Cara, estou me sentindo como se fosse
um agente do FBI entrando pela primeira vez na prisão psiquiátrica onde se
encontra preso o Dr. Hannibal Lecter, conhecido como “Lecter, o Canibal”. Com
certeza, se você assistiu ao filme, deve se lembrar daquele momento tenso que
marca o primeiro encontro de Clarice Starling com ele. Essa cena me marcou
muito e, na minha opinião, trata-se da mais tensa e fóbica de todo o filme.
Acredito que, por mais fria e corajosa que a personagem vivida por Jodie Foster
possa ter sido, o coração dela disparou naquele momento de expectativa.
Pois é, é
exatamente assim que estou me sentindo em relação à expectativa do que vou
encontrar pela frente ao começar a leitura de Ala D, de Freida McFadden, livro que, apesar de ter
acabado de sair do forno, já é um dos mais comentados nas redes sociais.
Sinto-me no lugar da agente especial Clarice Starling, entrando naquela ala
sinistra, mal iluminada e tétrica onde fica o famoso serial killer.
Só que, no
meu caso, não sei quem ou o que irei encontrar na Ala D criada por Freida. O
que me leva a perguntar: o que será que saiu da cabeça da autora? Caramba! É
muita expectativa. Tanta que decidi aplicar uma leitura dinâmica no livro As Três Tarefas de Cristina Ribeiro de Castro de Laura
Pohl, que estou lendo atualmente. Afinal, apesar da ansiedade e de um pouquinho
de medo (rs), quero entrar logo nessa tal Ala D desse hospital psiquiátrico
para saber o que me aguarda.
Acredito
que essa também deva ser a expectativa de um grande número de leitores
espalhados pelo país que já compraram o novo lançamento de Freida. Olhem bem
para a capa do livro publicado pela Record e vejam se não lembra, pelo menos um
pouco, a cena do filme O Silêncio
dos Inocentes que descrevi no início deste post.
A história acompanha Amy Brenner, uma
estudante de medicina prestes a encarar seu pior pesadelo: um plantão noturno
obrigatório de 12 horas na Ala D, a unidade psiquiátrica de segurança máxima do
hospital. A Ala D é um ambiente ultrarrestrito, mantido sob trancas constantes,
onde nenhum objeto cortante, cabo ou ponta afiada pode entrar. O que me leva a
pensar: quem ou o que pode estar recluso ali?
Querem
saber o quanto essa ala é sinistra e perigosa? Basta vermos os cuidados que Amy
Brenner deve tomar antes de entrar no local. Anotem aí:
1. Não revele nenhuma informação pessoal aos pacientes: isso inclui detalhes sobre sua vida
privada e endereço residencial;
2. Os seguintes objetos são proibidos na Ala D: álcool, líquidos inflamáveis,
tachinhas, canetas, agulhas, grampos, clipes de papel etc. (cá entre nós, essas
orientações não recriam o clima daquele encontro de Clarice com o Dr. Lecter?);
3. Não conte com a possibilidade de dormir durante o plantão.
E, para
fechar as instruções com chave de ouro: a plantonista receberá um código para
sair da Ala D. Se ela perder esse código, bem... já era. Brrrrrrrrrrrr.
A pergunta
mais comum daqueles que estão numa bruta ansiedade para ler a obra deve ser
esta: o que posso esperar de Ala
D?
Acredito
que a atmosfera claustrofóbica seja uma das respostas. Pelo que pesquisei na
internet, a trama se passa em poucas horas, dentro de um espaço fechado do qual
ninguém consegue sair. Sem comunicação com o exterior e presa entre corredores
silenciosos e salas trancadas, a protagonista precisa descobrir quem (ou o que)
está provocando o desaparecimento de alguns pacientes antes de se tornar a
próxima vítima. Cara, "bota" claustrofobia nisso!
Tá aí,
galera! Falei um pouquinho da minha expectativa em ler Ala D. Gostaria também de saber a sua. Deixe aqui nos
comentários! Valeu!
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