domingo, 4 de dezembro de 2016

10 livros de terror e suspense que viraram séries/minisséries famosas na TV

Nem sempre aquele livro de terror ou suspense que você lê vai parar nos cinema. Às vezes, nos últimos dez anos com mais freqüência, eles acabam migrando para a TV. Pois é galera, podem acreditar... a televisão se tornou uma concorrente de peso para o antes invencível cinema. Atualmente, vemos obras literárias do gênero sendo fatiadas em capítulos e adaptadas para a chamada tela pequena.
No post de hoje vamos conferir 10 livros de terror e suspense que deram origem a séries e minisséries. Algumas delas estão ‘bombando’ na TV; outras, deixaram saudades.
01 – O Exorcista (William Peter Blatty)
Série de TV: O Exorcista
O livro de William Peter Blatty dispensa comentários. Um grande sucesso que deu origem a um filmaço dirigido por William Friedkin. Por isso, fiquei com muito receio quando o canal Fox confirmou que estaria exibindo uma série baseada no livro. Na minha opinião, O Exorcista já tinha atingindo o limite da fama não precisando provar mais nada. Tanto a obra literária quanto o filme de 1971 e 1974, respectivamente, foram sucessos absolutos de crítica e publico; então, porque perder tempo com uma série. Se a história fracassasse nas telinhas, com certeza, espirraria lama nos brilhantes trabalhos de Blatty e Friedkin.
Entonce na madrugada de 24 de setembro foi ao ar o primeiro capitulo da série pelo canal FX e lá estava eu, na frente da TV, meio descrente. Ao final da exibição, vi que a minha descrença era infundada, já que a série havia estreado com o pé direito. Muito boa, e continua boa.  Boa não, ótima.
A protagonista da série é a excelente atriz Geena Davis que interpreta a mãe de uma jovem possuída pelas forças do mal.
No roteiro baseado no livro de Blatty e escrito por Jeremy Slater,
Tomás Ortega (Alfonso Herrera) é um padre progressista, ambicioso e compreensivo, que coordena uma pequena paróquia localizada no subúrbio de Chicago. Já o padre Marcus Keane (Ben Daniels) trabalha num dos bairros mais pobres da Cidade do México, sendo completamente obcecado por sua missão religiosa.
Ambos se encontram quando precisam lidar com o caso de possessão demoníaca que aflige a família Rance, que integra a paróquia do padre Tomás. Desesperada com a situação de sua filha Katherine (Brianne Howey), Angela (Geena Davis) procura a ajuda dos padres. Por mais que eles tenham grandes diferenças de comportamento, precisam unir forças para enfrentar o maior desafio de suas vidas.
02 – Psicose (Robert Bloch)
Série de TV: Bates Motel 

A série estreou em 18 de março de 2013 na A&E. Depois das criticas favoráveis e grande audiência, a rede de televisão A&E decidiu renovar “Bates Motel” para uma segunda temporada com mais 10 episódios. E quer saber mais? A segunda temporada também arrebentou a boca do balão, levando a A&E a confirmar uma terceira. Hoje, Bates Motel já está indo para a quinta temporada; prova de que a criação de uma série TV sobre o psicótico Norman teria todas as condições de repetir o êxito do livro de Robert Bloch e também do filme de Alfred Hitchcock (1960).
Criada por Carlton Cuse (Lost), Kerry Ehrin (Parenthood) e Anthony Cipriano, a história é situada no tempo presente, ao contrário do filme de Hitchcock, que se passa na década de 1960. A história inicia quando Norma (Vera Farmiga) e seu filho Norman (Freddie Highmore) se mudam para uma pequena cidade dos EUA onde assumem o comando de um hotel de beira de estrada. Mas o que parecia ser uma pacata comunidade se revela um lugar onde os moradores escondem diversos segredos.
03 – A Hora do Arrepio (R.L. Stine)
Série de TV: A Hora do Arrepio
Robert Lawrence Stine ou simplesmente R.L. Stine. Esse é o nome da fera que já vendeu mais de 300 milhões de livros em todo o mundo com suas tão apavorantes, mas ao mesmo tempo, divertidas histórias de terror. Ele é o criador da série de livros “A Hora do Arrepio” com 15 títulos já publicados, mas apenas 11 lançados no Brasil.
