quarta-feira, 16 de março de 2011

Presa

Para você ter uma idéia de como esse livro é eletrizante, basta dizer que antes de escrever esse artigo, eu estava “morrendo” de sono e ainda com uma leve indisposição estomacal (quem manda se alimentar tarde da noite –rsss); mesmo assim, quando comecei a resenhar sobre a obra de Crichton, me esqueci completamente do sono e do meu estômago!
Presa é muito bom! Bom não; é excelente! Na primeira parte do livro, você acompanha a deterioração do relacionamento do casal de protagonistas. A personagem Julia muda o seu comportamento, da água para o vinho, com os filhos e também com o marido, um gênio da informática. Essa mudança faz com que ele, primeiramente, desconfie que está sendo traído, ou seja, algum “Ricardão” teria invadido  a sua vida conjugal, mas a situação é bem mais grave do que isso. Crichton amarra muito bem os diálogos do casal e cria um clima angustiante, onde os conflitos de Julia e Jack são freqüentes.
Mas é na segunda parte do livro que o “bicho” pega, e pega literalmente. Quando Jack é convidado pelo seu ex-patrão para dar assessoria na empresa onde sua mulher ocupa um cargo de destaque, ele descobre que a companhia está trabalhando num ultra-secreto projeto de nanotecnologia criando micro-robôs invisíveis à olho nu, com objetivos militares e comerciais. Quando essa nuvem de nanopartículas sai do controle de seus criadores, ela deixa um rastro de morte, além de sitiar o laboratório da empresa que está localizado no meio do deserto. É a partir daí que começa a luta de um grupo de cientistas orientados por Jack para tentar conter os micro-robôs assassinos, que passam a reproduzir e pensar por conta própria.
Você deve estar perguntando o que essas nanoparticulas tem haver com a mudança no comportamento de Júlia. Cara! Simplesmente, tem tudo a ver! Só mesmo lendo o livro. Não quero estragar a sua leitura com spoillers.
Detalhes, atravessei três noites em 2011 relendo “Presa”, isto porque eu já tinha lido o livro na época de seu lançamento, em 2008 (*****).  
Valeu à pena!

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