domingo, 21 de dezembro de 2014

10 livros de terror e suspense baseados em fatos reais



Muitas vezes nem imaginamos que aquele filme de terror ou suspense que nos deixou paralisado na poltrona do cinema foi baseado num fato real. Cara! Quando soube que a história horripilante de  “O Exorcista” de William Peter Blatty havia, de fato, acontecido... Brrrrrrrrr.... fiquei muito impressionado. Tão impressionado que só consegui ler o livro há pouco tempo. E olha que descobri isso há décadas, poucas semanas após o lançamento do filme com a Linda Balir nos anos 70.
E o Afrânio?! Ôhohohoh... Este meu amigo de aventuras universitárias apoteóticas, quase ficou com a síndrome do pânico quando descobriu recentemente que a produção cinematográfica “Invocação do Mal” não teve ‘nadica’ de nada de ficção. O patrão do Afrânio soltou: “O Afra, sabia que aquele filme que te impressionou foi baseado numa história real”? E concluiu: “Pois é, uma família viveu tudo aquilo e depois... acho que uma das filhas resolveu contar tudo num livro”. E completou: “Aí já viu, né; alguém em Hollywood gostou e transformou tudo em filme”.
Mêo! Você precisava ver os olhos esbugalhados do Afrânio que depois me disse: “FDP dos diachos!! Como vou assistir “Annabelle”, agora, sabendo que todo aquele forrobodó danado aconteceu de verdade?! Cara, esse é o ‘mitológico’, o ‘lendário’ Afrânio (rs).
Depois desse caso envolvendo o Afra, tive um ‘insight’ legal. Putz! Por que não crio um post com livros de terror que foram baseados em fatos reais? E ‘entonce’ nasceu essa ‘belezura’, aqui, que vocês estão começando a ler.
Espero que Apreciem a lista, mas vale uma ressalva: só selecionei livros de terror e suspense que foram traduzidos para a nossa língua, ou seja, lançados aqui no nosso querido Brazuca. Por isso, o livro “House of Darkness, House of Light”, de Andrea Perron, uma história assombrada que ocorreu nos anos 70 na fazenda da família Perron, na cidade de Harrisville, em Rhode Island, e que serviu de base para o filme “Invocação do Mal” não entra em nossa lista. É que a obra de Perron não foi lançada no Brasil, pelo menos por enquanto.
E vamos ao nosso ‘Top List”:
01 – Horror em Amityville (Jay Anson)
O livro: Foi publicado em  1977 e se tornou um  grande sucesso editorial, com mais de três milhões de cópias vendidas: uma verdadeira febre. O livro também serviu de inspiração para várias adaptações cinematográficas, embora nenhuma delas tenha conseguido transmitir a sensação de aflição que alguns trechos do livro provocam. A obra foi escrita por um jornalista chamado Jay Anson que acompanhou de perto os fatos envolvendo a família Lutz que se mudou para a maligna residência da Ocean Avenue. Ele ouviu os depoimentos de todas as pessoas envolvidas na tragédia e pesquisou sobre os acontecimentos que antecedem a mudança da família no casarão. Bem, vamos lá: o autor conta a história, baseada em fatos reais, de um casal jovem com três filhos, que no dia 18 de dezembro de 1975 mudou-se para uma bela e enorme casa situada na Avenida Ocean 112, em Amityville, Nova Iorque, EUA. Vinte e oito dias depois eles fugiram aterrorizados, abandonando praticamente todos os seus bens, alegando a existência de entidades malignas assombrando a casa. Vale lembrar que um ano antes, na mesma casa, havia acontecido um assassinato brutal.
Fachada da casa verdadeira onde ocorreram os fatos sinistros
