quinta-feira, 13 de junho de 2013

A Serviço Secreto de Sua Majestade (2º livro da "Trilogia Blofeld")



Cara! Tô emocionado... Tá bom vai! Tô quase chorando... Chorando porque essa música me faz voltar ao passado... Minha infância, minha adolescência. Que festival de recordações. Ainda mais com essa chuvinha mansa com trovoadas tranqüilas que escuto bem longe enquanto escrevo esse post. Estou ouvindo, estou viajando, estou sonhando com Louis Armstrong. A sua voz rouca ressoa toda charmosa nas caixinhas de som do meu computador soltando a garganta em We Have All the Time in the World.
Mas você deve estar exclamando: “- Esse cara ficou pinéu! O que isso tem à ver com o post?!”. Eu lhe respondo, então: -“ Tem tudo à ver pessoal! Afinal de contas, essa linda canção foi o tema de “À Serviço Secreto de Sua Majestade”. A música que emocionou milhares e mais milhares de telespectadores durante os beijos e amassos de Bond e Tracy e também na última cena do filme, quando 007 – vivido pelo canastrão George Lazemby – chora nos ombros da falecida Bond-Girl que foi a única mulher que ele amou em toda a sua vida. A moça recebeu um tiro certeiro na cabeça disparado por Ernst Stravo Blofield.
A cena que partiu um montão de corações no final dos anos 60 é a maior prova de que o fundador da S.P.E.C.T.R.E é, sem sombra de dúvidas, o único ‘carrasco’ de toda a vasta galeria de vilões do agente secreto inglês. Ele foi o algoz que conseguiu destruir os sonhos de Bond. Parem e pensem. 007 sempre tratou as mulheres que cruzaram o seu caminho como simples objetos de prazer. As únicas duas sortudas que conseguiram mudar esse conceito do inveterado mulherengo foram Vesper Lynd e Tereza di Vicenzo ou simplesmente Tracy, mas acredito que a segunda teve uma importância maior na vida de Bond, pois chegou ao ponto de conseguir fazer aflorar algumas lágrimas da expressão cruel do agente inglês.
Acredite se quiser amigo. O rabo de saia do Bond chegou a se casar com Tracy e também iria deixar o MI6, abandonando definitivamente o duplo zero que lhe dava licença para matar. Tudo para constituir uma família e se dedicar de corpo e alma ao seu grande amor. Perceberam como Tracy era importante para Bond? Então, num certo dia, Blofeld sepulta esse sonho assassinando a moça em sua lua de mel. Cara, justamente na lua de mel! É prá estilhaçar qualquer coração, até mesmo de 007. Este é o vilão que se transformou no pior pesadelo de Bond nos livros “À Serviço Secreto de Sua Majestade” e “A Morte no Japão.
Se em “Chantagem Atômica”, Blofield apareceu apenas indiretamente, não participando dos momentos de ação do enredo; nos outros dois livros da trilogia, ele sai à campo e vai à luta. Em “Chantagem Atômica”, o vilão foi o grande mentor intelectual do plano que envolvia o roubo de um avião armado com duas ogivas nucleares. Ele só dava ordens e escolhia qual subordinado deveria cumpri-las. No caso do roubo das ogivas, o escolhido para a missão foi Emilio Largo. Agora, em À Serviço Secreto de Sua Majestade, meu amigo... Hummm!! A coisa pega porque o ‘hômi’ sai à campo, como diz o ditado popular. Blofeld e Bond duelam cara a cara, peito a peito. E é um duelo completo englobando cinismo, chantagem, hipocrisia e como não poderia deixar de ser, corpo a corpo que fica reservado para as páginas finais do livro quando acontece uma perseguição de trenós nos Alpes suíços.
E quando o leitor pensa que Blofeld fugiu temendo ser pego por James Bond, eis que o vilão surge no final do romance e arrebenta com Bond, lhe tirando a coisa mais valiosa de toda a sua vida: a única mulher que ele amou de verdade. Amou tanto, mas tanto que chegou a se casar com ela. Quer golpe pior do que esse?
Sei que estou contaminando esse post com spoilers, mas a história de James Bond e Tereza di Vicenzo é tão conhecida no universo bondiano que já deixou de ser um segredo para ‘quase todos’ aficionados ou não do herói.
Neste segundo livro da Trilogia Blofeld, após tentar de todas as formas possíveis e impossíveis encontrar o grande chefe da S.P.E.C.T.R.E, mas sem sucesso, Bond passa a acreditar que a agencia de terrorismo e extorsão não mais existe, à exemplo de seu principal mentor, o qual acredita ter morrido . Ocorre que o MI6¨pensa o contrário e por isso, obriga o seu principal agente secreto com licença para matar à continuar a busca por Blofeld.
Bond se frustra pela insistência do MI6 na prolongação da procura e em sua incapacidade de encontrar o vilão. Por isso, ele acaba escrevendo uma carta de demissão para seu chefe, M.
Enquanto escreve sua carta, Bond encontra a linda, e suicida, Condessa Teresa "Tracy" di Vicenzo, primeiro na estrada e posteriormente em uma mesa de jogo, onde ele a salva pagando sua dívida. No dia seguinte, Bond a segue e impede sua tentativa de suicídio, porém os dois acabam capturados por capangas profissionais. Eles são levados até o escritório de Marc-Ange Draco, chefe da Unione Corse, o maior sindicato criminal da Europa. Tracy é a filha única de Draco, que acredita que o único modo de salvar sua filha de novas tentativas de suicídio é através de um casamento com Bond. Para facilitar isso, ele oferece a Bond um dote de um milhão de libras; Bond recusa, mas concorda em continuar namorando Tracy enquanto a saúde mental dela melhora. Ocorre que o amor é cruel e acaba enlaçando os dois pombinhos, principalmente Bond que se apaixona perdidamente pela garota.
Bem, resumindo, Bond acaba localizando Blofeld, após receber uma valiosa informação do pai de Tracy e sai na captura do super-vilão da S.P.E.C.T.R.E.
Após frustrar o plano do sifilítico Blofeld (isso mesmo, ele tem sífilis em estágio avançado no livro) de destruir toda a economia agrícola de vários países, Bond se torna o principal alvo de sua ira. Pronto! A vingança está jurada como uma vendetta. Vingança que se concretiza da pior maneira possível no final do romance e também do filme.
À Serviço Secreto de Sua Majestade termina seco e triste. Aliás... não tenho vergonha de esconder que chorei ao ler o final do livro e ver o final do filme. Acredite, pode parecer brincadeira, mas chorei com um livro e um filme de James Bond.
Fazer o quê...
Putz, e essa musica do Louis continua tocando no meu computador....

