terça-feira, 29 de março de 2011

Definida a data de lançamento da seqüência O Nome do Vento – A Crônica do Matador do Rei

Acredito que um bom livro seja como o vinho. Mas aquele vinho de safra especial que fica guardado com todo carinho em nossa adega esperando o momento mágico para ser apreciado. E um livro que venho guardando em minha estante, já há muito tempo, para ser devorado lentamente – pois quero sentir cada sensação existente em suas páginas – é “O Nome do Vento”, que faz parte da série “A Crônica do Matador do Rei”, do autor Patrick Rothfuss, publicado no Brasil pela editora Sextante.
O primeiro motivo que despertou o meu interesse pela obra foi, evidentemente, o seu enredo que me atraiu logo de cara e em seguida as críticas, tanto do público quanto da imprensa especializada.
É muito difícil uma obra obter unanimidade total e irrestrita, do tipo: de cada 100 opiniões, 100 derramam elogios. Pois é, O Nome do Vento conseguiu mais do que isso; a obra de Rothfuss hipnotizou a crítica especializada que não conseguiu encontrar defeitos em seu contexto. Quanto aos leitores, transformaram-na em algo mítico. Passando a aguardar com expectativa o lançamento da seqüência da história.
Pronto! Será que tudo isso justifica todo esse meu ritual para ler a obra? Acho que sim. As vezes me pergunto se serei eu o primeiro a discordar da crítica e da horda de leitores da obra. Ehe! Ehe!Ehe... pensamento tolo esse; mas quem sabe...
Bem, mas o objetivo principal desse post é avisar aquelas pessoas que já leram a obra de Rothfuss que já foi definido o lançamento da seqüência da história do enigmático personagem Kote, considerado a estrela desse romance que vem arrebatando leitores de todo o mundo.
Tudo indica que a seqüência, ainda sem título definido no Brasil, será lançado nas terras daqui em junho próximo, portanto, dentro de aproximadamente três meses. Taí pessoal, podem comemorar e ao mesmo tempo ficar na expectativa. No meu caso, tão logo termine de reler a trilogia “As Crônicas de Artur” vou começar a saborear “O Nome do Vento”.

Capa americana da sequencia 
"O Nome do Vento"

Para aguçar a curiosidade daqueles que ainda não tiveram contato com a obra de Rothfuss, segue um breve resumo (sem spoillers) da história do primeiro livro do herói ou vilão Kote. Vamos à ela:
‘Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.
Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.
Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade.
Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade – notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame.
Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.
Mais do que a trama bem construída e os personagens cativantes, o que torna O nome do vento uma obra tão especial – que levou Patrick Rothfuss ao topo da lista de mais vendidos do The New York Times – é sua capacidade de encantar leitores de todas as idades’.
Confira agora o próprio Kote se auto-analisando. O texto é um trecho de “O Nome do vento”. Confiram:
"Meu nome é Kvothe, com pronúncia semelhante à de ‘Kuouth’. Os nomes são importantes, porque dizem muito sobre as pessoas. Já tive mais nomes do que alguém tem o direito de possuir.Meu primeiro mentor me chamava de E’lir, porque eu era inteligente e sabia disso.
Minha primeira amada de verdade me chamava de Duleitor, porque gostava desse som. Já fui chamado de Umbroso, Dedo-Leve e Seis-Cordas. Fui chamado de Kvothe, o Sem-Sangue; Kvothe, o Arcano; e Kvothe, o Matador do Rei. Mereci esses nomes.
Comprei e paguei por eles.
Mas fui criado como Kvothe. Uma vez meu pai me disse que isso significava ‘saber’.
Fui chamado de muitas outras coisas, é claro. Grosseiras, na maioria, embora pouquíssimas não tenham sido merecidas.
Já resgatei princesas de reis adormecidos em sepulcros. Incendiei a cidade de Trebon.
Passei a noite com Feluriana e saí com minha sanidade e minha vida. Fui expulso da Universidade com menos idade do que a maioria das pessoas consegue ingressar nela.
Caminhei à luz do luar por trilhas de que outros temem falar durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e escrevi canções que fazem os menestréis chorar.
Vocês devem ter ouvido falar de mim." 
Taí o Kote por ele mesmo. Agora é só aguardar a chega de junho; do tão esperado junho (rs).

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