Após o estouro de vendagens dos primeiros livros da série “A Hora do Arrepio (Goosebumps)”, Stine - que ficou conhecido como o ‘Stephen King da literatura infantil’ - recebeu uma proposta irrecusável para que vendesse os direitos de sua obra àuma rede de televisão do Canadá. Pronto, nascia assim, na década de 90, a famosa série de terror-juvenil “A Hora do Arrepio”.
Man, se você era criança lá pelo fim dos anos 1990 e gostava de histórias de terror, com certeza já deve ter ouvido falar dessa série. Naquela época, o extinto canal Fox Kids exibia “A Hora do Arrepio” (Goosebumps) que fazia os mais jovens tremerem antes de dormir. Em 2015, os monstros horripilantes criados por Stine foram parar no cinema com o filme Goosebumps: Monstros e Arrepios, que a exemplo da coleção de livros e da série de TV foi um grande sucesso.
Esta série de terror foi exibida no Brasil em 1998 pelo SBT.
04 - Dragão Vermelho (Thomas Harris)
Série de TV: Hannibal
Em “Dragão Vermelho”, Thomas Harris conta a história de Will Graham, agente do FBI, que por pouco não foi morto pelo psiquiatra canibal Hannibal Lecter quando tentava capturá-lo. Com Lecter  já preso, Graham é obrigado a usar o psicopata como consultor para obter maiores informações sobre Francis Dolarhyde, um perigoso serial killer que tem deixado a cidade em pânico. Mas o que Graham não sabe é que ao mesmo tempo em que Lecter o auxilia em sua investigação também repassa ao próprio Dolarhyde informações sobre a família do agente do FBI.
Dragão Vermelho”, lançado em 1981, foi o livro que apresentou ao mundo literário policial, o antológico personagem Dr. Lecter que sete anos depois seria imortalizado no romance “O Silencio dos Inocentes”.
Após o sucesso dos quatro livros sobre serial killer idealizado por Harris, o produtor Bryan Fuller decidiu criar uma série de TV para a NBC.
‘Hannibal’  baseia-se nas personagens e nos elementos aparentes no romance “Dragão Vermelho” e foca na relação de amizade entre o investigador especial do FBI Will Graham e Dr. Hannibal Lecter, um psiquiatra forense destinado a se tornar o inimigo mais astuto de Graham. A série recebeu uma ordem de 13 episódios para sua primeira temporada e, ao contrário de muitos programas da rede americana, cada temporada teve 13 episódios. A série que estreou na NBC  em 4 de abril de 2013 terminou em 22 de junho de 2015.
05 – O Bebê de Rosemary (Ira Levin)
Série de TV: O Bebê de Rosemary
O livro escrito por Ira Levin foi muito elogiado na época de seu lançamento, em 1967,  e por isso, não haveria outro caminho a seguir, senão a compra de seus direitos para uma adaptação cinematográfica. Surgia assim, o filme homônimo dirigido por Roman Polansky que apesar de não ter sido uma unanimidade entre os cinéfilos, com o passar dos anos, acabou ganhando o status de ‘cult’.
O enredo da obra literária que serviu de base tanto para o filme quanto para a minissérie de apenas dois capítulos de uma hora, cada, é sobre um casal que se muda para um prédio com pessoas estranhas. Acontecimentos ainda mais estranhos levam a jovem, que está grávida, a duvidar de sua própria sanidade. Porém, o parto e a descoberta de uma seita diabólica irão finalmente mostrar a verdade. Estaria ela grávida do demônio?
Na minissérie exibida pela NBC em 2014, saiu Mia Farrow e entrou Zoe Zaldana (Avatar, Guardiões da Galáxia e Star Trek) como Rosemary. Saldana teve uma interpretação digna de aplausos, tão boa quanto de Farrow. O remake televisivo de “O Bebê de Rosemary”, apesar de ter passado despercebido pela maioria das pessoas foi muito elogiado pela critica especializada.
06 – Noturno (Guillermo Del Toro e Chuck Hogan)
Série de TV: The Strain
O seriado estreou no canal FX em 2014 e atingiu uma audiência fenomenal, já estando em sua terceira temporada. The Strain é baseado na “Trilogia da Escuridão” (“Noturno”, “A Queda” e “Noite Eterna”) escrita por Guillermo Del Toro e Chuck Hogan.  A série de livros e a minissérie de TV contam a saga de Dr. Ephraim Goodweather, um cientista do Centro de Controle de Doenças dos EUA que tenta investigar o mistério por trás de um vírus vampírico, fatal, que chega à cidade de Nova York, vindo em um vôo de Berlim. Esse estranho vírus transforma as suas vítimas em vampiros, loucos por sangue. A situação se complica quando o terrível mal começa se espalhar no mundo todo.
