07 junho 2025

Qual é a melhor forma de ler a saga “Hannibal Lecter”? Respeitando a ordem cronológica dos fatos ou a ordem de lançamento dos 4 livros?

A “Quadrilogia Hannibal Lecter” é uma das sagas literárias que eu mais gosto. Tanto é verdade que já perdi a conta das vezes que reli os livros Dragão Vermelho, O Silêncio dos Inocentes, Hannibal e Hannibal, A Origem do Mal do escritor norte-americano Thomas Harris. Amei e viajei todas as vezes que reli. 

Conheci a obra de Harris através do filme hiper-premiado “O Silêncio dos Inocentes” do diretor Jonathan Demme. Estávamos no comecinho da década de 90 quando um serial killer vivido pelo gênio Anthony Hopkins despertou o interesse - e acredite - despertou a simpatia de milhares de cinéfilos. O tal Hannibal Lecter, com fama de canibal, era um famoso médico psiquiatra, muito fino, inteligente e com um Q.I acima da média, mas tinha um hábito nada recomendável: ele degustava aqaueles pacientes que não correspondiam ao tratamento. E foi assim que ele ganhou o apelido de “Hannibal, o canibal” ou “Dr. Lecter, o canibal”.

Após ter assistido ao filme, quis na mesma hora ler o livro para comparar os enredos e descobri que livro e filme são praticamente iguais com pouquíssimas diferenças, exceto a descrição detalhada dos personagens na obra literária o que não acontece nas telonas.

No livro, uma agente novata do FBI chamada Clarice Starling é destacada para encontrar um assassino, Búfalo Bill, conhecido por arrancar a pele de suas vítimas. Para entender como o serial killer pensa, ela procura um perigoso psicopata, encarcerado sob a acusação de canibalismo. É aí que entra o famoso Dr. Lecter que decide ajudar na caça ao assassino, “emprestando” o seu intelecto acima da média, mas com uma condição... desde que a agente do FBI concorde em ser analisada por ele como se fosse sua paciente.

Gostei tanto do que vi nas páginas e também nas telonas que decidi comprar todos os livros que seriam lançados futuramente, além de assistir aos outros filmes baseados nessas obras.

Na primeira vez que li a quadrilogia procurei seguir a ordem de lançamento dos livros, mesmo porque não havia um outro jeito, já que naquela época havia sido publicado apenas O Silêncio dos Inocentes e Dragão Vermelho. Mas quando completei a saga, fiz a experiência de ler os quatro livros respeitando a ordem cronológica dos fatos. E é sobre isso quero “falar” nesta postagem porque já vi alguns questionamentos nas redes sociais sobre como obter a melhor experiência, o maior nível de satisfação ao ler a saga.

Posso garantir que independentemente da galera ler a “Quadrilogia Hannibal Lecter” na ordem de lançamento das obras ou então de “trás para frente”, a experiência será a mesma, ou seja, saborosamente deliciosa. As duas maneiras tem as suas nuances, vantagens, e porque não, desvantagens, também. Vou tentar explicar melhor.

Se a sua opção for pela ordem cronológica dos fatos, você iria entender detalhadamente o que transformou uma criança dócil e inocente num perigoso e temido serial killer. Também iria conhecer como foram os primeiros anos de Hannibal Lecter na faculdade de medicina, os seus amores, as suas paixões e os gatilhos que fizeram com que ele optasse por  seguir o lado do crime. Certamente, o leitor que escolhesse essa sequência de leitura, iria desenvolver sentimentos de empatia e muita empatia com o personagem o que poderia torná-lo menos assustador nos livros seguintes.

Dessa forma, o leitor teria de pagar um preço considerável por conhecer, em primeira mão, os fatos que levaram o Dr. Lecter a se tornar um criminoso, incluindo algo que marcou profundamente, a sua infância. O preço, como já citei acima, seria um Lecter menos sombrio, assustador e até mesmo, menos impactante, ao longo do outros livros.

Cara, você vai amar o Dr. Lecter de Hannibal, A Origem do Mal e se não tomar cuidado... vai até mesmo querer adotar aquela criancinha inocente.

