02 março 2024
Bruce Lee: Uma Vida
Não existem só músicas, mas também filmes que tem o
poder – acredito que a frase correta seria “tem a magia” – de nos transportar
para o passado e fazer com que recordemos de momentos especiais que vivemos há
muitas ou poucas décadas atrás. No meu caso, são muitas décadas porque essas
emoções foram vividas há aproximadamente 40 anos. “Operação Dragão” de Bruce
Lee é o nome de um dos filmes que exerce esse poder sobre mim.
Ahahahahaha!!! Com certeza, esta deve ter sido a
reação de muitos leitores que chegaram até essa parte do texto. Eles devem ter
morrido de rir ao imaginar como um filme de Kung-Fu conseguiu marcar um momento
romântico em minha vida. Então, eu respondo: - Calma apressadinhos; não foi um
momento romântico, mas um momento especial; mas se tivesse sido um momento
romântico não seria nada de mais (rs).
Este filme faz com que eu me recorde dos meus amigos
de universidade. Éramos em quatro; quatro amigos inseparáveis, e certa noite
resolvemos assistir a um filme que estava passando num cinema em Bauru. Isso
mesmo: o tal filme era “Operação Dragão”. Escolhemos essa produção
cinematográfica aleatoriamente, só como pretexto para matar uma aula que
achávamos chata para dedéu. Já conhecia alguma coisa sobre Bruce Lee, apenas o
básico do básico e uma dessas informações básicas era a de que ele tinha
morrido – ainda jovem, aos 33 anos - antes da estreia de seu primeiro filme inteiramente
produzido em Hollywood. Ao sair do cinema, tinha gostado tanto do filme que
resolvi pesquisar detalhes de bastidores que rolaram durante as filmagens e
para minha decepção não encontrava absolutamente nada que me satisfizesse. Até
que decorridos 40 anos ou pouco mais, toda essa minha curiosidade foi “matada”
com o livro Bruce Lee: Uma Vida de
Matthew Polly publicado em 2021 pela editora Seoman.
A obra de Polly dedica um capítulo inteiro para o
filme antológico de Bruce Lee e destrincha tudo o que aconteceu antes, durante
e depois das filmagens; um verdadeiro dossiê. Antes de começar a resenha da
obra só gostaria de acrescentar que “Operação Dragão” marcou um dos momentos
mágicos que tive com esses amigos especiais, dos quais não tenho mais notícias
e, por outro lado, como brinde, passei a admirar um baita filme – pelo menos
para mim e para os padrões de cinema daquela época – e com isso, o interesse em
conhecer um pouco mais sobre a vida de um homem que ganhou merecidamente a
alcunha de o “chinês mais importante do século 20”. E para aqueles que acham
que eu estou exagerando, basta dizer que Bruce Lee foi o primeiro chinês a
estrelar um grande filme internacional e a primeira estrela ásio-americana
verdadeiramente lucrativa de Hollywood.
A importância de Bruce Lee para a cultura pop é muito
maior do que podemos imaginar. Lee Jun-fan, nome de nascimento da lenda das
artes marciais, além de ter revolucionado Hollywood, eternizou seu nome e
influenciou músicas, quadrinhos e jogos que consumimos e, muitas vezes, sequer
sabemos que possuem um toque do "pequeno dragão", como era conhecido.
Quanto a resenha de Bruce Lee: Uma Vida não há muito o que escrever, acredito que
bastaria “dizer” que é um livro honesto, esclarecedor e profundo.
Honesto porque o autor destaca não só o lado bom do
pequeno dragão, mas também o seu lado egocêntrico, briguento, mulherengo e
egoísta. Enfim, trata-se de um livro
verdadeiro que não tenta maquiar a vida do biografado como acontece em muitas
biografias. Bruce Lee teve o seu lado humano, solidário e bondoso - ele se preocupava
muito com as pessoas; mas... também o sujeito era do... peru. Polly mostra tudo
isso em seu livro.
Esclarecedor porque o autor destrincha detalhes que outros
livros publicados omitem; o que rolou nos bastidores de “Operação Dragão” e de
também de outros filmes do ator e lutador de kung fu é um exemplo latente disso.