A saga “Trilogia da escuridão” ganhou destaque por abordar o tema de vampiros de forma diferente: biológica e cientificamente. Os procedimentos cirúrgicos são minuciosamente detalhados, assim como a lenta transformação das vítimas. Ao contrário daqueles vampiros sedutores de fraques e cartola, a abordagem científica do livro, trata o vampirismo como um vírus, uma pandemia que precisa ser contida, mas que vai se expandindo rapidamente, impossível de ser impedida.  A trilogia de Del Toro e Hogan recebeu muitos elogios da crítica especializada.
07 – Pesadelos e Paisagens Noturnas (Stephen King)
Série de TV: Pesadelos e Paisagens Noturnas
Em 2006, alguns executivos do canal TNT decidiram criar uma série de terror baseada em contos do livro “Pesadelos e Paisagens Noturnas” de Stephen King. A série de oito episódios foi filmada inteiramente em Melbourne, Austrália entre 12 de julho e 2 de agosto daquele ano.
No Brasil, “Pesadelos e Paisagens Noturnas” foi exibida pelo Warnner Channel a partir de 17 de julho de 2007.  Três anos depois, voltou a ser exibida  pelo SBT na madrugada de quarta para quinta, às 02:30h no Tele-Seriados, substituindo “O Exterminador do Futuro – Crônicas de Sarah Connor”.
“Pesadelos e Paisagens Noturnas” representa o período mais profícuo de King no que se refere a produção de contos. O mestre estava  com muitas idéias na cabeça, por isso mesmo, optou pelo lançamento de dois volumes (Pesadelos e Paisagens Noturnas 1 e 2). Os livros foram lançados pela primeira vez em 1993.
Os dois volumes contem uma coleção de histórias inquietantes com a marca inigualável do mestre do terror. Logo nas primeiras páginas, o leitor é levado para um mundo onde reinam o grotesco e o extraordinário, um lugar de pesadelos sombrios. Todo esse clima dark foi transferido com sucesso para as telas de TV.
08 – A Profecia (David Seltzer)
Série de TV: Damien
Algumas pessoas ainda insistem em afirmar que o filme “A Profecia” (1976) foi uma adaptação do livro de David Seltzer. Galera, nada a ver. O lance real é o seguinte: Seltzer foi o roteirista do filme. Isso mesmo, ele escreveu o roteiro original daquele casal que sofreu com o garotinho ‘mardito’, filho do tinhoso. Após escrever o roteiro, Seltzer – atendendo um pedido dos produtores do filme – acabou fazendo adaptando-o para as páginas de um livro. Pronto, nascia assim, a obra literária “A Profecia”. Capiche?
A novelização, ou seja, o livro de  Seltzer, tem muitas diferenças com relação ao roteiro original preparado para a TV o que torna as duas obras bem distintas
A má notícia para aqueles que estavam assistindo e gostando da série é que após uma temporada nos Estados Unidos, “Damien”foi cancelada e não voltará para uma segunda em razão da baixíssima audiência. A notícia veio por meio do produtor Glen Mazzara, que revelou o cancelamento através de seu perfil no Twitter, onde se desculpou por decepcionar osfãs.
09 – 666 Park Avenue (Gabrielle Pierce)
Série de TV: 666 Park Avenue
A série de TV baseada no livro de Gabrielle Bierce teve vida curta: terminou logo na primeira temporada. Com certeza, não agradou, mas... olha cara, eu gostei. Curti os únicos os 13 episódios numa boa, sem reclamar.
666 Park Avenue foi produzida pela rede americana ABC, em 2012 e já no seu oitavo episódio a emissora confirmou que a série seria cancelada.
666 Park Avenue  conta a história de Gavin Doran, interpretado por Terry O'Quinn que é o dono de um edifício chamado The Drake onde moram várias pessoas.
O sujeito é um cara muito misterioso e ambicioso (na realidade ele é o diabo ou o seu mensageiro, sei lá e nem quero saber) que resolve ajudar as pessoas do prédio, mas não sem antes cobrar um preço bem alto por essa ajuda. E você já sabe né, qual é a moeda de troca do ‘coisa ruim’. Evidente meu caro Watson que é a alma do infeliz.
