segunda-feira, 13 de agosto de 2018

A volta de “A Metade Negra” e “Trocas Macabras” merecem vários novos posts


Está bem. Podem me chamar de chato, me taxar de blogueiro sem criatividade, gritar na minha orelha que eu só sei repetir posts. Falem o que quiser e gritem à vontade, mas mil perdões porque, novamente, irei ‘tocar’ num assunto que já abordei há pouco tempo no blog: os dois super relançamentos de Stephen King que a Suma de Letras prometeu para 2019. Sabem quais? Pera um pouquinho... deixe-me soltar, primeiramente, aquele prazeroso Iahuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!! Cara, estou me referindo à “Metade Negra” e “Trocas Macabras”. Simplesmente isto!
E podem continuar me excomungando porque até a chegada dessas duas obras nas livrarias, certamente, irei repetir o assunto em novos posts.
Só mesmo quem vive o “Universo Kingniano” para entender o motivo de tanta euforia e reiteração da parte desse humilde blogueiro. Os dois livros escritos pelo mestre do terror e lançados pela editora Francisco Alves no início dos anos 90 tornaram-se, atualmente, verdadeiras raridades. 
Até há pouco tempo, em minhas zapeadas pela ‘dona Web’ só havia conseguido localizar cinco exemplares de “Trocas Macabras” – dois na Estante Virtual e três no Mercado Livre. Os dois da Estante custavam R$ 437,00 e R$ 444,00, enquanto os do Mercado Livre estavam avaliados em R$ 250,00, R$ 500,00 e R$ 595,00. Com relação “A Metade Negra”, apesar de mais baratos, os preços dos únicos nove exemplares me assustaram: R$ 80,00 o mais barato e R$ 200,00 o mais caro. Deu pra entender a importância dos relançamentos dessas duas obras pela Suma? Deu pra captar o motivo de tanta euforia? Agora me respondam tenho ou não tenho o direito de escrever quantas vezes quiser sobre esse assunto?

Ontem, dei uma nova zapeada nas livrarias virtuais e descobri que os valores de “Trocas Macabras” – talvez por causa do anúncio dos relançamentos feitos pela Suma – sofreram uma pequena redução, mas mesmo assim, continuam salgados: o mais barato teve uma redução de R$ 101,00, passando dos amargos R$ 250,00 para os ainda amargos de R$ 149,00. Quanto ao mais caro, R$ 595,00, caiu para R$ 445,00. Acredito que futuramente quando a Suma de Letras começar investir forte na divulgação desses dois relançamentos, os preços dos livros antigos despencarão.
“Trocas Macabras” foi escrito originalmente em 1991e conta a história de um misterioso personagem chamado Leland Gaunt que decide abrir uma pequena loja na cidade de Castle Rock onde, em troca do objeto de desejo dos moradores, eles devem prestar um pequeno favor ao vendedor. Em pouco tempo fica evidente que nessas trocas macabras os preços pagos pelos moradores de Castle Rock serão altos demais.
“A Metade Negra” que será relançada com o título de “A Metade Sombria” foi escrito em 1989. King conta a saga do escritor Thad Beaumont, autor de uma série de sucesso assinada sob o pseudônimo de George Stark.  Decidido a abandonar a conhecida série de livros, Thad enterra seu pseudônimo, com direito a um velório e um túmulo no cemitério local. Mas quando pesadelos terríveis passam a atormentá-lo, além da ocorrência de assassinatos brutais que parecem querer vingar a morte do fictício  George Stark, Thad precisa descobrir por que é tão difícil manter enterrada a parte mais sombria de si mesmo.
A Suma não definiu as datas de lançamentos dessas duas preciosidades, só garantiu que elas chegam no começo de 2019. Que esse começo do próximo ano chegue logo.
Valeu galera! Tô aqui na expectativa.


sábado, 11 de agosto de 2018

O Morro dos Ventos Uivantes


Ufa, terminei! Que alívio! Não, não pensem que essa ‘desopressão pós leitura’ significa que o livro escrito por Emily Bronthë é ruim. Pelo contrário, “O Morro dos Ventos Uivantes” é uma verdadeira obra prima da literatura mundial. O que estou querendo dizer é que a história é muito densa e tensa, recheada de vinganças, amores mal resolvidos, raiva, cólera, ofensas, xingamentos, seres humanos destruídos em seu amor próprio, mortes... Olha... melhor parar por aí. Detalhe importante: todos esses ingredientes fazem parte de uma história de amor. Acredita? Verdade!
