sábado, 4 de janeiro de 2014

Escritores famosos que foram rejeitados e humilhados por editores no início de carreira



Galera, desculpem-me pela a ausência forçada, mas a culpa, em primeiro lugar, é  do livro “Novembro de 63”, de Stephen King – que apesar de não chegar aos pés de “Sob a Redoma”,  vem me roubando (no bom sentido) um tempo danado – e depois de uma baita domr no tal do nervo ciático. Aliás, uma dor ‘doída de chata’ que me impede de ficar muito tempo sentado na frente de um monitor.
E antes que o efeito dos analgésicos termine e a dor volte a bombardear costas e pernas, deixe-me entrar direto no assunto sem analogias com isso ou aquilo e sem ‘lenga-lenga’. O tema de hoje serve de puxão de orelhas para aqueles escritores que apesar das primeiras recusas de algumas editoras, já estão pensando em desistir de publicar as suas obras ou então encerrar, prematuramente, a carreira. Para vocês – tchurminha do desânimo, baixo astral e pessimismo, saibam que muitos escritores – hoje, famosos, alguns deles, verdadeiras lendas vivas -  levaram na cara, além da recusa, o ‘petardo’ de esquecerem a ‘escrita’ e tentarem outra profissão porque não levavam jeito para ‘criadores de bet-sellers’. Cara! Imagine você levar um tapa (tapa, não; um soco) desses na cara. Pode acreditar, há casos de autores conceituados que foram tratados dessa maneira no início de suas carreiras literárias.
No post de hoje, escolhi dez escritores consagrados que foram rejeitados, humilhados e desacreditados antes de terem o seu primeiro livro publicado. Vamos à eles:
01 – John Creasey
Já ouviram falar de John Creasey? Ele foi um dos grandes responsáveis pela criação da British Crime Writers Association, ou seja, a associação de escritores de romances policiais britânicos, fundada em 1953. Fazendo uma analogia com a Academia Brasileira de Letras, a British Crimes Writers só reúne as feras das feras britânicas de romances policiais. Para fazer parte dessa associação, o autor deve provar que é o ‘bam-bam’ do gênero. Creasey é considerado o pai, o grande mestre da British Writers Association.
O autor falecido em 1973 criou obras respeitadas do gênero e que serviram de inspiração para muitos escritores policiais contemporâneos, entre as quais podemos citar a série de livros “Gideon” que teve várias histórias adaptadas para o cinema.
Vamos agora, para o lado triste da história. Creasey, provavelmente é o autor que teve o maior número de rejeições por parte dos editores de seu tempo. Foram 743 rejeições antes de conseguir publicar o primeiro de seus 562 livros, entre os quais dezenas de Best-sellers. Meu!! Imagine só, você  - meu amigo, candidato desanimado à escritor – levar um não 743 vezes! E pensar que muitos já desistem da luta no primeiro ou segundo não. Que John Creasey, o mais popular escritor britânico de romances policiais sirva de exemplo para você que está pensando em parar de escrever jogando no lixo, quem sabe, de uma auspiciosa carreira de escritor.
02 – J.K. Rowling
A escritora bilionária J.K. Rowling, criadora do fenômeno editorial “Harry Potter” nem sonhava que um dia se tornaria uma autora conhecida em todo o mundo. Rowling sofreu muito, antes de nadar nas águas da piscina da fama. No fim dos anos 90, estava divorciada e ainda era mãe solteira. Como não bastasse, estava passando por sérias dificuldades financeiras, tendo de ser amparada por familiares e amigos; então conseguiu um emprego como professora de inglês, o que serviu para amenizar a falta de dinheiro, mas não muito, já que o conforto passava longe do seu modo de vida.
Certo dia quando voltava de uma viagem, surgiu a inspiração para o menino bruxo Harry Potter, que seria a sua grande estréia no mundo da literatura. Mas o início foi difícil, muito difícil. Rowling aproveitava as horas de folga para escrever “Harry Potter e a Pedra Filosofal” e quando concluiu o manuscrito e o levou para as editoras... Pimba! Veio a desilusão. Ela ouviu alguma coisa do tipo: “Filha, desista dessa idéia de ser escritora e volte ao trabalho”. O editor que lhe disse isso, não contava com a persistência de Rowling que bateu na porta de outras muitas editoras, levando outros muitos nãos. Para que você tenha uma idéia, o manuscrito de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” chegou a ser rejeitado por 12 vezes, até que a Bloomsbury decidiu arriscar, publicando-o numa coletânea de literatura infantil. À partir daí, bem...  não preciso dizer e nem escrever mais nada. “Harry Potter e a Pedra Filosofal” fez tanto sucesso que o povo pediu bis e Rowling, que não é boba, atendeu aos pedidos.
03 – Jack London
Quem se emocionou com o livro e o filme “Caninos Brancos” nem imagina como foi penoso o início de carreira do escritor Jack London. Não só o início de carreira, mas a sua mocidade. Por ser de uma família muito pobre, ele foi impedido de estudar de maneira adequada e para ganhar a vida foi obrigado a ingressar cedo no mercado de trabalho. Com isso, os estudados foram imensamente prejudicados. London foi entregador de jornais, faxineiro, ajudante de fábrica e depois se alistou como aprendiz de marinheiro.
