domingo, 22 de maio de 2016

Sete ossos e uma maldição


Contos com finais devastadores, mas não todos. Se tivesse que analisar em poucas palavras o livro “Sete Ossos e Uma Maldição” da escritora e jornalista carioca Rosa Amanda Strausz, esta seria a melhor maneira.
Quatro histórias – “Crianças à venda. Tratar aqui”, “Dentes tão brancos”, “O fruto da figueira” e “Morte na estrada” – são verdadeiras obras primas do gênero terror. Eles arranham, machucam, enfim, deixam o leitor incomodado com aquele calafrio que começa na nuca e termina na base da espinha. E para que uma história de terror, seja no formato conto ou livro, possa ganhar o status de ‘obra-prima’, ela deve, antes de tudo, incomodar. Mexer com aquele medo secreto que todos nós temos e que fica muito bem escondido em nosso íntimo. E estes quatro contos de Strausz fizeram isso comigo.
Quanto aos outros seis, não. Até achei o desenvolvimento dos seus enredos convincentes, mas quando chegou a hora da conclusão, de fato, não me convenceu. Achei os finais dos contos: “Devolva minha aliança”, “Os três cachorros do senhor Heitor”, “O chapéu de guizos”, “Sete ossos e uma maldição”, “A procissão” e “O elevador” pouco atraentes.
O final insosso foi realmente uma pena em “Devolva minha aliança”, já que o enredo foi muito bem desenvolvido pela autora. Cara, o leitor fica o tempo todo pensando em como será a vingança da noiva que morreu recentemente e teve a sua aliança furtada em seu tumulo por um adolescente. Putz, então vem aquele final morno. Desculpe-me, morno não; frio, mesmo. O mesmo acontece com “Chapéu de guizos”, “A procissão” e “Sete ossos e uma maldição”, conto que empresta o título à obra. Achei o final deste último comum de mais, nada de sobrenatural, e sem direito até mesmo aquele medinho bem réba.
Dois pontos positivos do livro são a gramática e os diálogos impecáveis e o layout, incluindo as ilustrações internas (cada conto com direito a uma ilustração). Que show!
Vamos conferir um pequeno resumo dos contos
01 – Crianças à venda. Tratar aqui.
Este é fodástico. Daqueles que provocam medo e mal estar. O final, então. Brrrrrrrrrrrr. Caraca, me coloquei no lugar da irmã do Fabiojunio e juro que quase borrei as calças. Strausz conta a história de uma mãe oportunista que, por viver na miséria, decide colocar à venda os seus filhos, em busca de melhoria de vida para as crianças, mas principalmente para ela. Cada um dos menores foram sendo comprados por famílias ricas até que sobrou somente um, o tal do Fabiojunio que acabou vendido para um casal muito estranho. A irmã do garoto decide investigar mais a fundo os novos pais e descobre algo aterrorizante.
02 – Devolva minha aliança
Dois amigos vão ao velório de uma noiva que tinha falecido no dia do seu casamento. No enterro, eles vêem que no noivo, inconformado, joga a aliança dentro da cova. Quando todos vão embora, um dos amigosvai até o cemitério e rouba a aliança da defunta. Tudo vai bem até o dia – melhor dizendo, a noite – em que a noiva decide se levantar da cova para reaver a sua jóia furtada. Ocorre que o garoto, autor da “proeza” acaba perdendo a aliança e não tem como reparar o seu erro. Um conto que tinha tudo para ter um final macabro, mas ficou devendo e muito.
03 – Os três cachorros do senhor Heitor
Decepcionante. O início chega a convencer, mas então, a história vai esfriando... esfriando... e implode.
Quando Zé Luiz, um menino com cerca de dez anos, é encontrado morto, atrás do banco da pracinha, Marcelo, Tito e Rosana, se perguntam o que teria acontecido com o garoto, já que as causas da morte são desconhecidas. Depois dele, outras crianças e adolescentes começam a aparecer mortas. Todas com o mesmo sinal: uma expressão de pavor no rosto, o que leva a crer que elas morreram de medo após terem visto algo pavoroso.
Decidido a esclarecer o mistério, Marcelo, amigo de Zé Luis – decide investigar as causas das mortes. Ele esclarece o caso, mas não sem antes pagar um preço muito caro pela sua descoberta. Fraca a história, mais fraco ainda o final.
04 – Dentes tão brancos
O melhor de todos os 10 contos. Na minha opinião, superou até mesmo o fantástico “Crianças à venda. Tratar aqui”. A autora conta a história de uma garota muito bonita que é convidada para uma festa a fantasia de uma amiga com o tema “A Morte”. Andréia vai vestida de uma garota romântica do século XVI, iguais aquelas do Romantismo que morriam belas e castas. Na festa, ela acaba conhecendo um belo rapaz que toca violino, mas esconde um lado misterioso. Já adianto que com o desenrolar do conto, o “belo” rapaz irá provocar arrepios de medo no leitor. O conto termina de uma maneira terrível.