A obra que reúne mais de cem entrevistas com integrantes da família, amigos e,
até mesmo, com a atriz a qual ele estava no dia de sua morte; apresenta ainda informações
inéditas e fotos raras; narra desde a infância de Lee — nascido em San
Francisco, nos Estados Unidos, e criado em Hong Kong — como ator mirim até sua
morte, que levantou várias dúvidas à época.
Vou mais além, o livro esclarece o que aconteceu na
casa da atriz Betty Ting Pei onde Lee morreu e o que aconteceu, imediatamente,
após a sua morte.
O livro é profundo porque mostra detalhes e
curiosidades que a maioria dos fãs desconheciam. Por exemplo, suspeita-se que o
que na verdade tirou a vida da lenda do kung fu foi um choque térmico. "A
chave para entender a morte de Bruce Lee é que ele desmaiou 10 semanas antes e
quase morreu da mesma coisa", explicou Polly à Fox News em uma entrevista.
“Em 10 de maio de 1973, ele entrou em uma pequena sala de dublagem em um dos
dias mais quentes do mês. Eles desligaram o ar condicionado para evitar
estragar o som. Ele imediatamente superaqueceu e ficou tonto. Ele saiu da sala
e desmoronou no chão. Ele se levantou e quando entrou na sala aquecida, ele
desmaiou novamente e começou a convulsionar violentamente. Eles o levaram para
o hospital e os médicos suspeitaram que seu cérebro estava inchando... E assim
o primeiro colapso parecia exatamente um caso de choque térmico", revelou
Polly.
“Na época, surgiram dúzias de rumores - de que ele
havia sido envenenado, de que ninjas chegaram até ele...”, disse Polly. “Não há
provas de que seja mentira, mas minha conclusão é de que ele morreu de choque
térmico... É uma morte muito comum entre homens jovens e atléticos”.
Polly alegou que alguns meses antes do primeiro
incidente, Lee removeu as glândulas sudoríparas em suas axilas cirurgicamente.
"Ele não achava que ficava bem na tela”. “Era seu trabalho parecer bem no
cinema. [Mas] isso tornou mais difícil para ele dissipar o calor”, disse ou
autor
Bruce
Lee: Uma Vida ainda mostra detalhes sobre a infância do
pequeno dragão e também de seus pais; como surgiu a sua amizade com Chuck
Norris – outro astro das artes marciais – Steve McQueen e James Coburn, grandes
astros de Hollywood naquela época.
Enfim, galera, uma biografia definitiva e que vale
muito a pena ser lida, principalmente pelos fãs de Bruce Lee.
27 fevereiro 2024
Cinco livros raros que merecem, há muito tempo, um relançamento. Editoras acordem!
“Se você os tiver guarde a sete chaves, se não os
tiver apenas sonhe, pois dificilmente os terá um dia”. Usei essa frase para
escrever uma postagem há mais de 12 anos, ainda nos primórdios do blog (confira
aqui). Foi um post sobre livros raros que naquela época haviam deixado de ser
publicados há ‘muuuuitos’ anos. Alguns deles foram relançados após poucas
editoras terem percebido, mesmo tardiamente, a importância dessas obras e o
brado popular de muitos leitores que exigiam um relançamento. Por outro lado,
ainda há livros que continuam com o status de raros não sendo encontrados nem
mesmo em sebos e quando o são, os preços exorbitantes assustam o mais calmo dos
leitores.
Neste post selecionei cinco livros raríssimos que já
estão merecendo um relançamento – de preferência em edição luxuosa – há muito
tempo. Quem sabe, alguma editora desperte de sua hibernação literária e assim,
resolva relançar estas obras incríveis que infelizmente sumiram das livrarias e
dos sebos. Vamos a elas.
01
– Primeiro Sangue (David Morrell)
Primeiro Sangue de David Morrell publicado originalmente em 1972
ganhou notoriedade após o lançamento do arrassa quarteirões chamado “Rambo”. O
filme produzido em 1982 transformou Sylvester Satallone num dos atores de filmes de ação mais
rentáveis de Hollywood nos anos de 1980; fama que carregou nas costas até há
pouco tempo. Quanto a “Rambo” virou uma das sagas cinematográficas mais
icônicas de todos os tempos, tanto é que rendeu outras quatro continuações.
Após o sucesso do filme de 1982, o livro de Morrell
foi relançado nesse mesmo ano, mas com a capa do filme, depois... caiu no
esquecimento das editoras, mas não no esquecimento dos leitores e até mesmo
cinéfilos que passaram a exigir uma republicação da história. Infelizmente todo
esse clamar popular não foi atendido, até agora, por nenhuma editora.