Agora se a galera começar a sua leitura por Dragão Vermelho, o primeiro livro da série lançado em 1981, o bicho pega. Na obra que abre a saga, Harris nos mostra um Lecter demoníaco, muito longe daquela criança inocente de Hannibal, A Origem do Mal e também daquele Lecter sutil e charmoso de O Silêncio dos Inocentes. O serial killer canibal aparece pouco na trama, já que o livro é focado em Will Graham, agente do FBI, que se vê obrigado a voltar a trabalhar para prender um assassino em série conhecido como Fada do Dente. Tudo seria muito fácil para Graham, se não tivesse passado por situações extremamente traumáticas enquanto atuava no FBI.

O enredo mostra como Graham conseguiu prender o Dr. Lecter, no passado; mas agora, ele precisa recorrer ao canibal para que o serial killer lhe ajude com o seu intelecto a prender o Fada do Dente.

Mesmo aparecendo pouco no enredo, Lecter mostra para o que veio. O autor narra em detalhes como foi a prisão traumática do personagem e como o agente do FBI quase pagou com a própria vida por isso. Aliás, ele continuará pagando e com um risco maior, após procurar o canibal na prisão para pedir ajuda. Como disse, ele encontrará um Lecter demoníaco e impiedoso.

No terceiro livro da saga, o personagem se mostra menos odioso e cruel. Estas duas características cedem espaço para o charme, a sutilidade, a inteligência e o finesse que fizeram de Hannibal Lecter um dos serial killers mais queridos da literatura ficcional.

Muitos fãs da saga perguntam como esse personagem caiu tanto no agrado dos leitores apesar de ser um perigoso assassino. Na minha opinião, um dos motivos foi o fato desses leitores terem lido primeiro “O Silêncio os Inocentes” e não “Dragão Vermelho” que mostra toda a faceta do mal do icônico personagem. Apesar de ter sido lançado sete anos antes de “O Silêncio dos Inocentes”, “Dragão Vermelho” passou praticamente despercebido dos leitores que só despertaram interesse pelo Dr. Lecter com o lançamento do filme de Jonathan Demme.

Quanto a ordem de leitura da saga, não sei se consegui esclarecer, mas vamos lá. Quer seguir a ordem cronológica dos fatos - mas ciente de que ao conhecer o personagem já adulto transformado num perigoso serial killer, o impacto será menor? Ok. Então leia respeitando essa sequência: Hannibal: A Origem do Mal, Dragão Vermelho, O Silêncio dos Inocentes e Hannibal. A outra opção é fazer a leitura de acordo com a ordem de publicação dos livros – Dragão Vermelho, O Silêncio dos Inocentes, Hannibal e Hannibal: A Origem do Mal, ciente de que irá encontrar, inicialmente, um Dr. Lecter maldoso, visceral e demoníaco, muito diferente daquele que você viu nas telas.

Há também uma terceira pção para ler a saga, começando pelo seu segundo livro, Silêncio dos Inocentes e depois seguindo a ordem normal de publicação, ou seja: Dragão Vermelho, Hannibal e A Origem do Mal. Aqueles que optarem por essa sequência conhecerão, primeiramente, um Lecter menos cruel e mais finesse, o que atenuará o choque do Lecter de Dragão Vermelho.

Taí, escolham de que forma desejam ler uma das sagas mais famosas da literatura e dos cinemas. Qualquer uma delas será benvinda e não atrapalhará o entendimento da trama.

 

01 junho 2025

A Empregada está de olho

Começo essa postagem já pedindo aos fãs da saga A Empregada de Freida McFadden para que esqueçam – mas um ‘esqueçam’ com todas as letras maiúsculas – da Millie dos dois primeiros livros (A Empregada e O Segredo do Empregada). A Millie de A Empregada Está de Olho é muito diferente; ela mudou demais. E na minha opinião, mudou para pior. Neste terceiro livro da saga não vemos aquela personagem ativa, arrojada, sem medo, perspicaz, capaz de enfrentar qualquer desafio. Pois é... a nossa Millie mudou.