Aliás, dois momentos marcantes que mais me impressionaram na leitura de “Sete ossos e uma maldição” foram a maneira como o rapaz misterioso se apresentou à Andréia, descendo do palco de uma maneira muito esquisita e antinatural; e também quando uma mulher acorda com o demônio sentado de cócoras em sua cama no conto “O fruto da figueira velha”. Mas isso é assunto para daqui a pouco.
05 – O chapéu de guizos
Fraco. É sobre um garoto que houve vozes desde que era pequeno. Certo dia, mexendo num baú repleto de quinquilharia, ele descobre a miniatura de um chinês com um chapéu de guizos e começa a ouvir a voz dele que o induz a fazer coisas contra a sua própria vontade. O conto é tão fraquinho que não tenho nem mais o que escrever.
06 – Sete ossos e uma maldição
Não merecia ser escolhido para dar nome ao livro. Clara sempre acordava assustada no meio da noite após sonhar com uma mulher de silhueta assustadora que sussurrava: “Meus ossos”. Sua tia espírita a orienta queimar todos os objetos de seu quarto numa fogueira para purificar a casa. Logo depois, os pais de Clara compram novas mobílias para o seu quarto. Dentro de uma caixa, a garota descobre uma pequena boneca muito bonita chamada Muriel. É a partir daí que os seus problemas de Clara recomeçam. O enredo é interessante, merecia um final muito melhor.
07 – O fruto da figueira velha
Mil vezes caraça!! Este me deixou tonto de medo. O momento em que uma mulher acorda com o coisa ruim ao seu lado na cama, olhando fixamente para ela. Uhuhu!! Quase me borrei inteiro. Strauz escreveu esse conto de maneira magistral, fazendo com que o leitor mergulhe de cabeça na história, louco para saber o seu final.
Denise não acreditava em casa mal assombrada, por isso não esquentou a cabeça com ‘bobagens’ quando encontrou um imóvel dos seus sonhos. Nem mesmo deu atenção aos vizinhos que ainda tentaram lhe alertar da procedência da casa misteriosa.
Após seu casamento com Tiago, o casal se mudou para a nova casa. Em sua primeira noite, depois do jantar, Denise pegou um fruto de uma velha figueira localizada ao lado da casa. Mal sabia ela, que aquela árvore... Bem, melhor você ler o conto.
08 – A procissão
Também não gostei. Quatro amigos estão caminhando, mas só um deles chamado Adriano consegue ver uma procissão. Tomé, Carlos e Marita não vêem nada. Além de assustado, Adriano não entende como só ele podea ver uma procissão formada só por mulheres com uma expressão triste. Adriano vê um único menino na procissão, ele está na última fileira sendo segurado por duas mulheres. Quando o garoto é encontrado morto na manhã seguinte, Adriano chega a conclusão de que precisava descobrir a verdade.
09 – Morte na estrada
Este conto utiliza como base uma lenda urbana muito popular entre os americanos e que acabou se espalhando para outros países, inclusive o Brasil. Trata-se da história de uma família que viaja de carro quando à beira da estrada, surge uma mulher desesperada pedindo socorro. Ela avisa que tem um carro caído numa ribanceira próxima dali com três crianças feridas dentro dele. A família pára e segue a mulher até o local do acidente. Ao chegar lá, eles descobrem um carro acidentado e, de fato, com três crianças  feridas, mas vivas. Ao volante, está a mãe delas, morta: a mesma mulher que estava na beira da estrada e avisou sobre o acidente.
Não soltei nenhum spoiler, já que o trecho que descrevi acima é revelado logo na primeira página do conto. O pega-pra-capá vem depois disso. Valeu muito a leitura, principalmente pelo susto e pela surpresa final.
10 – O elevador
Outro conto que não me atraiu. Um prédio antigo e perto do abandono. Um garoto curioso que se muda para o ‘prédio-mausoléu’ juntamente com o seu pai. E para completar o quadro tétrico, um elevador com ‘pinta’ de mal assombrado que resolve funcionar, por conta própria, depois de muitas décadas. “O elevador” tinha todos os ingredientes para ser uma história aterrorizante, mas não deu.
Pelo menos, eu não gostei. O suspense inicial não foi mantido durante a narrativa e o final, achei decepcionante. Sei lá, uma questão de gosto.
Já li resenha sobre a obra, na qual o blogueiro adorou todas as histórias do livro. Um fato não posso negar: Strauz dá um show de gramática. Ela escreve muito bem e os diálogos dos personagens são perfeitos.

