domingo, 27 de outubro de 2013

O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (Livro III)



Sabe qual a vantagem de escrever uma trilogia? É que no último volume, o escritor não precisa se preocupar com as descrições de personagens e lugares. Se preocupar porque?? Eles já estão compostos, formados! Portanto, no livro final o autor pode deslanchar, bagunçar, pintar o sete, enfim, fazer o que bem entender com o enredo. Ele deve dizer: - “Que se dane o mundo! Demorei a vida toda compondo essa cambada de personagens, agora eu quero é zuar! Dar asas a minha imaginação!”. J.R.R Tolkien deve ter dito isso – em outras palavras, é claro - quando chegou a hora de fechar a sua trilogia. Não só deve ter dito, como chegou á fazer.
Em “O Retorno do Rei”, Tolkien cria um clima de expectativa em torno da batalha final pelo trono de Gondor; expectativa que vai crescendo a cada página até atingir o clímax da grandiosa batalha sem se preocupar com os dramas existenciais da “cambada da Terra Média”.
Não há mais tempo a perder. O Anel precisa ser destruído, imediatamente. Após a batalha pelo Abismo de Helm, no qual o exército de Saruman fora derrotado, Gandalf, Aragorn e o rei Théoden seguem para Minas Tirith, cidade que Sauron planeja atacar, mas desta vez, com toda sua força. Agora é a luta pelo o Um Anel. O Anel do poder. E Sauron deseja tê-lo ardentemente.
Apesar da coragem e bravura de seus homens, o exército do rei Théodon é ínfimo se comparado as forças de Sauron e a derrota é quase certa. Por isso, o mago Gandalf e o próprio Aragorn iniciam uma “campanha”, pedindo ajuda a outros povos para se unirem e lutarem contras as forças de Sauron. O convite para participar da batalha pelo lado “do bem” é aceito por homens, anões e elfos que enfrentarão juntos os exércitos poderosos de Mordor.
Enquanto isso, Frodo e Sam continuam a sua jornada até o Monte da Perdição com o objetivo de destruir o anel – conhecido por ‘Um Anel’ – que se cair nas mãos de Sauron lhe dará o poder de escravizar toda a Terra Média. Mas apesar do apoio de Sam, seu inseparável amigo e escudeiro, Frodo começa a fraquejar e com isso, o anel pode deixar de ser destruído.
Cara, pára vai! É muito clímax no enredo! E então quando a batalha explode... Sai de baixo!
Bem, como posso dizer... Mais ou menos assim: estando livre das amarras para compor e estruturar um grupo de personagens e o mundo estranho onde vivem, Tolkien direcionou a sua atenção para o suspense e a aventura da trama.
Sei que muitos leitores continuaram achando “O Retorno do Rei” descritivo demais e cansativo, mas comigo foi diferente. Não sei se por ter mergulhado de cabeça na história da Terra Média e de seus personagens, não me incomodei nem um pouco com as ‘famosas descrições de Tolkien’. Pra ser sincero, nem percebi que existiam, mas quando percebia algumas, até gostava delas! Já li muitos livros nos quais os autores enterraram a sua história com descrições enfadonhas, mas também já vi várias obras literárias e descritivas que me encantaram. E é evidente que Tolkien se encaixa nessa segunda categoria.
Em “O Retorno do Rei”, cada capítulo nos traz uma surpresa diferente, por isso mesmo, é impossível parar de ler. O livro é dividido em duas partes. Na primeira temos a “Guerra do Anel” descrita pelo ponto de vista de Aragorn, Legolas, Gimli e dos hobbits Pippin e Merrin. Já na segunda parte, o autor narra a saga de Frodo e Sam, a caminho da Montanha da Perdição, em Mordor, com o firme propósito de destruir o anel do poder.
Para aqueles que criticam os “devaneios descritivos” de Tolkien, aconselho que embarquem nessas descrições, mas com um pequeno detalhe: ‘sem pressa de ficar pulando páginas para o momento da ação’. Cara! Estas descrições tem muitas informações interessantes e que prendem a atenção do leitor. Aliás, a trilogia “ O Senhor dos Anéis” é uma saga para se ler sem afobamento e preocupações particulares. É uma obra para curtirr num momento ‘Up’ de sua vida e em um lugar tranqüilo. Ah! E com tempo de sua parte,também.
Talvez, aqueles que acharam, em alguns momentos, a escrita de Tolkien chata, cansativa e descritiva em excesso, leram a obra no momento errado ou então com a cabeça em outro lugar: nos problemas “da vida e da lida”. Dessa forma, meu amigo, você não conseguirá, de fato, ingressar no mundo mágico da Terra Média.
E voltando as tão polêmicas descrições de Tolkien, gostaria de dizer escrever que na minha humilde opinião, a trilogia “O Senhor dos Anéis” é descritiva sim – não há como negar isso – mas jamais c-a-n-s-a-t-i-v-a.
Inté galera!!

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