Não é só Gavin que é misterioso, todos os moradores do prédio parecem que tem algo a esconder, mas nada naquela construção é tão estranho quanto o próprio prédio, ele
parece ter vida.
Os produtores da minissérie resolveram mudar várias coisas do livro. A trama escrita por Bierce, por exemplo, se dá em volta da vida de Jane Boyle uma mulher que se vê apaixonada pelo ricaço Malcolm Doran. A recíproca se mostra verdadeira e Malcom logo propõe a Jane tentarem mudar de vida, nada mais clichê do que uma mudança de vida na cidade de New York. Lá, Jane conhecerá o temido clã Doran - influente e poderoso - e que guarda terríveis segredos mágicos. Logo, tudo que Jane achava que sabia sobre o mundo e ela mesma vem abaixo. Agora, ela deverá lutar contra habilidades mágicas recém descobertas que iram se interpor no caminho do casal.
Como você puderam perceber, a adaptação para a televisão teve muitas mudanças, não sendo nada fiel ao livro. Quem sabe por isso, deixou de fazer o sucesso esperado.
10 – Sob a Redoma (Stephen King)
Série de TV: Sob a Redoma
A série baseada no livro homônimo de sucesso escrito por Stephen King foi considerada um fenômeno de audiência em sua primeira temporada (2013). Os produtores da CBS sorriram de uma orelha a outra. Cara, foi um banho de audiência. Entonce... a ‘coisa pegou’ e a famosa audiência que havia atingido as nuvens começou a cair.
O susto veio a galope já na segunda temporada com uma queda considerável e que transformou o sorriso dos tais produtores em carranca. Teve início a terceira temporada e o ‘rombo’ foi aumentando, juntamente com a carranca do staff da CBS. Bem, com a queda brusca de audiência não teve outra solução, senão a de anunciar o cancelamento as série.
Quanto ao livro, estouro total. Arrebentou em vendas em 2009, tornando-se sucesso absoluto entre os americanos. Repetiu o êxito no Brasil quando de seu lançamento pela Suma de Letras. Confira resenha da obra qui.
Agora, não me pergunte o motivo do fracasso das duas últimas temporadas da série. Quer a minha opinião? Ok, eu dou. Creio que “Sob a Redoma” tinha fôlego para apenas uma temporada, como estava previsto no início, aliás. Acontece que os olhos da CBS cresceram e, então, quiserem esticar o enredo, enchendo-o de lingüiça. E deu no que deu.
Taí galera, deixem as suas opiniões.
Inté!



domingo, 27 de novembro de 2016

Editora Estronho lança livros sobre séries antológicas de TV dos anos 60 e 70. Perdidos no Espaço é o primeiro.

“Perdidos no Espaço” e “Além da Imaginação” foram duas séries que, definitivamente, marcaram a minha infância. Acho que tinha os meus 10 ou 11 anos quando Dr. Smith, Will, Major Don West, o robô - que vivia falando: Perigo!, Perigo! – enfim toda a família Robinson entrou em minha vida. Muitas vezes deixa de jogar bola com os meus amigos para ficar grudado na TV assistindo o seriado que no início da década de 70 era exibido, diariamente, pela TV Globo no período da tarde.
Se eu deixava de jogar o meu futebolzinho com os amigos para participar das aventuras na nave ‘Jupiter 2’ com Dr. Smith e Cia, também troca o cinema pela TV em preto e branco para ver, roendo as unhas, à série “Além da Imaginação”.
Pois é galera, e assim foi a minha infância e pré-adolescência: dividido entre a leitura de livros e os seriados de TV. Se me arrependo? Nem um pouco. Vivi um dos melhores períodos de minha vida. Quando ‘pegava’ um livro em minhas mãos me sentia o próprio Bastian de “História Sem Fim”, mergulhando fundo no enredo e dando um adeus temporário ao mundo real.
Quanto as séries? Uhauuuu!! Sou grato por pertencer a uma geração que nasceu assistindo Kung Fu, O Túnel do Tempo, Terra de Gigantes, Viagem ao Fundo do Mar, Os Invasores e é claro “Além da Imaginação e Perdidos no Espaço. Mêo, reclamar do que?!