Mas não temos como negar que num livro de contos, raramente todos são considerados bons. Haverá sempre algumas ovelhas negras. Cara, isso é normal! Nem mesmo o mestre Stephen King consegue escapar dessa máxima.

terça-feira, 17 de maio de 2016

A retirada ‘estratégica’ de um punhado de livros

A minha casa está uma loucura só. Há pouco tempo, optei por uma pintura externa, mas depois percebi que as janelas estavam perrengues e lá vamos nós trocar as tais janelas, mas ao substituí-las, percebi que a pinturas dos dois quartos ficaram detonadas; aí... toma pintura total nos dois quartos. Acabou? Bem que eu queria, mas infelizmente ainda tem mais vendaval pela frente. Agora é o assoalho de tacos e madeiras de lei que ficaram completamente destroçados com o arrasta móveis pra lá e pra cá.
- “Mô, vamos reconstituir tudo isso aqui com sinteco”, sugere Lulu.
-  “Ok, Ok, vamos nessa”, concordo.
E assim, começa o pega pra capá. Implantei uma força-tarefa de recolhimento de livros da minha estante. –“Em dois dias faço isso”, disse. O tonto aqui, mal sabia o que ainda estava por vir. Dois dias não foram suficientes para acondicionar as obras em caixas ‘hermeticamente’ fechadas e catalogadas.
Vencido o prazo, a equipe responsável pela aplicação do sinteco chegou, literalmente 
 babando. Tigrão era o apelido do sargento que comandava a equipe. Gostei do cara: educado e com um poder de convencimento sem igual. Ao contrário de seu apelido, o cara era "mando" e com a fala mais mansa ainda. E foi assim que ele revelou que teria de começar o seu trabalho imediatamente, sem condições de adiamento de prazo,já que os seus 'soldados' tinham novas missões agendas. Nem mesmo Lulu - tenho de fazer força para não rir quando ela o chama por 's-e-o' Tigrão - conseguiu demover o sargentão de seu intento.  
E nessa história de cumprimento de prazo fui obrigado a ‘semi-organizar’ uma autentica operação de guerra, visando uma retirada estratégica dos meus livros das estantes. O objetivo era resgatá-los sem nenhum ferimento ou baixas. Queria todos sãos e salvos. Cara, me senti um verdadeiro sargento comandando um pelotão antes do ataque em massa do esquadrão rival.
No desespero valeram todas as táticas, incluindo as mais absurdas. Parte da minha tropa – digo livros – foi conduzida ao banheiro de um dos quartos. E por lá ficaram acomodados em cima de banquetas, numa tábua sobre o vaso sanitário, na pia e até mesmo no gabinete do toalete.
Outra parte da tropa foi conduzida – com alguns ferimentos, mas sem baixas – para um local secreto escolhido por Lulu, onde a poeira e os gazes tóxicos emanados pelos equipamentos dos comandados de Tigrão não pudessem chegar.
Minha Nossa!! Nem mesmo o quartel general; quero dizer, as prateleiras da minha tropa escaparam da fúria dos “inimigos”. Pó e poeira vermelha por todos os lados.
Bem galera, o jeito agora é recomeçar. Esperar que a tão propalada reforma de my house termine para reagruparmos a ‘tropa’ e voltarmos a gostosa rotina de leitor inveterado.
Peço ainda desculpa pela desacelarada  no ritmo das postagens. Tudo efeito dessa correria que acabei de lhes contar. Espero voltar ao ritmo normal o mais breve possível.
Inté!


