quinta-feira, 19 de abril de 2018

A Cabana


Tenho este livro há muito tempo em minha estante. Também já o li há muito tempo, mas resenhá-lo, demorou e muito! O motivo da demora?  Não me peça para explicar porque simplesmente não saberia responder. Gostei do livro, reli várias vezes, recomendei para amigos, mas a tal resenha nunca havia pintado por aqui.
Entonce numa bela noite fui assistir ao filme “A Cabana” com ‘Lulu My Love’ e cai na real. Ao sair do cinema, disse para ela – Caraca Lulu, tenho esse livro e nunca o resenhei! – ela olhou-me com um ar curioso e disse apenas – Que lento!
- Lulu, pera aí, você está me chamando de lerdo? É isso? – perguntei, assim meio que chateado, sendo que ela me devolveu na lata – Você precisou assistir à um filme para descobrir que tem um baita livro na estante?!!
Kabruuuummmm!! A pancada, explosão, tabefe, soco ou o ‘seja lá o que o parta’ me atingiu no queixo. Resultado: nocaute e dos bravos. Daqueles que o lutador só vai acordar no vestiário e ainda completamente grogue.
Foi preciso que a Lulu disparasse o petardo para que eu percebesse o quanto morguei para escrever a resenha de um dos melhores livros que tenho na estante.
Galera, tanto o livro quanto o filme são ótimos. Fiquei feliz que o roteiro da produção cinematográfica não  fugiu do enredo do escritor William P. Young.
Cena do filme A Cabana
“A Cabana”, lançado no Brasil em 2008, conta a história de um homem muito religioso chamado Mackenzie Allen Philip que acaba tendo uma de suas filhas pequenas raptadas durante um acampamento. A menina foi morta por um serial killer que sumiu com o corpo e deixou apenas o  seu vestido todo ensangüentado dentro de um cabana, onde supostamente teria levado e assassinado a vítima. O serial killer nunca foi encontrado pela polícia.
Cartaz do filme
Muito tempo depois e ainda sofrendo e não aceitando a perda de sua filha querida, Mack recebe um bilhete que lhe convidando a voltar ao lugar que destruiu a sua vida: a cabana onde sua filha teria sido morta. A carta tinha como remetente  o nome de Deus.  Após muitas dúvidas e questionamentos, ele resolve aceitar o convite e ao chegar na cabana, qual não é a sua surpresa ao saber que foi o próprio Deus que enviou a carta. É a partir daí que a história deslancha.
Não quero soltar spoilers nesta resenha para não estragar as surpresas dos leitores que ainda não leram o livro de Young e dos cinéfilos que ainda não assistiram ao filme, mas basta dizer que Jesus ou melhor a Santíssima Trindade são tratados de maneiras bem peculiares, muito diferente do modo tradicional que os cristãos – me incluo no grupo - conhecem.
Esta caracterização, como já disse, bem peculiar causou muitas controvérsias entre os religiosos, principalmente os mais fundamentalistas, que chamaram tais mudanças de blasfêmias. Outros foram mais a fundo e chegaram a chamá-las de heresia.
No meu caso, não vi nada disso, pelo contrário, achei que a idéia do autor foi uma forma a mais de nos conectarmos com Deus, principalmente os mais jovens.
Autor William P. Young
O contato de Mack com Deus, Jesus e o Espírito Santo é emocionante e essa emoção só vai crescendo com o virar das páginas. “A Cabana” é um livro sobre perdão, superação e crescimento e que emociona pra caramba e com direito a lágrimas e lencinhos nas mãos durante a leitura.
Os diálogos ‘deliciosamente saborosos’ entre Mark e a Trindade faz com que o leitor passe a refletir sobre a sua própria vida.
Enfim, o livro é tão bom que detoná-lo com spoilers seria o maior pecado, por isso, fica a indicação para que vocês o leiam, sem receio, pois certamente irão gostar.
Encerro essa resenha com duas frases marcantes na história de  “A Cabana”:
1º - “O perdão existe em primeiro lugar para aquele que perdoa, para libertá-lo de algo que vai destruí-lo, que vai acabar com sua alegria e capacidade de amar integral e abertamente...”
2º - “Bom, às vezes a vida é dura, mas eu tenho muita coisa para agradecer”
Galera, inté!