Por ter vivido esse período mágico em minha vida, fiquei descontroladamente feliz quando soube que a editora Estronho organizou uma coleção de livros sobre várias séries de TV antigas. Cada volume da coleção é assinada por colecionadores e fãs que, ao longo de anos, reuniram informações sobre a história oficial, os bastidores, guia de episódios e os segredos das produções que marcaram época e ainda são cultuadas por gerações que acompanharam sua exibição na TV.
Estes livros pretendem resgatar a memória desses seriados antológicos que revolucionaram toda uma geração, incluindo a minha. Confesso que há muitos anos, na época que assistia esses seriados, tinha uma vontade enorme de saber tudo o que rolava nos bastidores. Quem era o sujeito que se ‘escondia’ dentro do robô; além de ator, o que o Dr. Smith fazia na vida real; será que ele era tão mala quanto no seriado?
Hoje, passadas décadas, essas curiosidades aumentaram ainda mais, tornando-se menos inocentes. Hoje quero saber qual o segredo de cenas tão caprichadas numa época em que os efeitos digitais ainda eram uma utopia; como surgiu o convite para o time de atores interpretarem os seus personagens; os segredos que rolavam atrás das câmeras; será que todos se davam bem ou tinham algumas desavenças? Man, são tantas coisas!
E agora, graças a iniciativa da Estronho poderei esclarecer todas essas dúvidas. Uhauuuuu, novamente.
A coleção abre com Perdidos no Espaço, série da década de 1960 criada por Irwin Allen que ganhará um remake pelo serviço de streaming Netflix. O livro é assinado por Saulo Adami e Carlos Gomes.
Os próximos volumes já programados serão dedicados às séries Shazan-Xerife & Cia., produção brasileira da Rede Globo; Kung Fu, ambos assinados por Adami; A Feiticeira, A Noviça Rebelde, Além da Imaginação, Batman, Doctor Who, Família Ultra, Galeria do Terror, Jornada nas Estrelas, O Elo Perdido, O Homem Invisível, O Prisioneiro, O Túnel do Tempo, O Vigilante Rodoviário, O Paladino da Justiça, Terra de Gigantes, U.F.O e Viagem ao Fundo do Mar, entre outras produções que ainda não foram divulgadas.
O primeiro volume, com 212 páginas, está sendo oferecido ao preço de R$44,90. A obra pode ser encontrada nas principais livrarias virtuais e também no site da editora (http://www.estronho.com.br/editora/perdidos-no-espaco/).
O cérebro por detrás da Estronho se chama Marcelo Amado. Ele é o dono da empresa, editor principal, líder; sei lá, entendam como quiser. Amado fundou a editora em 2010 e começou a publicar, inicialmente, literatura fantástica. Hoje, também trabalha com quadrinhos e principalmente com livros sobre cinema.

Valeu!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Elite da Tropa

Começo esse post afirmando o seguinte: “Ninguém melhor para escrever sobre os caveiras do que alguém que já foi um caveira”. Rodrigo Pimentel e André Batista, dois dos três autores de Tropa da Elite – Luiz Eduardo Soares , é o outro – são esses caras. Resultado: um livro que escancara os ‘causos’ do temido Batalhão de Operações Policiais Especiais do Rio para os leitores interessados. E confesso que os tais ‘causos’, de fato, conseguem prender a atenção.
Os três autores foram muito felizes ao adotar um estilo narrativo de dentro para fora, ou seja, sob o olhar da polícia. Dessa forma, o leitor tem a oportunidade de acompanhar a rotina de um integrante do Bope – ouvindo sua própria voz, seguindo os seus passos, seu drama diário. Este tipo de narrativa transforma o leitor numa espécie psicólogo que ouve o narrador do livro como se ele fosse num paciente - deitado num divã - se abrindo, contando os seus dramas, as ameaças que enfrenta todos os dias no cumprimento de seu dever, os flagras envolvendo colegas corruptos, a descarga de adrenalina toda vez que é obrigado a subir o morro para enfrentar traficantes, etc e mais etc.
Pimentel e Batista descarregam um vasto material nas páginas de Tropa da Elite, também não poderia ser diferente, já que os dois viveram o período mais ativo do Bope, na década de 90. Eles participaram de importantes operações: algumas, verdadeiros sucessos; outras, grande fracassos.
