12 horas de plantão, portas trancadas e nenhum objeto cortante: você encararia a Ala D?

22 julho 2026

Cara, estou me sentindo como se fosse um agente do FBI entrando pela primeira vez na prisão psiquiátrica onde se encontra preso o Dr. Hannibal Lecter, conhecido como “Lecter, o Canibal”. Com certeza, se você assistiu ao filme, deve se lembrar daquele momento tenso que marca o primeiro encontro de Clarice Starling com ele. Essa cena me marcou muito e, na minha opinião, trata-se da mais tensa e fóbica de todo o filme. Acredito que, por mais fria e corajosa que a personagem vivida por Jodie Foster possa ter sido, o coração dela disparou naquele momento de expectativa.

Pois é, é exatamente assim que estou me sentindo em relação à expectativa do que vou encontrar pela frente ao começar a leitura de Ala D, de Freida McFadden, livro que, apesar de ter acabado de sair do forno, já é um dos mais comentados nas redes sociais. Sinto-me no lugar da agente especial Clarice Starling, entrando naquela ala sinistra, mal iluminada e tétrica onde fica o famoso serial killer.

Só que, no meu caso, não sei quem ou o que irei encontrar na Ala D criada por Freida. O que me leva a perguntar: o que será que saiu da cabeça da autora? Caramba! É muita expectativa. Tanta que decidi aplicar uma leitura dinâmica no livro As Três Tarefas de Cristina Ribeiro de Castro de Laura Pohl, que estou lendo atualmente. Afinal, apesar da ansiedade e de um pouquinho de medo (rs), quero entrar logo nessa tal Ala D desse hospital psiquiátrico para saber o que me aguarda.

Acredito que essa também deva ser a expectativa de um grande número de leitores espalhados pelo país que já compraram o novo lançamento de Freida. Olhem bem para a capa do livro publicado pela Record e vejam se não lembra, pelo menos um pouco, a cena do filme O Silêncio dos Inocentes que descrevi no início deste post.

A história acompanha Amy Brenner, uma estudante de medicina prestes a encarar seu pior pesadelo: um plantão noturno obrigatório de 12 horas na Ala D, a unidade psiquiátrica de segurança máxima do hospital. A Ala D é um ambiente ultrarrestrito, mantido sob trancas constantes, onde nenhum objeto cortante, cabo ou ponta afiada pode entrar. O que me leva a pensar: quem ou o que pode estar recluso ali?

Querem saber o quanto essa ala é sinistra e perigosa? Basta vermos os cuidados que Amy Brenner deve tomar antes de entrar no local. Anotem aí:

1.    Não revele nenhuma informação pessoal aos pacientes: isso inclui detalhes sobre sua vida privada e endereço residencial;

2.    Os seguintes objetos são proibidos na Ala D: álcool, líquidos inflamáveis, tachinhas, canetas, agulhas, grampos, clipes de papel etc. (cá entre nós, essas orientações não recriam o clima daquele encontro de Clarice com o Dr. Lecter?);

3.    Não conte com a possibilidade de dormir durante o plantão.

E, para fechar as instruções com chave de ouro: a plantonista receberá um código para sair da Ala D. Se ela perder esse código, bem... já era. Brrrrrrrrrrrr.

A pergunta mais comum daqueles que estão numa bruta ansiedade para ler a obra deve ser esta: o que posso esperar de Ala D?

Acredito que a atmosfera claustrofóbica seja uma das respostas. Pelo que pesquisei na internet, a trama se passa em poucas horas, dentro de um espaço fechado do qual ninguém consegue sair. Sem comunicação com o exterior e presa entre corredores silenciosos e salas trancadas, a protagonista precisa descobrir quem (ou o que) está provocando o desaparecimento de alguns pacientes antes de se tornar a próxima vítima. Cara, "bota" claustrofobia nisso!

Tá aí, galera! Falei um pouquinho da minha expectativa em ler Ala D. Gostaria também de saber a sua. Deixe aqui nos comentários! Valeu!

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