domingo, 15 de abril de 2018

O Terror


Algumas vezes sempre paguei caro pela minha sinceridade: ou perdi amigos, ou levei broncas imerecidas, ou fui taxado de ignorante ou tudo isso junto num balaio só. O Por que desse desabafo? É simples: por causa de “O Terror” de Dan Simmons. Na semana passada, após ouvir a minha opinião sobre o livro, uma antiga colega de escola soltou o torpedo: - “Para de falar bobagem, leia o livro direito, ele é ótimo!”. Este míssil disparado pela Sandra (nome verdadeiro da leitora – ela autorizou colocá-lo no post) foi pior do que um soco na ponta do queixo. Só não fui a nocaute porque o espírito do Muhammad Ali – que assimilava golpes dos adversários com uma resiliência incrível – baixou em mim naquela hora.
Por isso, depois da ‘rajada’ atirada pela Sandra fiquei meio cabreiro antes de escrever esse post. Na realidade, fiquei na dúvida: “escrevo ou não?”
- Quantas ‘Sandras’ irão ler o meu post? – pensei comigo. – Bem, seja o que Deus quiser; vou escrever e pronto. – conclui.
Como o livro vem sendo endeusado por críticos e leitores, talvez o que eu diga sobre o final da obra provoque a ira de ambos, como provocou a ira da Sandra.. Mas prefiro ser honesto com os seguidores desse blog – escrevendo o que, de fato, achei da obra – do que embarcar na onda e começar a falar bem de algo só porque quase todos estão falando bem desse algo.
Em tão vamos lá: as últimas páginas de “O Terror” mataram um enredo que vinha sendo desenvolvido de maneira magistral. As fatídicas últimas páginas foram um desastre. A história de Simmons tinha tudo o que é necessário para prender  a atenção leitor: ação, drama, mistério, pitadas de terror e algo mágico chamado ‘mesclagem de ficção com realidade’. Cara, Simmons fez algo de gênio.  Ele reinventou uma das mais fascinantes histórias da exploração marítima no século XIX.
O autor remonta com toques ficcionais a história real do evento que ficou conhecido como Expedição de John Franklin, ocorrida em 1845, uma das mais alucinantes odisséias marítimas da história, envolvendo uma tripulação de mais de 128 homens da marinha britânica em uma grande tragédia.
O explorador britânico, Sir John Franklin que comandava a expedição, e que partiu com dois navios – HMS Erebus e HMS Terror – buscava descobrir uma rota polar entre Atlântico e o Pacífico, bem acima do Círculo Polar Ártico. As embarcações afundaram no Ártico e só reapareceram em 2014 e 2016, respectivamente.
O destino do Erebus e do Terror permaneceu um mistério por 15 anos, até um barco contratado pela viúva de Franklin encontrar uma mensagem na ilha do Rei William, no extremo norte do Canadá, que dizia que seu marido e 23 membros de sua tripulação morreram no dia 11 de junho de 1847, em circunstâncias não especificadas.
Segundo dados colhidos por historiadores, constam que os 105 tripulantes sobreviventes seguiram a pé, mas diante da falta de suprimentos, também não conseguiram sobreviver.
Um grupo de pesquisadores canadenses encontrou na década de 1980, na região da ilha de Beechey, elementos da expedição que revelaram que os tripulantes morreram de frio, fome ou intoxicação por metais da comida enlatada. Havia também sinais de canibalismo.
Cara, imagine esse fato recheado com toques de ficção, além de personagens reais interagindo com outros inventados pelo autor?! Se a mistura for bem feita o resultado é um bolo de primeira qualidade. E foi isto que realmente aconteceu. Só que esse bolo preparado de maneira brilhante por Simmons ficou muito tempo no forno e assim, o seu desfecho acabou queimando.
O livro se desenrola de forma não linear entre cenas do primeiro inverno vivido pela equipe no mar e o período limite após uma decisão equivocada do comandante Sir Franklin em que os tripulantes acabam enfrentando barreiras gigantescas de gelo. Depois de uma série de acontecimentos sinistros, com o ambiente já beirando a insanidade, os navios passam a ser capitaneados por Francis Crozier, que precisa enfrentar, além do frio, da escassez de mantimentos e do desespero da própria tripulação, um inimigo perturbador - um predador desconhecido que fica a espreita no gelo, caçando e devorando as suas vítimas; uma criatura terrível e inteligente que está sempre um passo á frente das armadilhas preparadas pelos marinheiros.
A tal criatura do livro – apesar de reservar para os leitores muita ação e sustos – não passa de um pequeno complemento para o enredo de Simmons, onde o mais importante são os conflitos enfrentados pela tripulação dos navios Erebus e Terror. Temos o comandante que quer fazer da expedição um motivo para a redenção de um erro cometido no passado, por isso passa a tomar decisões precipitadas e que colocam em risco a segurança de todos os seus homens; temos o capitão linha dura que luta contra o alcoolismo e que  após uma série de tragédias passa a assumir o comando da expedição; temos o maléfico casal sodomita de marinheiros capaz de fazer as mais absurdas maldades, até mesmo matar por simples prazer; temos a mulher esquimó sem língua e com um misterioso passado; temos o médico humano e idealista que sempre encontra soluções de ultima hora para salvar vidas. Galera são muitos personagens fantásticos criados pelo autor.
Não existe nada mais maravilhoso no livro do que sentir a interação desses personagens tão ricos em sua essência. Os conflitos, as traições, as brigas, as reconciliações; os gestos de altruísmo, de amizade, enfim, um enredo inebriante. Quer dizer... até chegar o final insosso e decepcionante.
Na minha cabeça se passavam ‘mil e um finais’ diferentes para o Capitão Crozier – que assumiu o comando da expedição após uma série de eventos – e seus homens que conseguiram sobreviver durante parte da travessia do deserto ártico.
A união de Crozier com outro personagem acabou matando a história, pois a partir daí, o enredo começou a ganhar ‘ares’ mitológicos e abstratos, abandonando aquela realidade temperada com pequenos toques de ficção e que vinha predominando na obra. 
Achei um absurdo aquele ‘culto da língua’ perto final envolvendo esses dois personagens. Da mesma forma, também considerei patético o destino dado à criatura predadora – que destino? –  além da explicação para a sua origem. Resumindo moeram a linha real do romance e o transformaram num conto de “As Mil e Uma Noites”.
Se quiserem ler “O Terror”, leiam, pois trata-se de um livro fantástico; exceto o seu final murcho de decepcionante.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Saga Percy Jackson e Os Olimpianos (“O Ladrão de Raios”, “O Mar de Monstros”, “A Maldição do Titã”, “A Batalha do Labirinto” e “O Último Olimpiano”)