Para quem não sabe, Batista que é major da Polícia Militar do Estado do Rio, atuou como negociador do Bope no fatídico caso que ficou conhecido como “Ônibus 174”. No ano 2000, Sandro Barbosa do Nascimento – sobrevivente da chacina da Candelária, em que 8 crianças de rua foram mortas em 1993 – sequestrou o ônibus 174 e fez 10 reféns. O Bope foi chamado. Após quase 5 horas de negociação, o desfecho: Sandro desce do ônibus usando Geísa Firmo Gonçalves como escudo. Um soldado do Bope atira contra o sequestrador, mas acerta de raspão o queixo da refém. O criminoso dispara 3 tiros contra as costas de Geísa e a mata. Preso com vida, Sandro é levado em uma viatura e morto por asfixia. Levados a julgamento, os policiais militares acusados da morte de Sandro foram absolvidos em 2002.
Quanto a Pimentel que, atualmente, trabalha como consultor de segurança, comandou inúmeras operações policiais do Bope, conhecendo detalhes de todas essas incursões.
Por isso, acredito que não haveria pessoas melhores ou mais capacitadas com condições de escrever um livro com as características de Elite da Tropa.
O livro é dividido em duas partes. Na primeira, chamada “Diários de Guerra”, um capitão do BOPE sem nome, negro e estudante de Direito, conta episódios envolvendo o batalhão. Algumas situações foram vivenciadas por ele diretamente, outras indiretamente. Ele narra ainda casos ocorridos com amigos, traficantes ou policiais corruptos.
Esta primeira parte é a cereja do bolo. As histórias são muito interessantes  e fazem com que o leitor não desgrude os olhos do livro nem um minuto sequer. O capítulo em que o personagem conta uma conspiração envolvendo os caveiras e Leonel Brizola é impagável.
Quanto a segunda parte chamada “Dois anos depois: a cidade beija a lona”, não chega a decepcionar, mas também não tem a mesma fluidez de “Diários de Guerra”. Além do excessivo numero de personagens – aproximadamente 60 - Isso mesmo meu amigo: 60!! – o grande número de alianças e relacionamentos envolvendo personagens principais e secundários deixam o enredo lento e cansativo. Mas como já disse escrevi acima, não chega a decepcionar, além do mais, “Diários de Guerra” já vale o livro inteiro.
Ah! Mais uma coisa. Nem tente comparar livro e filme: ambos são bem distintos. A obra literária foi lançada bem antes da produção cinematográfica dirigida por José Padilha e estrelada por Wagner Moura como o emblemático capitão Nascimento. O filme apanhou apenas poucos casos da primeira parte de Elite da Tropa para servir (bem discretamente) de base para o roteiro. Coisa bem sutil.
Outra curiosidade é que apesar de Rodrigo Pimentel e André Batista negarem de pés juntos, fontes ligadas a produção cinematográfica “Tropa de Elite” garantem que ambos serviram de inspiração para a criação dos personagens Capitão Nascimento e André Mathias.

E Zefini!

domingo, 20 de novembro de 2016

Rambo II – A Missão

Aqueles que acompanham o ‘Livros e Opinião’ há tempos, com certeza, já conhecem a minha aversão pelas novelizações de filmes. Acho que após um roteiro original ter sido levado para as telas é uma grande bobagem querer adaptá-lo para as páginas. Ao contrário de uma obra literária que é transformada num filme. Neste caso...Uhauuuu! Sai de baixo galera, porque a ‘coisa’ muda de figura já que o leitor entra em êxtase ao saber que os  personagens que foram seus amigos, inimigos ou amantes por dias, semanas ou meses – dependendo do ritmo de leitura de cada um – irão ganhar vida, transformando-se em seres humanos na ‘pele’ de algum ator ou atriz.
Quanto ao processo inverso, como já disse acima, confesso que é uma droga. Sei lá, é o mesmo que você ‘ler o filme’ que assistiu! Arghhhh”!
Pois é, mesmo com a minha famosa ojeriza pelas malfadas novelizações resolvi encarar “Rambo II – A Missão”. O mesmo Rambo com Sylvester Stallone que já assisti inúmeras vezes no decorrer de minha vida. Por quê fiz isso? Por dois motivos.
O primeiro: por ter gostado de duas únicas novelizações -  “O Segredo do Abismo” e “Love Story” - em toda a minha vida de leitor. É; milagres acontecem.