O fato: Em 1974, nos Estados Unidos, o jovem Ronald DeFeo Jr. assassinou brutalmente com uma espingarda sua família (pai, mãe e quatro irmãos), enquanto dormiam em suas camas. Sua explicação para a chacina é que ele estava agindo conforme a orientação de uma voz misteriosa que ordenava os assassinatos. Um ano depois, a imensa casa que serviu de palco para a carnificina, situada em Amityville, Long Island, recebeu novos moradores, a família Lutz, formada pelo casal George e Kathy, e os três filhos pequenos. Depois de apenas 28 dias, eles fugiram desesperados alegando a existência de entidades malignas assombrando a casa. Nem o padre Callaway conseguiu ajudar, pois ao tentar benzer a casa ele foi ameaçado por uma voz que ordenou que ele saísse imediatamente.
02 – O Exorcista (William Petter Blatty)
O livro: Escrito por William Peter Blatty, "OExorcista" foi lançado originalmente em 1971, ficando mais de um ano na lista de best-sellers do New York Times. 
Na trama, a atriz Chris MacNeil fica muito preocupada com o comportamento estranho de sua filha Regan, de 11 anos. Ela busca a ajuda da medicina, mas quando esta não encontra a solução, Chris procura a Igreja para investigar o que parece ser um caso de possessão demoníaca. Então, cabe a dois padres (um  idoso e outro bem jovem)  a difícil missão de realizar um exorcismo, inclusive, arriscando a sanidade e a vida das pessoas envolvidas. 
O fato: O livro teria sido baseado nos registros de um caso real, alegadamente realizado Mount Rainier, no estado de Maryland.  O jornal The Washington Post  e supostamente outros periódicos locais relataram o discurso de um padre feito numa sociedade de parapsicologia amadora, na qual este teria afirmado haver exorcismado um demônio em um menino de 13 anos de idade chamado Ronald, cujo sofrimento durou cerca de seis semanas, e terminando em 19 de abril de 1949.
O garoto teria vivido uma vida normal até que sua tia Harriet morreu. Deprimido, Ronald tentou contatá-la utilizando uma Mesa Ouija (no Brasil temos uma variante deste "jogo" em que se utiliza um copo, ou algo parecido, e letras desenhadas em círculos, onde supostamente os espíritos nos dão respostas), pois ele e sua tia haviam passado horas tentando contatar os mortos quando ela estava viva. Logo após, estranhos ruídos passaram a ser ouvidos na casa de Ronald. Mais tarde, tudo tornou-se mais aterrador quando o garoto passou a assumir uma personalidade "demoníaca", praguejar continuamente e desenvolver cortes na pele espontaneamente. Seus pais consultaram um médico e um psiquiatra tentando achar respostas, mas foi constatada a perfeita saúde mental e física do garoto.
Apavorados, os pais estavam convencidos que o garoto estava tomado pelo demônio. E convencido também estava um padre quando tentou livrar o garoto do espírito conduzindo um exorcismo em um hospital local. Enquanto o padre proferia as palavras "livre-nos do mal" o garoto debateu sua mão livrando-se das correias que o prendiam e, com um pedaço solto da cama, atacou o padre, que precisou de mais de 100 pontos para o corte provocado em seu braço. Isto foi apenas uma parte do processo de 4 meses que durou de janeiro à abril de 1949.
Consta que um grupo de  padres jesuítas realizou uma série de exorcismos - rezando e borrifando o garoto com água benta durante um mês na casa de parentes do garoto e no Alexiam Brothers Hospital em Saint Louis, no estado do Missouri.
A possessão de Ronald acontecia à noite - ele se debatia selvagemente, praguejava e cuspia nos padres - e durava até o nascer do sol. Os cortes que apareciam no peito do garoto eram ainda mais sinistros, parecendo rabiscos ou arranhões feitos por espinhos, onde as palavras INFERNO e ÓDIO podiam ser lidas em sangue. Os padres rezavam quase continuamente em latim, pois acreditavam que isto iria apressar Cristo para confrontar o diabo.
No domingo de Páscoa de 1949 - depois de 24 noites - Robert se recuperou. Abriu seus olhos e disse, "Ele se foi".
03 – Canibais (David Coimbra)