sábado, 14 de maio de 2016

O Clube do Suicídio e Outras Histórias

Eu costumo dizer aos meus amigos leitores que ganhei dois presentes ao ler o livro de Robert Louis Stevenson. Comprei “O Clube do Suicídio e Outras Histórias” interessado em dois contos: “O Clube do Suicídio” e “O estranho caso de Dr. Jekyll e Mr.Hyde”. O primeiro, por ter achado o seu enredo muito interessante e principalmente, diferente. Cara, imagine só uma sociedade altamente secreta freqüentada por pessoas que gostariam de morrer sem deixar sobre si (ou sobre sua família) o opróbrio de uma morte vergonhosa.  O “associado” paga uma taxa e tem sua morte providenciada pelo clube. Juro que o enredo atiçou a minha curiosidade. Pensei com os meus botões: “Caraca! Se o autor foi criativo quando desenvolveu essa história, terei nas mãos um conto antológico”. Iahuuuu! E tive! E como! Stevenson provou que foi, de fato, um dos mestres da escrita em sua época. Quanto ao “Estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde” já queria há tempos ter lido, o que só não fiz  por pura preguiça. Eu sempre falava: “amanhã ou depois leio e nunca lia. Então, quando soube que a história de O Médico e o Monstro” – como ficou conhecida no Brasil – faria parte da mesma coletânea que teria o conto “O Clube do Suicídio” não fiquei em dúvida: comprei o livro.
Dos seis contos que fazem da parte da obra, não posso afirmar que um ou outro é ruim, pois estaria mentindo. Gostei de todos, mas três, sem duvida, se destacam: “O Clube do Suicídio”, “O estranho caso de Dr. Jekyll e Mr,Hyde” e “O Demônio da Garrafa”.
Aqueles que irão comprar o livro com a esperança de ‘encarar’ contos densos de terror, esqueçam. “O Clube do Suicídio e Outras Histórias” segue mais o gênero policial e de suspense. Mas nem por isso, as histórias são desinteressantes para os amantes do gênero calafrio, pelo contrário, alguns contos fazem o leitor ‘tremer na base’. PQP como me arrepiei quando o ‘coisa ruim’ decidiu mostrar a sua aparência no fundo da garrafa para dois caras bem papudos que duvidavam que ele existisse. Brrrrrrr!!!
Por sua vez, o ritmo de narrativa policial de “O Clube do Suicídio” é fantástico. Stevenson reserva para os seus leitores inúmeras reviravoltas ao longo do enredo. Coisa do tipo: “a cada página virada uma virada na história”. Realmente, fantastic!!!
E vamos a um breve resumo dos contos.
01 – O Clube do Suicídio
Bem sinistro esse conto. Stevenson dá uma aula de como escrever um conto policial com muito suspense. Um príncipe chamado Florizel e seu fiel companheiro, Coronel Geraldine, em uma de suas aventuras noturnas descobrem a existência de um clube sinistro, criado para aquelas pessoas que anseiam dar fim as suas vidas, no entanto, não possuem coragem suficiente para isso. Após quase ter morrido ao ingressar – por curiosidade – no Clube do Suicídio, o príncipe decide acabar com a funesta confraria, mas não será nada fácil.
02 – O estranho caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde
Lançado no Brasil com o título de “O Médico e o Monstro”, trata-se de uma obra antológica da literatura mundial. A história idealizada pelo escritor escocês inspirou inúmeros filmes, sendo parodiada até mesmo por desenhos animados. Foi escrita em plena Era Vitoriana, já em fins do século XIX e se baseia na vida dupla de um famoso médico de Londres, que por meio da química se transforma em um ser perverso e maligno. 
“O Médico e o Monstro” também serviu de inspiração para diversos trabalhos no cinema, literatura e televisão, entre os quais: “Vestida para Matar” (Brian de Palma), “A Janela Secreta” (David Koepp), “Instinto Secreto” (Bruce A. Evans), “Irmãos Coragem” (novela da extinta TV Tupi), “Conte-me Seus Sonhos” (Sidney Sheldon), entre tantos outros. 
Em 1886, o impacto do romance escrito por Stevenson foi tanto que se tornou parte do jargão inglês, com a expressão "Jekyll e Hyde" usada para indicar uma pessoa que agia de forma moralmente diferente dependendo da situação.
Os leitores interessados poderão encontrar mais detalhes sobre “O Médico e o Monstro” neste post que escrevi em abril.
03 - Markheim
Cara, o conto é muito curto e por isso, se eu começar a escrever demais, vou acabar revelando spoilers incriminadores da história. O que posso adiantar é que Markheim é um homem que visita um antiquário em busca de um presente para a sua mulher. É dentro dessa loja de produtos antigos que rola o grosso da história. Um embate entre o bem e o mal; o certo e errado que ocorre na consciência de Markheim. Pronto. Acho que já falei escrevi além da conta.
04 – O demônio da garrafa
Caramba! Que sensação ruim quando o tal diabrete decidiu se mostrar, rapidamente, para dois fanfarrões que duvidam de que ele estivesse morando no fundo da garrafa. Stevenson, com certeza, ‘sinistrou’ bastante nesse trecho do conto.
“O Demônio da Garrafa” é uma história de suspense com elementos sobrenaturais, algo comum, na obra de Stevenson,  mas também é uma história sobre amor, desejo e frustrações.
O autor narra a história de uma garrafa que abriga o próprio encardido que é capaz de conceder desejos mirabolantes a quem a possui. Porém, ela deve ser vendida por um preço menor do que foi comprada a outra pessoa ou aquele que ficar com a garrafa quando morrer será condenado ao inferno. Mas vai chegar um dia que a garrafa maligna terá o custo de um centavo, e então? Como poderá ser vendida?  Um havaiano muito pobre chamado Keawe acaba comprando a garrafa e ficando muito rico, mas... Bem, leiam o conto.
05 – O ladrão de cadáveres
O final do conto prova que Stevenson é ‘f-e-r-a’. Um final, definitivamente, impactante. Não esperava por aquilo. Jamais. O conto é sobre uma dupla de estudantes que rouba corpos em cemitérios para serem dissecados em uma escola de medicina. Um desses estudantes resolve ir mais além do que afanar cadáveres, recentemente, sepultados. Entonce...
Uma história que prende o leitor do começo ao fim. Ah... o fim! Este como já disse é de derrubar o queixo e arrepiar a espinha.
06 – O Vestíbulo
Este é o conto mais curto da coletânea. Menos de cinco páginas. É a história da elaboração do crime perfeito: sem álibi e muito menos sem pistas. O crime que jamais será descoberto devido a perfeição de como foi engendrado.
Acredito que Stevenson estava inspiradíssimo ao ter criado esse conto, já que resumiu o enredo em cinco páginas, ao contrário da maioria dos autores policiais que, certamente, gastariam um livro inteiro para expressar as suas idéias.
“O Vestíbulo” fala de um conde que nutre um ódio mortal, mas muito bem disfarçado, por um barão alemão com quem finge manter laços de amizade. O barão, coitado, desconhece esse ódio. Ao se deparar com um poço profundo dentro de um vestíbulo, o tal conde  pensa em uma maneira de se vingar do barão. É por aí vai a coisa.

