sábado, 16 de setembro de 2017

Nova obra de John Green, “As tartarugas lá embaixo”, chega em outubro nas livrarias

Capa do livro que será lançado pela Intrínseca
Alguns gostam, outros não. Alguns se emocionam, outros nem tanto. Estou me referindo as histórias escritas por John Green. Aquele cara que ficou famoso graças ao romance “A Culpa é das Estrelas” (2012). Aliás, ele deve tudo e um pouco mais à esse bestseller, já que os seus livros anteriores – “Quem é você, Alasca?” (2005), “Deixe a neve cair (2008) e “Cidades de Papel” (2008) – só ficaram conhecidos graças a obra escrita em 2012.
Pois é galera, esse mesmo John Green estará lançando - simultaneamente em vários países, incluindo o Brasil - um novo livro. Se você é fã de carteirinha do cara e leu todas as suas obras, além de ter derramado copiosas lágrimas no filme “A Culpa é das Estrelas”, com certeza deve estar vibrando no momento em que lê esse post.
O novo livro do autor se chama “As tartarugas lá embaixo” e será lançado pela editora Intrínseca em 10 de outubro.
A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto tenta lidar com o próprio transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
A curiosidade é que o livro tem várias referencias sobre a vida do autor, entre elas a sua tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância. Isto significa que Green decidiu emprestar à personagem principal de “As tartarugas lá embaixo” algumas de suas características pessoais.
John Green
O autor, inclusive, publicou no YouTube um vídeo onde fala sobre o novo livro. Green revela que a história é inspirada em situações que ele teve de enfrentar. "É difícil falarmos sobre as coisas que acontecem lá no fundo da gente, provavelmente porque não dá pra ouvir as dores da mente e é difícil falar sobre isso sem fazer analogias e metáforas", afirma.
A última publicação de John Green foi o best-seller “A culpa é das estrelas”, há cinco anos. Depois do sucesso e da repercussão do livro, o autor publicou um vídeo no YouTube contando sobre a pressão que sentiu para publicar uma sequência para a história. O título do vídeo é "Falhando em dar continuidade para A culpa é das estrelas". "Eu senti uma pressão intensa das pessoas como se elas estivessem me observando enquanto eu escrevia", desabafou. "Eu estava apavorado porque achava que jamais conseguiria acompanhar o crescimento."
"Deixei de ser a pessoa que escreve livros, título de trabalho no presente, para ser a pessoa que escreveu aquele único livro, título de trabalho no passado", contou Green sobre os reflexos de “A culpa é das estrelas” na carreira, que afirma ter escrito em um dia que foi tomar café no Starbucks, mas que é grato pelo sucesso.
Taí galera! Se você está muito impaciente, fica o consolo de que 10 de outubro não está tão longe.