No enredo de A Empregada Está de Olho já se passaram 20 anos dos acontecimentos do primeiro livro. E após essas duas décadas vemos uma Millie matrona, casada com Enzo e mãe de dois filhos: Nico, de 9 anos e Ada, de 11. Ela deixou para trás toda a sua impetuosidade e perspicácia. E foi justamente dessa impetuosidade e perspicácia que eu, como leitor, senti falta. Para se ter uma ideia do quanto ela mudou, em determinado capítulo, a personagem ficou embasbacada, completamente sem resposta, ao ser desafiada por um encanador que a acusava aos gritos – como não bastasse, ainda perto daquela víbora chamada Suzete - de lhe ter dado um cheque sem fundos. E para completar a humilhação, Suzete ainda fez questão de pagar o encanador e depois tirar um sarrinho na cara da Millie. Juro que fiquei puto da vida e exclamei: PQP! Cadê a minha Millie?!!!!!”

E já que mencionei a víbora da tal Suzete, aproveito também para acrescentar uma outra personagem – que se não víbora, pelo menos uma cobrinha – de nome Janice, ou seja, as duas novas vizinhas da nossa Empregada. Fiquei constrangido todas as vezes que as duas humilharam Millie. Suzete, aliás, chegou ao ponto de dar em cima do Enzo e na cara da Millie!!!

Fico imaginando o que teria acontecido com Suzete e Janice nos ‘velhos tempo’; as respostas afiadas que elas receberiam e que lhe fariam fechar a boca na hora.

Saudades de você Millie, mas da Millie do passado e não dessa nova versão, mas... tudo na vida muda, né? Fazer o que?!

Agora querem saber se eu gostei do livro? Gostei. - Ôpa!! Mas espera aí cara? Depois de tudo o que você escreveu acima, você ainda afirma que gostou da história? É muita incoerência!

Galera, calma aí; eu vou explicar porque essa linha de raciocínio não é assim tão incoerente. A Empregada Está de Olho é um dos raros livros em que você, apesar de se decepcionar com o personagem (s) principal (s) não se decepciona com o enredo; e o enredo desse – pelo menos, até agora - último livro da saga é muito bom. McFadden criou pequenas reviravoltas no decorrer do enredo quem conseguem manter os leitores ligados; plot twists pequenos, mas deliciosos. Outro  detalhe positivo é que alguns personagens não são o que aparentam ser; é aquela ‘coisa’ do tipo: “Putz, o cara fez isso?! Não acredito!!”. E, no meu caso, gosto muito de ser enganado pelo personagem de uma história; de ter sido feito bobo por ele. Adoro quando eu exclamo durante a leitura: “Caráculas! Não pode ser verdade!”. E o enredo desse terceiro livro da saga “A Empregada” tem pelo menos três surpresas que valem o selo “Não pode ser verdade!”: duas no meio da trama e outra no seu final.

Sydney Sweeney será Millie nos cinemas. O filme estreia nos Estados Unidos em dezembro de 2025

Por isso, não tem como eu criticar o enredo desenvolvido por McFadden; ele é muito bom, muito bem escrito. O que eu quis explicar logo no início do post é que fiquei decepcionado em ver uma Millie matrona, sossegada e sem aquela perspicácia que eu aprendi a definir como “perspicácia bandida” que desnorteava os seus ou as suas rivais.

Mas não fiquem pensando que ela amoleceu totalmente. No final, pelo menos ela mostra um pouco – não tudo, mas um pouco – dessa perspicácia ao confrontar a sua oponente. Tudo bem que ela não fez isso sozinha, mas com a ajuda de um parceiro (que por sinal, não foi o Enzo) mas, pelo menos, fez; e serviu para uma redenção da personagem, digamos que... meia boca.

Neste último livro da saga, como citei ,logo no início, já se se passaram 20 anos dos eventos que ‘rolaram’ no primeiro livro. Millie, agora casada com Enzo e com filhos, continua a enfrentar situações que a levam a questionar o que acontece ao seu redor, incluindo os seus vizinhos.

Nessa nova trama acompanhamos Millie e sua família se mudando para sua casa dos sonhos no subúrbio, onde acabam descobrindo que a vida fora da cidade grande não é tão tranquila quanto parece, muito menos segura.

Com a estranha família Lowell e sua empregada na casa ao lado, uma vizinha bisbilhoteira e paranóica do outro lado da rua, barulhos assustadores durante a madrugada e todos os membros da família mudando de comportamento sem motivo aparente, Millie começa a se perguntar se tomou a decisão certa ao se mudar.