O segundo e, também, o mais importante: pela novelização ter sido baseada num roteiro deJames Cameron, mas que foi desprezado por Stallone. Explicando melhor:
Impressionados com o trabalho de Cameron em “O Exterminador do Futuro”, os produtores de “Rambo II: A Missão”, incluindo Stallone, decidiram convidá-lo para escrever o roteiro do filme. Apesar de estar envolvido com outra história, no caso, “Aliens, O Resgate”, Cameron aceitou escrever o roteiro da sequencia de Rambo. Só que, após ter a confirmação de que “O Exterminador do Futuro” iria se transformar uma franquia e que ele teria sido confirmado para escrever a sequencia do primeiro filme, Cameron decidiu abortar Rambo, mesmo já tendo escrito boa parte do enredo.  Foi então que Stallone acabou assumindo o roteiro e modificando toda a história. Entonce... Tchan, Tchan! Eis que David Morrell dá as caras nesse contexto. Ocorre galera, que após o sucesso nos cinemas, os produtores do filme queriam faturar ainda mais, agora com a venda de livros. Decidiram, então, convidar o autor de “Primeiro Sangue” – livro do qual originou o personagem Rambo -  para escrever uma novelização da produção cinematográfica. No início, Morrell, ficou relutante, mas acabou mudando de idéia, principalmente porque iria trabalhar com parte de um roteiro que não chegou a ser aproveitado no filme, já que Stallone mudou tudo o que Cameron havia escrito. Outro motivo é que foi dado a Morrell a liberdade para acrescentar o que quisesse no enredo, incluindo os trecho que Stallone havia reescrito. Resumindo: liberdade total. Pronto, surgia assim, o livro “Rambo II – A Missão”.
Taí galera, esses foram os motivos que me levaram a encarar a tal novelização.  E posso dizer que o livro tem muitas diferenças em relação ao filme.
Por exemplo, a obra traz detalhes sobre como John Rambo se tornou um soldado tão eficiente das Forças Especiais do Exército americano. Neste capitulo ficamos sabendo como foi o seu treinamento com o Coronel Trautman. Descobrimos ainda como Rambo aprendeu a manejar o arco e flecha, sua arma principal tanto no filme quanto no livro. Detalhe: Não foi Trautman quem o ensinou, mas um monge budista, especialista nesse tipo de arma.
Morrell também dá pinceladas da infância e adolescência do emblemático personagem, além de explicar detalhes técnicos sobre o funcionamento do arco utilizado por ele e de suas flechas com pontas explosivas que se tornaram famosas nos cinemas.
Ao aceitar escrever a novelização, o autor optou por criar um Rambo mais violento para ser coerente com o personagem do romance original (“Primeiro Sangue”), um sujeito irritado e psicótico.
O personagem de Co Bao, guia de Rambo em sua missão, também é muito diferente no livro. Morrell decidiu seguir o raciocínio de Cameron que havia idealizado uma mulher vietnamita, formada em economia na Universidade de Saigon e que aprendeu falar inglês muito mal. Co também é bastante vulgar no livro, enquanto que no filme ela não fala uma única profanação. Ela menciona na novelização que teve um filho de um relacionamento anterior; além de um irmão, do qual gosta muito.  O romance entre Rambo e Co muito intenso nas páginas. Em vários trechos da obra, ela se refere ao soldado como “meu homem”. Estes detalhes  foram omitidos completamente na versão cinematográfica.
No momento em que Rambo é capturado pelo sargento Tay, o autor aproveita o ‘gancho’ na trama para revelar o motivo do ódio mortal que  o torturador vietnamita sente do combatente americano. Eu adianto aos leitores que a razão desse ódio é algo que Rambo fez no passado para o sargento.
O livro não segue uma narrativa distinta, sob o ponto de vista de algum personagem (em primeira pessoa) ou de um narrador particular, como é dito do ponto de vista do onisciente de terceira pessoa. Há muitas cenas em particular que são contadas sob o enfoque do vilão. Existem passagens que o sargento Tay, Co, Trautman, Murdock e até mesmo um soldado vietcong, não identificado, participam da narração.
O livro também revela que Rambo não perdeu a sua virgindade até a idade de 21 anos, e que foi recrutado antes que ele pudesse se casar com a mulher. Quando ele voltou da guerra, com o coração partido, descobriu que ela tinha se casado e estava com três filhos.
Há praticamente tantas diferenças entre livro e filme que quase os tornam produtos distintos. Isso ocorre porque Stallone deu toda a liberdade para que Morrell fizesse as alterações que julgasse necessárias no roteiro.
Resultado: uma novelização muito bem feita e que não é uma cópia descarada do filme.
Fui!