A estrutura do romance e o clima tenso da história fizeram com que os críticos da Inglaterra vitoriana não aceitassem e muito menos valorizassem a obra. A violência e a paixão contidas no enredo levaram os leitores daquela época a acreditar que tinha sido escrito por um homem. Por outro lado, críticos mais ferrenhos – até mesmo nos dias de hoje - passaram a tratar o livro como uma obra patológica, ou seja, escrita por alguém que sofresse de algum distúrbio emocional.
Quanto a essa ultima afirmação, acho de uma pobreza de raciocínio muito grande. Na minha opinião, Emily, simplesmente, teve coragem de transpor para as páginas de seu romance, os hábitos, costumes, linguajar, enfim a realidade do local onde a história se desenrola: nos povoados que ficavam nos morros distantes da Yorkshire vitoriana. Naquela época, os habitantes  das charnecas do norte da Inglaterra tinham maneiras e hábitos próprios, diferentes dos moradores que viviam nos grandes centros.
O que autora fez foi pegar a sua pena e colocar no papel uma brutal história de amor envolvendo camponeses iletrados e fidalgos não refinados que viviam nessa região e que se criaram com ensinamentos e atenções proporcionados por mentores tão rudes quanto eles próprios..
Escritora Emily Bronthë
Sai de cena a mocinha frágil e amorosa e em seu lugar, entra a mocinha forte e com personalidade indomável, inclusive no amor. Sai, o galã atencioso, conquistador e de bom coração e entra o galã – se é que podemos chamá-lo assim – bruto, vingativo e com uma maneira sui generis de amar.
Por tudo isso, “O Morro dos Ventos Uivantes” não foi bem aceito numa época acostumada a histórias de amor convencionais e estereotipadas. Emily Bronthë rompeu todos esses arquétipos, mandando-os para o PQP. A sua obra só começaria a conquistar o respeito merecido após a sua morte.  Pena que a escritora britânica morreu ainda jovem, aos 30 anos (1818-1848), e assim, não pode ver o sucesso de sua criação, nem teve tempo de escrever novos livros. Podemos dizer que “O Morro dos Ventos Uivantes” é o seu ‘filho único’.
O enredo desenvolvido por Bronthë ganhou várias adaptações para a televisão e o cinema, além de ter servido de inspiração para a criação do sucesso “Whutering Heights”, composta e interpretada por Kate Bush.
Cena do filme de 1992 com Ralph Finnes e Juliette Binoche
Ao ler o livro experimentei uma série de sentimentos: raiva, ódio, amor, etc. Comecei gostando de determinados personagens e torcendo por eles, mas depois com o virar das páginas queria que eles sofressem ou morressem. Assustei-me com as atitudes de outros personagens, chorei com o sofrimento injusto de outros.  Resumindo: a história é perturbadora e despertou em minha as mais diferentes emoções.
Por causa desse montanha russa de emoções, onde muitas vezes o amor anda de mãos dadas com a vingança e o ódio, a saga de Heathcliff e Catherine Earnshaw não é recomendada para os leitores que apreciam as histórias de amor tradicionais ou clássicas, por isso, até hoje o livro desperta tanta polêmica. Muitos que estão à procura de um romance simples, apenas para passar o tempo, lendo-o com um lencinho na mão, às vezes, topam com “O Morro dos Ventos Uivantes”, então o choque é grande; com isso, as polêmicas crescem ainda mais.
Para finalizar, gostaria de dizer que adorei a personagem Nelly Dean que foi inspirada numa empregada da família Bronthë chamada Thabita que todos os dias reunia Emily e suas duas irmãs para contas histórias. Costumo dizer que Dean é a brisa suave que chega para acalmar os corações dos leitores que muitas vezes encontram-se disparados por causa de sentimentos conflitantes provocados por Heathcliff e Catherine. Grande parte da história, inclusive, é narrada em primeira pessoa por Nelly Dean que conta os acontecimentos que presenciou na propriedade conhecida por Morro dos Ventos Uivantes, cenário onde se desenvolve toda a trama.
Recomendo, e muito, o livro de Bronthë, mas para aqueles leitores que querem fugir, um pouco, das puritanas histórias de amor.
Valeu!



