sábado, 22 de julho de 2017

O Historiador

Não gostei. Achei descritivo demais, enrolado demais e longo demais. Aqueles que discordarem até poderão dizer o seguinte: - As obras de Patrick Rothfuss e Tolkien também são descritivas... e muito!. – Tudo bem galera, eu concordo que elas também possuem essa característica, mas por outro lado os momentos de ação, o chamado ‘pega prá capá’, estão lá, entremeando-se com os instantes descritivos. Já o clássico Drácula de Bram Stoker, mesmo com raras cenas de ação, brinda os seus leitores com uma carga enorme de tensão, ansiedade e principalmente medo que é o ingrediente principal de uma obra de terror.
Já em “O Historiador” de Elizabeth Kostova, o exagero nas descrições de lugares, paisagens e situações somados a falta de ação ou tensão deixam a história muito enfadonha. Admito que foi difícil concluir a leitura das 541 páginas do livro. E agradeço a minha qualidade de leitor persistente que esporadicamente abandona uma história no meio, caso contrário...
O engraçado é que a proposta inicial de Kostova é ótima e assim, as pessoas que tem o hábito de lerem a sinopse oficial de uma obra, antes de encará-la, com certeza acabarão sendo fisgadas como eu fui. Mas após mergulhar na essência do enredo, essa proposta inicial acaba se diluindo por causa dos problemas que já citei no início do post.
Se “O Historiador” tivesse, pelo menos, ‘uns’ 30% de ação e tensão das páginas finais e ‘bem finais’, a história seria ótima; devorativa, como costumo dizer. A impressão que fica é que a autora resolveu concentrar todo o clímax da saga envolvendo Vlad ou Drácula – tanto faz – nas últimas páginas.
O livro narra a trama de uma jovem que, após explorar a biblioteca do pai, encontra um livro antigo e um maço de cartas amareladas. As cartas são todas endereçadas a “Meu caro e desventurado sucessor”.  Estas correspondências fazem alusão a um dos poderes mais maléficos que a humanidade jamais conheceu, e a uma busca secular pela origem desse mal e sua erradicação. Trata-se de uma caça sobre a verdade de Vlad, o Empalador, o governante medieval cujo bárbaro reinado gerou a lenda de Drácula.
Esta introdução chamativa da obra de Kostova pega o leitor – aficionado por relatos sobre vampiros –  no contra-pé, deixando a sua curiosidade borbulhando, à flor da pele. Na contra capa do livro, a autora já tasca: “Gerações de historiadores arriscaram reputação, sanidade, e até mesmo as próprias vidas para conhecer a verdade sobre Vlad e sobre Drácula. Agora, uma jovem precisa decidir continuar ou não essa busca – e seguir seu pai em uma caçada que quase o levou à ruína anos antes, quando ele era um enérgico estudante universitário e sua mãe ainda era viva”. Agora, para um pouquinho e me responda com toda sinceridade: Não é o tipo de introdução que fisga o sujeito como um peixe? Pois é, foi dessa forma que eu fui fisgado.
É claro que uma obra literária jamais pode ser considerada unanimidade. Por melhor que seja um livro sempre haverá um grupo de leitores destoantes que não irá gostar de alguns trechos ou da obra inteira. E por pior que seja um livro, também teremos leitores que irão aprová-lo, chegando muitas vezes a transformá-lo em Cult.
No meu caso, com relação ao “O Historiador”, friso que não gostei.
Indo!

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