E lá vamos nós! Eis que continuo vasculhando o meu baú literário de obras que li há muito tempo, mas por algum motivo o qual não sei explicar, ainda não resenhei. Agora chegou a vez de “Percy Jackson e Os Olimpianos”.
Tenho os cinco livros da saga e os guardo em lugar de destaque em minha estante. Podem acreditar: eles merecem todo esse zelo.
Cara, você aprende mitologia grega brincando. Verdade! Quanto aos leitores que já tem uma noção sobre o assunto, simplesmente eles ganham mais gosto pelos mitos e procuram se aprofundar ainda mais em seus estudos e pesquisas. Foi o que aconteceu comigo. Apaixonei-me pelas histórias de vários semideuses da mitologia grega e assim, comecei a estudá-los de maneira mais profunda o que acabou rendendo um post no ‘Livros e Opinião (esse aqui).
Costumo dizer que o autor Rick Riordan ensina mitologia grega da maneira mais sedutora possível, atualizando os mitos para o século XXI. Até mesmo quando desvia de contextos clássicos sobre a mitologia, fazendo adaptações livres sobre o tema – como no caso dos 12 chalés, um para cada deus  – ele consegue ‘ganhar’ o leitor. Aliás, o autor brinca com a mitologia de uma maneira gostosa o que a torna ainda mais atrativa para os leitores contemporâneos, como por exemplo, ao mudar o Monte Olimpo (a famosa  morada dos deuses) para Nova York.
Uma saga com tantas qualidades, não poderia deixar de ser resenhada no blog; ao contrário dos dois filmes lançados que foram verdadeiros fiascos e passam longe dos livros de Riordan.
Tudo começou com “O Ladrão de Raios”, lançado em 2005, primeiro volume da saga e que atingiu os primeiros lugares na lista dos livros mais vendidos do “The New York Times”. Neste volume, ao autor introduz o personagem central, Percy Jackson no contexto da mitologia grega readaptada para o nosso século. Ele é um garoto de 12 anos com dislexia e que estuda numa escola de primeiro grau para crianças problemáticas. O que o garoto desconhece é que ele é filho de um famoso deus do Olimpo e por isso acaba sendo transferido para um acampamento meio sangue  - um tipo de escola em tempo integral onde ficam outros filhos de deuses gregos. “O Ladrão de Raios” serve de introdução para todos os outros quatro livros e por isso pode ser considerado o mais importante de toda a coleção. Nele, o raio-mestre de Zeus é roubado, e é Percy quem deve resgatá-lo. Para restaurar a paz no Olimpo, ele e seus amigos heróis precisarão fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: Percy terá de encarar o pai, resolver o enigma do Oráculo e desvendar uma traição que ameaça a harmonia dos deuses do Olimpo.
No segundo volume, “O Mar de Monstros”, Percy e seus amigos saem em busca do velocino de ouro, único artefato mágico capaz de proteger o acampamento meio sangue da destruição. É com essa missão que ele e outros campistas partem para uma perigosa viagem pelo Mar de Monstros, onde deparam com seres fantásticos, perigos e situações inusitadas, que põem à prova seu heroísmo e herança. Antes, porém, o herói precisará confrontar um mistério sobre sua família – algo que o fará questionar se ser filho de um poderoso deus do Olimpo é uma honra ou uma terrível maldição.
O terceiro volume, “A Maldição do Titã” foi lançado em 2007, quatro anos antes do surgimento do blog Livros e Opinião – um dos motivos que explica o atraso dessa resenha. Nele conhecemos Nico e Bianca que são filhos de um dos grandes deuses gregos. Percy e sua parceira inseparável, a semideusa Anabeth tentam ajudar os dois irmãos, mas o que eles não sabem é que a trama faz parte de um plano de Cronos (Senhor dos Titãs) para se vingar de Percy e todos os seus amigos.
Em “A Batalha do Labirinto”, que surgiu um ano depois de “A Maldição do Titã”, Cronos, o maléfico vilão que no livro anterior foi destronado e destruído pelos 12 deuses do Olimpo se prepara para retornar. Achei o livro fantástico. Bem tenso, mesmo. O leitor  fica naquela aflição para saber se o plano de Cronos em destruir o acampamento meio sangue dará certo ou não. Para assegurar que o refugio de semideuses não seja invadido, Percy e seus amigos-guerreiros tentam a qualquer custo deter as forças do poderoso titã, antes que se aproximem do acampamento. Para isso, será necessário sobreviver ao emaranhado de corredores do temido Labirinto de Dédalo – um interminável universo subterrâneo que a cada curva revela as mais terríveis surpresas.
Autor Rick Riordan
Em 2009, Riordan concluiu a sua saga literária com “O Último Olimpiano”. Mais um livraço que foi lançado no Brasil em 2010 pela editora Intrínseca. A obra marca o desfecho da saga.
Os meios-sangues passaram o ano inteiro preparando-se para a batalha contra os titãs e sabem que as chances de vitória são pequenas. O exército de Cronos está mais poderoso que nunca, e cada novo deus ou semideus que se une à causa confere mais força ao vingativo titã. Cronos avança em direção ao Monte Olimpo que está precariamente vigiado, enquanto apenas Percy Jackson e seu exército de heróis podem detê-lo. Nesse quinto livro da série, o combate que pode acarretar o fim da civilização ocidental ganha as ruas de Manhattan, levando muita ação e suspense aos leitores.
Cinco grandes livros.
Leiam, aprendam mitologia grega e divirtam-se!