O livro: Em seu primeiro romance, David Coimbra revisita um episódio célebre do passado porto-alegrense que ficou conhecido como o “Caso do Linguiceiro”. Em meados do século 19, o açougueiro Ramos e sua mulher, Catarina, assassinaram dezenas de pessoas e utilizaram os cadáveres para fazer linguiça, transformando os habitantes da Porto Alegre de então em involuntários canibais.
Coimbra criou Walter, um sapateiro de origem alemã que se apaixona pela bela e loira Catarina e acaba descobrindo todos os horrores que se passam na Rua do Arvoredo; Emiliana, uma negrinha sofrida que, sem saber de nada, trabalha como empregada para o casal de comparsas; Brasiliano, um boa-praça, sempre pronto para "um dedo de prosa" e que, sem querer, vai se interpor entre seu amigo Walter e Catarina; a Bronze, uma mulher liberal, amiga íntima de Brasiliano, que vai tentar alertá-lo sobre os perigos que rondam o açougue.
Esses e outros personagens dão vida e dinamicidade à narrativa, além de comporem um vívido retrato da Porto Alegre oitocentista, em processo de urbanização. 
Coimbra mostra, com muito suspense e humor e toda a maestria estilística que lhe é característica, os tipos que habitavam a cidade, os costumes dos bairros populares, a vida privada da Província de São Pedro, como era chamado o Rio Grande do Sul na época.
O casal de assassinos Ramos e Catarina  (foto centauro alado)
O fato: Os crimes da Rua do Arvoredo é um episódio que ocorreu em 1864  na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Um homem chamado José Ramos, que era na verdade um inspetor de polícia de Santa Catarina, teria comprado (ou alugado) uma casa na antiga Rua do Arvoredo (atual Rua Fernando Machado), de um sujeito chamado Carlos Klaussner, antigo dono de um açougue que funcionava no mesmo endereço.
Consta que o tal homem gostava de música, frequentava o recém-inaugurado Teatro São Pedro, andava bem vestido, enfim, era, como se dizia na época, um boa-vida. Tempos depois ele conheceu Catarina Palsen, com quem passou a viver, e a praticar os tais crimes. Ao que tudo indica, ela, Catarina, de origem húngara e de grande beleza, "atraía" as vítimas para a tal casa-açougue, para que fossem mortas por José Ramos, esquartejadas e, com a carne, eram fabricadas lingüiças, vendidas no comércio de Porto Alegre, e que tinham, por sinal, muito boa "aceitação". Ecaaaa, mil vezes!!!
04 – As Duas Vidas de Audrey Rose (Frank de Felitta)
O livro: O livro publicado em 1975 e que se tornou um grande sucesso dando origem ao filme homônimo de 1977 dirigido por Robert Wise, conta a história de um casal - Janice e Bill Templeton – que vive feliz com sua filha única, a bem-comportada pré-adolescente Ivy. Essa imagem de família feliz começa a ser decomposta com a chegada de um homem estranho chamado Elliot Hoover. Depois de suspeitas de que ele pretende molestar sexualmente Ivy, o estranho tenta convencer aos pais que seu interesse (quase uma obsessão) pela garota é apenas paternal. Para ele, a menina é a reencarnação de sua filha, morta em um terrível acidente. Coisas estranhas começam a acontecer a partir desse momento.
No livro, Elliot Hoover era um cidadão comum, um engenheiro e executivo bem-sucedido com uma boa vida familiar. Mas em 1964 sua vida mudou quando a mulher e a filha morreram em um acidente de carro. A menina ficou presa enquanto o carro queimava, e suportou alguns minutos de puro terror antes do fim.
O fato: De acordo com o livro "The Case for Reincarnation" de Joe Fisher, o roteiro de "As Duas Vidas de Audrey Rose" foi inspirado num incidente real na vida de Frank de Felitta, autor do livro. 