terça-feira, 12 de setembro de 2017

O Casamento

Para ser sincero, eu não pretendia ler “O Casamento” de Nicholas Sparks. Não mesmo. A minha intenção era iniciar a releitura de “A Sombra do Vento” de Carlos Ruiz Zafón começando, assim, a odisséia de “O Cemitério dos Livros Esquecidos”, mas pelos motivos que já expliquei 'nesse post', acabei obrigado a adiar o meu encontro com Daniel Sempere, Julian Carax, Fermin, Tomás Aguilar e companhia.
Se me arrependo? Não. Primeiro: gostei da história de Sparks – fazendo analogia com um famoso comercial de TV: não é nenhuma Brastemp, mas é bom. – e segundo:  toda vez que adiamos, por pouco tempo, um projeto acalentado por nós, a expectativa em torno desse projeto cresce, aumentando o nosso estado de ânimo. Bem... pelo menos acontece dessa maneira comigo.
Não posso negar que esses detalhes ajudaram muito a gostar da história bem light escrita por Sparks. “O Casamento” é um daqueles livros que você lê numa tacada só. A escrita fluida e sem rebuscamentos do autor deixa o enredo ainda mais digerível. O tipo da história para você ler sem nenhuma pretensão; simplesmente para passar o tempo. Mas nem por isso, é ruim. Os personagens são bem compostos; o enredo, como já disse, é fluido; e o final tem uma baita reviravolta que certamente irá surpreender os leitores.
“O Casamento” (2003) é a sequência da obra máxima de Sparks: “Diário de Uma Paixão” (1996) e conta a história da filha, genro e netos de Noah e Allie, casal que encantou  toda uma geração de leitores há mais de 20 anos. Apesar de grande parte dos críticos literários terem derramado um mar de elogios na obra escrita em 2003, definitivamente, ela não se comprara com “Diário de Uma Paixão” que é uma história de amor - daquelas de arrebentar - entre duas almas gêmeas e que nem mesmo as piores dificuldades enfrentadas na juventude e também na velhice foram capazes de separá-los. Cara, como me emocionei! Mas emoção daquelas de deixar os olhos úmidos de lágrimas. Costumo dizer que Noah e Allie são fodas! Com todo o respeito, é claro.
Eles arrebentam qualquer coração de pedra. E justamente em “O Casamento”, é o personagem de Noah que carrega a maior parte da carga emotiva e dramática. Enganam-se aqueles que pensam que o casal principal - Wilson e Jane – são os responsáveis por mexer com o coração e os sentimentos dos leitores. Não. O responsável é Noah.
No enredo de “O Casamento”, após quase 30 anos de casamento, Wilson é obrigado a encarar uma dolorosa verdade: sua esposa Jane, parece ter deixado de amá-lo, e ele é o único culpado disso.
Viciado em trabalho, Wilson costumava passar mais tempo no escritório do que com a família. Além disso, nunca conseguiu ser romântico como o sogro era com a própria mulher. A história de amor dos pais de Jane, contada em “Diário de Uma Paixão”, sempre foi um exemplo para os filhos de como um casamento deveria ser.
Diante da incapacidade do marido de expressar suas emoções, Jane começa a duvidar de que tenha feito a escolha certa ao se casar com ele. Wilson, porém, sente que seu amor pela esposa só cresceu ao longo dos anos. Agora que seu relacionamento está ameaçado, ele vai fazer o que for necessário para se tornar o homem que Jane sempre desejou que ele fosse. É nesse momento que Noah entra na história e a história, por sua vez, se transforma. Wilson decide procurar o sogro para se aconselhar a recuperar o amor de Jane.
Neste ponto do enredo, Sparks mescla o presente e o passado, ou seja, envolve num ‘bolo só’ a história de Noah e Allie e também de Wilson e Jane.
É interessante saber como era o relacionamento de Wilson com o seu sogro antes de se casar com Jane ou então as passagens emocionantes envolvendo Allie, Noah e seus filhos, a medida em que ela ia ficando debilitada com o Mal de Alzheimer. Caraca, o trecho em que Noah e Allie se mudam para uma casa de repouso e se despedem para sempre do seu casarão dançando uma musica romantica é de cortar o coração. Viram só como os momentos de maior emoção do livro estão relacionados com Noah e Allie?
Resumindo: podem ler sem medo “O Casamento”. Com certeza irão gostar, afinal de contas, Noah está lá, novamente, marcando presença.
Ah! Lembrando mais uma vez: atenção para o final de derrubar o queixo. O meu caiu; acho que o de vocês também cairá.

Inté!

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Santa demora! Após quase seis anos, nada de “As Portas de Pedra”. Conclusão da saga “A Crônica do matador de rei” está parecendo novela