2 comentários:

  1. Oi J.A.
    Estou vindo lá da perseguição de trenós :))
    Adoooro seus posts! Sempre me divirto mtooo e aprendo bastantão.
    Fiz "amizade" com os personagens "bondnianos" mesmo não sendo uma aficcionada nem mto conhecedora dos fatos das tramas de Ian Fleming. Não me importo cm spoilers, às vezes até procuro por eles na internet para ficar por dentro de alguma novi que não vou poder conferir.
    Adorooo Armstrong e seu vozeirão são clássicos imperdíveis!
    Puxa =/ Blofeld é mesmoo um carrasco, malvadão uia!
    Aowwwwnnnnnnnn eu tenho uma versão para o fato da Tracy ser uma it girl!
    Olha só o nome do pai dela!!!!! Draco!
    Oras se não é uma versão de Dragão. e vc sabe amoooooo dragões! :))

    Excelente findi procê com agito e descanso na medida exata.
    abraçoo em sir Touro, sei que ele está tirando de letra a fisio.
    Afinal ele é um herói das páginas da vida e integrante absoluto do clã dos dragões!
    bjs

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    Respostas
    1. Como vai a "internauta leitora alto astral e fã de dragões"? Espero que bem.
      Seu alto astral é contagiante. Continue sempre assim. Mas vamos ao que interessa, ou seja, livros. Luna, se puder comece a ler as obras de Fleming. Trata-se de uma leitura indispensável para quem é fã ou 'meio-fã' de James Bond. Muitas pessoas que não gostavam do gênero, após lerem um dois livros de Ian Fleming, foram correndo atrás dos sebos para comprar todos os 14 livros sobre 007. Ah! Desculpe de que já assistiu aos filmes não cola, porque livro e filme são iguais a água e óleo.
      Faça o teste.
      Abcs!!!

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