Enfim, seis contos perfeitos e de leitura obrigatória.

domingo, 8 de maio de 2016

Livro “Collor Presidente” promete revelar segredos de um dos períodos mais turbulentos da política brasileira

Eu lembro perfeitamente o período conturbado do governo Fernando Collor de Mello. Como esquecer?  Foram fatos antológicos – principalmente no mau sentido – que marcaram a história da política brasileira. Mas será que o governo Collor gerou alguma coisa positiva para o Brasil?
Bem, o autor Marco Antônio Villa, um conceituado historiador político, entrevistou o atual deputado do PTB para o seu livro “Collor Presidente” que deverá ser lançado no dia 10 de maio. Ah! Antes que me esqueça: a obra já está em pré-venda nas principais livrarias virtuais do País.
No livro, o senador alagoano afasta o rótulo de “governo corrupto”. “O meu governo foi o que permitiu hoje a toda essa juventude a lidar com todos os objetos típicos da modernidade, como o celular e o computador. Poder desfrutar de veículos que podem ser hoje considerados mundiais, de poder estudar fora com facilidade, enfim...foi o governo da abertura comercial. Foi o governo que promoveu a nova abertura comercial que proporcionou ao Brasil ter hoje benesses a ser considerado um parceiro comercial”, frisou Collor.
Ao falar das denúncias, o senador do PTB fez questão de frisar que todas elas foram derrubadas pela Justiça, mas chamou para si a responsabilidade de ser o criador de leis de combate à corrupção no país. “Grande parte da legislação anticorrupção foi por mim criada como presidente da República. Então, alguém que promove isto não pode querer cometer atos desairosos. Meu governo foi o do salto adiante que o Brasil deu para a integração competitiva. Fez com que a nossa indústria se tornasse mais competitiva”.
Villa também aborda uma possível “sociedade” entre Collor e Paulo César Farias nos casos de corrupção. “Isto nunca aconteceu. Melhor que minha resposta são as decisões tomadas pela Justiça. Nada disto aconteceu ou existiu na minha relação com o senhor Paulo César Farias”, diz Collor.
Não conheço o teor do livro, mas espero que ele tenha o mesmo sex appeal do livro de Rosane Malta – que um dia já foi Rosane Collor. *&%#@%&*&%$#@#$!!!!! Cobras e lagartos. Com certeza, nesse momento estou sendo xingado, zoado, amaldiçoado e etc e mais etc  por várias pessoas que estão lendo esse post, só porque elogiei o livro “Tudo o que vi e vivi” da ex-primeira dama e ex-esposa de Collor.
Cara, fazer o que? Eu gostei. Ela contou tudo sobre os bastidores políticos de Brasília e de lambuja deu alguns detalhes sobre a vida, digamos... entre quatro paredes do casal. Sabemos que Rosane, tinha livre acesso nos recônditos mais secretos de Brasília, chegando a participar, até mesmo, de reuniões com chefes de estado ao lado do ex-marido. Sendo assim, quem melhor do que ela para contar todo o balacobaco da capital federal durante a gestão do “caçador de marajás”?
Mas você pode me contradizer afirmando: “ Ela só taca pedras no cara e se possa de santinha, de vítima”. Pêra aí, será que você leu o livro certo? Se leu, vai concordar comigo que Rosane também conta alguns podres – e violentos – de sua vida. Cara, a mulher revelou que fez até macumba pro Silvio Santos não se candidatar! Sem dizer outros detalhes bem mais obscuros de sua vida.
Achei necessário fazer essa observação sobre o livro de Rosane porque a minha expectativa com relação a obra de Villa é enorme. Quero saber mais sobre os bastidores políticos no período de 15 de março de 1990 a 29 de dezembro de 1992; as negociações secretas envolvendo PC Farias; como era o relacionamento profissional Collor e Zélia; as denuncias envolvendo pessoas do círculo próximo a Collor, como ministros, amigos do presidente e mesmo a primeira dama Rosane.
E para cumprir esse objetivo, é fundamental que o autor tenha feito um minucioso trabalho de pesquisa. Eu espero, de coração, que o livro não seja apenas um meio de defesa de Fernando Collor.
Mas  acredito que não. Ao menos na sinopse fornecida pela editora Record,
Villa teria pesquisado arquivos desconhecidos, investigado documentos inéditos e entrevistado dezenas de personagens daquele período turbulento da política brasileira.
Outro ponto positivo da obra são as credenciais do autor. Villa é historiador com mestrado em Sociologia e doutorado em História. Foi professor universitário durante trinta anos. É comentarista do Jornal da Cultura (TV Cultura de SP), da rádio Jovem Pan e da Tveja. Escreve em O Globo e no seu próprio blog. Publicou diversos livros, entre os quais ‘Década perdida: dez anos de PT no poder’, também pela editora Record. 

