quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Pai de Amy Winehouse ‘abre o jogo’ em biografia sobre a filha

Capa do livro escrito pelo pai de Amy Winehouse
Os meios de comunicação de massa em geral, sejam eles, impressos, falados ou eletrônicos ‘só tem olhos’ para a mais nova biografia lançada no mercado: “Amy, Minha Filha”, escrita pelo pai da cantora britânica que ficou conhecida como a “Rainha do Soul Music”.
Amy Winehouse que foi encontrada morta em sua casa, em Londres, no dia 23 de julho, um sábado, faleceu aos 27 anos, acabada, fulminada, destroçada, moída – sei lá, entendam como quiserem – pelo uso de drogas pesadas e álcool durante anos.
Curiosamente, ao contrário do que a maioria das pessoas acreditava ter acontecido, a cantora não morreu de overdose. Bem, pelo menos foi isso que os exames toxicológicos apontaram. Amy teria sofrido convulsões provocadas pelo uso de um medicamento de nome Librium, utilizado no combate ao alcoolismo. Mitch Winehouse, pai da cantora, afirma que o remédio teria prescrição médica e ajudava na desintoxicação do organismo. Dias depois da morte da filha, ele revelou que Amy vinha sofrendo, com freqüência, fortes convulsões provocadas pela síndrome de abstinência. Ele acredita que essas convulsões tenham sido a causa da morte da filha que vinha fazendo de tudo para largar o vício do álcool e das drogas. Mitch ainda acrescentou que a cantora, apesar dos problemas, sempre foi uma pessoa especial e educada, atendendo todos os fãs com carinho e atenção.
Amy Winehouse: antes e depois das drogas
Olha... Eu tenho certeza absoluta que muitos internautas que leram esse post até aqui, agora, estão bradando aos quatro ventos: PQP lá vem outra biografia ‘mascarada’, daquelas escritas por um familiar ou amigo chegado, que quer transformar o bad boy ou a ‘santa’ numa pessoa imaculada, sério candidato (a) a canonização!
Calma, calma pessoal... Tudo indica que “Amy, Minha Filha”, lançado pela Record, quebra todos esses estereótipos que contribuíram para o descrédito de grande parte das biografias lançadas, até agora, no universo literário. Vejam bem, eu disse “tudo indica”, porque ainda não li o livro de Mitch Winehouse por isso não posso afirmar nada. As impressões que obtive sobre a obra são frutos de informações colhidas em jornais, entrevistas, Internet e também de um primo, residente em São Paulo, que comprou a obra e já está, segundo ele, com a leitura bem adiantada  bem pra lá do meio. Falei com ele anteontem pelo telefone  e conversamos uns dez minutos sobre a biografia.
Por isso, levando-se em conta todas essas fontes, “Amy, Minha Filha” é um relato bem fiel sobre a vida da cantora. Li há algum tempo numa revista, não me lembro qual, uma entrevista de Mitch dizendo que pretendia lançar um livro sobre a vida da filha; mas um livro que fosse o mais sincero possível. E, parece que o pai de Amy Winehouse cumpriu a sua promessa.
Antes de escrever esse post, por acaso li, uma reportagem do Jotabê Medeiros, publicada no Estadão, que opina sobre o livro.
Segundo a matéria preparada pelo jornalista do Estadão, o pai de Amy Winehouse abre o seu coração no livro contando ‘tudo e mais tudo’ sobre a vida da filha: os escândalos; o seu ‘debut’ no mundo das drogas pesadas, o relacionamento pai/filha que as vezes se tornava insuportável por causa das drogas e por aí afora.
Ele fala da amizade com a filha de forma franca, sem esconder suas fraquezas, suas falhas e suas inseguranças.
Mitch Winehouse ao lado da filha
Entre as passagens mais fortes do livro está o relato sobre a deterioração física e psicológica da artista que avançava dia a dia como os ponteiros de um relógio que só andam para frente. O pai de Winehouse presenciava essa degradação completamente impotente, sem nada poder fazer.
Ele recorda de situações muito constrangedoras, como num show de Tony Bennet, no qual ele teve de mandar a filha calar a boca durante a apresentação. Nesse dia, Amy teria dado um grande escândalo já que ficou completamente descontrolada por causa dos efeitos dos remédios que estava tomando para parar de beber. Mitch teve de abandonar o concerto por causa do clima pesado que passou a predominar.
Ele fala ainda sobre as crises de abstinência da filha que a levaram adiar shows e turnês; atitudes que acabaram colaborando para a decadência de sua carreira artística.. Sem contar as letras das músicas que passou a esquecer durante as suas apresentações.
A sua iniciação nas drogas, começando com a maconha e depois partindo para outros tóxicos pesados como a heroína. Na sequência veio o alcoolismo que acabou por detonar a sua saúde e também o seu corpo.
E como era o relacionamento de Amy Winehouse ‘possuída’pelas drogas e o álcool com os seus familiares. Mitch também abre o jogo.
Enfim, Amy, Minha Filha é uma biografia verdadeira que reval não só o lado bom da cantora, mas também o chamado “lado negro da força”. Mitch, literalmente, escancara as portas de seu coração e de sua alma e coloca para fora o seu amor, a sua dor e também a sua raiva...   Por tudo isso, uma biografia verdadeira.

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