segunda-feira, 6 de agosto de 2018

10 livros de lobisomens para você ter em sua estante

A licantropia que é a capacidade ou maldição caída sobre um homem que ganha o poder de se transformar em um lobo ou, se preferirem, num lobisomem; foi tema de muitos filmes e livros. Alguns horríveis e outros excelentes, verdadeiros clássicos.
Após assistir “Bala de Prata” e ler “A Hora do Lobisomem”, de Stephen King - livro no qual o filme de 1985 foi baseado, tive a idéia de escrever esse post. Além do mais, as redes sociais estão repletas de listas sobre filmes de lobisomens, mas com relação aos livros, essas mesmas listas são raríssimas. Este foi mais um motivo que me levou a escrever o post.
Belê? Bem, prestados os devidos esclarecimentos, vamos a nossa lista de 10 livros sobre licantropia e lobisomens.
01 – A Hora do Lobisomem (Stephen King)
Livro relançado pela Suma de Letras
O enredo criado por Stephen King é apaixonante e prende a atenção do leitor página por página. A história se desenvolve mês a mês, sendo que cada capítulo corresponde a um mês do ano. 
A Hora do Lobisomem” conta a história da pequena cidade de Tarker's Mill que sempre foi um lugar pacato até que terríveis e violentos assassinatos começam a acontecer. 
Os habitantes locais acreditam que o responsável pelas mortes seja um psicopata à solta. Porém um garoto de 11 anos, audacioso, curioso e rebelde, chamado Marty – que não tem os movimentos das pernas e por isso vive numa cadeira de rodas - acredita que os assassinatos não estão sendo causados por uma pessoa, mas sim por um lobisomem.
Cena do filme "Bala de Prata" (1985)
O  livro lançado originalmente em 1983 acabou indo parar nas telas do cinema dois anos depois. A produção cinematográfica que tinha Gary Busey, Everett McGill e Corey Haim nos papéis principais, à exemplo do livro, foi muito elogiada pela critica especializada.
Ah! Antes que me esqueça, vale lembrar que a Suma de Letras relançou a obra em 2017 numa edição de luxo em capa dura.
02 – O Coronel e o Lobisomem (José Cândido de Carvalho)
Taí mais um livro de lobisomem que acabou virando filme e para a nossa alegria, um livro nacional. A obra escrita por José Cândido de Carvalho fez tanto sucesso de público e critica que foi traduzida para o inglês, espanhol, francês e alemão. Depois de ‘bombar’ em todas as livrarias acabou chegando aos cinemas em 2005 numa super-produção de Maurício Farias com Selton Mello, Ana Paula Arósio e Andréa Beltrão.
“O Coronel e o Lobisomem” é uma verdadeira obra prima rica de ironia e humor, onde o leitor passa a ter contato com ‘causos’ e lendas narrados de uma maneira divertida e irônica pelo coronel Ponciano, personagem principal da trama.
O enredo narrado, em sua maior parte, em primeira pessoa, foca em torno das aventuras e fanfarronices de Ponciano de Azevedo Furtado,  membro da Guarda Nacional, que ao herdar do avô a Fazenda Sobradinho, relata os seus causos oriundos de suas andanças por esse mundão de Deus.
O Coronel e o Lobisomem, filme de Maurício farias
Ponciano foi um sujeito valente – bem, segundo ele – tanto é que fez de um galo de rinha seu animal de estimação, teve um romance com uma sereia e finalmente, no auge de sua coragem e vigor físico, chegou a enfrentar assombrações e um terrível lobisomem.
03 – Goosebumps – O Lobisomem do Pântano da Febre (R.L. Stine)
Evidente que não poderia me esquecer do publico infanto-juvenil. E ningém melhor do que R.L. Stine – criador da famosa série de livros Goosebumps com 62 exemplares lançados no período de 1992 a 1997 – para representar essa galera. Diálogos e descrições simples e muita ação e suspense. Esta é a receita do sucesso de Stine.
“Goosebumps – O Lobisomem do Pântano da Febre” Conta a história de Grady e Emily, irmãos que se mudam para uma casa na Flórida na beira de um pântano conhecido como o “Pântano da Febre”. Certo dia, Grady escuta uivos assustadores, depois encontra um coelho despedaçado. Todos pensam que o novo cachorro de Grady é o culpado. Afinal, ele parece um lobo. Mas Grady sabe que seu cachorro não tem nada de diferente. Além disso, cachorros não somem à meia-noite nem se transformam em criaturas apavorantes em noites de Lua cheia.
