domingo, 26 de junho de 2016

Duro de Matar

Há muitos anos – ainda na época do VHS – após assistir “Duro de Matar” com Bruce Willis, fiquei sabendo que o filme havia sido adaptado de um livro desconhecido lançado, sem nenhum alarde, no Brasil. Como gostei ‘pacas’ do filme resolvi sair à caça da obra de Roderick Thorp. Queria saber se o ritmo trepidante das telas se repetia nas páginas e também se o diretor John Mc Tiernan havia feito uma adaptação cinematográfica fiel ao texto de Thorp.
Ao encontrar o livro num sebo não pensei duas vezes e comprei. Queria matar a minha curiosidade o mais rápido possível.
A partir do momento que um grupo de terroristas toma um prédio onde se encontra, por acaso, o policial Joe Leland, já é possível perceber que Mc Tiernan mudou pouquíssima coisa do enredo original. Portanto, posso garantir que a adaptação feita para as telonas é muito fiel ao livro.
Pouca coisa foi alterada, entre elas, o nome do personagem principal: sai Joe Leland e entra John McClane. O Leland da obra escrita é bem mais velho e sisudo do que o detetive John McClane interpretado por Buce Willis no filme. O clima do romance policial também é muito pesado, com Leland e os terroristas assumindo um duelo psicológico perturbador nos intervalos dos tiroteios e explosões. Já nas telonas, McClane é bem mais jovem e humorado. Quanto ao duelo psicológico, existe, mas de uma maneira mais moderada, com o diretor preferindo dar ênfase para a ação. Outra mudança é com relação a mulher de McClane. No livro, ela não é esposa, mas sim a sua filha. 
Excetuando essas diferenças, o filme é muito fiel ao texto de Thorp, inclusive, o leitor tem a impressão que várias cenas de ação contidas nas páginas da história foram adaptadas integralmente para o cinema.
Gostei do livro e li rapidinho. Bastaram dois dias para devorar suas 192 páginas. Thorp cria um clima tenso entre Leland e os 12 terroristas que invadem o prédio onde se encontra a sua filha. A ‘guerra de nervos’ entre Leland e o chefão da gang, Anton Gruber - apelidado de “Pequeno Tony Vermelho’- de fato, prende o leitor, até bem mais do que os trechos de luta, tiros e explosões. O final da obra é bem realista, fugindo dos clichês “felizes para sempre”.
A curiosidade é que o livro de Thorp não se chamava “Duro de Matar”, mas sim “Nada é Para Sempre” (Nothing Last Forever) e na época de seu lançamento, 1979, passou completamente despercebido nas livrarias. Quer dizer... até surgirem os produtores Lawrence Gordon e Joel Silver que se interessaram pela história. Após o lançamento de “Duro de Matar nos cinemas, em 1988, e o seu estrondoso sucesso, as novas de edições de “Nada é Para Sempre” passaram a ser “batizadas” com o mesmo nome do filme. Mesmo assim, o livro não vingou, entrando para o rol das obras que ficaram desconhecidas através dos tempos.
Uma pena, já que o livro é muito bom.

Inté!

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