Felita estaria escrevendo em seu escritório quando ouviu uma linda canção tocada no piano, vinda da sala de música de sua família. Ele ficou surpreso ao descobrir que as notas perfeitas estavam sendo produzidas por seu filho de seis anos de idade, que nunca tinha tido uma aula de música. "Meus dedos estão fazendo isso por si só, papai!", Disse o garoto. "Não é maravilhoso?" A experiência incentivou Felitta a escrever a sua obra máxima, além de torná-lo um ardoroso defensor da reencernação.
05 – O Triângulo das Bermudas (Charles Berlitz)
O livro: O livro de Charles Berlitz, publicado em 1974, discorre sobre fatos e acontecimentos ligados ao misterioso Triângulo das Bermudas, onde navios e aviões desapareceram sem deixar nenhum vestígio, sendo que esses desaparecimentos ocorreram de forma inexplicável, surpreendente e totalmente inesperada.
A obra popularizou a crença no Triângulo das Bermudas como uma área do Oceano Atlântico dominada por forças poderosas e misteriosas, tornando-se um bestseller com 20 milhões de cópias vendidas e publicadas em 30 idiomas.
No livro, Berlitz elabora várias teorias para explicar os desaparecimentos – de seres extraterrestres à fenômenos naturais -  contudo, ele preferiu optar por dar credibilidade para aquelas que têm uma causa natural. Uma dessas teorias afirma que o Triângulo das Bermudas é na verdade um subproduto da destruição de Atlântida, a lendária ilha descrita por Platão.
O livro foi posteriormente a base para um filme lançado em 1978 na TV e que conseguiu um sucesso razoável, bem menos do que a obra escrita.
O fato: Antes de escrever o livro, Charles Berlitz tinha uma agência de viagens e ficou curioso porquê grande parte de seus clientes evitavam passar pelo chamado Triângulo das Bermudas. Certo dia, a sua curiosidade ultrapassou os limites quando um homem – após ter comprado a passagem para um vôo que passaria pelo local – voltou a agência de Berlitz e, muito nervoso, simplesmente devolveu o bilhete e foi embora.
Berlitz decidiu ir à fundo e investigar o mistério do Triângulo das Bermudas e descobriu após várias entrevistas, inclusive com a sobrevivente de um naufrágio naquele local, detalhes importantes que serviram de base para montar as suas conjecturas. Pronto! Nascia, assim, o livro “O Triângulo das Bermudas”. 
06 – A Entidade (Frank de Felitta)
O livro: Felitta, o mesmo cara que escreveu “As Duas Vidas de Audrey Rose”, conta agora a história de Carlotta Moran, uma jovem mãe solteira com três filhos e ainda considerada uma bela mulher, apesar de já ter passado por três gestações. Ela sustenta seus filhos (Billy, Kim e Julie) com o auxilio da Previdência Social. Tudo se segue normalmente até que em uma noite qualquer um acontecimento horroroso a marca drasticamente e a faz pensar que está enlouquecendo: ela é estuprada por alguém que não deixa rastros.
Carla, então, alega ter sido violentada por uma entidade invisível. No princípio a protagonista acredita que tudo não passa de pesadelos, até que a tal entidade começa a se manifestar fisicamente enquanto ela está acordada. Carla, depois de passar por psiquiatras, acaba solicitando a ajuda de especialistas paranormais para resolver o seu problema.
O fato: Caraca!! Pode acreditar man! É isso mesmo que você acabou de ler: uma mulher que afirmou ter sido estuprada por uma entidade invisível teve a sua história transposta para as páginas! Já pensou se a moda pega? (rs). Bem, falando escrevendo sério, agora, o livro se baseia na pesquisa de Kerry Gaynor e Barry Taff, sobre o caso de Doris Bither que afirma ter sido violentada por uma presença sobrenatural. Embora os pesquisadores não tenham presenciado tais atentados sexuais, eles informaram terem visto  luzes flutuando, objetos  se movendo sozinhos e uma silhueta humana. Acreditem, “isso aí” serviu de inspiração para o roteiro de um livro e posteriormente de um filme. Fazer o que...
