm sendo tratadas de uma
forma semelhante. Ao investigar o esmagamento da natureza instintiva feminina,
a autora descobriu a chave da sensação de impotência da mulher moderna.
AUTOAJUDA PARA RELAXAR E ACALMAR A MENTE
Muitas mães adoram esse gênero literário que há anos é
um dos mais vendidos no Brasil garantindo grandes lucros para os seus autores e
editores. E para ser sincero, as mulheres merecem um momento para relaxar neste
Dia das Mães! Elas, que equilibram suas vidas entre as demandas da maternidade,
da família e do trabalho, costumam deixar suas horas de autocuidado de lado
para zelar pelos outros.
Por isso, esses três livros são ideais para elas tirarem um tempo para descansar na companhia de uma boa leitura de autoajuda.
01 - Defina limites e encontre a paz
(Nedra Glover Tawwab)
O livro da renomada terapeuta de saúde mental e
especialista em relacionamentos é fundamental para mães que precisam aprender a
dizer não e preservar sua energia.
Em Defina
limites e encontre a paz, Nedra Glover orienta as mulheres a falar o que
precisa ser dito e experimentar a liberdade de ser verdadeiramente elas mesmo. Segundo
a escritora e terapeuta, todos sabemos que devemos ter limites saudáveis para
alcançar o equilíbrio no trabalho, na vida, lidar com pessoas tóxicas,
desfrutar de relações gratificantes com parceiros, amigos e família. Mas o que
significa ter limites saudáveis – e como podemos expressar de forma clara as
nossas necessidades, dizer não e sermos assertivos sem ofender outras pessoas? A
terapeuta mostra nesse livro como estabelecer limites e agir em diversas
situações que ferem a nossa saúde mental. A autora aborda temas como: limites
físicos, limites emocionais, cultura do cancelamento, ghosting, gaslighting,
tipos de apego e várias outras questões que nos afetam emocionalmente no
convívio em sociedade.
02
– Mentes tranquilas, almas felizes (Joyce Meyer)
O livro Mentes tranquilas,
almas felizes ensina a encontrar paz interior através de práticas como
meditação, gratidão e perdão. A proposta da escritora americana Joyce Meyer em
seu livro é promover um equilíbrio emocional e felicidade genuína ao valorizar
conexões humanas.
A autora lança uma pergunta para os seus leitores: “Você
já se perguntou como algumas pessoas parecem sempre tão calmas e felizes?”.
Em Mentes tranquilas,
almas felizes, ela revela os segredos para alcançar essa paz interior. De
acordo com Joyce Meyer, em primeiro lugar, é importante entender que a paz
começa dentro de nós. Não depende de fatores externos.
Uma das dicas do livro é a prática da meditação. Para
a escritora, isso ajuda a acalmar a mente e a nos conectar com o nosso eu
interior. Outra dica é cultivar a curiosidade. Meyer frisa que prender coisas
novas nos dá uma nova perspectiva. Pode ser uma nova habilidade, um hobby ou
até mesmo um novo livro. “Cada novo conhecimento traz um brilho ao nosso olhar”,
diz ela.
03
– Refloresça: transforme suas dores em flores (Edneia Jesus)
“Você se sente cansada? Não apenas o cansaço do corpo
depois de um dia corrido, mas aquele cansaço que pesa na alma, que rouba a sua
alegria e a sua esperança. Um dia após o outro, você se doa por completo à sua
família, cuida de todos, ora por todos, mas, ao olhar para si mesma, só
encontra esgotamento e um coração que se pergunta: "Deus, quando chegará o
meu refrigério?". A preocupação com o futuro dos seus filhos e a dor de
ver os valores cristãos se perdendo consomem a sua paz?
E aí? Se interessou? Outra pergunta mais importante:
“Será que a sua mãe vai se interessar? ‘Entonce’, se você acredita que parte da
descrição da obra que publiquei acima tem o poder de chamar a atenção de sua
mãe, não pense duas vezes e compre o livro de Edneia de Jesus.
A obra da escritora, publicitária, teóloga e mentora é
um chamado sensível e prático para mulheres que se sentem emocionalmente
esgotadas, espiritualmente desconectadas e existencialmente murchas. Unindo
fundamentos da fé cristã, psicologia e práticas terapêuticas acessíveis, a obra
apresenta um caminho realista de cura, reposicionamento e propósito em sete
capítulos que abordam a vida da mulher de modo integral.
Taí galera”! O “Livros e Opinião” espera ter dado uma
“força” para muitos filhos que ainda estão indecisos em comprar o livro certo
para a sua ‘mamãe-leitora’.
Valeu!




