domingo, 8 de abril de 2018

“A Assombração da Casa da Colina” será relançado pela Suma de Letras. Livro já está em pré-venda


Acredito que a partir de agora, o meu sonho de ver republicado o livro “Depois da Meia-Noite” de Stephen King ficou mais fácil de tornar-se realidade. O motivo da minha esperança é a decisão supimpa da Suma de Letras em relançar um verdadeiro clássico da literatura de terror que estava há muito tempo no rol das obras em fase de extinção. Estou me referindo ao clássico “A Assombração da Casa da Colina” escrito por Shirlley Jackson em 1959 e que voltará as prateleiras das principais livrarias do país no próximo dia 1º de maio. Quer mais uma boa notícia? Ok, eu conto. O livro já está em pré-venda nas livrarias virtuais, o que significa que os mais apressadinhos já podem reservar o seu exemplar.
Bem, se a Suma conseguiu relançar um livro tão raro quanto este, o que a impede de trazer novamente para o mundo dos vivos o antológico “Depois da Meia-Noite”? Sé resta aguardar e torcer. Mas agora, vamos nos ater a obra de Jackson que para o deleite dos fãs da literatura de terror estará de volta no início de maio. A autora que faleceu há quase 53 anos, continua sendo uma das mais respeitadas por escritores do gênero. Basta dizer que ela é vista por mestres como Stephen King e Neil Gaiman como a rainha do terror.
“A Assombração da Casa da Colina” fez tanto sucesso que já ganhou duas adaptações cinematográficas – “A Casa Maldita” (1963) e “A Casa Amaldiçoada” (1999) – além de planos para a produção de uma série de TV na Netflix, cujo cronograma já está na escolha dos artistas para os papéis principais.  
No livro, a autora conta a história de Eleanor que após ficar sozinha no mundo, acaba recebendo uma carta de um misterioso dr. Montague convidando-a para passar um tempo na Casa da Colina, um local conhecido por suas manifestações fantasmagóricas. O mesmo convite é feito a Theodora, uma alma artística e "sensitiva", e a Luke, o herdeiro da mansão. Mas o que começa como uma exploração bem-humorada de um mito inocente se transforma em uma viagem para os piores pesadelos de seus moradores. Com o tempo, fica cada vez mais claro que a vida e a sanidade, de todos estão em risco.
Agora, só resta aguardar a chegada de 1º de maio para começar a devorar “A Assombração da Casa da Colina”, enquanto isso, aproveitem para reservar o livro na pré-venda.
Detalhes técnicos
Título: A Assombração da Casa da Colina
Autora: Shirlley Jackson
Editora: Suma de Letras
Páginas: 200
Ano: 2018
Genero: Terror