07- Tubarão (Peter Benchley)
O livro: Uma garota é encontrada morta na beira da praia, possivelmente por um ataque de tubarão. O xerife Brody tenta fechar a praia. Mas por estar perto do dia 4 de julho (o dia que dá mais lucro na cidade) o prefeito não permite, com medo de criar pânico. Porém uma criança é morta e o tubarão é caçado por todos os pescadores por uma recompensa. Logo um animal é capturado, mas o especialista chamado pelo xerife diz não se tratar daquele que vem aterrorizando o local por ter uma mandíbula menor que aquela que provocou ferimentos nas vítimas.  O xerife decide, então, reunir uma equipe formada por um oceanógrafo e um pescador insano para tentar localizar o verdadeiro predador em alto mar.
Em 2011 escrevi a resenha do livro de Peter Benchley. Os leitores interessados poderão conferir aqui
O fato: O romance de Peter Benchley foi inspirado numa série de ataques de tubarão que aconteceu em New Jersey em 1916. Durante 12 dias, em julho, cinco pessoas foram atacadas, sendo que quatro morreram. O responsável pelos ataques foi um grande tubarão branco, de 7 pés, morto no dia 14 de julho daquele ano. Em seu estômago foram encontrados restos de suas vítimas, de acordo com as informações da época. Após a morte do predador não houve mais casos na região.
Outras fontes na internet apontam que a obra de Peter Benchley foi inspirada nos relatos do pescador Frank Mundus, que teria, em 1964, capturado um gigantesco tubarão, não sem antes quase ter sido devorado pelo peixe. Há quem diga que as duas histórias serviram de inspiração para o filme.
08 – Instinto Assassino (William Randolph Stevens)
O livro: William Randolph Stevens conta em seu primeiro livro, a história de um homem cruel dominado pelo sadismo e ódio extremo. Durante três anos de casamento, um jovem e talentoso médico – considerado um profissional modelo e um homem normal pelos colegas – aterrorizou impiedosamente a mulher e o filho. Quando por fim ela conseguiu abandoná-lo, ele tramou sua vingança idealizando o crime perfeito, no qual a torturaria lentamente até a morte. 
O livro acabou sendo adaptado para a televisão no formato de minissérie. No Brasil foi exibida nos anos 80 na Rede Globo de Televisão. Maiores detalhes sobre a obra de Randolph Stevens confira aqui.
O livro 'virou' uma minissérie de TV exibida na Globo
O fato: O livro foi escrito pelo promotor do caso que após a concordância da vítima decidiu transpor para as páginas toda a verdade sobre o julgamento envolvendo o proeminente médico americano Dr. Patrick Henry. No livro, sua esposa, Cristina Henry narra os momentos de terror que passou ao lado de seu marido com quem chegou a ter um filho. Ela conta ao ‘escritor-promotor’ que conviveu durante quase sete anos ao lado de um perigoso psicopata sem perceber nada de anormal, já que o médico insano escondia com perfeição a sua personalidade doentia.
09 – O Iluminado (Stephen King)
O livro: A história se passa quase que inteiramente no Overlook, um hotel fictício mal isolado nas montanhas rochosas do Colorado. A história do hotel é descrita durante o livro por vários personagens. Neste hotel, um ex-zelador chamado Delbert Grady acabou sucumbindo a insanidade do isolamento do local e matou a sua família e a si mesmo.
Jack Torrance, sua mulher Wendy e seu filho de cinco anos Danny, se mudam para o hotel porque Jack aceita o emprego de zelador durante a baixa temporada de inverno, quando o hotel fica deserto e isolado. Jack é um aspirante a escritor e um alcoólatra em recuperação de seu passado problemático, tendo inclusive quebrado acidentalmente o braço de Danny e perdido seu emprego como professor. Ele tem a esperança que o isolamento do hotel o ajudará a reconectar com sua família e o motivará a terminar sua peça. Danny, por sua vez,  possui, sem o conhecimento de seus pais, habilidades psíquicas que o permitem ler mentes e ter premonições.