Enfim, vamos aguardar pela chegada do livro que já está por aí.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

007 Contra Pequim - A Volta de James Bond

Desculpem-me a ausência de quase uma semana sem postar, mas com a reforma de casa a minha vida ficou de cabeça para baixo. Cara, que loucura! Agora entendo porque tantas pessoas ficam estressadas quando ‘mexem’ em seu ninho. Ainda bem que tenho Lulu ao meu lado. Ela é a minha linha de frente. Cobra, negocia, dá dura, elogia, enfim, faz o escambau a quatro com os pedreiros, pintores, marceneiros e companhia limitada. Mêo, tô admirado com a outra faceta da menina. Ainda bem que esse lado oculto existe, senão eu estava na roça.
Pra vocês terem uma idéia estou digitando essas linhas, espremido na sala, por isso peço para a galera um pouco de paciência. A previsão de termino da ‘bagunça organizada’ é para o início de agosto, por isso, até lá o ritmo de postagens pode sofrer uma ligeira queda, mas depois, prometo que tudo volta ao normal. Sabe como é né? Quando você divide um blog com vários escritores, o ritmo de postagens é outro, já que há sempre um blogueiro disponível para auxiliar um colega num momento de necessidade. No caso do Livros e Opinião só existe uma opção: ‘Euzinho da Silva’, entonce, as vezes a ‘coisa’ fica um pouco complicada. Mas vamos ao que interessa: resenhar.
Na semana passada, estava estressado com tanto pó, barulho, marteladas, além de alguns contratempos – tão comuns na vida daqueles que estão construindo ou reformando – então decidi retirar da estante o livro “007 Contra Pequim - A Volta de James Bond”.
O primeiro motivo que me levou a ler um livro de 007 que não fosse escrito por Ian Fleming foi um tópico do enredo relacionado a “M”. Segundo a sinopse da obra, o todo poderoso chefe do Serviço Secreto Britânico é violentamente seqüestrado de sua propriedade!! Uhauuuu!  Caraca, farejei adrenalina ali. E muita! Putz! Sempre vi o M dos livros de Fleming e também o personagem dos cinemas interpretado pelo Bernard Lee como um sujeito intocável e inatingível. Quanto a M contemporânea de Judi Dench, esqueça. Ela, apesar do ar de durona, só se metia em enrascadas e vivia exposta a um festival de perigos, incluindo seqüestros.
No  livro de Kingsley Amis – que não sei porque resolveu assinar a obra com o pseudônimo de Robert Markham – M (o cara, a lenda, o tigrão, o fenômeno) é seqüestrado e com direito a alguns petelecos. Quê???!!! Difícil acreditar, né? Cara, fico imaginando qual a postura do M frente a um coronel sanguinário e ensandecido?  Será que ele consegue manter toda aquela pose?
O segundo motivo que me estimulou a ler o livro foi a mudança no perfil psicológico do Bond idealizado por Fleming. Em “007 Contra Pequim - A Volta de James Bond” vêmos um 007 movido por vingança, bem diferente daquele agente controlado, tranqüilo e com senso de humor dos livros anteriores. Desta vez, o cara mais se parece com o personagem vivido pelo Daniel Craig que sai por aí arrebentando tudo o que encontra pela frente.
Apesar dos críticos dos anos 60 terem odiado a obra, principalmente por causa das mudanças psicológicas de Bond, eu adorei. Ação, thriller, e suspense à vontade. Talvez, por isso, você que já tenha se acostumado com o estilo de escrita de Fleming – bem narrativo e com a ação restrita aos capítulos capítulos finais – estranhe o estilo de Markham.
“007 Contra Pequim...”, lançado em 1968, é de longe o livro mais violento sobre o agente secreto inglês. O vilão, coronel Sun Liang-Tan, um membro do Comitê de Atividades Especiais do Exército da Libertação Popular da China, é peso-pesado – tanto é que teve peito para seqüestrar M. Ele é violento, sádico e torturador.
Quer saber de uma coisa? Eu até que gostei da opção do autor em modificar o perfil de 007. Acredito que só um cara meio doido e valente poderia deixar Sun Liang-Tan com um pouco de receio.
Achei o enredo bem amarrado. Na história, após seu oficial superior no Serviço Secreto, M , ser seqüestrado  violentamente de sua propriedade,  James Bond  segue as pistas e os indícios  que o levam até uma ilha grega do Mar Egeu. Então, ele une forças com  uma agente comunista grega que trabalha para a União Soviética. Juntos, planejam salvar M e frustrar os planos do vilão que pretende sabotar uma importante conferência de paz entre ingleses e soviéticos.
A curiosidade é que “007 Contra Pequim...” é o primeiro livro do agente secreto britânico escrito após a morte do criador do emblemático personagem. Amis ou Markham, como queiram, foi escolhido para essa “missão” por ser amigo pessoal de Fleming. Antes, ele já tinha finalizado o livro “O Homem do Revolver de Ouro”, obra póstuma do pai de James Bond.
Ah! Tem mais uma boa! Anotem aí: por pouco “007 Contra Pequim – A Volta de James Bond” não foi adaptado como um filme da série. Isto só não aconteceu porque a editora Gildrose Productions que na época detinha os direitos sobre o livro se opôs à idéia.