O livro foi um dos que mais fizeram sucesso na série Goosebumps. Prova disso são os seus vários relançamentos.
04 – A Dádiva do Lobo (Anne Rice)
Tá vendo só?! E você ainda acreditava que a Anne Rice só escrevia histórias de vampiros. Se enganou, né? A escritora norte-americana também tem experiência com lobisomens.
Este livro faz parte de uma saga chamada “As Crônicas da Dádiva do Lobo” que narra a vida de um sujeito comum que se vê transformado em lobisomem.
Na costa da Carolina do Norte, um jovem jornalista Reuben Golding tem a tarefa de preparar uma reportagem sobre uma misteriosa propriedade, mas quando vai ao local acaba sendo atacado por uma criatura que o transforma em um lobisomem. Reuben vira, então, uma espécie de herói tímido, passando a ajudar as pessoas que estão em perigo. Mas após várias aparições, ele é obrigado a se esconder da polícia, dos médicos e até da própria família, e aprender a lidar com suas novas habilidades.
“A Dádiva do Lobo” foi muito elogiado pela exigente crítica norte-americana.
05 – Como Amar um Lobisomem (Sophie Collins)
O livro de Sophie Collins lançado pela editora Pensamento em 2010 foge dos padrões das histórias de terror envolvendo lobisomens e licantropia. Numa linguagem leve e dirigida ao publico feminino teen, a autora apresenta um guia com dicas de como se relacionar com os lupinos. Collins aborda vários assuntos, entre os quais como aprender a lidar com o bando e arrumar um tempinho só para vocês; como reconhecer quando um garoto é, de fato um lobisomem, e não só um moleque com pelos demais; além de outras técnicas.
A autora explica que amar um lobisomem pode ser um pouco complicado, já que todos os pensamentos de seu namorado serão compartilhados com o bando, além deles não possuírem um temperamento tão dócil e perderem a paciência por qualquer motivo. Portanto, é preciso ter muito jogo de cintura para manter o relacionamento.
O livro apresenta também uma relação de filmes sobre lobisomens, entre os quais: Lua Nova, Van Helsing, A Maldição do Lobisomem, entre outros.
Se o público feminino procura uma obra literária sobre lobisomens com um enredo leve e divertido, a obra de Collins é super indicada.
06 – Fúria Lupina Brasil (Alf Medeiros)
“Fúria Lupina” do jovem escritor português Alf Medeiros - radicado em São Paulo desde a sua infância - recebeu muitos elogios dos leitores e desde a época de seu lançamento em 2010 vem sendo muito procurado, ganhando novas edições.
Grande parte do livro é formado por histórias paralelas de diferentes famílias de lobisomens que acabam se convergindo em certo ponto da trama.
Tudo começa em 1977 com o nascimento de Caroline, descendente de uma respeitada família de homens-lobos. Ela é a mais forte de sua raça e uma das principais personagens do livro. No seio de sua família, a natureza lupina é tida com orgulho. Caroline logo se revela uma alfa, destinada a chefiar o seu clã.
O autor de “Furia Lupina” optou por dividir o enredo em subcapítulos, cada um marcando uma determinada época – de 1977 a 2010 – e sob a perspectiva de diversos personagens.

O livro de leitura bem fluida, apresenta uma história de lobisomens num contexto atualizado.
07 – Lobisomem – Um Tratado sobre Casos de Licantropia (Sabine Baring-Gould)
Um colega de trabalho que recentemente leu esse livro, achou o enredo perturbador. Não se trata de uma obra que explore o mito do lobisomem, contando histórias sobre esse ser folclórico. Sabine Baring- Gould trata a licantropia como doença mental, apresentando casos de pessoas que acreditavam ter o poder de se transformar em lobo ou outros animais e atacavam e se alimentavam de seres vivos. O autor, inclusive, apresenta vários casos de canibalismo, inclusive de crianças. Uma leitura ‘terrível’, foi dessa maneira que esse colega definiu a obra.
Na sinopse, fornecida pela Madras Editora, o  autor apresenta inúmeros casos de licantropia com citações a outros autores, bem como as diversas regiões do globo em que ocorreram, passando dos nórdicos à Grécia, Roma Antiga, Idade Média até chegar aos casos de serial killers ligados aos lobisomens. A sinopse da editora Madras diz ainda que alguns relatos são estarrecedores.