O hotel carrega forças sobrenaturais malignas do passado. Danny, que tem premonições do perigo do Overlook para a sua família, começa a ver fantasmas e visões assustadoras do passado do hotel, mas lembra que elas não são assustadoras agora, no presente. Tendo dificuldades em possuir Danny, o hotel começa a possuir Jack, tirando dele a sua vontade e desejo de trabalhar. Como Jack começa a agir de modo estranho, o fantasma sinistro do hotel gradativamente acaba possuindo-o, fazendo com que o homem comece a perseguir sua esposa e seu filho com a intenção de assassiná-los.
O fato: Migoooooo!!! Parece difícil acreditar, mas o enredo de  “O Iluminado” – que acabou de ganhar um continuação recentemente -  foi baseado numa experiência real vivida por Stephen King. O próprio escritor contou em entrevista que ele e sua esposa Tabitha passaram uma noite num hotel em Colorado, que estava completamente vazio. King disse que quando chegaram ao local, ele estava próximo de fechar para a estação. O escritor e sua esposa perceberam que eles eram os únicos clientes no hotel em toda a sua extensão, entre corredores vazios.
Depois um jantar surreal, onde ele e a mulher eram os únicos convidados, o escritor teve um terrível pesadelo naquela noite, percebendo que uma história estava prestes a se desenvolver. Naquela noite, King sonhou com o seu  filho de três anos correndo pelos corredores e olhando para trás constantemente com os olhos arregalados, gritando. Ele estava sendo perseguido por uma mangueira de incêndio. “Eu acordei num solavanco, completamente suado, quase caindo da cama. Levantei, acendi um cigarro, sentei na cadeira olhando para a janela que dava para as rochas, e quando o cigarro terminou eu já tinha em mente o esqueleto do livro”.
Cara! Que coisa heinn?!
10 – Psicose (Robert Bloch)
O livro: Psicose, o clássico de Robert Bloch, foi publicado originalmente em 1959, sendo que no ano seguinte seria adaptado parar os cinemas. O filme dirigido por Alfred Hithcock ganharia o status de antológico. 
Em seu livro, Bloch conta a história de Norman Bates, um homem de 40 anos, super controlado pela mãe dominadora, e que gerencia um hotel de beira de estrada. Durante uma forte chuva, uma moça chamada Mary Crane resolve passar a noite no referido hotel até que o tempo melhore então... começa o seu pesadelo. Tant livro quanto filme foram um grande sucesso de crítica e também de público.
O fato:  O livro foi inspirado livremente no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas. 
O autor, morador de uma cidadezinha no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, soube por notas nos jornais de um caso assustador no vilarejo de Plainfield. Passou a anotar cada nova informação em um caderninho e chegou a um assassinato em série que perturbou os americanos em novembro de 1957.
Psicopata Ed Gein no qual o filme Psicose foi inspirado
A mãe de Gein não deixava estranhos interagirem com ele e seu irmão. Ao freqüentar a escola, a mãe chegava ao ponto de impedir qualquer tentativa do filho de ter amigos. Gein confessou ter desenterrado várias sepulturas de mulheres de meia idade, que se pareciam com a sua mãe. O psicopata levava-as para casa, onde ele bronzeava as peles, um ato descrito como insano ritual travesti. Gein negou ter tido relações sexuais com os cadáveres, porque, segundo ele, estes "cheiravam demasiado mal". Ele também admitiu que matou uma mulher chamada Mary Hogan, desaparecida desde 1954.
Beleza? Taí galera, espero que tenham apreciado a lista.
Inté!