Apesar do pouco estudo, London era um leitor voraz, fã incondicional das obras de Washington Irving. De leitor compulsivo passou a escrever histórias, mas foi aí que ”a coisa pegou”, pois se não fosse persistente, hoje, não teríamos a oportunidade de sermos brindados com verdadeiras obras primas desse monstro sagrado da literatura mundial. A sua primeira história recebeu 600 rejeições. Isso mesmo, 600 negativas, antes de ser finalmente aceita. Cara, você agüentaria levar tantos ‘nãos’ na cara?!
04 – Stephen King
Não acredito!! PQP! O mestre dos mestres da literatura de terror e suspense; o meu grande ídolo e também o ídolo de centenas de milhares de leitores, teve o seu primeiro livro esnobado por 30 ‘Zé Manés” que hoje já devem ter morrido de desgosto ao verem a mina de dinheiro que perderam. “Carrie, a Estranha” demorou muito para ser publicada porque os editores da época achavam a história bem fraquinha, fadada à um fracasso homérico. Na época King ainda morava com toda a família num trailer e ganhava a vida dando aulas em escolas do Maine, além de escrever histórias curtas para revistas masculinas. Quando se aventurou em seu primeiro livro, a decepção foi grande. Reza a lenda que foi a sua esposa Tabitha Spruce que o reergueu nesse momento difícil, estimulando-o a continuar oferecendo “Carrie” à outras editoras. Foi então, que apareceu a Doubleday que aceitou publicar o manuscrito. Mesmo com uma obra já publicada, King ainda encontrou dificuldades para colocar no mercado “Salem” e pasmem: “O Iluminado”!! Mas depois, o cara se tornou um monstro sagrado da literatura de terror e suspense e, então, já era tarde para os tais “Zé Manés” que o esnobaram voltarem atrás. Ihuuu! Bem feito!
05 – Margareth Mitchel
Cara, não é de hoje que as editoras publicam somente os manuscritos, os quais estão absolutamente certas de que vingarão num livro que  lhes trará lucro. Quem sentiu essa situação na própria pele foi a – na época – jovem candidata à escritora Margareh Mitchell. “E O Vento Levou” foi rejeitado por mais de vinte editoras, levando Mitchell as raias da depressão e da infelicidade. Mesmo abatida com o pouco caso, continuou fazendo a sua peregrinação, batendo de porta em porta nas editoras que ainda restavam e com o manuscrito de sua futura obra-prima debaixo do braço.
Quando já estava quase desistindo, eis que os donos da editora Macmillan resolvem adquirir os direitos de publicação por verem um grande potencial no enredo criado pela autora. Quer saber o que houve depois da publicação dessa história que foi espezinhada por um grande número de sabichões? Ok. Eu conto. Lançada em 10 de junho de 1936 a obra tornou-se rapidamente um "best-seller". Em Outubro deste mesmo ano, já havia vendido um milhão de exemplares e os direitos de filmagem foram comprados pelo produtor David O. Selznick pela (na época) elevada soma de US$ 50.000. Em maio de 1937,  o livro “E O Vento Levou” foi premiado com o Pulitzer.
Pena que Mitchell perderia a vida atropelada por um táxi ao tentar atravessar uma rua perto de sua casa. Levada para um hospital, morreria cinco dias depois do acidente. Acredito que se essa tragédia não tivesse ocorrido em sua vida, teríamos, com certeza, outros Best-sellers fabulosos escritos por ela.
06 - John Grisham
John Ray Grisham Jr ou simplesmente John Grisham. Esse é o cara! Kid Tourão tem o hábito de dizer o seguinte sobre alguém que tem a coragem de ‘brigar’ contra as mazelas da vida: “esse sujeito pelejou, mas venceu a peleja”. Etchaaa Tourão!! Esse provérbio ‘touriano’ (rsss) cabe muito bem para o, hoje, famoso e respeitado escritor. Grisham praticou um MMA no octógono da vida.
Filho de fazendeiros aprendeu a trabalhar muito cedo aguando plantas por um dólar, depois, foi ajudante de construção em uma firma de asfalto, encanador, vendedor de roupas e isso e mais aquilo; até que com o apoio de sua mãe conseguiu ingressar numa faculdade. Formou-se em Ciências e depois, Direito, se especializando na área de direito criminal.
Grisham atuou como advogado durante 10 anos e nesse período, enquanto ainda advogava, lançou o seu primeiro livro “Tempo de Matar”. Cara... que luta! Quando terminou o manuscrito da obra começou a procurar uma editora para publicá-lo. Ocorre que nenhuma das ‘ditas cujas’ que visitava, incluindo aquelas mais ‘ralézinhas’ faziam pouco caso e descartavam o pobre coitado logo de cara.
Depois de ser rejeitado vinte e oito vezes – isso mesmo, 28 vezes!! - , a desconhecida editora Wynwood Press concordou em fazer uma edição de apenas cinco mil exemplares da obra. O livro foi então publicado em junho de 1989. Logo após conseguir o seu intento, Grisham começou a escrever o seu segundo livro “A Firma” que se tornaria um best seller  em 1991. Nem é preciso dizer escrever que devido ao sucesso de “Tempo de Matar”, o autor não encontrou nenhuma dificuldade para publicar “A Firma”. Putz! É sempre assim! Porra de editores hipócritas e egoístas! Oops... Excuse-me pelo palavrão.