Quando a empregada dos Lowells abre a porta, de avental branco e os cabelos presos num coque apertado, Millie está decidida a ser simpática, afinal, sabe exatamente como é estar nessa posição. Só que o olhar insistente dela lhe dá calafrios. E essa não é a única coisa esquisita no novo bairro. Millie passa a ver uma figura sinistra sempre à espreita, observando sua família, e, para piorar, seu marido começa a fazer passeios noturnos misteriosos. Como se não bastasse, a vizinha do outro lado da rua a adverte: “Se eu fosse você, tomaria cuidado com aquela mulher.”

Enfim, trata-se de um bairro muito louco, com vizinhos estranhos, com alguns deles guardando segredos perigosos, aliás... muito perigosos.

Enfim, é isso aí. Não gostei da nova versão da Millie, mas gostei do enredo.

Inté!

28 maio 2025

Seis livros de terror e suspense, lançados recentemente ou em pré-venda, com chances de agradar os leitores

Acredito que os gêneros de terror e suspense são os mais populares entre os leitores de romances. Quando o assunto são livros de ficção – mesmo com a febre da literatura voltada para reinos mágicos, espadas encantadas, príncipes, princesas, reis e rainhas – o terror e o suspense sempre estarão no topo das listas literárias de grande parte dos devoradores de livros. 

Para atender a essa galera leitora, na manhã de hoje, acordei disposto a fazer uma pesquisa nas redes sociais de várias editoras e livrarias para descobrir quais livros desses dois gêneros foram lançados recentemente e outros que apesar de ainda não terem aterrissado nas livrarias físicas ou virtuais já entraram na fase de pré-venda.

Selecionei seis lançamentos que pela sinopse das editoras e comentários dos leitores prometem provocar muitos arrepios de medo e tensão. Vamos a eles.

01 – A sete chaves (Freida McFadden)

Lançamento: 2 de junho de 2025

Abro a nossa lista com o fenômeno literário chamado Freida McFadden, criadora da trilogia literária A Empregada que tem como protagonista a personagem enigmática chamada Millie que conquistou um turbilhão de leitores.

Agora, a escritora norte-americana estará apresentando no próximo dia 2 de junho uma nova personagem que a exemplo de Millie tem todas as chances de conquistar a simpatia da galera: Nora Nierling.

Em seu novo romance que mistura terror, suspense e também thriller policial – portanto, um verdadeiro mix de gêneros – McFadden nos apresenta Nora.

Quando tinha 11 anos, ela nem imaginava que, enquanto fazia os deveres de casa no quarto, seu pai matava mulheres no porão. Até o dia em que encontrou a porta destrancada e resolveu descobrir por que o pai passava tanto tempo lá.

Décadas depois, o pai de Nora, Aaron Nierling está atrás das grades – onde vai ficar para sempre – enquanto ela é uma cirurgiã bem-sucedida, que leva uma vida tranquila mas solitária. Ninguém sabe que Nora é filha de um famoso serial killer. E ela pretende continuar assim.

Um dia, porém, Nora fica sabendo que uma de suas pacientes foi assassinada. E o mais chocante: do mesmo modo único e terrível que o pai dela usava com suas vítimas.

Alguém sabe quem Nora é e quer que ela pague por esse crime. Só que ela não é uma assassina como o pai. A polícia não tem como culpá-la por nada. Desde que não entre em seu porão.

Achei a sinopse bem interessante; e vocês?

02 – William (Mason Coile)

Lançamento: 31 de março

Se o seu conceito de livros sobre casas mal-assombradas envolvem espíritos maus de pessoas que viveram na tal casa ou então foram libertados através de um portal aberto com a ajuda de uma Tábua de Ouija – aliás, cá entre nós, a maioria dos escritores do gênero terror que envolvem casas mal-assombradas adoram usar esse artefato em seus enredos – esqueça essa ideia ao ler William. Mason Cole passou uma borracha nessa velha e já ultrapassada ideia de casas mal-assombrada. Ah! Antes que me esqueça, Mason Coile é o pseudônimo de Andrew Pyper, autor do best-seller O demonologista.