Há alguns anos surgiram comentários de que a DarkSide
havia decidido relançar essa preciosidade, mas os comentários ficaram apenas
nos comentários, já que a “caveirinha” não se pronunciou sobre o assunto. Uma pena.
Li Primeiro
Sangue – tenho o livro, ufaaaa!! – e posso garantir que o enredo é muito
diferente do filme; bem mais profundo e tenso. Vamos torcer para que alguma
editora acorde e perceba a importância desse livro.
02
– “Duro de Matar” (Roderick Thorp)
Ufaaaaa! Também tenho. Há muitos anos atrás, quando
ainda não havia ganhado o status de raro, adquiri a obra de Roderick Thorp num
sebo e acredite: a preço módico. Trata-se de mais um livro que rendeu um filme
famoso de ação. Tão famoso que acabou se tornando uma saga cinematográfica com
seis filmes.
Nothing
Lasts Forever (Nada
Dura para Sempre, traduzido ao pé da letra) publicado originalmente em 1979
só foi lançado no Brasil após o sucesso do filme “Duro de Matar” com Bruce
Willis e que bombou nos cinemas em 1988. Portanto, o livro de Thope no qual o
filme foi baseado só chegou nas livrarias brasileiras, nove anos após a sua
publicação original. E chegou no Brasil com o mesmo nome e também a mesma capa
do filme. A editora Record, na época, optou por dispensar o título original do
livro de Thorpe.
A obra teve uma passagem rápida pelas livrarias já que
a Record decidiu não colocar no mercado novas edições e assim, o livro foi
sumindo... sumindo... sumindo, até se extinguir das prateleiras das livrarias e
dos sebos.
Como acontece com qualquer adaptação, existem
diferenças entre o romance de Thorp e o filme. No livro, o nome do herói é
Joseph Leland, que, como John McClane, é um policial de Nova York. Embora o
filme com Bruce Willis e o livro sejam diferentes em algumas áreas, Duro de
Matar incluiu muitas das sequências de ação de Nothing Lasts Forever (confiram a resenha que fiz sobre o livro
aqui).
Ah! Ia me esquecendo; encontrei um único exemplar no
portal da Estante Virtual pela “bagatela” de R$ 129,00!
03
– O Visconde de Bragelonne (Alexandre Dumas)
Este livro de Alexandre Dumas fecha a história da saga
dos mosqueteiros composta pelos livros: Os
Três Mosqueteiros, Vinte Anos Depois
e O Visconde de Bragelonne. O detalhe
é que a história foi publicada por Dumas no formato de folhetim – como fez com O Conde de Monte Cristo – e por isso,
décadas depois, quando foi lançada no formato livro chegou a ter 10 volumes com
aproximadamente 300 páginas cada.
Que eu saiba, a última edição de O Visconde de Bragelonne aconteceu nos anos 60 pela editora Saraiva
que colocou no mercado 6 volumes. Antes tivemos publicações da editora Lello,
se não me falhe a memória em sete volumes e ‘mais antes ainda’, lá pelos anos
50, a Livraria Fittipaldi Editora publicou a história em dez partes. Além
dessas edições temos ainda um ‘resumão’ da história – de apenas 149 páginas,
direcionando ao público infantojuvenil lançado pela editora Melhoramentos em
1964. Depois disso, nenhuma outra editora ousou publicar a última parte da saga
Os Três Mosqueteiros.
Se alguém desejar concluir a leitura da antológica
trilogia de Dumas, terá de recorrer aos sebos e torcer para encontrar O Visconde de Bragelonne em seis, sete
ou dez volumes; sem contar a tradução desatualizada, ortografia antiga e o
risco de topar com livros em estado precário de conservação. Quanto ao resumão
da Melhoramentos, esqueça. Cara, resumindo: é muito pouco dos nossos editores
com um enredo considerado essencial para a conclusão das aventuras dos quatro
inseparáveis mosqueteiros.
É muita tortura você ter em mãos edições luxuosas de Os Três Mosqueteiros e Vinte Anos Depois, mas depois ficar
chupando o dedo por um terceiro livro que você sabe... não “existe” - pelo menos numa nova edição.