07 – Vladimir Nabokov
Caraca, é completamente surreal que uma obra que tenha vendido mais de 50 milhões de cópias tenha sido sido rejeitada por vários editores que se achavam os bons da boca! Acredite: o fenômeno literário “Lolita” passou por esse constrangimento, ou melhor, o seu autor, Vladimir Nabokov passou por isso. Outro golpe para Nabokov foi a proibição de seu livro em vários países, inclusive nos Estados Unidos, após a sua publicação. A polêmica obra foi considerada ‘imprópria para os padrões sociais daquela época, já que girava em torno da paixão de um homem por uma garota de apenas 12 anos. Uma “obra pedófila” foi assim que “Lolita” ficou conhecida.
Talvez pela polemicidade de seu conteúdo, o livro de Nabokov sofreu a rejeição de quatro editoras antes de a  G.P. Putnam's Sons aceitar publicá-lo. Depois da publicação, o caminho ainda foi árduo, com “Lolita” recebendo várias críticas. Os louros da vitória chegariam alguns anos depois, quando a história ganharia o status de Best seller, vendendo mais de 50 milhões de cópias, tornando-se célebre. A obra fez tanto sucesso que permitiu à Nabokov  encerrar sua carreira de professor de ensino médio e começar a sobreviver dos ‘resultados’ de “Lolita”. É mole ou quer mais?!
08 – Agatha Christie
Não acreditoooo!!! A criadora do “Pai” de todos os detetives do planeta terra e também de outras galáxias: Hercule Poirot” foi esnobadérrima por diversas editoras! O queixão do menino, aqui, caiu quando soube. Pois sim, é verdade. Seu primeiro livro, “O Misterioso Caso de Styles” foi rejeitado por seis editoras até ser comprado pela Bodley e depois acabou vendendo duas mil cópias. Agatha Christie só viria ser o grande fenômeno literário seis anos e três romances depois. Demorou heinn galera?!
Agatha escreveu 80 livros, sendo os mais famosos: “Assassinato no Expresso do Oriente” e “O caso dos Dez Negrinhos”. Nesse último, já muito doente e prevendo o fim de sua vida, decide matar Hercule Poirot, seu personagem mais famoso, com a justificativa que não queria que o usassem sem sua autorização depois.
Os livros da autora só perdem em numero de traduções para a Bíblia e mesmo assim, no início de carreira, chegou a ser rejeitada por inúmeros editores. Que essa lição sirva de consolo para os jovens escritores que já estão pensando em desistir por causa das negativas que levaram das editoras que visitaram.
09 – Meg Cabot
Esta famosa autora de livros também comeu o pão que o diabo amassou e assou. E como comeu! Sua famosa série de livros “O Diário da Princesa” não despertou o interesse das editoras e Cabot teve de gastar a sola do sapato e criar calos nas pontas dos dedos para visitar e telefonar à editores que hoje devem estar amargamente arrependidos. Cerca de 17 donos de editoras metidos a sabichões disseram não ao pedido da autora, respondendo que não viam nenhuma qualidade na história. Putz, que pancada para Cabot.
Inicialmente, a série deveria ser composta por dezesseis livros, mas como já expliquei acima, ninguém quis publicá-los. Quando finalmente surgiu um comprador, ele estava interessado em apenas um. Outro editor, do Reino Unido, se interessou por três, assim ela escreveu o terceiro como sendo mesmo o final. Porém, quando a Disney comprou os direitos do livro para o filme, estrelado por ninguém menos que Anne Hathaway, os dois editores pediram mais livros. Aha ah ah!! Bem feito!!! A partir daí, os dezesseis livros da série foram lançados, sendo traduzidos em mais de quarenta idiomas.
10 – Stephenie Meyer
A saga que emocionou uma legião de fãs adolescentes em todo o mundo, transformando a sua autora em milionária da noite para o dia, foi  rejeitada por vários agentes.
Quando terminou de escrever “Crepúsculo”, primeiro livro da saga, Stephenie Meyer preparou uma lista de pequenas editoras que aceitavam originais e também de agentes literários e mandou cartas de solicitação para vários desses endereços. Ela recebeu oito rejeições. Um pequeno agente literário leu apenas o primeiro capítulo e escreveu uma carta para a autora, acabando com a pobre coitada, um verdadeiro massacre, coisa do tipo: “é melhor parar de escrever e procurar outra coisa para sobreviver”. O editor orelhudo deve estar babando de arrependimento por ter negado um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos anos.
Mas o bombardeio contra Meyer não parou por aí. Ela recebeu outra carta de rejeição, muito maldosa, que chegou depois que a autora já tinha assinado contrato com uma das maiores editoras dos EUA para publicar três livros. A criadora da saga “Crepúsculo” ficou tão ficou tão triste com essa última carta que chegou a pensar em responder , anexando uma cópia do contrato, mas preferiu não fazer isso.
Entonce é isso aí. Espero que esses dez exemplos sirvam de estímulo para os jovens escritores que estão lutando para publicar o seu primeiro livro, principalmente aqueles que já levaram alguns “nãos” na cara. Tá pensando em desistir? Pára meu! Veja a persistência dos caras acima.
Inté!

