segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (Livro I)



Li a trilogia “O Senhor os Anéis”  muito antes de “inaugurar” esse blog. Juro que nem passava pela minha cabeça que um dia teria o ‘Livros e Opinião’. E lá vai o tonto aqui. Tonto? Por que? Simples: comecei a ler “A Sociedade do Anel”, como posso explicar... é... digamos que temeroso. Isso mesmo, temendo encontrar pela frente o que mais detesto numa obra literária: descrições em excesso. Coisa do tipo, explicar nos mínimos detalhes como surgiu tal povoado ou então dar a árvore genealógica completa das famílias dos personagens principais. Man! Pode acreditar: eu fujo disso como o diabo foge da cruz!
Então, num belo dia, há anos atrás, quando manifestei o desejo de embarcar no mundo da Terra Média criado pelo mestre J.R.R. Tolkien, eis que um ex-professor joga um balde de água fria em minha cabeça tascando: “- Filho, se você pretende ler a trilogia tolkiana – era dessa forma que ele chamava os três livros da série “O Senhor dos Anéis – deve estar preparado para enfrentar uma leitura cansativa e muito descritiva; mas no entanto, prazerosa”.
Caraca! Pensei comigo: “O teacher pirou! Como uma leitura descritiva ao extremo e ainda por cima cansativa poderia ser prazerosa?!” Resultado: Quase desisti de ler essa obra prima e quando resolvi ler, a minha expectativa com relação a história estava lá no chão. Mesmo assim, criei coragem e comecei a ler. “Professor FDP!!!” Não fico com remorso ao xingar o teacher, mesmo porque sempre fui um aluno educado e atencioso; portanto, creio que estou com crédito. O cara quase me fez boicotar a leitura dessa jóia rara!
Falando escrevendo, inicialmente, sobre “A Sociedade do Anel” (primeiro livro da trilogia), a escrita e o enredo desenvolvidos por Tolkien são fantásticos. Li o livro em apenas quatro dias. Não conseguia parar! Lembro que passei duas madrugadas devorando as aventuras de Frodo, Sam, Gandalf e Cia. Não entendo como o meu ex-professor não se deixou envolver pela história. 
Quanto a ser um livro muito descritivo não como negar; mas afirmar que a história é cansativa?! Man! Man and Man!! Não dá para soltar uma blasfêmia dessas. Os três livros da trilogia (“A Sociedade do Anel”, “As DuasTorres” e “O Retorno do Rei”) tem o dom de prender a atenção dos leitores como uma teia de aranha. Agora, voltando a essa celeuma de ser muito descritivo; cara, não há outro jeito!! Vejam bem, Tolkien criou um novo mundo, habitado por novas criaturas que vivem num tempo diferente daquele que conhecemos. Mêu! O cara tinha de explicar tudo isso, antes de entrar nos conflitos e sentimentos vividos por cada um de seus personagens!! Aqueles que quiserem ler ‘porradas’, ‘chutes’, socos’, cabeçadas’, rasteiras’, ‘facadas’ e tiros pra todos os lados procurem uma novelização dos filmes “Resident Evil” ou sei lá... aquelas edições de bolsos de faroeste ou qualquer outro pulp-fiction do gênero.
É mais do que óbvio que Tolkien teria de descrever com minúcias de detalhes o que vinha a ser um Hobbit, qual o seu comportamento e etc e tal. Também teria de fazer a mesma coisa com a Terra Média, ou seja, como surgiu, as suas características e por aí afora.
Resumindo tudo isso: “Não tinha outra maneira de Tolkien escrever a sua trilogia. Capiche!! Por tudo isso é que o autor britânico foi considerado um gênio que continua sendo respeitado até nos tempos atuais. Ele, simplesmente, conseguiu escrever uma história fora do nosso contexto, com novas formas de vida e que vivem num mundo estranho. Quer mais? Vamos lá! Por todas essas inovações literárias, ele foi o escritor mais descritivo do mundo, sem se tornar cansativo. E olha galera, já vi muitos autores contemporâneos escreverem histórias ‘simplizinhas’ e com uma encheção de lingüiça descomunal, tentando ser descritivos sem saber ser descritivos.
Em “A Sociedade do Anel”, a história se inicia com o centésimo décimo primeiro aniversário de Bilbo Bolseiro, tio de Frodo, que misteriosamente desaparece diante da presença de todos seus convidados. Frodo, estranhando a reação de seu avô, vai até a toca dele a fim de encontrá-lo; porém, ao entrar, acaba encontrando um anel, o que para ele, como um simples hobbit, seria apenas um anel qualquer. Gandalf, o Mago, que viera até ao Condado dos Hobbits para celebrar o aniversário de seu antigo amigo, revela a Frodo o segredo que há por trás deste anel.
Gandalf pede para que Frodo abandonasse O Condado e fugisse com o anel o mais rápido possível, pois sabia que criaturas do mal já estariam procurando, ferozmente, por tal objeto precioso. O pequeno hobbit parte sem pestanejar, confiando nas palavras do Mago Gandalf, deixando para trás sua terra, O Condado, sem saber se um dia voltaria a vê-lo novamente.
Frodo, então, é encarregado de destruir o Um Anel, um objeto que tem um poder maligno, capaz de aprisionar todo aquele que tentar tomá-lo para si. Para isso, Frodo conta com um número de companheiros que o ajudarão a cumprir esta grandiosa missão. São eles: O Mago Gandalf, Aragorn, o elfo Légolas, o anão Gimli, Boromir, e os hobbits Merry, Pippin e o sábio Sam.
Juntos eles partem em direção à Mordor, com a missão de dar uma nova esperança àqueles que desejam viver em paz. Uma longa jornada os espera, repleta de inúmeras batalhas e monstros, além de terem a companhia de uma misteriosa criatura, que silenciosamente os seguem.
Bem resumidamente, esta é a essência do primeiro livro da trilogia “O Senhor dos Anéis”.
E aqui vai um conselho: esqueça os devaneios do meu ex-professor e leia toda a trilogia. Com certeza, você irá se deliciar, se lambuzar com a história, mesmo sendo tão descritiva (rss).
Inté!