Fica aqui, um recadinho para a editor Zahar: “Poxa
vida, vocês lançaram em edições luxuosas: Os
Três Mosqueteiros e Vinte Anos Depois
e agora empacaram na conclusão da saga?! Sem contar que relançaram O Conde de Montecristo que a exemplo de O Visconde de Bragelonne foi escrito no
formato de folhetim. Por que não fazer o mesmo com o “nosso” Visconde?
04
– Depois da Meia-noite (Stephen King)
Depois
da Meia-noite é uma coletânea de novelas escritas por
Stephen King em 1988 e 1989 e publicadas em agosto de 1990. É seu segundo livro
desse tipo, sendo o primeiro As Quatro
Estações. A coleção ganhou o Prêmio Bram Stoker em 1990 para Melhor Coleção
e foi indicada ao Prêmio Locus em 1991.
O livro de 667 páginas e que se tornou o sonho de
consumo de 10 em cada 10 fãs de Stephen King reúne quatro noveletas – Os Longoliers, Janela Secreta, Secreto Jardim, O
Policial da Biblioteca e O Cão da
Polaroide. Desses contos, dois foram adaptados para as telas: Longoliers e Janela Secreta, Secreto Jardim. O primeiro foi parar na TV em 1995,
se não me engano na Rede Record, no formato de uma minissérie chamada “Fenda no
Tempo”; enquanto que o segundo acabou ‘aterrissando’ nos cinemas com o título
resumido de “Janela Secreta” com ninguém menos do que Johnny Depp no papel de
protagonista.
Depois
da Meia-noite foi lançado pela editora Francisco Alves
em 1992 e depois disso não teve nenhuma outra edição.
Se, por acaso, você tem esse livro, escute o meu
conselho: jamais o empreste, nem mesmo para o seu pai, muito menos para o seu
irmão. Guarde-o num cofre e esconda a chave.
Agora se prepare para o susto. Sugiro que tome algum
calmante antes de ler as próximas linhas. Vamos lá: pesquisei bastante na
internet e só consegui encontrar um exemplar usado num sebo filiado a Amazon
pelo valor de... já tomou o calmante? Então lá vai: R$ 550,00!!
Putz Suma!! Tenha piedade de todos nós, fás de King, e
coloque logo esse livro na série Biblioteca
Stephen King!
05
– A Casa do Passado (Algernon Blackwood / Heloisa Seixas)
Quer levar mais um susto? Que tal pagar R$ 300,00 por
um livro usado com aproximadamente 300 páginas? Entonce, esse é o valor de A Casa do Passado na Estante Virtual. Já
um livreiro da Amazon teve um pouco mais de compaixão e resolveu fazer um corte
menos profundo no bolso dos leitores: R$ 170,00. Qual outra prova será
necessária para que os editores aqui da terrinha entendam a importância dessa
obra e o quanto ela está merecendo uma republicação? Acho que essas editoras
estão morgando.
A
Casa do Passado é uma antologia de contos de terror do
inglês Algernon Blackwood, um mestre do gênero, redescoberto no Brasil pela
jornalista e escritora Heloisa Seixas. A obra reúne histórias como Os salgueiros, sua obra-prima, O quarto ocupado, A Ala Norte e A boneca,
clássicos da literatura de horror.
Esta é a terceira coletânea de contos de terror
organizada e traduzida por Heloisa Seixas. A obra foi lançada em 2001. Os
personagens dos contos de Blackwood vivem situações horripilantes, que não
imaginaríamos nos nossos piores pesadelos. São pessoas comuns, subitamente
envolvidas em histórias que fogem ao controle da lógica e do que pode ser
explicado.
Blackwood, que já foi tão famoso quanto seus
contemporâneos Bernard Shaw, H. G. Wells e Conan Doyle, caiu em esquecimento
logo após sua morte, há cerca de 50 anos. Hoje, os milhares de fãs do gênero,
ávidos por uma história angustiante cercada de sustos, fantasmas e surpresas
estão sofrendo porque não conseguirem encontrar mais o livro e quando o
encontram quase caem de costas por causa dos preços “milionários”.
Parabéns à Heloísa Seixas pela sua iniciativa em
resgatar esse importante autor e a minha indignação por nenhuma editora ter
tomado, até agora, a iniciativa de relançar essa coletânea antológica de contos
de terror.
Valeu galera!
