quinta-feira, 14 de abril de 2016

Viva e Deixe Morrer

Cara, que livro! Livraço com ‘aço’. “Viva e Deixe Morrer” é um dos melhores de toda a saga do agente secreto inglês. Acredito que Ian Fleming estava inspiradíssimo quando escreveu a obra em 1954.
Ele  brinda os seus leitores com muita ação, suspense e um vilão terrível. Mr. Big, de fato se impõe e consequentemente mete medo na galera.
O livro pode ser considerado uma sequencia de “Cassino Royale”, onde James Bond após ter se recuperado da tortura imposta por Le Chiffre - onde por um triz quase ‘bateu as botas’ - é convocado para investigar um caso de contrabando de moedas de ouro. E adivinhe quem está operando esse esquema? O temido Mr. Big. O vilão utiliza as moedas contrabandeadas para financiar as ações criminosas da SMERSH em território americano. A missão de 007 é chegar até Mr. Big e desmantelar o seu esquema, destruindo o tesouro, cortando assim, os recursos direcionados para a organização criminosa.
Fleming utiliza boa parte do capitulo três de “Viva e Deixa Morrer” para descrever a perigosa figura do vilão haitiano Mr. Big. Devido a sua desmesurada altura e corpulência, ele era chamado na infância de Big Boy ou simplesmente Big. Quando ele ganha fama no submundo do crime, passa a ser chamado por Mr. Big. Já que era mestre no culto vodu, sabiamente, plantou o boato de que era um zumbi ou o cadáver  animado do Barão  Samedi, o temido príncipe das trevas, segundo a crença vodu.
Mr. Big é a própria essência do mal. Matar para ele é um hobby, o qual desempenha por prazer e sem nenhuma ponta de remorso. Ardiloso, esperto, inteligente e carismático. Tudo isso o transforma num dos mais letais inimigos de 007.
O livro é muito diferente do filme de 1973 e que marcou a estréia de Roger Moore na ‘pele’ do icônico agente secreto inglês. Pra ser sincero, “Viva e Deixe Morrer” – que também foi lançado no Brasil com o título “Os Outros Que se Danem” -   virou picadinho nas mãos dos roteiristas e produtores.; Cara, a obra de Fleming emprestou fragmentos de sua história para três filmes: “007- Viva e Deixe Morrer”, “Somente para Seus Olhos” e “Licença para Matar”. Com relação à “Viva e Deixe Morrer”, os tais fragmentos emprestados foram maiores, entre eles: as características pessoais de Mr. Big – excetuando a sua doença no coração, já que no livro de Fleming, o vilão tinha o coração inchado -, a Bond-girl Solitaire também é bem parecida com a do filme ... que mais... que mais... Ah! Aqueles lances de vodu, macumba também são bem parecidos. E Zefini. Esqueça a cena de Bond pisando nas cacundas dos crocodilos, foi pura invenção do diretor Hamilton; esqueça também a ameaça (apenas ameaça) do capanga de Mr. Big/ Dr. Kananga em quebrar ou decepar um dos dedos das mãos de Bond após a sua captura. O livro pode ser considerado muito mais violento do que o filme. Por exemplo, na obra literária, o agente secreto tem, de fato, o dedo mindinho quebrado. Tanto é que ele passa a maior parte da investigação com o dedo – quero dizer, com o braço – engessado. Já no filme, Solitaire salva o dedinho de 007. O confronto entre Bond e Mr. Bog que culmina com a morte do grandão também é completamente diferente daquela que você assistiu nas telonas. No livro é muito mais dramática.
Li o enredo de Fleming numa tacada só. “Viva e Deixe Morrer” foge totalmente das características dos outros livros da saga do agente secreto de Sua Majestade onde a ação chega, mas em doses homeopáticas.

“Viva e Deixe Morrer” é pauleira do início ao fim.

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