Em seu novo livro William, Coile troca a Tabua Ouija pela tecnologia, com ênfase para a Inteligência Artificial (IA). E parece que essa mudança deu certo porque o livro da editora Planeta Minotauro, lançado no final de março, caiu no agrado dos leitores que derramaram elogios nas redes sociais. Sem contar uma crítica hiper-favorável publicada no jornal The New York Times.  

Como citei acima, o aspecto misterioso da IA ​​está em destaque em William. O personagem-título é um robô construído para abrigar uma IA experimental. Tudo começa quando Henry, um engenheiro brilhante, faz a maior descoberta de sua carreira: uma consciência artificial chamada William que é programada para proteger a casa onde ele e a esposa grávida, Lily, moram. William é equipado com uma das tecnologias mais avançadas do mundo, mas algo acaba ‘saindo dos trilhos’ e a partir daí tudo toma um rumo sombrio e perigoso.

Henry e Lily descobrem que as atualizações de segurança, que deveriam protegê-los, na verdade os aprisionaram dentro da própria casa. E talvez eles nunca mais consigam sair vivos dessa prisão que criaram para si mesmos.

03 – O ritual da meia-noite (Lucy Foley)

Lançamento: 3 de fevereiro de 2025

O Ritual da Meia-Noite é o mais novo livro da autora Lucy Foley, conhecida por títulos de sucesso como A Lista de Convidados, A Última Festa e O Apartamento de Paris, todos lançados no Brasil pela editora Intrínseca.

O suspense acompanha a história de Francesca Meadows, uma mulher ansiosa pela inauguração do seu novo hotel de luxo no interior da Inglaterra. Com uma vista deslumbrante, o local possui uma decoração sofisticada, hóspedes exclusivos e uma floresta centenária que adiciona um toque rústico à experiência. Com grandes ambições, ela acredita que a festa de inauguração o colocará no mapa dos melhores hotéis do país.

Francesca seria capaz de tudo para alcançar o que deseja, e apenas uma coisa pode detê-la: seu passado nebuloso. Do outro lado, temos Bella, uma hóspede misteriosa que sabe muito bem o que está escondido por trás da fachada de mulher bem-sucedida e plena de Francesca. A dona do hotel esconde segredos terríveis, e finalmente chegou a hora de eles virem à tona.

A grande inauguração pode se tornar um grande desastre. Antigos amigos e inimigos circulam entre os convidados e todos parecem estar escondendo algo. O passado invadiu a festa. E a comemoração poderá acabar em morte.

O livro recebeu dos leitores excelentes avaliações na Amazon e avaliações entre regulares e boas no portal literário Skoob.

04 – Sanatório (Ricardo Valverde)

Lançamento: 20 de junho

E tem autor brasileiro em nossa lista de lançamentos literários de terror. Ricardo Valverde é professor, ufólogo e escritor. Para ser sincero, não conheço o autor e também não tive oportunidade de ler os seus livros, mas dei uma ‘zapeada’ no portal da Amazon e, apesar das poucas avaliações, aqueles que leram gostaram. Portanto, acho que vale a pena arriscar, principalmente se você curte o gênero terror psicológico.

Na trama de Valverde que será publicada pela editora Novo Século, o personagem Edmond Beaumont vive recluso em um sanatório, em Paris, desde que perdeu a família em um acidente e encontrou sua noiva enforcada.

Diagnosticado com transtornos neurológicos e incapaz de distinguir realidade e ilusão, vê sua situação se agravar com a chegada de Mabelle, uma jovem com Transtorno de Borderline. Unidos por uma paixão avassaladora, enfrentam juntos seus fantasmas.

Quando Mabelle parte, Ed mergulha em dúvidas sobre o que é real, enquanto se aproxima de Jaime, um misterioso hóspede que pode estar ligado a eventos violentos no local.

Pois é, pela sinopse da editora parece ser um terror psicológico com uma trama bem pesadona. Fica a dica para os leitores que apreciam o gênero.