23 fevereiro 2024
Descobri somente agora que a trilogia “Mulheres Assassinas” foi relançada em 2023 num box luxuoso
Como jornalista acompanhei, mesmo à distância, três
casos policiais que chocaram o País; crimes que envolveram três mulheres que
acabaram sendo julgadas e condenadas. Tenho certeza que a maioria dos leitores
viram a exaustão nos meios de comunicação de massa – não importa seja jornal,
rádio, TV ou redes sociais – matérias sobre os assassinatos do casal Manfred e
Marísia von Richthofen; do CEO da Yoki, uma das maiores companhias de alimentos
do Brasil, Marcos Kitano Matsunaga; e do pastor Anderson do Carmo de Souza.
Todos esses assassinatos planejados e executados por três mulheres: Suzane von
Richthofen, Elize Matsunaga e Flordelis dos Santos de Souza, respectivamente. A
primeira, filha do casal Richthofen; a segunda, esposa de Marcos; e a terceira,
também esposa do pastor Anderson.
Acompanhei a distância porque não estava no local dos
fatos para ouvir os envolvidos. Ficava sabendo das novidades, através das agências
de notícias que são parceiras da empresa de comunicação onde trabalho ou então,
como vocês, através da TV e dos jornais.
Não há como negar que foram três crimes que chocaram o
País, tanto é verdade que ao longo dos anos surgiram livros, filmes e até
séries de TV sobre esses três casos. ‘Falando’ especificamente dos livros,
confesso que até há pouco tempo, nenhum deles havia chamado a minha atenção; por
isso mesmo, não os comprei. Mas na semana passada, enquanto vasculhava a “Dona
Internet” a procura de informações complementares para uma reportagem que
estava preparando, me deparei com uma trilogia de livros sobre o assunto que
despertou em mim aquele comichãozinho. Sabem aquele comichãozinho característicos
de nós leitores quando surge repentinamente o impulso de comprar mais um livro?
Pois é, é esse aí. Foi “ele” que me deixou em dúvida quanto a adquirir essa
trilogia mesmo estando com o meu cartão de crédito na UTI.
Quando o meu “radar” acendeu o interesse por esses
três livros resolvi sondar algumas opiniões nas redes sociais – de críticos
literários e também de leitores – e os resultados foram animadores porque a
maioria das críticas eram positivas.
Esta trilogia de livros tem o título de Mulheres Assassinas. Publicada pela
editora Matrix, em 2023, é composta pelos best-sellers Suzane — Assassina e manipuladora; Elize Matsunaga — A mulher que esquartejou o marido; e Flordelis — A pastora do diabo. A série
de livros foi escrita pelo jornalista Ulisses Campbell.
As três obras contando a vida das criminosas foram
atualizadas. Entre as novidades estão detalhes sobre a recente gravidez de
Suzane von Richthofen, que planejou o assassinato dos pais, em 2002. A nova
edição também apresenta uma entrevista com Daniel Cravinhos, um dos cúmplices
de Suzane no crime.
No livro sobre Matsunaga, o autor mostra que, após
cumprir sua pena, a assassina do marido, Marcos Matsunaga, chegou a falsificar
atestado de antecedentes criminais e hoje dirige transporte de aplicativo.
Campbell atualizou a parte de Flordelis com uma entrevista com a pastora, presa
em 2021 pela morte do marido.
Vale lembrar que a publicação original do livro sobre
Suzane von Richthofen aconteceu em janeiro de 2020. O sucesso da obra fez com
que o jornalista lançasse mais dois títulos, Elize Matsunaga: A mulher que esquartejou o marido, em 2021 e Flordelis, a pastora do diabo, em 2022.
Em 2023, a trilogia ganhou uma nova edição, com um box
especial e novas informações sobre os três casos. Coleção Mulheres Assassinas: Suzane, Flordelis e Elize Matsunaga
figura como a obra mais vendida em Crimes Reais Biografia e Memórias da Amazon.
Campbell que se tornou um dos autores que mais se
destaca no cenário do true crime brasileiro explica que que
todas as três mulheres tiveram mudanças muito grandes em suas vidas nestes
últimos anos e por isso propôs uma atualização de seus livros o que acabou
sendo aceita pela editora. A importância que a Matrix deu a esse relançamento
fica evidente na proposta de transformar a trilogia num box ultra luxuoso.
Olha o meu radar me alertando que a minha lista de
leituras já está perto do limite (rs).