Sabine Baring-Gouldnasceu em Exter, Inglaterra, em 1834. A primeira parte desse livro foi publicada em 1889, cujo título é A Collection Made From the Mouths of the People.
08 – Homens, Lobos e Lobisomens (Edson Bini)
Edson Bini não é o autor da obra, mas apenas o organizador dos contos escritos por Alexandre Dumas, Sir Walter Scott, Guy de Maupassant, Ambrose Bierce, entre outros.
As histórias que compõem o livro são recheadas de monstros que comem pedaços humanos, mulheres que enfeitiçam e devoram homens, famílias amaldiçoadas e muita carnificina. Bini seleciona mestres da literatura universal, como Dumas e Maupassant, congregando-os com autores menos conhecidos, caso de Edith Nesbit e Sutherland Menzies (pseudônimo de Elizabeth Stone, grande expoente da cultura gótica norte-americana).
Tensão e terror bem construído fazem dessa seleção uma dica poderosa para os amantes dos licantropos. Os destaques ficam para os contos: “O senhor dos lobos”, de Alexandre Dumas e “O Urso negro”, de Walter Scott.
09 – Lobisomens e Outros Seres da Escuridão (Várias autoras)
Mais um livro de contos sobre a besta peluda: “Lobisomens e Outros Seres da Escuridão” que reúne oito histórias, de quatro autores diferentes. Regina Drummond reconta a clássica história do Lobisomem da forma como ela é conhecida no interior brasileiro e apresenta um arrepiante mensageiro da morte.
Flávia Muniz narra as descobertas sangrentas de um escritor recluso e as experiências de um jovem com uma criatura fantástica: um homúnculo. Manuel Filho fala da maldição de uma bruxa que atinge três jovens de forma terrível e mostra por que devemos, sim, temer a nossa própria sombra.
Shirley Souza descreve um misterioso ser que nos espera na escuridão dos sonhos e conta a história de um protetor incomum, vindo das trevas: um demônio.
Apesar de ser o livro destinado ao publico infanto-juvenil, acredito que muitos leitores adultos irão gostar dos oito contos que os levarão a um passeio pelos caminhos mais escuros e repletos de seres capazes de assombrar até os mais corajosos. Pelo menos é o que diz a sinopse da editora Panda Books.
10 – A Maldição do Lobisomem (Shannon Delany)
Cara, sinceramente, não li o livro e não tenho intenção de lê-lo, pelo menos por enquanto. Por isso, não posso dar a minha opinião. O máximo que posso fazer é publicar a sinopse da editora Universo dos Livros. Vamos à ela: “Jéssica é uma garota inteligente e esperta, porém, disposta a dissimular os seus sentimentos mais reais. Este mundo de mentiras está prestes a acabar com a chegada de Pietr Rusakova.
Ela é atraída pelo misterioso (e sexy) forasteiro. Aquele olhar... pode atravessá-la como uma flecha! Ele é muito mais que um rosto perfeito, Pietr é perigoso e tem muitos segredos.
O que Jéssica não imagina é que aos 13 anos os Rusakova recebem uma sentença que mais se assemelha a uma maldição. Dessa forma, Pietr levará Jéssica a um novo mundo onde heroínas e lobisomens se apaixonam em noites de lua cheia”.
Olha... sinceramente, isso está me cheirando repeteco da saga “Crepúsculo”. Pelo que pude constatar nas redes sociais, a maioria dos comentários de pessoas que leram o livro foram favoráveis. Isto significa um ponto a mais para aqueles que estão em dúvida se devem ou não adquirir a obra. Ok?
Por hoje é só.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Cinco contos de escritores famosos que foram adaptados para as séries de TV: Além da Imaginação e Galeria do Terror



“Além da Imaginação” e “Galeria do Terror” foram duas séries de TV que marcaram não só a minha vida, mas também de toda a minha geração. A música tema das cinco primeiras temporadas de “Além da Imaginação”  era inquietante e logo de cara já provocava aquele friozinho na espinha. Como não bastasse essa musiquinha apavorante, ainda tinha aquela abertura mais apavorante ainda: “Há uma quinta dimensão além daquelas conhecidas pelo homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição; e se encontra entre o abismo dos temores do homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia. Uma região Além da Imaginação”.