9 comentários:

  1. Excelente como sempre, Jam!

    Adoro livros de suspense, especialmente se baseados em fatos reais. Dos que você citou, só li Horror em Amityville, Tubarão e O Iluminado, mas vou procurar outros. Me interessei bastante por O Triângulo das Bermudas, sendo este um assunto que sempre me fascinou.

    Como diria Shakespeare, eu acredito que há mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia. Afinal, que local bizarro, e vai saber o que há por lá... Esses mistérios do desconhecido.

    Mas um abraço e até a próxima, e pode contar comigo na luta pela melhora do Kid Tourão!

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    1. Tex, acho que irá gostar do livro de Charles Berlitz, afinal de contas, a obra ficou por muito tempo na lista dos mais vendidos; um verdadeiro bestseller. Ele apresenta algumas teorias interessantes. E se conseguir, aproveite para assistir ao
      filme de 1978, apesar dos poucos recursos na época, uma produção muito boa.
      E obrigado pela lembrança do Kid Tourão.
      Abcs!

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  2. Ótimo post, como sempre!

    O Exorcista, eu também só li recentemente - depois de anos de curiosidade. Curiosidade que agora tenho em ler os livros da Andrea Perron - cheguei a pensar em comprar a versão original pela Amazon, mas desisti: meu inglês não é bom o suficiente ainda.

    Grande abraço.

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    1. Obrigado Augusto!
      Eu não li "O Exorcista", antes, por falta de colhões, mesmo! (rs).
      Quanto a obra que deu origem à "Invocação do Mal" estou torcendo que um dia ainda seja traduzida para o português.
      Grande abraço meu amigo,

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  3. Adquiri e/ou li a maior parte desses livros. Recentemente tive o prazer de ler "Psicose", relançado pela Darkside, e reler "Tubarão", relançado pela mesma editora. Tive "A entidade" também pelo Círculo do Livro (ah, saudade!), assim como "Horror em Amityville". Todos muito bons!

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    1. Não tive, ainda, a oportunidade de reler Psicoce, lançado pela Darkside, mas muitos amigos elogiaram o aspecto visual da obra. Tenho apenas o livro da editora Record. Quanto a Tubarão, possuo o 'livrinho' em papel jornal que 'volta e meia' estou relendo.
      Abcs!

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  4. O tubarão de 1916 em New Jersey não era um tubarão branco, mas sim um cabeça chata. Tubarões brancos não entram em água doce, mas os cabeças chatas sim. Como houveram ataques em um rio da cidade, não pode ter sido um tubarão branco.

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  5. Sobre A entidade você disse:

    “Embora os pesquisadores não tenham presenciado tais atentados sexuais, eles informaram terem visto luzes flutuando, objetos se movendo sozinhos e uma silhueta humana. Acreditem, “isso aí” serviu de inspiração para o roteiro de um livro e posteriormente de um filme. Fazer o que...”

    Eu tomei conhecimento da história real antes de conhecer o filme. Só depois fui assistir o filme A entidade e ler o livro de mesmo nome, e com grande admiração por saber se tratar de uma história baseada em fatos reais.
    Costumo ler sobre casos ufológicos, e descobri que existem outros casos semelhantes, apenas não ficaram famosos como esse. No youtube tem alguns documentários, e caso tenha interesse pode entrar em contato comigo que te envio um relato de uma pessoa que passa por um abuso semelhante. Mas no próprio documentário, se não me engano, tem uma pessoa que relata sofrer esse mesmo fenômeno.
    Penso que da mesma forma que até pouco tempo era raro mulheres prestarem queixa contra estupro (e até hoje, muitas não prestam queixa), mais certo ainda é que poucos que passem por isso vão decidir relatar terem sofrido estupro de um “fantasma”. E mesmo assim algumas pessoas relatam isso.
    Algumas vezes, as cenas mais bizarras que vemos em um filme, aquelas que podemos jurar que só podem se tratar de uma piada, são as mais reais e são as retratadas de forma mais crua.

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  6. uau, obrigada por este post sobre os filmes de terror. Sou viciada em livros e filmes. O seu blog me conquistou. abraços.

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