05 – Ninguém nunca vai saber (Rose Carlyle)

Lançamento: 10 de fevereiro

Se você leu e gostou de A Garota do Espelho com certeza irá amar Ninguém nunca vai saber; não pela semelhança dos enredos, mas pela autora Rose Carlyle que escreveu os dois livros. Capiche? Carlyle que bombou nas listagens de obras mais vendidas em 2022 com o seu A garota do Espelho voltou a atacar neste ano de 2025 com um novo livro: Ninguém vai saber que apesar do pouco tempo de lançamento (10 de fevereiro) se transformou numa verdadeira febre dos tiktokers literários. Já na Amazon, com menos de três meses em suas prateleiras virtuais já abiscoitou mais de 270 avaliações de leitores, 90% delas positivas. Vale ou não vale a leitura? Acho que vale.

Desta vez, Rose Carlyle narra a saga da personagem Eve Sylvester que se vê completamente desamparada após perder o namorado em um trágico acidente de carro. Grávida e sem qualquer respaldo financeiro, ela aceita a proposta de ser a babá do filho de um rico casal que vive em uma isolada e paradisíaca ilha na costa da Tasmânia.

Na sinopse da editora Astra Cultural distribuída para as livrarias virtuais e blogues parceiros (lembrando que o ‘Livros e Opinião’ não tem parcerias):

“a oferta tentadora para Eve Sylvester vem acompanhada de um estranho pedido: não fale com ninguém sobre o trabalho. Julia e Cristopher Hygate são conhecidos por serem bastante discretos, e preferem que os funcionários sigam o mesmo perfil reservado, quase como se não existissem. E é por isso que Eve é a candidata ideal para a função. A jovem não possui nenhum parente vivo e há muito tempo não tem contato com os amigos. E, o mais importante, ela está grávida.

Para a garota, o emprego é bom demais para ser verdade. Porém, ela não pode deixar de se perguntar por qual motivo os Hygate contratariam alguém sem experiência profissional e ainda mais grávida? Mas já é tarde demais para fazer perguntas. Conforme Eve se infiltra na vida do casal, ela percebe que a intenção de Julia e Cristopher esconde muito mais do que aparenta. E que, se alguma coisa acontecer com ela, ninguém nunca vai saber.

06 – Imagens estranhas (Uketsu)

Lançamento: 10 de abril de 2025

Segundo alguns críticos literários, Imagens Estranhas”, publicado no Brasil a pouco tempo, é um livro de suspense macabro que conquistou o Japão de ponta a ponta. A obra de Uketsu traz imagens aparentemente simples e inocentes que envolvem o leitor em uma rede perturbadora de mistérios não resolvidos. O livro conquistou o Japão.

Mas afinal quem é esse escritor misterioso que se apresenta apenas como Uketsu? Vamos lá. Ele é um autor e youtuber japonês conhecido por suas histórias de mistério e terror e por seus vídeos enigmáticos, em que aparece sempre de máscara branca e roupas pretas, além de usar um efeito para distorcer a sua voz. Uketsu é considerado um dos maiores nomes da literatura de horror do Japão e mantém em segredo sua verdadeira identidade.

A Suma está apostando todas as suas fichas nesse livro lançado em abril. Na sinopse fornecida pela conceituada editora: “As ilustrações feitas por uma gestante e publicadas por seu marido em um blog escondem um alerta temeroso. O desenho que uma criança faz da própria casa carrega uma mensagem sombria. O retrato feito por uma vítima de assassinato em seus momentos finais conduz um detetive amador em uma caçada eletrizante.

Com uma história estruturada por desenhos com aspecto infantil ― todos com sua própria pista perturbadora ―, Uketsu convida os leitores a montar o quebra-cabeça por trás de cada imagem e o grande arco que as conecta.

Best-seller internacional com mais de três milhões de exemplares vendidos no Japão e direitos de publicação adquiridos em mais de trinta territórios, Imagens estranhas, de acordo com a editora, é um livro inquietante, em que elementos triviais assumem um sentido macabro e desenhos ingênuos escondem realidades aterrorizantes.

Se de fato, o livro é tudo isso que foi descrito no release de divulgação da Suma, só mesmo lendo para saber. Mas tem um outro detalhe importante: a obra de Uketsu tem apenas 184 páginas e custa R$ 57,00, sem computar o frete. Aqueles leitores que quiserem arriscar a compra, fiquem à vontade.

 

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