Uma pena.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

O Médico e o Monstro (O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde)

Fico imaginando a expressão de surpresa dos devoradores de livros europeus e americanos do século XIX ao concluírem a leitura de “O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde” que décadas depois seria lançado no Brasil com o título de “O Médico e o Monstro”. Temos que entender que na época da publicação do romance de Robert Louis Stevenson, o enredo envolvendo um médico distinto e educado que após beber uma poção acaba se transformando num ser bestial e violento era inédito, ou como queiram completamente virgem de spoilers. E a magia da obra do escritor escocês está justamente no mistério que envolve os dois personagens: Dr. Jekyll, o bonzinho, e Mr. Hyde, o sujeito mau.
O leitor só irá descobrir que os dois são um só perto do final do livro – antes que me excomunguem por ter revelado um spoiler fatal, lembrem-se que a essência da história de Stevenson, incluindo o seu final, já se tornou conhecida por milhares de pessoas em todo o mundo – através de duas epístolas escritas por Jekyll e seu amigo Dr. Lanyon; este último, inclusive, após presenciar ‘cara a cara’ a transformação de Mr. Hyde acaba perdendo a razão, mas antes disso, ainda consegue escrever uma carta.  
Enquanto essas cartas não são reveladas, os leitores acreditam piamente que Jekyll e Mr. Hyde são duas pessoas distintas que mantém um relacionamento misterioso e submisso. Quem não conhece o romance, com certeza, irá questionar os motivos que levam o Dr. Jekyll a ser tão subserviente com Mr. Hyde. E então, nas páginas derradeiras é revelado o ‘grand finale’ que deixa todos de queixo caído. Uma sacada e tanto de Stevenson.
Mas a obra-prima do autor não se resume apenas a esse ‘grand finale’. Longe disso. “O Médico e o Monstro” foi  uma obra pioneira no século XIX ao abordar o Transtorno Dissociativo de Identidade conhecido popularmente como “Dupla Personalidade”. Esta condição mental em que um único indivíduo demonstra características de duas ou mais personalidades ou identidades distintas, cada uma com sua maneira de perceber e interagir com o meio, só passou a ser abordada em livros, novelas e filmes ‘uma légua’ de anos depois. Podemos dizer que Stevenson foi o grande desbravador do tema. Ele teve coragem suficiente para adapta-lo numa história de ficção em uma época não muito propícia para esse tipo de abordagem.
Acredito que “O Médico e o Monstro”, mesmo discretamente, serviu de inspiração
para outros trabalhos no cinema, literatura e televisão, entre os quais: “Vestida para Matar” (Brian de Palma), “A Janela Secreta” (David Koepp), “Instinto Secreto” (Bruce A. Evans), “Irmãos Coragem” (novela da extinta TV Tupi), “Conte-me Seus Sonhos” (Sidney Sheldon), entre tantos outros.
Em 1886, o impacto do romance escrito por Stevenson foi tanto que se tornou parte do jargão inglês, com a expressão "Jekyll e Hyde" usada para indicar uma pessoa que agia de forma moralmente diferente dependendo da situação.
“O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde” foi um sucesso imediato e uma das obras mais vendidas do autor escocês. Adaptações teatrais começaram a ser encenadas em Londres um ano após o seu lançamento.
O aclamado autor de literatura de terror, Stephen King considerou a obra um dos três grandes clássicos do gênero, sendo os outros dois: “Frankenstein” (Mary Shelley) e “Drácula” (Bram Stoker).
Gostei muito do livro. O autor mescla investigação criminal com outros elementos como terror e suspense. Mesmo já sabendo o que aconteceria no final, as páginas de “O Médico e o Monstro” conseguiram prender a minha atenção.
A escrita de Stevenson é perfeita e o enredo transcorre de uma maneira tão natural que sem perceber, você já se vê envolvido – ou melhor, mergulhado até as profundezas – da trama. Cara, não sei como existem pessoas que ainda criticam o texto do sujeito, chamando-o de simplório. Mêo, menos né?!
A composição dos personagens também é perfeita, principalmente Mr. Hyde, muito diferente do monstrengo dentuço e peludo do filme de 1931 ou então daquela bizarrice em que John Malkovich se transformou no final de “O Segredo de Mary Reilly”, produção cinematográfica de Stephen Frears de 1996. Stevenson criou um Mr, Hyde que provoca calafrios, mas sem mudanças drásticas em sua aparência. Ele é a verdadeira essência do mal - tanto é que nenhuma pessoa consegue ficar muito tempo ao seu lado, pois já começa a se sentir mal e apavorada. Pois é, o Hyde idealizado pelo autor consegue transmitir essa aura de medo e mal estar sem, contudo, ser um monstro em sua aparência.
No romance, um respeitado médico, dr. Jekyll, faz pesquisas para entender os impulsos e os sentimentos humanos mais profundos e a acaba por criar uma droga que libera o seu lado mais primitivo e animal. Dessa maneira, ele assume a forma de Mr. Hyde. 
Se Jekyll é um médico educado e dedicado à pesquisas que visam o bem-estar geral através do conhecimento, a “monstruosidade” de Hyde está, essencialmente, em sua entrega aos prazeres e à luxúria como um fim em si, por quaisquer meios, incluindo a força física e até mesmo tortura e morte.
Devorei as 112 páginas do livro num piscar de olhos.