Antigamente, passava na TV uma novela chamada “O Direito de Nascer” que tinha uma audiência enorme. Todo mundo ficava torcendo para o nascimento de um bebê, só que... ele ‘nunca’ nascia. Uma diarista que trabalhava para a minha saudosa mãe, sempre dizia: “Eta bebezinho duro de vir pro mundo!”
Esta mesma situação de muitas décadas atrás, agora vale para um contexto atual: o novo livro de Patrick Rothfuss. Cara, em 24 novembro de 2017 estará completando, exatos, seis anos que o autor lançou “OTemor do Sábio”, segundo livro da trilogia “A Crônica do Matador do Rei”. E decorridos mais de meia década, até agora nem sinal de “The Doors of Stone” (As Portas de Pedra), livro que fecha a saga do arcanista Kvothe.
Em termos de demora para lançar um livro, Rothfuss colocou no bolso o próprio Dan Brown, que por sinal, já está com o seu “Origem” pronto para sair do forno, aqui no Brasil. 
Patrick Rothfuss
O ‘pai’ de Kvothe só perde para outro gênio da demora chamado Thomas Harris, criador do icônico serial killer Hannibal Lecter. Harris, por sua vez, coloca no bolso Rothfuss, Brown e companhia. O sujeito – aliás, um grande sujeito, admiro demais o seu trabalho - não lança um novo livro há 11 anos! O último que saiu do prelo, em 2006, foi “Hannibal –A Origem do Mal”. Depois disso, ‘nadica’ de nada. E olha que Rothfuss está chegando perto, porque após seis anos, não temos nenhuma notícia de “As Portas de Pedra” e cá entre nós, acho muito difícil que nos próximos dois anos tenhamos a alegria de ver Kvothe ‘desfilando’ em uma nova aventura. Os sites em todo o mundo não dão, sequer, uma previsão de lançamento. As notícias publicadas – pelo menos, as que eu vi – não passam de ‘achismos’.
Tanto Rothfuss quanto Harris são conhecidos por serem meticulosos, ao extremo, em suas pesquisas literárias antes de criar um novo enredo. Isto, talvez, explique em parte a grande demora para as suas obras chegarem ao competitivo mercado literário.
Mas no caso de Rothfuss já começam a surgir algumas críticas por causa do seu envolvimento em projetos paralelos como o lançamento de games, série e filme sobre o personagem. Como já expliquei nesse post, a produtora Lionsgate (“Jogos Vorazes”) confirmou a ida de Kvothe para o cinema e também para a TV. Conforme notícia divulgada pela Variety, já foi chamado o produtor, ator e compositor Lin-Manuel Miranda para ser o diretor criativo das adaptações da trilogia de fantasia.
O que alguns leitores e parte da crítica literária especializada não aceitam é que o escritor deixe de lado a conclusão de uma das melhores sagas de fantasia já escritas nos últimos anos para ‘investir tempo’ em projetos paralelos.
Kvothe e Auri
E para deixar os fãs do conhecido arcanista à um passo do enfarto, gostaria de lembrar que Rothfuss anunciou o lançamento para novembro do livro The Slow Regard of Silent Things (algo como A Lenta Consideração de Coisas Silenciosas), protagonizado por Auri, uma personagem secundária em “A Crônica do Matador do Rei”. Olha, pra ser sincero, fiquei P. da Vida com o anuncio do  lançamento desse livro. “C-a-r-a-c-a!! Mêu! Vai terminar o ultimo livro dessa trilogia, depois, sim, vai se preocupar em escrever histórias para personagens secundários!! Acorda pra vida Rithfuss!”. Galera, desculpa aí pelo desabafo, mas ta demorando muito, pô!
Bem, fazer o que? Se frustração, nesse caso, pagasse imposto, eu já estaria pobrezinho de ré.

Inté!

sábado, 2 de setembro de 2017

Um Conto do Destino

Tá bem, eu confesso. Lutei com todas as minhas forças e energia, mas acabei perdendo esta batalha; e por goleada. Fiquei tão grogue com a surra que levei que estou resenhando a obra somente agora. Digo isto porque já li o livro há mais de dois anos; quero dizer... a metade do livro, já que não consegui encará-lo por inteiro.
Tentei vencer aquele calhamaço de mais de 700 páginas de “Um Conto do Destino”, mas miei. A obra de Matk Helprin é muito louca, mirabolante e extrapola os limites da surrealidade. Ela até começa bem, prendendo a sua atenção, mas depois...
O autor começa contando a história de um casal apaixonado, em seguida, quando menos se espera, ele dá um corte abrupto nessa história e já ‘pula’ para um outro contexto com novos personagens e ‘bota’ personagens nisso! Cara, são muitos e nenhum deles com carisma suficiente para ‘laçar’ a atenção do leitor. Algumas pessoas que conseguiram ler as 720 páginas do livro, disseram que esses personagens - que a principio não tem nenhuma relação com o tal casal do início da história – só começam a entrar no contexto perto do final. Sei lá se é verdade galera, preferi não esperar para conferir. Parei, mesmo, antes da metade.
Algumas situações criadas por Helprin chegam a atingir as raias do absurdo. Algo muito sem noção. Acredito que ele quis criar um enredo com toques de fantasia, mas no final a ‘coisa’ degringolou e acabou ficando, de fato, surreal.
“Um Conto do Destino” conta a história de Peter Lake, um exímio mecânico e também larápio, que em uma noite especialmente fria consegue invadir uma mansão que mais se parece uma fortaleza. Ele pensa que não há ninguém em casa, mas a filha do dono o surpreende em plena ação. Assim começa o romance entre um ladrão de meia-idade e uma moça chamada Beverly que tem pouco tempo de vida. A partir daí começam a pipocar as passagens estranhas na história como um gato que veste roupas, um cachorro de seis metros de altura conhecido como “Cão do Afeganistão” e outras excentricidades das quais não me lembro, pois já faz algum tempinho que li o livro.
Um dos motivos que me levou a comprar “Um Conto do Destino”, na época, foi a publicidade muito chamativa do filme com Colin Farrell baseado na obra de Helprin. O slogan: “É possível amar alguém tão plenamente que a pessoa não pode morrer?” era o mesmo do livro. Entonce, o gaiato aqui, foi no embalo do slogan precedido por belas imagens e comprou o livrão de mais de 700 páginas. O que aconteceu? Você já sabe.
Taí, é o que dá ir com tanta sede ao pote.

Inté!