Quanto a “Galeria do Terror” o que me dava um ‘medaço’ era a forma como o anfitrião, Rod Serling, apresentava cada episódio. Ele relacionava as histórias com cada quadro ou escultura macabra de sua galeria. O sujeito dizia mais ou menos assim: “Boa noite. Por favor entre neste pequeno “objeto de arte” que me cerca, você não o encontrará num museu de arte normal, porque estas pinturas incomuns e estátuas provêm de vida ou morte, qualquer que seja o caso. Porque esta é a “Galeria do Terror”.
Algo interessante que fiquei sabendo e que me inspirou a escrever este post é que alguns episódios dessas duas séries de TV foram adaptados de histórias clássicas de escritores famosos. Verdade! Nem tudo o que assistíamos em “Além da Imaginação” e “Galeria do Terror” eram oriundos de roteiros originais. Vários episódios já haviam sido escritos, no formato de contos, muito tempo antes: nos livros!
Na postagem de hoje, selecionei cinco livros de terror que emprestaram as suas histórias para esses dois seriados de TV considerados antológicos. Vamos á eles.
01 – Gramma (Stephen King)
Livro: Tripulação de Esqueletos
Série de TV: Além da Imaginação
Tripulação de Esqueletos é o segundo livro de contos lançado por Stephen King em 1985 – o primeiro foi Sombras da Noite (Night Shift) publicado em 1982. A obra é considerada, tanto pela crítica quanto pelos leitores, a melhor coletânea de contos de King já lançada até agora. O livro chegou primeiramente ao Brasil “pelas mãos” da editora Francisco Alves em 1987. E a partir daí teve várias reimpressões por outras editoras, entre as quais Objetiva e Suma de Letras. O conto “Gramma” recebeu o título de “Vovó” na antologia “Tripulação de Esqueletos”.
A história desenvolvida por King  foi adaptada para o primeiro revival de “Além da Imaginação” levado ao ar de 1985 a 1989 e que teve três temporadas. Este episódio foi exibido no início de 1986, durante a primeira temporada.
No enredo de King adaptado para a TV, uma mulher de 83 anos, cega e doente, vive em casa com a filha e seus dois netos. Nenhum deles ainda ficou sozinho com a vovó, até o dia em que um dos garotos se machuca e a mãe é obrigada a ficar com o filho no hospital. Resultado: sobra para um dos meninos passar a noite em casa, sozinho, olhando a vovó. Detalhe: o garoto acredita que a velhinha é, na realidade, um monstro.
02 – Pesadelo a 20.000 pés (Richard Matheson)
Livro: O Incrível Homem que Encolheu
Série de TV: Além da Imaginação

Caraca, veja só: o conto “Pesadelo a 20.000 pés" é tão apavorante que chegou a assustar até mesmo o cara que escreveu a história! Há algum tempo, li uma entrevista de Richrad Matheson onde ele fez essa afirmação. Ele disse que após ter concluído a ‘noveleta’, chegou a sentir calafrios. Tá doido meu! Se o conto assustou o autor que está acostumado com esses enredos, não vai assustar eu ou você?!
Matheson relata o drama de Arthur Jeffrey Wilson que após pegar um avião comercial percebe em pleno vôo, a existência de uma criatura horripilante – parecida com um duende ou um gremlin – na asa do avião, tentando sabotar a turbina e provocar a queda da aeronave. Mas toda vez que ele chama a aeromoça para ver o horroroso ser, ele simplesmente desaparece o que a leva a pensar que o Sr. Wilson estaria tendo alucinações. Mas será que a macabra criatura seria, de fato, um ‘produto’ da sua imaginação? O conto está no livro “O Incrível Homem que Encolheu”, da editora Novo Século, que reúne além da novela – de aproximadamente 200 páginas - que dá o título à obra, outras nove histórias curtas, das quais algumas se tornaram filmes e telefilmes, entre as quais: “Encurralado”, de Steven Spielberg e “A Caixa” com Cameron Diaz.
“Pesadelo a 20.000 pés” foi adaptado para o seriado clássico “Além da Imaginação”, em 1963, como “Pesadelo nas Alturas’ e teve no papel principal o ator William Shatner, em sua fase pré-capitão James T. Kirk. O mesmo episódio ganhou um excelente remake para o cinema que recebeu o nome de “Além da Imaginação: O Filme”, em 1983. Achei a criatura do remake bem mais assustadora do que a da série clássica de TV. 