Inté!

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Encontro em Berlim

“Encontro em Berlim” foi um dos livros de Ian Fleming mais difíceis de localizar. Caraca, como suei para encontrá-lo. Por sorte, após zapear por um sebo online, vi o danadão dando sopa e ainda com um preço pra lá de módico. Soltei um  tremendo grito de alegria e na sequencia fechei a compra. Concluía assim, a minha coleção de 14 livros sobre 007 escritos por Fleming. Todos eles estavam lá, bonitinhos e em lugar de destaque na minha estante. Este foi um dos momentos mais felizes da minha vida de leitor inveterado.
Bem, restava agora saber se os quatro contos do livro seriam bons, de fato, principalmente “Octopussy” e “The Living Daylights”, na tradução original: “James Bond Acusa!” e “Encontro em Berlim”, respectivamente. Como essas duas histórias foram adaptadas para o cinema queria lê-las para depois compará-las com os filmes.
Cara, livraço! Não me decepcionei. Se eu afirmar que qualquer um dos quatro contos da obra escrita por Fleming é ruim, com certeza, estaria mentindo. Tudo bem que os filmes tenham mais ação, mas em contrapartida, as histórias curtas do livro são mais tensas, daquelas que o leitor rói as unhas por causa das situações complicadas em que os personagens se envolvem, entre eles, 007. Um desses contos é “The Living Daylights” ou “Encontro em Berlim”, tanto faz – uma questão de tradução. O duelo entre James Bond e Trigger (assassina da KGB) não envolve lutas ou trocas de tiros, mas ‘tutano’ – como costumava dizer o Kid Tourão.
É uma delícia ver ler o jogo de ‘gato e rato’ entre eles. Os outros três contos seguem essa mesma linha, ou seja, trocam a ação pelo thriller.  
Os quatro contos do livro são: “Octopussy” (no Brasil: “James Bond Acusa!”), “The Living Daylights” (no Brasil: “Encontro em Berlim”), “The Property Of A Lady” (no Brasil: “A Propriedade De Uma Senhora”) e “007 In New York” (no Brasil: “007 Em Nova York”)
De todos eles, como já disse acima, apenas “Octopussy” e “The Living Daylights” foram parar nas telonas. Quer saber quais foram os filmes? Ok; anote aí: “Octopussy”, filmado em 1983 com o título “007 Contra Octopussy” e “The Living Daylights” em 1987 como “007 Marcado Para a Morte”. O primeiro com Roger Moore, já perto de deixar a franquia por causa da idade - dois anos depois ele faria seu último filme como o agente secreto inglês, “Na Mira dos Assassinos”, já com 57 anos - e o segundo com Timothy Dalton, na minha opinião o melhor 007 de todos.
Vamos com um breve resumo dos contos de “Encontro em Berlim”:
01 - James Bond Acusa!
 Bond é ordenado a capturar herói da Segunda Guerra Mundial, Major Dexter Smythe, acusado de roubar ouro nazista. A maior parte é contada em flashback pelo vilão. Inicialmente publicada em duas edições da Revista Playboy em 1966
02 - Encontro em Berlim
Bond é ordenado a ajudar um traidor do regime comunista, codenome "272", a fugir em Berlim Oriental. Bond fica de sniper, com a missão de prevenir que 272 seja morto por um assassino da KGB, Trigger. A missão se complica quando Bond descobre que Trigger é uma bela mulher que ele vira antes. Vale lembrar quer no filme 007 Marcado Para a Morte, 272 virou o General Koskov, e Trigger, a celista Kara Milovy. A história foi Inicialmente publicada no The London Sunday Times em 1962.
03 - A Propriedade de uma Senhora
James Bond investiga uma funcionária do Serviço Secreto, Maria Freudenstein, que é uma agente dupla paga pelos Russos para leiloar um relógio feito por Peter Carl Fabergé na Sotheby's. Inicialmente publicada no The Ivory Hammer (a publicação anual da Sotheby's) em 1963.
04 - 007 em Nova York
Uma história em que James Bond dá suas impressões sobre Nova York e pensa em uma receita de ovos mexidos, durante uma missão na "Big Apple" de avisar uma agente do MI6 que seu namorado é do KGB. Inicialmente publicada como "Agent 007 in New York" no New York Herald Tribune em 1963. 

Taí galera, divirtam-se!