4 comentários:

  1. Cara, comprei os cinco livros da série em 2010 numa dessas promoções que o Submarino faz na época do Natal (10 paus cada um). Concordo quando você diz que, para passar toda a grandeza e complexidade da Terra-Média, seus povos, suas origens e tudo o mais, só sendo extremamente descritivo mesmo. Nesse quesito, Tolkien é insuperável. Outro ponto que conta a favor do sujeito é que sua obra foi/é referência para várias outras no gênero Espada & Magia que surgiriam nas décadas seguintes - inclua nessa lista As Crônicas de Nárnia, Stardust, Harry Potter e todo o resto.
    Quanto ao enredo, também gosto pra caramba, embora ache os Hobbits afeminados demais para o meu gosto.

    No entanto, acho que Tolkien exagera MUITO no detalhismo, quando começa a, por exemplo, levar três páginas para descrever uma árvore ou uma rocha. Isso torna a leitura cansativa, parece perda de tempo. A explicação pode se dar no fato de que o autor levou muitos anos para concluir toda a obra. Quantas revisões será que ele fez nesse período?

    Outra coisa que me incomodou bastante foi aquela cantoria infernal no meio da história. Diversas vezes, do nada, algum personagem qualquer - um hobbit, na maioria das vezes - começava alguma canção sobre a natureza, sobre os Elfos ou sobre o que quer que seja. Felizmente, pelo menos isso Peter Jackson limou nos três filmes da série, se limitando a uma uma ou duas músicas.

    Em resumo, adoro a obra, assim como sei da importância dela para o gênero, mas admito, não consegui passar da metade do segundo livro.

    Abraços.

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    1. De fato, Augusto, que a obra é detalhista e descritiva não há como negar; mas apesar disso devorei a trilogia numa tacada só. Agora cara, só vc mesmo com a sua tradicional perspicácia para enxergar uma suposta 'coluna do meio' num Hobbit (rsss). Vc tem razão. Digamos que eles tem um jeitinho de afeminados.
      Grande abraço my friend!

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  2. Se é que estou capacitado para fazer uma breve correção sobre um texto (quase) perfeito,Bilbo Bolseiro não é o avô de Frodo,mas sim seu tio.Adorei o texto,resume perfeitamente a obra!

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    1. Está mais do que capacitado e obrigado pela correção. De fato, Bilbo é tio de Frodo e não avô. Já reportei o erro.
      Abraços

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