Um dos momentos que provoca calafrio, tanto nos leitores quanto nas pessoas que assistiram a série ou ao filme, é o instante em que o pobre homem, após ter fechado a cortina da janela do avião para “abafar” o seu medo, resolve abri-la de repente para verificar se o duende ou aquela coisa horrorosa realmente existe ou se tudo não passa de uma alucinação, então... Arrrghhh... Tremo só em lembrar.
03 – Vento Frio (H.P. Lovecraft)
Livro: Os melhores Contos de Lovecraft
Série: Galeria do Terror
O conto “Vento Frio” de H.P. Lovecraft, um dos escritores que revolucionou o gênero terror, foi escrito em 1926, porém foi publicado somente dois anos depois. Meu amigo! O final do conto é ‘tenso’ prá mais de metro! O que que é aquilo! Aqueles que quiserem ler a história de Lovecrat, atualmente, poderão encontrá-la numa coletânea de contos chamada “Os Melhores Contos de H.P. Lovecraft” publicada em 2015 pela editora Hedra.
Este conto sombrio do autor é narrado em primeira pessoa. Nele, um homem perturbado conta sua história como uma forma de justificar seu estranho medo do frio e sua repulsa pelo cheiro de amônia. O narrador relata um episódio que aconteceu com ele enquanto morou em um quarto de pensão em uma casa antiga. Logo na primeira noite, o sujeito sente um forte e enjoativo cheiro de amônia. C-a-r-a-c-a, quando ele descobre a origem do cheiro!! My God!
“Vento Frio” foi adaptado – com o nome de “Ar Gelado” -  para a série televisiva “Galeria do Terror”. O episódio é do programa número 18 e pertence à segunda temporada, exibido pela primeira vez nos EUA em 08/12/71. Pois é, ainda me lembro que assisti a esse episódio no final dos anos 80, quando a TV Bandeirantes exibia a “Galeria do Terror” durante as madrugadas. Ficava acordado até tarde; não perdia um programa.
04 – O Modelo de Pickman (H.P. Lovecraft)
Livros: “Os Melhores Contos de H.P. Lovecraft” e “O Chamado de Cthulhu & Outros Contos”
Série: Galeria do Terror
Taí mais um conto do grande H.P. Lovecraft que foi adaptado para a série “Galeria do Terror”. “O Modelo de Pickman” nos apresenta a narrativa de um personagem chamado Thurber para o seu ouvinte, Eliot. O narrador escreve uma carta para o amigo dizendo que travou contado com uma obra de Richard Upton Pickman, considerado um dos maiores pintores que Boston já teve.
Apesar de possuir uma arte mórbida que levou as pessoas a se afastarem de Pickman, isso nada importa ao autor da carta. Quer dizer... até a visita que ele decide fazer ao estúdio secreto do pintor. O que ele vê...Brrrrrrr.
O episódio adaptado para a TV foi levado ao ar na segunda temporada de “A Galeria do Terror”. Não li o conto, pelo menos até agora, mas me recordo desse episódio na TV. Que frio na espinha!
05 – Um Incidente na Ponte de Owl Creek (Ambrose Bierce)
Livro: Visões da Noite - Histórias de Terror Sarcástico
Série: Além da Imaginação
Esta história escrita por Ambrose Bierce foi ar em 1964 na série clássica “Além da Imaginação”, mas também foi adaptada por várias vezes para a televisão. Na minha opinião, a versão mais famosa foi a do antológico seriado de TV, ainda em preto e branco.
No conto publicado pela primeira vez em 1890 no jornal ‘The San Francisco Examiner’, somos transportados para a época da Guerra Civil Americana, onde um homem está prestes a ser enforcado na ponte de Owl Creek. 
Com a corda no pesco, a vítima faz um flashback de sua vida, possibilitando que o leitor conheça os motivos de sua prisão e condenação. Mas no momento da execução, a corda se rompe e o homem cai num rio e consegue escapar. 
Mas será que a corda, de fato se rompeu? Será que ele, de fato, conseguiu escapar? O final é surpreendente. O conto pode ser encontrado no livro "Visões da Noite - Histórias de Terror Sarcástico" lançado pela editora Record em 1999.
Taí galera, espero que tenham gostado do post, principalmente os fãs dessas duas séries de terror marcantes. Quanto a você quer ainda não leu os contos, não perca tempo. Eles são fantásticos e merecem ser devorados.