7 comentários:

  1. Nunca perder a esperança e lutar sempre!
    Gostei de conhecer o blog :)

    Beijinhos xx
    Blog: www.helenaduque.com
    FB Livro Heroína: https://www.facebook.com/heroinahelenaduque

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  2. Thanks Helena, volte sempre que quiser...
    Abcs!

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  3. Ótimo post Jam!
    Inclusive, o John Creasey me serviu de inspiração para escrever o artigo "Persistência, uma palavra que define os vencedores" (bit.ly/1K8qysP). Eu penso que essa qualidade é essencial para quem deseja transformar sonhos em realidade.

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    1. Obrigado Tiago :)
      De fato, a persistência é essencial para vencermos as turbulências que acontecem em nossas vidas. Não devemos esquecer, também, da resiliência.
      Abcs e obrigados pela visita!

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  4. Perfeito! Adorei o post e sua injeção de estímulo. É fato que está mega difícil conseguir uma editora para publicação. Ainda mais nesta crise terrível pelo qual passa nosso país. Ás vezes dá mesmo vontade desistir, mas saber que estas feras acreditaram no seu trabalho e foram em frente, me faz ter a certeza que a persistência gera bons frutos. Parabéns!!! PS: Espero que sua coluna esteja fortalecida. Abs

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    Respostas
    1. Helena, não podemos desistir dos nossos projetos jamais. Estou 'brigando' com o meu blog há aproximadamente cinco anos. Neste período tive momentos felizes, mas tbém levei pancadas que por pouco não me levaram a desistir de tudo. Se tivesse desistido, hoje estaria arrependido, com certeza.
      Que bom que gostou da postagem.
      Volte sempre!
      Abraços!

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  5. Muito bom o post. Mas Agatha Christie "mata" Poirot em "Curtain", cujo título foi traduzido para o português como Cai o Pano. Em "O caso dos Dez Negrinhos" Poirot nem está presente.

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